Martelo
A culpa é como um martelo contundente na nossa consciência.
Provoca uma sensação dilacerante e deixa marcas profundas na nossa existência.
E para tornar a complexidade em simplicidade é necessário a libertação da culpa.
Mas para a liberar temos que deixar voar os ressentimentos e fazer deles uma viagem só de ida, mutando para uma plena realização pessoal.
A decepção maltrata, fere como um golpe de um martelo, deixa você incapacitado para alguma reação!
Demétrio Mota!
É certo que não haverá uma batida de martelo correta nesse mundo; mas quem sabe dentro do meu coração?
INFERNO,
mesmo,
é o martelo da minha consciência
que não me deixa sossegar e ter paz
quando faço algo errado.
Martelo Comunista
O Homem se fez e se faz no trabalho, desde quando um aleijão virou o dedão de lado, pois resultou na pegada da pinça entre dois dedos. Pôde segurar mais bem a comida, pegar as frutas, arrancar as raízes, catar as sementes, os seixos, com o auxílio de uma alavanca em ponto de apoio deslocar as pedras e o mundo, e com o martelo quebrar. Com o cinzel e um pincel, com pigmentos orgânicos e minerais, pintar, e com as mãos levantar as casas.
Dominou o mundo e produziu, perdeu o controle da produção e se alienou, pois quem constrói a casa, faz o pão e a plantação, em geral, não tem teto e até passa fome se vendendo e se acabando no trabalho físico sem ficar com a mais-valia que se multiplica no capital com trabalho alheio.
É a vida, mais menos que bem vivida, mas em si o trabalho deveria dignificar o Homem, quando constrói até a cerca que delimita a propriedade privada que completa o domínio do capitalismo.
É isso que se faz no trabalho, ganham pouco, se exauri e aumenta o capital e garantia da propriedade privada que a delimita e impede o invasor.
O dinheiro e cerca são os símbolos do capitalismo. Assim como o martelo cruzado com a foice o símbolo do trabalho e da sua libertação.
"Escrevo com a ilusão de que posso consertar o mundo,
fazendo da caneta o martelo e das palavras os pregos.
Assola-me de maneira particular, o desejo de consertar, não a natureza, mas o coração das pessoas, que é uma máquina complicada onde tudo acontece.
Gostaria de poder franquear a porta do coração das pessoas, nem que fosse preciso usar o ombro ou um pé-de-cabra, a fim de deixar lá dentro, uma caixinha contendo sementes de amor.
Amor para gastar na rua
Amor para distribuir às pessoas mais queridas
e amor para uso próprio."
Piano
Preto no branco, branco no preto,
tons e semitons que vibram ao toque de um martelo,
pianíssimos e fortíssimos,
escalas maiores e menores,
com seus allegros, andantes e adágios,
soam como a alma que insiste em fazer música e não ruído.
n.n.a
