Liberdade pra Mim e pouco
Me deixe sozinha. Tenho que pensar um pouco na vida. Preciso de um tempo pra botar em ordem os meus ordenados. Preciso de um tempo pra me recompor, pra me refazer. Preciso de doses pesadas de alegria, de músicas que me toquem profundamente, mais que não me façam chorar. Quero simplesmente esquecer o sofrimento. E se for pra chorar que seja de alegria de poder sentir outra vez a liberdade. Respirar o ar puro que em mim já não fluia. Poder sentir a leve brisa passar suavemente em meu corpo, me alisando como se fosse uma mão me desejando. Agora vá embora, você já me consumiu demais amor, vá e me deixe curtir esse momento a sós comigo. Só EU e EU!
Meu problema é não saber. Não saber amar pouco, amar pela metade, amar na medida certa. Droga, eu transbordo amor!
A duras penas se aprende
Que a vida não é só de flores
E pouco a pouco se entende
O que são verdadeiros valores !
Vamos pecar, porque hoje deixo de lado o amor, vou viver um pouco das paixões ardentes e descompromissadas, quem sabe assim eu consigo não mais me doar a esse tal de apego!
Sinto em dizer , talvez pareça exagero , talvez soe um pouco bobo. Mas constatei comigo, que toda beleza do mundo é pouquíssima para ti.
Não dê atenção a coisas e valores que não durem mais que o pensamento que as originou, é pouco caldo pra muito feijão, é muita fome pra pouco apetite!
Ventos do espírito
As rajadas dos ventos da vida por pouco não despedaçam minha alma,
transpassam meu coração como espadas de dois gumes, perfuram minhas veias
infiltrando aço derretido.
Que espécie de ser sou eu? Que passos estou dando?
Em direção ao que? Porque que estou lutando?
Em matéria morta estou me tornando e logo morrerei a míngua
de quem pouco fez questão que eu existisse.
Pó, terra podre e morta é o que serei para os que com lágrimas de costume
bandido serei plantada e regada.
Enquanto aqui estiver, tratarei de me recompor, de sorrir pra vida
sem muito temor, de modo que todos visem o que de fato sou.
Ser humano com e sem valor, dependendo de com quem eu ando e com quem estou.
Não! Ser diferente pelo que fui criada e igual pelo que fui formada.
Com um sopro eu nasci, de um suspiro morrerei.
E no fim o que restará senão retalhos de uma vida reprimida,
revirada e definida por frangalhos de esperança ilusionista.
E o que de mim, aqui restar, será para retificação e continuação de uma história...
Apenas mais um capítulo bruto e lapidado ilustrado por mais uma atriz em relapsos na memória.
"São verdes os campos ou os amores sob os quais estes florescem? Pouco importa, se aquilo que se ama é tão intenso que leve o ser a buscar a máxima potência de si mesmo."
Sabe esqueça um pouco os problemas, leia um livro, assista um filme. Pare de pensar um pouco no que tem para resolver e sonhe… Ás vezes pensar demais machuca, cansa.
Se eu soubesse que duraria tão pouco, teria aproveitado mais a sua companhia.
Se eu soubesse que seria tão pouca as palavras trocadas por nós, teria deixado a timidez de lado e, ao menos uma vez, teria “puxado assunto” com você.
Se eu soubesse que os momentos alegres seriam tão tímidos, eu teria feito um pouco mais de graça só pra te ver sorrir mais uma vez.
Se eu soubesse que aquele seria o nosso último contato físico, eu teria te dado mais um abraço, esse bem apertado e, olhando nos teus olhos, teria te dito o quanto foi bom ter te conhecido.
Mas nada disso eu sabia... Nada.
Hoje estou aqui, revendo as fotos, tentando desesperadamente voltar àquele tempo.
Tentativas em vão...
Hoje me resta apenas lembranças e a incerteza de um reencontro.
Meu coração está trepidando
Por que tenho um pouco de medo
Embora eu sou preenchido com amor devido à sua presença
Todos, sem exessão... são um pouco triste, um pouco só. De toda verdade que existe, é que ninguém é feliz 100%! Nem tudo dá certo, nem tudo é o jeito que agente quer!
Por vezes tenho me recolocado em lugares imaginários, com um pouco de esforço e muito de lembranças. De olhos fechados é embassado, incerto como a imagem de uma TV falhando e as vezes não consigo ver nada ou o que vejo é tão pouco detalhado que assisto tanto até que minha mente preencha os espaços vazios entre uma cena e outra. Costuma ficar o som mesmo depois da imagem sumir, mas então inventar o visível é apenas questão de concentração.
O tempo passa, e isso chega a ser assustador, não poder impedi-lo, na imensidão do espaço não senti-lo, invisível que ainda assim leva milhões de momentos que eu agarraria se pudesse tocá-los. Procuro o consolo no físico evidente como um porto seguro. Mesmo mera representação psicológica de projeções, é o que acalma quando o interior é tão escuro e confuso, ter o que segurar ou a quem abraçar.
Não é difícil te achar em meio as palavras, mesmo quando quase não fazem muito sentido.
Recentemente imaginei um futuro construído sobre nossas maiores fragilidades, cercado de um orgulho próximo ao irracional. As feridas pararam de doer, mas nunca se cicatrizaram. Poderia ignorá-las como fazem, mas o incômodo de estarem abertas faz ser sensível a cada insignificância de detalhes, mas que juntos doem como se fossem idênticas às primeiras vezes.
Parece que vai ser sempre assim. A dor é consequência das memórias, e a tortura é quando posso estar mais perto de você. Voltei a estar perdido no mar e a vagar sem objetivo. Meu barco nunca se afunda prolongando essa história que comparo a um livro com trechos riscados e algumas páginas rasgadas.
Agora mais do que nunca duvido das razões pelas quais me levaram para longe, e tenho medo que essas perguntas sejam minhas companhias para todo os dias. Se eu me afogar nessa imensidão vou desejar mais ainda que tu esteja aqui, mesmo que seja apenas pra segurar minha mão.
Fazer trocas com o acaso, brincar de esconde-esconde com a sorte, pintar o céu com pincel sem tinta...
Pedimos tanto por um sentido e simplesmente o pisamos e o jogamos fora. Valeu a pena pra tu?
