Máscaras
As máscaras que usamos não nos ocultam dos olhares alheios , afinal, os outros raramente nos reconhecem, apenas julgam.
São máscaras que nos aprisionam, que nos condenam à repetição exausta de um roteiro previsível, à obrigação de subir ao palco e encenar para o mundo.
Nos bastidores, nem sequer sabemos qual rosto ofertar a nós mesmos.
Desvelar-se, arrancar a máscara, é exibir as cicatrizes, assumir os olhos borrados, o sorriso por vezes envergonhado; é confessar, sem ornamentos, aquilo que verdadeiramente se deseja ser.
Despir-se das máscaras não é apenas um ato de coragem, é um pacto com a própria verdade, ainda que ela não seja bem recebida, ainda que custe o pertencimento forçado, ou o aplauso fingido daqueles que nos assistem afiados para criticar.
Não vou me perder em máscaras,nem me encolher para caber em medidas que não me servem.
Sou feita de mudança e aprendizado constante.
Amo a luz dos humildes,
aquela que brilha sem ofuscar.
Minha jornada é evoluir sem medo de ser quem sou.
"As máscaras dos santos não santificam; escondem. No teatro social, muitos vestem o manto da fé para alimentar o ego, não a alma. Banaliza-se o sagrado quando a espiritualidade vira ornamento e não entrega. A hipocrisia se disfarça de virtude, e o nome de Deus ecoa nos lábios, mas não arde no coração."
Ética: A Escolha Que Nos Torna Inabaláveis
Em tempos de máscaras bem postas e verdades torcidas, falar de ética é quase um ato de resistência.
Ser ético é manter-se inteiro em um mundo que convida à divisão. É segurar firme a própria consciência quando tudo ao redor empurra para o atalho. É dizer "não" ao que corrompe, mesmo que isso custe elogios, dinheiro, relações ou aparências.
A ética não grita — ela permanece. E quando tudo desmorona, ela é o que nos sustenta de pé.
Porque quem tem ética carrega dentro de si algo que não pode ser comprado nem tomado: dignidade.
O oportunismo, por outro lado, se veste de ocasião. Ele apaga histórias, distorce memórias e transforma convivências reais em estratégias frias. É o tipo de escolha que prefere vencer do que ser justo, que prefere conquistar do que respeitar, que não se importa com o preço que o outro pagará — desde que o ganho seja próprio.
Mas há algo que o oportunismo nunca poderá roubar: a consciência tranquila de quem andou com retidão.
Porque quando tudo passar — e tudo passa —, o que permanecerá não será o que você acumulou, mas quem você foi.
E ser alguém que não negocia princípios… isso é liberdade.
A ética pode não trazer resultados imediatos, mas constrói algo que o tempo não derruba: respeito.
E o respeito verdadeiro — de si para consigo mesmo — é o bem mais valioso que um ser humano pode possuir.
Que, diante das quedas e traições, você nunca perca a sua essência.
Que a dor da injustiça não apague a luz da sua verdade.
E que sua dignidade seja sempre a sua última palavra.
Enquanto o pecado permanece escondido, ele molda a comunhão em torno de máscaras.
Mas quando confessado, o pecado perde sua força. A vergonha é substituída por esperança, e o corpo se reconstrói com base na verdade.
Somos o que o silêncio revela quando caem as máscaras — e representamos, quase sempre, apenas aquilo que aprendemos a performar para não assustar os outros com nossa verdade.
Definitivamente nossa sociedade vive escondida atrás de suas mascaras! Medo de enfrentar a realidade, ou simplesmente por que é mais fácil viver fingindo?
ancestral aranha que mascaras
balaustradas, capitólios e olimpos
sigiloso movimento trespassando
o invisível lugar de visível vazio
aroma metálico ou apurado gume
na distracção sonora do sono
afinal, de quantos rituais e cantos
ou milenares hecatombes aladas
se fazem as arestas criminosas
onde jazem brancas e indefesas
as mil e uma esvoaçantes criaturas
que encontraram na sedutora luz
o seu destino ébrio de inocência?
(Pedro Rodrigues de Menezes, "ancestral sibila")
Quando lhe disserem “as máscaras cairão”, lembre-se: em nosso tempo reverso caem os dedos, ficam-se os anéis.
2020 foi um ano de ADAPTAÇÕES.
Nos adaptamos a usar máscaras e álcool.
Nos adaptamos a ficar o máximo de tempo em casa por proteção e cuidado.
Nos adaptamos aos beijos e abraços que não puderam ser dados.
Nos adaptamos à estarmos perto de quem amamos somente por videochamada.
Perdemos abraços, pessoas e coleções de momentos especiais.
2020 nos tirou muita coisa e nos ensinou o valor de cada uma delas, o direito de ir e vir, o quanto é gostoso um abraço, o quanto é singelo um beijo e o quanto é PRECIOSA A VIDA!
Que em 2021 tenhamos a empatia de entender os motivos e os porquês do outro, e que as vezes mesmo sem entender, que possamos aceitar.
Que os nossos passos sejam medidos e influenciados por energias boas.
Que saibamos o quanto é precioso os momentos vividos em união e que os pequenos gestos são calorosos e aquecem o coração.
Para 2021 meu desejo é amor, harmonia, união, empatia, proteção e VALORIZAÇÃO.
E viva as adaptações!!!
Eu sou essa gangorra de sentimentos e emoções...isso me torna humano...sem máscaras ou falsos sorrisos...simplesmente um humano normal, de carne, ossos, alegrias e decepções.
Máscaras
De máscara em máscara
ele atravessa o dia
finge que não sente...
nem ao menos sabe o que é nostalgia.
Não chuta cada poste que encontra,
não xinga quem lhe pede esmolas,
não apedreja os cães pelo caminho,
enche sempre sua sacola
como se fosse pra dois...
finge que não é um ser sozinho.
Só... em busca de carinho.
Máscaras 🎭
Considero a sinceridade uma das mais belas virtudes, mesmo tendo dois lados da moeda, um lado bom e um aparentemente ruim. O 'sincericídio' é quando levamos essa sinceridade as últimas consequências, sendo inconveniente e desnecessária e sempre causando danos para ambos os lados, tanto para o emissor quanto para o receptáculo; nada mais que pura maldade.
A sinceridade, porém é muito positiva, mesmo quando muitos se afastam; esses que se afastam são as mesmas pessoas que adoram e até chegam a idolatram viver no teatro de máscaras e no palco da mentira. A mitomania ou transtorno de personalidade limítrofe faz com que a humanidade viva uma farsa, uma farsa muito bem elaborada e ensaiada onde já não percebemos o que é de verdade, o que é apenas necessidade premente de auto-afirmações ou status social.
Parece que muitos perderam o contato com o mundo real e ser de verdade tem um custo considerável e um bom preço a pagar, porém sempre com efeitos extremamente benéficos a longo prazo, as pessoas que também buscam essa virtude conseguem se espelhar, elas vêem elas mesmo dentro de você.
O lado positivo da sua essência deve sempre ser a nota maior na sinfonia da vida.
Quando nos despimos de todas as máscaras, criamos espaço para nos colocar diante de quem somos de verdade.
O desapego esconde muito mais sorrisos do que as máscaras que há tanto tempo nos vestem. Sim!!! Minhas máscaras circulam todos os dias enquanto eu ignoro o passar do tempo com minha senciência desorientada. Já não encontro definições para o que vivo e, por hora, nem mesmo sei se há algo que eu realmente sinto.
Nada faz mudar a cabeça mesquinha da humanidade. As máscaras caem e mostra o verdadeiro vazio da alma...
