Galo
Respirar
Ao romper da manhã, o galo a cantar,
Os passarinhos ao céu começam a trinar.
O galo gagueja, mas, mesmo assim,
No canto da vida, sinto Deus em mim.
Pela janela, o coqueiro a dançar,
Suas folhas verdes mal querem se mexer.
Serenas, em paz, parecem sussurrar:
“Nas mãos do Criador, tudo é florescer.”
Senhor, eu te agradeço por este momento,
Por ouvir, ver e sentir o teu sopro, o teu vento.
Na natureza perfeita, tua obra reluz,
Na simplicidade, encontro tua luz.
Espírito Santo, vem e habita em meu ser,
Dá-me paz, alegria e o prazer de viver.
Abençoa-me, guarda-me de todo o mal,
De doenças, invejas e de todo o sinal.
Tu és meu Deus, meu eterno amor,
Teu filho sou eu, buscando teu calor.
Obrigado, Senhor, por mais um dia,
Por tua proteção e tua harmonia.
E assim te entrego o meu louvor,
Em cada folha, cada canto, vejo o Criador.
Com o coração grato, ergo minha voz,
Em nome de Jesus, somos todos nós.
Na Sublime Ordem Maçônica Universal, o galo vem seguido da expressão V.I.T.R.I.O.L. que é uma sigla da expressão em latim, "Visita Interiora Terrae, Rectificando, Invenies Occultum Lapidem", que significa, Visita o Coração da Terra, retificando-te e encontrarás a Pedra Oculta.
Poema - Homem Do Campo
Antes do galo cantar
Preciso acordar
Tomar café
E seguir na fé
De Nossa Senhora Aparecida
Que ilumine a minha vida
Em mais um dia de batalha
Coloco meu chapéu de palha
Se adiantar
Preciso plantar
Para poder colher
E a nossa mesa encher.
Daqui que sai toda fatura
Açúcar, cachaça e rapadura
Feitas da cana
Que plantamos
A mistura, arroz e feijão
Da nossa plantação
A carne, o leite e o requeijão
Da nossa criação
Até os bens materiais
Surgem das zonas rurais.
As roupas então
Feitas do algodão
O dinheiro e os móveis do seu lar
Das árvores de lá
Do nosso campo
Do nosso trampo
Que precisa ser valorizado
Também respeitado
Reconhecer a nossa parte
Bem antes da cidade.
DOCE MANHÃ #11;#11;
Nesta doce manhã serena#11;
O galo canta enquanto a relva é plena #11;
Meus olhos margurados#11;
Meu amor não estar perto #11;
Sacos empilhados#11;
E eu no meu canto solitário e deserto.#11;
#11;O sol que tava escondido #11;começou aparecer#11;
Os amantes se despedem#11;Nesse novo amanhecer#11;
A luz do sol entrando pela janela #11;
Começou brilhar#11;
Só não brilha mais que os meus olhos #11;
Quando vou te beijar
#11;Te desejando bom diaaaa
#11;Te desejando bom dia aaa.#11;#11;
No reencontro sublime #11;
Depois da aurora passada#11;
Doze horas de estrada #11;
Estou de volta na minha morada.#11;#11;
O sol que tava escondido #11;começou aparecer#11;
Os amantes se despedem#11;Nesse novo amanhecer
#11;A luz do sol entrando pela janela #11;
Começou brilhar#11;
Só não brilha mais que os meus olhos #11;
Quando vou te beijar #11;
Te desejando bom diaaaa#11;
Te desejando bom dia aaa.#11;#11;
Compositor Antonio Luis
Quem nasceu em berço de ouro está com a vida ganha, agora, quem não nasceu, antes do galo cantar, já levantou para trabalhar, faça sol ou faça chuva, de ressaca ou doente, terremoto ou dilúvio, se faltar na segunda-feira, está lascado como sempre.
O pobre, para ter dinheiro, trabalha de dia e de noite, fora as horas extras, o descanso só vem, quando todas as contas estão pagas. Agora ficou claro a expressão "pobre não tem um dia de paz" e nem descanso
Zoeira Galvão 😅
"" Escolher era a opção que ele tinha
poderia nascer galo ou galinha
escolheu cantar na penumbra
sem querer acabou virando
oferenda de macumba...
O GALO
Cantava o galo rico
Na noite a dormir,
Toda ela em lençóis de linho.
Na mansão rica ainda fornicavam
Na adoração do falo
Que empratavam.
O rei cobridor bramia,
Como um gato feito galo.
O galo pobre, gemia,
Sem galo, na noite acordada
Na miséria dos lençóis do nada.
Na casa pobre,
Não havia fornicações,
Só falos murchos
E alguns estrebuchos.
Só gatos e gente que não come
Aos estalos no ar,
Aos murros,
Dando urros
Para afugentar a fome
De mais um dia.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 17-10-2022)
Quem te acordou hoje, não foi teu despertador. Não foi teu galo no poleiro. Não foi teu rádio relógio e muito menos o teu celular. Quem te despertou para um novo dia Foi JEOVÁ DEUS. Por isso, deixa um pouco a soberba de lado e o agradeça em nome de Jesus Cristo!
la é feirante e feliz
Ricky Henry
.
Antes do cantar do galo...
Ela se arruma toda vaidosa pra batalhar...
Sem eira nem beira, com sol ou com chuva na moleira...
Ela não desanima e sai sem se atrasar...
.
Mulher de respeito, amiga e sorridente...
Monta sua banca e vai pondo tudo no lugar...
No dia a dia honestamente, faz seu troco...
Tem dia que nem faz hora de almoço.
.
Sexta feira hoje tem feira...
Inspirada atenciosa com as pessoas...
Carismática vende com o brilho no olhar...
.
Hoje promete...
Muitas frutas guardou pra Janete...
Pois ela só vem, no fim da feira...
Mais não faz mau, ela é freguesa amiga e parceira...
.
É meio dia não parou de anunciar...
Tem cenoura, laranja lima, mexerica, limão taiti e banana prata, da terra e nanica...
A fugi bem doce, pode vir, pode provar...
.
Pra dona Maria a couve manteiga, beringela, alface lisa e crespa...
A senhorinha levou rúcula e também hortaliças...
Vai fazer um chá pra filha...
Que está a reclamar de mau estar...
.
Aí chegou seu moço, fixou olhar na melancia bem vermelhinha e doce...
É da rajada, não paga pra experimentar...
Já vai dar as 15h...
Os preços começaram abaixar...
.
Refrão:
Batendo palmas e grita...
Batendo palmas e grita...
Batendo palmas e grita...
Te fruta fresca, verduras ótimas freguesia...
É com muito energia ela contagia até a banca da vizinhas...
.
Ela é feirante sim...
Ela é feirante sim...
Ela é feirante sim...
É hoje a noite que vai pro samba pra distrair!!!
Quando o galo canta e nossa música não toca, tenho os traços de nossa face, que longanimamente nos reconhece.
Utópica Ousadia
No cantar
Do galo
Cutucar
De raio
Luz
Puxar
De sol
De
Outras
Bandas
Pisar
De pés
Descalços
Orvalhar
Poeira
Caminhar
Na mente
Nada mais
Presença
Que
A ausência
Um sempre
Sentido
Diante
Da maluquice
Existir
Vivendo
O
Não entender
Viveu ´
Tem vivido
Fantástica
Fantasia
Jamais
Pensada
Imaginada
Pela mais
Ousada
Utopia
O galo canta, os ruídos incompreensíveis da vida lá fora que se espreguiça com o despertar de mais um dia. E nessa bruma que borda o amanhecer os ponteiros do relógio pendurado na parede esmaecida vão voando na obscuridade tentando decifrar esse enigma do tempo...E nesse instante um suspiro profundo da alma, onde o vento leva e traz mistérios do dia e da noite e todos os dias...
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