Logo ali na Proxima Esquina
Pense bem em suas atitudes, para com o próximo, pois,
será produzida ali a matéria prima na construção de sua qualidade de vida, quer para o bem ou para o mal.
Entenda que, melhor do que ganhar uma batalha, seria esquivar-se dos propósitos que poderiam te levar a ela.
Ainda existem aqueles de grande valor, travando batalhas íntimas enormes, fora dos olhos de todos, sem expor a gravidade de seus problemas. Entendem estes que qualquer excitação só servirá para tirar o resto da paz que ainda persiste, sem nada acrescentar para o futuro. A coragem é o fator determinante para que você realize com sucesso, aquela meta que descobriste hoje, para o desenrolar de uma boa vida, confortável e de farturas. Porém esta escolha sempre será tua, independentemente das dificuldades, pois tal escolha será para a vida toda, eliminando qualquer opção diferente do fator coragem.
(teorilang)
É muito importante saber fechar os ciclos, compreender que ali já não há nada mais. É importante seguir em frente, sem medo, sem mágoa, sem qualquer coisa que ainda nos faça ter dúvidas sobre o que houve, ou, o que não houve, e que nos obrigue querer voltar atrás pra esclarecer. É importante compreender que a vida é feita de fases, e que todas elas precisam ser vividas de acordo com o melhor de nós. É importante entender que o passado ficou no passado, e que nós somos sempre feitos de renovação, e que essa qualidade é o que vai nos permitir sermos felizes com o hoje, o agora. Amanhã... bem, amanhã nós não sabemos se vamos ou não estar fechando o que vivemos hoje, mas enquanto ele existir, é preciso viver sem culpa, sem discussões do que é certo ou não, é preciso valorizar o agora, para que, se algum dia também for uma página virada, que pelo menos tenhamos a grandeza de agradecer pelo passado
Você estava ali
Deitada no meu colo
A cabeça no meu peito
Seus olhos nos meus
Seu sorriso vinha e voltava
Sua respiração
Seu coração
Você ali deitada no meu peito
Como se isso fosse algo simples
Como se não soubesse de tudo
Como poderia não saber
Que um sonho se realizava
Que a realidade era pequena
Para conter aquele momento
Que o brilho dos seus olhos
O som da sua respiração
Impulsionava minha vida
Que a beleza do seu sorriso
Causava ciúmes ao sol
Como não saber que ali
O sonho e o real se tocavam
E você ali com a cabeça no meu peito
Deitada no meu colo
Dando vida ao meu amor
Fazendo real meu sonho
Só com a cabeça no peito
Sonhando comigo
Ao Pó
Em algum lugar...
Não sei onde...
Mas sei...
E como sei...
Pode ser aqui...
Pode ser ali...
Pode ser longe...
Ou tão perto que nem sei...
Esse mundo...
De certo modo...
Tem seu modo cortez...
Tem seu modo malcriado...
Ou super educado...
Existe uma luz...
Não é possível...
Pela essência da natureza...
Pela flor que brota...
Pela flor que coloca sua cara nova todos os dias...
Não existem motivos pra..???!!!
Num esquadro qualquer...
A quina se faz tortuosa...
A linha está fora da mira...
A personalidade fugás....
Ela é minha...
E cada um com a sua...
Finalmente...
Ou até que seja incacabada...
Somos raças imaturas...
Uma mistura...
Uma parte é dor...
Uma parte é riso...
Outra parte é lagrimas...
Outras são fáceis de lidar...
Outras difíceis de compreender....
Eu compro...
Eu vendo...
Eu almejo...
Eu como...
Eu me...!
Sabe lá...?
Um dia eu fiz parte da infância...
Interessará será um dia eu votar na urna...
Por uma fonte de água...
Por um oceano....
Ou um espelho no Rio claro...
A miragem....!
É um desperdício..?
Erro meu...
Somente meu...
Único...
Individual...
É claro que é erro....
O que é Divino...
É perfeito...
Mais que perfeito...
Afinal...
Quem sou eu...
Distraí...
Chorei em solidão...
Achando...
Procurando...
E errando....
Árdua é a vida...
O açúcar é por conta de cada dose...
Cristalino é o cristal...
O vidro jogado se quebra fácil...
O minério é explorado...
Sua dureza é absoluta...
Baseado na força da natureza...
O ouro brilha...
O diamante é extremamente duro...
O bloquinho arcaico perdeu sua cor...
Resista alma errante...
Teu olhar é teu olhar...
O que é amor é amor...
A verdade ofusca...
Afugenta...
Ela queima.
Eita teatro de cortinas longas...
Sustentado por uma fúria...
Sem controvérsias...
Quem decide...?
Essa trajetória é louca...
E com todo respeito se empina...
Recolhimento ou acolhimento..., Encantamento ou avarento...
O que desalmou...
Também se desarmou...
Onde...?
E pra quê tantos julgamentos...?
Por onde eu vou...?
Pra onde eu vou...?
Por onde eu passo...?
Por onde eu fui...?
Até onde irei....?
Cravamos o arrebite...
E queremos tirar mas não é fácil...
Voamos...
Paramos...
Andamos...
Passamos...
E nos dedicamos...
É...?
E agora...?
Para onde estamos indo....?
Espero eu...
Ah como espero...
Que o outrora nunca mais volte...
E se voltar...
Quero eu...
Dissipar...
Pois sou feito do pó...
E é como pó...
Que terminarei....
Essa trajetória...
Com minha história...
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Chega uma hora que queremos esvaziar nossa alma.
O novo fica ali só esperando a oportunidade para começar novamente!
"Se em algum ponto do caminho você escorregou, ali marcou, cuide para ninguém apagar e o chão te marcar mais uma vez".
Passar pela vida de alguém
Muitas gente já passou.
Mas só permanece ali do lado
Quem descobriu
Um verdadeiro Amor!
Ha um oceano de magoas, e ali estou submerso, buscando um caminho para a superficie, porem as estações percorridas que sulcaram a minha cara de rugas, me imobilizam preso as lembranças! Meus filhos, foram buscar seus destinos, deixando o lar sem cor ou motivo, ela, busca em novas ilusões, um pouco de alento numa tentativa de agarrar-se a vida, que já não o é e nem será, sendo apenas um caminhar inexorável para a reciclagem e quem sabe, outra vida! E nos, vegetamos em paralelas, buscando desesperadamente acreditar, que ainda vale a pena...
odair flores
Porque?
Porque você vem aqui,
Porque rondas o meu coração?
Porque fostes ali,
E não vieste atrás da solução.
Porque insistir tanto,
Clamar por algo infinito,
Porque causar tamanho pranto,
Pranto,que ativa o meu grito.
Porque então chorar,
Talvez até sorrir,
Porque tanto amar,
Se chegou o tempo de partir.
Porque tamanho sofrimento,
Que afeta a tortuosa mente,
Essa dor que viaja no pensamento,
Fazendo estrago,deixando carente.
Porque insisto nesse querer,
Que não transita em dupla via,
Seria mais sensato morrer,
Do que viver essa agonia.
Porque viver como criança,
Cheia de sonhos e inocência,
Empunhando a bandeira da esperança,
Insistindo nessa sobrevivência.
Porque brincar de amor,
Escondendo a verdadeira face,
Reativando o veneno da dor,
Acabando com esse doce enlace.
Lourival Alves
[...] Quando eu via as estrelas do céu
Quando eu via as nuvens de Mel
Ali...
Eu via você
E eu achava que estava louco
Como se já não fosse
Louco...
Por você
A sua intuição esta ali o tempo todo falando contigo, e quando você se rende e a segue a recompensa é gratidão.
Ah... aquele abraço da chegada que faz desconectar até da gente mesmo e continuar ali, coração com coração, na mesma pulsação.
"Em primeiro lugar, não importa se é um personagem de jogo. Ele tinha uma história ali, mesmo que fosse ficção, ainda era história dele. O que separa nosso mundo da ficção?"
-Breloom 2020
O berro do bueiro
Aquele som estranho dos carros bêbados
descendo a rua acelerados
e eu ali parado
vendo o movimento da madrugada
fria e dura a me espreitar.
E todo aquele ensurdecedor silêncio no ar
e o barulho dos cães latindo sem propósito
e dos galos cantando fora de hora,
enquanto os passos mudos de alguém vira a esquina em sinfônia randômica
e a orquestra da vida noturna aleatória rege o caminhar cuidadoso dos gatos
a espreita dos ratos
e dos ratos a espreita das sobras e restos
nos ralos e bueiros sujos e cinzas da avenida meu Universo.
Na calçada, esperando o caminhão da coleta passar na segunda,
o monte de lixo amontoado na esquina,
sendo revirado por todo mundo -
(cachorro, gato, rato, cavalo, gente...).
Naquela hora, a neblina que baixa sobre a rua
e encobre o plano, aumentando o drama e criando o suspense que nos comove.
Ao fundo, o som dos aviões na pista do aeroporto
aquecendo as turbinas e os motores para a próxima viagem.
De repente o rasgo abrupto
do sopro e do grito afoito
ecoando imaginação afora
e fazendo firulas no ar escuro da madrugada,
o estrondo no céu parecendo trovão
e o deslocamento massivo de ar
que canta melódico sua fúria, enquanto surfa pelo vácuo do éter febril do firmamento.
Isso encanta, mas também assusta.
De repente alguém que grita
e a multidão na praça se alvoroça
e volta a ficar muda e bêbada
e cega e suja e dura e pálida
e surda e débil e bêbada.
E o susto repentino na fala de alguém que reclama alto
e foge rápido, sem destino,
só corre por causa do risco imensurável que impõe-lhe o medo.
Sozinhos, a essa hora, todos estão em alerta por medo do que não se vê:
- O rato corre do gato
- O vento corre no vácuo incerto como o susto do medo
do vazio que traz desassossego
e do incerto que ninguém quer pagar pra ver.
Enquanto dorme o bairro só eu estou acordado...
Olhando para o tempo em silêncio,
para o vazio a minha frente,
auscutando meu coração acelerado,
tomando o último trago,
fumando o penúltimo cigarro
e assistindo de camarote a chegada triunfal do sol, antes do fim.
Quando perdemos nossos entes queridos a vida parece se extinguir por ali ficar as vezes, insignificante e vazia, em certos momentos. Mas, pouco a pouco, ela começar a ressurgir em meio ao caos. Ela ganha ressignificado em novos laços humanos que vão surgindo em nosso caminho terrestre.
A SERIEMA
Falam que a seriema, quando desata
O seu canto, no cerrado ali tranquilo
A viola do roceiro, chora, a segui-lo
Roncando esmorecimento pela mata
O retinir, longo, tal um sino de prata
Quando soa, longe, se pode ouvi-lo
Num tal solfejo, em aguda sonata
De um aristocrático canoro estilo
Quando a cantata, ressoa amolada
No coração do sertão, bem fundo
A saudade dói, e no peito faz morada
E o que mais neste canto se espanta
É que o canto de apenas um segundo
Na alma do sertanejo se agiganta...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2020/agosto, Triângulo Mineiro
