Mortais
Quão agradável é amar as ilusões imortais. Elas duram para sempre e não ferem como as mortais. E se ferem, não são letais
Deus não “existe”, não do modo e no sentido que nós, pobre mortais, concebemos o “existir”; Deus é sempiterno, portanto não “existe” , mas sim “é” eterno, sempre presente num infinito agora.
"Uns dos maiores erros da humanidade foi matar o filho de Deus, Jesus, não seria nós meros mortais imunes a sofrer com esse mesmo erro."
O homem raivoso é como uma besta selvagem, ataca até mesmo aqueles que caminham ao seu lado, desferindo golpes mortais. Mas o seu final será a ruína e a solidão.
Poeta é como um cometa que passa rapidamente, realiza desejos e depois some.
Descobri de maneira triste que os poetas são MORTAIS.
E talvez seja por isso que alguns precisam de apenas 12 horas para viver uma eternidade...
"O Homem se constrói ou se destrói com a mesma intensidade, ficando somente como valores: o amor, amizade e a fé, ainda que está amizade venha junto com competitividade, e a fé incompreendida como o amor.
Aos mortais, restam as lágrimas e as memórias dos que foram ou do que foi... E ao artista, em qualquer tempo ou uma dessas situações, por sua arte e obra, será sempre imortal."
Nós e os Anos
Eu acho que não existem anos velhos,
nós é que ficamos velhos com a passagem
dos anos.
Os anos são dias continuados.
Por eles, várias gerações passam.
À nós pobres mortais, resta saber vivercada dia,
saber fazê-lo diferente dos demais.
Dia após dia, continuadamente, até atingirmos
uma compreensão maior, temos de saber entender
os "nãos" que ouvimos; saber dar de nós àquele
que de nós precisa,e renovar-se a cada minuto,
pois a vida é rápida e passa logo.
O tempo de Deus não espera, precisamos entender que,
"novo, temos de ser nós".
Os anos nos são dados para evoluirmos, e dessa evolução,
deixarmos amor, caminhos e exemplos aos que virão, novos
anos viver.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Anjo
Beleza andrógena
olfato, visão, feeling
radar.
Estou em muitos lugares
salvo
amo
me envolvo
meu posto é acima, mas prefiro estar com os humanos
queria ser como eles
vorazes, intensos e
mortais.
Sobre o perdão...
Sim é libertador, mas não é da noite para o dia, como um passe de mágica.
Pode demorar dias, meses e até anos, para se viver a delicadeza da paz de uma vida plena...
Deus é perfeito, eterno e puro, mas nós somos pó, mortais e impuros...
Então as vezes demora um pouquinho, pra gente entender, aceitar, amar a Deus em primeiro lugar e perdoar.
Mas, sim é possível!
Nem todo herói é guerreiro. Nem todo guerreiro usa espada. Nem todo herói usa capa. Mas todos são mortais... O único que superou a morte chama-se Jesus Cristo.
Se um dia quiser subestimar o sofrimento de alguém, lembre-se que a dor é própria de todos nós mortais e talvez a próxima dor a ser descartada seja a sua.
O balé é como um pacto perverso. Depois de todo o seu esforço, dor e sacrifício, quando anda entre os mortais, você se torna um deus. Você é um resultado perfeito e adorado do melhor que o corpo pode fazer.
Se nós não tivéssemos defeitos, tão pouco nescessidade de aprimoramento, com pretensão de perfeição;
jamais nasceriamos humanos.
Seríamos deuses... e ainda sim em evolução!
Alma acústica. (Alain John)
Estamos envolvidos em ondas sonoras constantes e oscilantes em melodias percebidas por nossos ouvidos e por nossa alma. Com sensibilidade nos compreendemos melhor.
Ora somos cordas,
Ora o violão.
Ora quem o toca.
Com sentimento nos compreendemos melhor.
Quando cordas, somos vulneráveis às tarraxas e tão submissos às mãos de quem nos estica nos forçando à tensão desejada e premeditada para a afinação e, contudo, estamos sujeitos a desafinar, quem dera nunca acontecesse.
Estendidas sobre um braço frio e sem pele nos sujeitamos aos trastes, que acabam se expressando e interferindo em nosso som, multiplicando nossas vozes e compreendemos, contanto que se façam em nós acordes e arpejos.
Sendo cordas, aprendemos a conviver com as diferenças, pois para não sermos um monocórdio, querendo ser um violão, acabamos tolerando o tom de cada um, sendo prima ou bordão e assim alcovitamos cada som e não podemos esconder que às vezes queremos estar todas juntas no mesmo acorde ainda que dissonante.
Quando violão, somos fortes e amigos do som. Assim, aguentamos ficar preso às cordas pro resto da vida, possibilitando e realizando o som. Porque é isso que nos faz violão. Estar sempre perto do peito e entregue ao abraço e ao toque da mão.
Parece que sempre guardamos um segredo, que nos é arrancado pela nota que nos rouba o dedo. Talvez, fomos predestinados a fazer alguém feliz, quem sabe o mundo. Precisamos respirar o ar puro que nos faz soar e assim, se alguém em nós suar, buscando, pensando, tocando para nos compreender, chegará lá, nos descobrirá os segredos, mas nem todos.
Jamais queremos “empenar”. Nossa maior fraqueza. Isso seria um abandonar para sempre, um lamento, um sofrer, a fuga do opaco desatino do malsoante. Mas isso é duro demais, salvar-nos – ia um Luther que surgisse do além para nos socorrer, porque não há nada mais triste que um som de violão morrer.
Sozinhos, parecemos um pedaço de pau talhado, medido com rigidez, lixado, pintado, bem-acabado e surpreendido por arames na sua extensão. Não! Não! Isso seria mais doloroso e melancólico que uma canção em tom menor em plena noite triste e não é isso que queremos. Só aparência não satisfaz, mas um conteúdo precioso em tudo que somos e que depende de alguém para sair. Um violão.
Quando quem os toca. Estamos vivos e prontos para viver. Somos capazes de amar, apesar de nossa complexidade amiúde simples.
Somos carentes, eremitas na busca frenética da razão...
Preciso ver, perceber, entender e assim ser um ser que só pode ser se compreender o outro ser. Amar...
Mesmo sendo diferente...
Mesmo desafinando...
Mesmo empenando...
O que alguém com boas intenções precisa fazer para nos tocar, nos ensinar, nos mostrar a verdade?
As cordas envelhecem e logo devem ser trocadas por novas e melhores...
Os violões não duram para sempre e nós somos mortais...
Você é só um homem!
Pastor, você é só um homem com uma túnica de reverendo - orientando pessoas;
Ministro, você é só um homem de toga chamado de sua Excelência - fazendo julgamentos;
Presidente, você é só um homem com um brasão no peito - administrando a coisa pública.
Vocês são mortais como o mais simples morador de rua. A diferença poderá estar na moldura do caixão. Iguais: Pó ao pó, cinza à cinza.
Desçam do pedestal e se comportem como seres humanos!
Não vemos o tempo passar, quando o amor nos consome de verdade, apenas lembramos-nos da nossa existência porque somos meros mortais afinal.
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