Martelo
Quartzo, martelo e Janela
Uma contradição
Metade verdade
Metade ficção
Dias passando
Com sua
Regularidade
Monótona
E só
Esperando
Quando muito
O Sol
Brilhar
Martelo Dialético
O jejum evangélico mostra que a religião é o ópio do povo! É "a filosofia" da miséria, fazer jejum para pagar o dízimo e comprar álcool gel untado, quando por outro lado é certa "a miséria de filosofia" que não transforma o mundo que o vírus transformou e uniu os trabalhadores do mundo, sem dar as mãos nem fazer greve, destruíram o capitalismo, com o seu liberalismo do Estado mínimo para o máximo, para não deixar ou fazer com "que os mortos enterrem seus mortos" e mostrar que "de repente tudo que é sólido desmancha no ar"!
Martelo Comunista
O Homem se fez e se faz no trabalho, desde quando um aleijão virou o dedão de lado, pois resultou na pegada da pinça entre dois dedos. Pôde segurar mais bem a comida, pegar as frutas, arrancar as raízes, catar as sementes, os seixos, com o auxílio de uma alavanca em ponto de apoio deslocar as pedras e o mundo, e com o martelo quebrar. Com o cinzel e um pincel, com pigmentos orgânicos e minerais, pintar, e com as mãos levantar as casas.
Dominou o mundo e produziu, perdeu o controle da produção e se alienou, pois quem constrói a casa, faz o pão e a plantação, em geral, não tem teto e até passa fome se vendendo e se acabando no trabalho físico sem ficar com a mais-valia que se multiplica no capital com trabalho alheio.
É a vida, mais menos que bem vivida, mas em si o trabalho deveria dignificar o Homem, quando constrói até a cerca que delimita a propriedade privada que completa o domínio do capitalismo.
É isso que se faz no trabalho, ganham pouco, se exauri e aumenta o capital e garantia da propriedade privada que a delimita e impede o invasor.
O dinheiro e cerca são os símbolos do capitalismo. Assim como o martelo cruzado com a foice o símbolo do trabalho e da sua libertação.
A surrealidade me atrai quando imagino um prego martelando o próprio martelo em um instante atemporal. A anarquia dos pensamentos é refletida na expressão gradual dos desconformes procedimentos humanos.
O martelo simboliza nossas ações e decisões; o prego, nossos objetivos que dão direção. Porém, cravar pregos com força excessiva pode entortá-los, assim como perseguir metas sem flexibilidade nos torna rígidos e impede o crescimento. O equilíbrio está em saber quando bater e quando ajustar a estratégia. Somos o martelo da nossa jornada, mas devemos escolher quais pregos cravar e onde posicioná-los — sem um prego, o martelo não constrói; sem martelo, o prego não alcança seu destino.
A boneca trocada
Por um martelo,
Quebrando pedrinhas,
Descascando castanhas,
Pesando o desgaste
Sobre os joelhos,
Nas olarias sufocando
As entranhas.
Este meu repente é um
Martelo Agalopado
feito para ser diferente,
Cantado para ser
embalado na mente,
Neste mundo onde
só existe gente que mente,
Que gosta de viver
problematicamente;
Prefiro esperar por
alguém que saiba
conversar como gente,
Que não viva por
aquilo que futilmente
o ego preenche
e que saiba amar desinteressadamente.
Somos cordas… E a vida, um martelo de piano. A cada golpe, dor, doença, preconceito, vamos desafinando… Minhas forças se esvaem, minhas emoções tremem em dissonâncias. Ainda assim… insisto em vibrar, tentando harmonia
onde só há fúria.
Tenho inclinação para me destruir, sou o martelo e o muro que trinca. Cada falha vira sentença, cada pensamento uma marreta contra mim mesmo. Temo a força das minhas próprias mãos, que insistem em demolir o pouco que ainda permanece de pé.
Jeremias 23:29
Porventura a minha palavra não é como o fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a pedra?
Não existe coração duro nas mãos do Nosso Senhor
Nem um coração que não derreta com sua poderosa palavra
Feios
feios sao os diferentes
feios como carvao.
Tal maneira fios
do meu coracao
feios corpos e almas
feios olhos,pes
atee palmas.
Feios como o escuro
De misterios
Que proucuro
feios os sem vida.
Eh que sao feios!
E ninguem duvida.
Pensamentos...
A vida e feita de uma infinidade de paredes, Sempre teremos uma a nossa frente...
Chamo esta parede de o não! E digo não temos escolhas, precisamos ultrapassa-la! Seja pela superação ou própria vontade, ou limitação de escolhas , através dela, esta o único caminho....
Como fazemos isso? Quebrando todas as paredes que estão a nossa frente! Mas isso não é tão fácil!
Alias a vida nunca é! No inicio temos apenas um pequeno martelo, mal temos força para segura-lo, e pouco sabemos usa-lo... Ele caleja nossas mãos, faz bolhas, mais ainda sim precisamos usa-lo!
É só o que temos... Achamos que com aquilo nunca derrubaremos tal parede! Mas é o único caminho, então você continua batendo...
Até você ver a luz do outro lado, está vai aumentando a medida que você aumenta o buraco da parede, você vai se animando, quando você se da conta, já se pode ir para o outro lado, eu chamo isso de...
Sim!!!
A cada parede ultrapassada, você fica mais forte, os calos ja não doem, as bolhas já não aparecem mais... Então você consegue usar uma marreta, e por que não uma britadeira?!
Você é o cara! Até aquela parede de puro concreto! Mas você lembra de sua primeira parede? É o único caminho!
Desistir e se condenar! Descobrimos então que não temos direito de desistir, apenas de um pouco de descanso, recuperar um pouco de folego, para continuar batendo naquela parede!
Entre a vida e a morte, precisamos superar, ultrapassar, se superar! Ou você descobrirá que ficara onde está, seja num quarto escuro, num comodo mudo, numa sala vazia, ou numa cozinha sem geladeira, ou se quebra a parede ou você sera esquecido pela própria vida!
Quando então num ultimo folego, e você quase diz, chega! E ultima batida! Você vê outro lado....
O que vem a sua frente? O que vem agora? O que posso dizer?
Apenas você decide como sera a tua vida..
Apenas você....
Quero ver num espelho cristalino
o cordel virtual de Alceu Valença;
Elomar dedilhar sua incelença
pr’um amor que buscou novo destino;
Trupizupe ir ao céu compor um hino,
enjoado que estava deste plano,
com feições de poeta soberano
que cantou um baião no Paraíso.
Deus, que gosta demais de um improviso,
Pede um outro martelo alagoano.
Do comunismo tenho medo
Porque me tira a liberdade
Extirpa meus direitos
Sufoca minhas motivações
Ceifa meus sonhos
Com sua foice e seu martelo
Símbolos da opressão.
Rugas
Depois que chego
alguem me fala:
-Amargo! Nao namoras!
A expressao revela
misteriosamente meu
comportamento.
Furioso nao respondo.
Para que palavrar?
Sensato nao precisa de Rugas!
A caneta tem tinta e
papel existe no meu coracao.
Vai bem dizer ao
"doce que namora": A
melancolia que criou em mim
ja criou em mim
Daii eh so passa
A caneta.
