Mortais
Na busca da divindade e do eterno, os mortais cegam-se na vaidade vã. Presumem ser mais dignos, bem-intencionados, enquanto se afogam na miragem insana. Dizem buscar agradar ao ser supremo, aquele além do tempo e da limitação, mas no cerne dessa busca, revelam-se os piores vaidosos, em sua ilusão. Pois a glória e a admiração deste mundo efêmero, por mais mesquinhas que possam parecer, são insignificantes quando comparadas às grandezas imaginadas para além do entardecer.
Querem agradar ao Infinito e Superior, ansiando por uma glória transcendente, mas que tolice é essa, tão pífia e ingênua, acreditar na grandiosidade onipotente.
Não basta querer a glória deste plano finito, contentar-se com o efêmero louvor, não lhes basta a efêmera fama deste mundo vil, não almejam a conquista de meras palmas terrenas, querem mais, desejam alcançar a glória de um plano etéreo, onde as estrelas testemunham suas vaidades, é uma adoração do eterno, em sua busca incessante de um mundo de valor.
Ah, esses seres insaciáveis de reconhecimento, que se tornam o pior dos vaidosos que existem, querer a admiração dos mortais é pífio, mas almejar a glória divina é um abismo mais profundo. A vaidade humana é pequenez suprema, mas a vaidade divina é um abismo sem fim. Ansiar pela glória eterna é a ruína do homem comum, a busca desse louvor eterno é sua sina e desgraça, pois se perdem nas teias da soberba infinita, acreditam-se dignos de um amor inalcançável, enquanto sua vaidade se alimenta da própria desdita.
Mas, oh, quão triste é tal arrogância! Buscando fora o que se esvai no tempo, inútil é o caminhar em busca dessa validação. Em seus olhos há a chama insaciável do ego inflado e sedento de aplauso. Caminha, cego, rumo ao inatingível, em busca de um ser supremo, um engano reprovável.
Ó insensatez da existência vã, que anseia por uma confirmação, em almas vazias, que tão vilã, se rende à tirania da ilusão, pobres mortais vaidosos, que sonham com glórias de um mundo sem fim, esquecem-se da brevidade de sua existência, enredados nas ilusões de um ego distante e ruim.
Ó ser humano, frágil e pequeno, por que almejas a eternidade? Em seres superiores, em desígnios plenos, encontrarás apenas fugacidade. Em sua cegueira, ignoram a beleza da transitoriedade, a fragilidade das paixões que nos consomem, pois ao desejar a glória dos deuses inalcançáveis, desprezam os encantos deste efêmero mundo. Não há validação nas mãos alheias, nem ser supremo que a ti se incline, no abismo da busca desenfreada apenas teus medos encontrarás.
Encontra, em ti, a paz e a aceitação, rompe as correntes da dependência. Não busques fora a eterna razão, a verdade reside na tua essência.
Em cada passo, enxerga tua verdade, ergue-te além das amarras do ego, renuncia à ilusão da superioridade, e assim, encontrarás um novo jogo.
Não há ser eterno ou superior, além da finitude que nos consome, aprende a amar tua própria existência, e, enfim, a paz em ti se assume.
A verdadeira grandeza está em aceitar que a glória terrena é apenas efêmera vaidade, e que buscar o reconhecimento de um ser eterno é mergulhar na insanidade de uma busca sem verdade.
Portanto, renunciem à busca insensata, à vaidade travestida de virtude, que consome e enlouquece. Encontrem a paz na insignificância. E aí, talvez, encontrem a verdadeira prece.
Querer o aplauso de um ser além de nós?
A glória efêmera deste mundo mortal eles desprezam, consideram trivial. Anseiam por algo maior, grandioso e perene, a glória de um mundo eterno, além do que convém.
Será que tal busca os redime do vazio existencial? Ou serão eles apenas marionetes da ilusão? Presos nesse dilema entre o humano e o divinal, que prosseguem, desafiando a própria condição, com a natureza fugaz de toda ilusão, ilusão essa ainda inculcada por terceiros, nem criada de si para si, o pior dos niilistas está aí.
Ó, vaidosos dos vaidosos, seres de desventura, enredados na ilusão da grandiosidade eterna, saibam que a glória efêmera é a única que nos cabe, e a admiração dos mortais é a mais sincera.
Eu entendo, cruel tentação, a busca pela glória sem razão. Todavia, quebrantados estamos, na insignificância perdidos, perante o ser eterno, supostamente assistidos. Não há glória verdadeira além do efêmero, pois tudo perecerá, como um sopro passageiro.
Assim, ó vaidosos, abandonem tal quimera, encontrem a grandeza em sua própria esfera. Deixem de buscar agradar ao divino desconhecido, e encontrem a verdadeira glória, dentro do próprio sentido.
A tentação é para todos os mortais, que estão situados nesta <ESFERA>.
Não importando a época,
é de toda <era>.
Para o
Forte, o fraco, animal, natural, normal ou <lobisomem>.
O comum é que o másculo seja tentado por mulher. Mas se não for pela tentado por mulher, então o será pelo próprio <homem>.
Com metal se faz o garfo. A faca e também faz a <colher>.
Mas se o homem não conseguir tentar o feminino, o feminino será tentado pela própria <mulher>.
🍎
Jigsaw, o psicopata deus.
A fantasia mirabolante dos Jogos Mortais, na realidade, só seria possível, se, Jigsaw, fosse Deus. Isso porque a previsibilidade dos pensamentos e atos de cada participante, que são suas escolhidas vítimas, é, para um mortal, infalivelmente impossível!!! Pois só Deus, e mais ninguém, consegue penetrar nas profundezas da intimidade inicial do que cada indivíduo irá pensar, em todas as matizes do pensamento, até à culminância do ato final. Entenda-se matizes de pensamentos, por exemplo, cada partícula de ideia que flui na mente do indivíduo. Se um indivíduo, por exemplo, sobre uma questão ou um problema, pensar mil coisas sobre ele, de um a mil, só Deus saberá, de antemão, qual será o ato último daquele pensamento que foi iniciado. Se escalonarmos os pensamentos em números, e se apenas um desses números-pensamentos será praticado no final, Deus sabe exatamente e com absurda antecedência, qual será o pensamento-número a ser escolhido pelo indivíduo. ( Se ele for escolher o pensamento número treze, por exemplo, numa escala de um a mil). Em resumo: Jogos Mortais, foi produzido apenas para se tentar reproduzir uma ideia de um Deus Onisciente mas que é sádico. Na prática, é impossível de alguém, fora de Deus, conseguir prever com extraordinária precisão, os atos escolhidos de cada pensamento!!! Só Deus detém esse Poder.
Às 15h00 in 11.11.2023
Alguns seres humanos
esquecem que são mortais,
e vivem a olhar tudo por cima,
cheios de tantos orgulhos,
não lembram dos seus ais
e que um dia vem a lágrima.
***
Imortais mortais, mortais imortais, vivendo a morte daqueles, morrendo a vida daqueles.
A propriedade inebriante da bebida alcoólica permite que reles mortais atinjam posições superiores, por isso é tão bem-vinda.
Todos sempre viverão, apenas meros humanos mortais, querendo ser algo amais; nunca serão, jamais saberão.
Meros mortais daqueles idólatras fascinados por ouro e corpos formulados, o Anjo Imortal tomará tudo deles... Ame almas e se encontrarão eternamente.
Não sei em que momento deixei de ser “eu” para então transformar em “nós”, meros mortais, passageiros em tudo. Nada nosso fica, nenhum toque ou sorriso, nem os olhos, que então se tornou estranho olhar para eles e ter a plena sensação de que me atravessaram diferente, talvez seja apenas um problema na minha cabeça, visto que se não tenho as suas respostas eu as crio.
Esperamos por bônus
Recompensas celestiais...
Enquanto apenas morremos
Insignificantes mortais.
O que teremos, é a morte
Como prêmio no final...
Contente-se em morrer "bem"
Eis o teu bônus real.
Mortais humanos
E quando dei por mim, escalava a íngreme ladeira da vida.
A brisa das horas batia em meu rosto e acariciava meu cansaço.
Ah! Tempo, tempo...
Por que quanto mais me apresso, mais você se distancia?
São milhões de relógios loucos “tictaqueando” os meus passos, seguindo-me nessa jornada vazia e inexplicável.
O ontem hoje já é passado e corro em busca do amanhã, que não sei o que me reservará. Mas haverá sol e talvez à noite se veja o luar.
Os anos passaram como ventania e enrugaram minha face. Deixaram gravados em meus olhos perdidos a história que me foi emprestada e que interpreto a cada sopro.
Em meio à multidão de iguais, sinto-me diferente, assim como cada um.
Rio-me da soberba, da riqueza dos materiais, do ego maltrapilho.
Mal consigo balbuciar meu grito de liberdade. Pra que? Ninguém o ouvirá.
Será olvidado sob essa montanha de folhas manuscritas, onde se eternizará a saga dos mortais humanos...
MORTALIDADE (B.A.S)
Somos chamados de "mortais".
É o que realmente somos, passageiros.
A nossa mortalidade e não eternidade é
o que nos define. Seres passageiros...
transitórios...
O amor é a única resposta para a morte...
SÓ O AMOR PERMANECE...
ESTRELAS MORREM
Pela lei divina
Não somos eternos
Somos seres mortais
Morremos
Iguais às estrelas
Todos saem de cena
Por explosões internas
A máquina humana para
Iguais às estrelas
Do nascer da vida
Aos mistérios da morte
Fenômeno
Entre a criação e a destruição
Super novas, já era.
Iguais às estrelas
Seres solitários
Em um mundo carente
Povos agonizantes
Iguais às estrelas
Somos iguais
Partículas
Forças titânicas
Que nos tornam
Isso que somos!
Há que se viver em força em coragem, qualquer um de nós - mortais - em busca de caminhos melhores e principalmente o amor e a paz...
Não sucumbi às vagas ferozes que vinham
em cascatas mortais tentando me levar,
não sucumbi a tsunamis, vendavais,
nem às pedras atiradas nas vidraças,
não sucumbirei nem a ataque nuclear,
tenho um bunker que é pura proteção,
aço indevassável, alimento, água e ar,
é a poesia pura, germinando no coração,
dela nunca irão me separar
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