Literatura Brasileira
A literatura comercial sob a égide de sua crítica.
Possui fins seletivo
Todo aquele que não denotar obediência à sua sintaxe.
Logo serão versos pobre.
Podendo ser comparada à arca da aliança
Ou, quiçá, a área 51
Não mostre sua arte aos tolos...
São secos, sem júbilo.
Sobre a literatura comercial, permeiam-se dois tipos de poeta e escritor.
Há aquele que reverbera o discurso em voga, cujo a crítica precisa ouvir. Hoje, por exemplo, destaca-se o discurso identitário para abrir portas. É o atalho ao púlpito dos intelectuais.
Outro, ainda que não dê vasão ao que a crítica e burguesia intelectual convenciona, possui capital financeiro podendo bancar sua obra independente. Talvez não comercial, mas igualmente palatável.
A escrita não deve complacência às convenções da elite intelectual. Ela é, em si, fomento do grito encerrado dos marginais.
A literatura tem o poder de oferecer uma referência de mundo para que você se posicione e diga em voz alta quem é e o que deseja.
Plural.
A gramática se apaixonou
coloquio era singular
dessa união nasceu
a literatura popular
pois foi de tanto se condenar
que a gramática enfim se conformou
não conseguia mudar coloquio e aceitou
o que de fato era fruto de um grande amor
pois sem ela e coloquio
literatura popular não existiria
impasse resolvido sem obsessão
tudo colocado na conta da paixão
"" Não se deve conquistar apenas com palavras, amor de literatura é bonito, mas essencial é o amor a flor da pele...
“Em qualquer geração os gênios só são descobertos por um acaso, reza a literatura cientifica que este fato também é veras.”
Nos meus estudos de literatura, estou concluindo a obra de Kundera. Há um livro de ensaios :Arte do Romance" que supera em muito o crítico americano Arold Bloom. Já os seus livros não são assim tão geniais. Diria que Kundera deveria ter seguido com seus estudos músicas. Ou como crítico.
Há, contudo, um benefício, depois de ler seus romances nos tornamos entendidos em Beethoven e em outros clássicos.
Tenho ensinado poucas coisas aos homens com a minha literatura e poesia, já com as minhas atitudes, sobretudo para combater os covardes, elas serão lembradas por muitas gerações. Não se trata de ficção, mas de realidade, por alguém leal deve-se morrer várias vezes.
Para que serve a literatura, a poesia, a arte, a música, se não for para tornar o mundo mais justo e mais humano?
Quando escrevo um poema, um ensaio ou um livro, faço como se fosse meu último ato consciente nesta vida, como minha última oportunidade de fazer algo de valor. Saber que um texto ou um poema meu causou algum tipo de reação positiva em outro ser humano, me faz sentir que não é inútil meu ofício.
De fato, tudo vale a pena, quando temos pelo menos o desejo de que a alma do mundo seja grande, e que a vida não seja assim tão absurda quanto parece.
Qualquer outra coisa que eu tenha feito, em forma de arte, que não seja no universo da literatura, poderá ser descartada como lixo, não fiz com pretensão de ser importante, foi momento de distração, fuga da minha verdeira vocação.
Em literatura, a verdade é que menos importa. Um fato de hoje gera a ficção de amanhã. Basta que seja bem escrito para valer a pena ser lido, absorvido e até repetido.
A literatura tem a força essencial para nos convencer, de que as coias comuns são bem mais importantes do que parecem ser.
TODAS AS CANÇÕES DEVIAM SER SOBRE AMOR.
Eu sempre vivi entre a música e a literatura, tive meus momentos de presunção, sobretudo com a literatura. Porque a arte de escrever, não raro faz com que o escritor, poeta ou filosofo pense que tem um poder supremo, e uma certa divindade. Contudo, a música tem uma força superior ao texto, a melodia invade a mente e o coração instantaneamente, o mesmo não ocorre com o texto.
Quando afirmo que toda canção devia falar de amor, digo com justa razão, pois penso que todos os afetos se resumem no amor, este sentimento que nos traz paz e segurança emocional.
Durante este ano de pandemia, foi a música que me manteve vivo, foi a música que me sustentou a lucidez. Produzi muita música, mas não fiz nenhuma que não fosse sobre amor, e revendo todas as outras que compus em 30 anos de carreira, percebo que o amor é o tema central das minhas canções. Embora eu tenha escrito mais de dois mil poemas, alguns romances, contos e outras formas de literatura, são as canções que realmente me representam. Quero ser lembrado pelo amor que semeei, na vida e na arte.
Sem amor nada somos, sem amor somos infrutíferos, estéreis, nunca o mundo precisou tanto de amor como agora, nunca vimos tanto sofrimento, e ao mesmo tempo tanta intolerância, então só arte pode nos redimir, especialmente neste tempo de isolamento, de falta de abraço e de afeto físico.
Amar, em ações, em pensamentos e atitudes é um desafio. Penso que as canções podem ser uma saída, um oásis, um porto seguro, para que possamos suportar as agruras dessa vida atual.
O Alter Ego e o Labirinto
Na literatura, o alter ego do autor raramente é um só.
Ele se desdobra, se infiltra em múltiplos personagens, e por vezes se oculta no que não é dito, no que se evita.
Em Labirinto Emocional, meu primeiro romance, publicado em 2005, meu alter ego se dividiu em dois homens: Valter e Paulo.
Valter é jornalista, alcoólatra, devastado por uma perda que o tempo não cura — um filho perdido na Europa, tragado pelos rastros da guerra.
Ele carrega o peso da memória e do fracasso, mas também da lucidez crua de quem já viu o mundo pelo avesso.
É um homem que já foi centro, mas hoje gira em torno de um vazio.
Paulo é músico da noite, filho da boemia carioca.
Conhece Valter em Copacabana, num tempo em que os bares tinham alma e a amizade era vício raro.
Paulo vê em Valter um espelho trincado — e, talvez por isso, não foge dele.
Eles criam uma amizade intensa, marcada por silêncios, desconfianças e lealdades tortas.
Enquanto Valter afunda nas suas crises, entre surtos e lapsos, Paulo se aproxima de Rute, a filha única de Valter — a mais bela, a mais viva — e casa-se com ela.
Não há escândalo. Há destino.
Paulo se torna o cuidador de Valter, quase um herdeiro não nomeado.
É ele quem permanece quando o mundo se vai.
Talvez o alter ego não esteja só em Valter. Nem só em Paulo.
Está no abismo entre os dois.
Na fronteira tênue entre decadência e continuidade.
Na pergunta silenciosa: quem somos quando os outros começam a cuidar do que um dia foi nosso?
Labirinto Emocional é isso.
Não é apenas um romance sobre amizade, amor, decadência e lucidez.
É um romance sobre o artista diante do espelho:
partido entre o que viveu e o que ainda insiste em escrever.
Desejarei a tua forma
De vê as coisas
Desejarei o teu genuíno
Gosto pela literatura
Seguirei
Em constante
Aprendizado
O teu ser
Pois ele é
Um belo
Intelectual
E sábio
E passa
Reflexões
Ao ensinar os
Conteúdos que lhe
Traz amor no peito
E a alegria nos olhos
Enfim
Te desejarei por completo
De corpo e alma
Segundo a literatura psicológica, a pintura artística em tela é uma forma de arteterapia. “Ela ativa a dopamina, neurotransmissor associado ao bem-estar, e inibe a amígdala, que é ativada cada vez que sentimos medo ou tensão, por isso, o hábito promove sentimentos de calma, alívio, expressão das emoções e alucinações."
Por isso muitos artistas, como eu, somos loucos.
