Fui
Vi aquela última estrela no seu, nos seus olhos. Ela brilhava a saudade que eu nem sabia. Fui-me um pouco próximo, não tão distante, mas, não reparei que já ia. Foste para não voltar, e eu fiquei, lembrando da estrela dos seus olhos, do brilho que ela tinha, aqui, e agora ali, acima do meu nariz, brilhando sobre o céu, sobre o céu dos meus olhos.
sou o desejo e sua morte,
sempre fui sua vida até morrer,
além do viver sois tudo e o nada...
perdido em meio, meu coração,
entre os espaços o além
de julgo te amo meramente por viver,
nas frases do tempo sois meu templo,
do meu profundo sentimento meus sonhos
minha vida que respiro em meio ao mundo,
de tristeza ao longe que viva até seja o fim dos tempos.
Élcio José Martins
EM BUSCA DA PAZ
Caminhei por caminhos certos,
Obscuros e incertos,
Fui água nos desertos,
Insensatez de espertos.
O tempo é a cura,
Ou a espera de bravura.
Semente de ternura,
De aventura e desventura.
O que busco ainda não sei,
O que achei por certo conquistei.
Acho que um dia amei,
Com firmes passos, não desanimei.
Ouço boleros de saudade,
Do tempo de mocidade,
À espera da idade,
Pra encontrar felicidade.
Cada encontro, um desencontro,
Preciso entender do ponto,
Pra não deixar sabor do espanto,
Suspiro calmo, ao ritmo do canto.
O que tem atrás da curva,
Espero parreira e uva.
A mão que pede a luva,
Ara a terra e espera a chuva.
O peito tá apertado,
Da dor do corpo atropelado.
Delírios de sonhos manchados,
Desejo louco do sonho sonhado.
Ao som romântico, um recital,
De Juan Gabriel e Rocio Durcal,
Afaga a alma e adormece o mal,
Da dor que chora o emocional.
Até quando! Até Quando!
Sem rumo e sem mando,
Destempera a alça do comando,
A solidão na multidão, uma luz se apagando.
O tempo passou,
Nas alegrias por vezes trafegou,
Das fatias fatiadas, pedaço ficou.
No quarto escuro a alma chorou.
Nas desventuras da vida,
Pede-se uma nova partida,
De coragem atrevida,
Conquistar a paz distraída.
Não sei se é agrado ou desagrado,
Não sei se é leve o peso do fardo,
Que por tantas vezes carregado,
Fez escaras no coração magoado.
Chorar por dentro é água represada,
É a mentira da alegria deslavada.
A busca da conquista conquistada,
Das muitas portas abertas, uma delas está fechada.
No entardecer da vida,
Ainda há tempo e sobrevida.
A hora pede compreensão e decisão,
Mudar de vez pode agradar o coração.
O respeito não pode faltar,
É o espelho e o espelhar,
É amigo do olhar,
É o sabor que enfeita o paladar.
Reclamar de tudo,
É aparar barba de barbudo.
A mesma cara do carrancudo,
Fere aos poucos. É pedrada sem escudo.
Choro por dentro,
Choro de dentro.
Quero o alento,
Por mais um pouco não aguento.
Quero a paz no medo,
Quero o amor e o aconchego.
Subo aos céus e peço arrego,
Dê-me a paz, o caminho e o sossego.
Livre-me dos apegos do passado,
Livre-me das promessas, o pecado.
Anjos meus tragam um recado,
Escrito bem grande como AMAR E SER AMADO.
Élcio José Martins
Fui muito paciente nos momentos de insegurança e medo, e ainda mais nos momentos de paz e sobriedade.
Esses sim, casualmente tornavam - se momentos perigosos.
Aqui amor,
Eu fiquei e fui pela manhã
Me arrumei rápido fui no quarto
E ela estava la dormindo
Não conseguir me controla
Pulei na cama dei nela um abraço
Bem forte e acordei ela
Só pra falar o tanto que eu a amo
Antes de ir
Beijei a testa dela e dei um abraço
Ainda mais forte.
A hora que eu entrei no taxi
A saudade ja começou a corroer
Mais obrigado por me proporcionar
Os momentos mais feliz da minha vida.
Te amo muito, my reason is my life.
Ex-anjo
Deus, por que me abandonaste?
Sei que fui alguem, algo mais do que sou
Eu sinto, pressinto o mal que ficou
E raras vezes sinto a luz
O resto que minha humanidade tomou
Mas por que Senhor?
Que mal tao terrivel eu tera feito
Para tamanha puniçao
Que nao mereço sequer a chance de ser lembrado
E a pergunta que nao se cala
Seres como nos talvez nao possam ter um fim
E sou amaldiçoado a viver
Me atolei em lama
E temo que o barro secou
Entao por que demonstram odio
Quando mostro o que sou?
As vezes encontro um semelhante
Que pulsa em luz viva
Por um momento me acendo
Mas me apago como brisa
Quando digo que fui anjo
Coisas caem pela casa
E os presentes testemunham
Onde estao suas asas?
Fui dormir levando comigo um sonho; Sonhei te querer, sem querer meacordar; Me diz aesperança: Siga teu sonho; É hora de amar!
"sirpaultavares"
Eu não sou um autômato!!! Não fui ontem,muito menos hoje fica dica tenta amanha? Mais meu hoje,é o meu reflexo do ontem e o futuro do amanhã.
um dia acreditei, fui apenas mais um homem sem noção da vida.
um dia questionei, fui apenas um homem procurando respostas.
até que certo dia usei o cérebro, encontrei respostas.
então desacreditei e percebe o quão valioso é a vida.
ABISMO DE ESPINHOS
Eu já fui prisioneiro
de meros beijos, abraços,
dúbias promessas e juras!
Pelas esquinas do tempo
Quase tudo se perdera,
Ilusões desmoronaram!
Tornei-me bruto como as pedras
Que se hospedam nos caminhos
E meu coração se fez
Um abismo de espinhos!...
Eu fui andar por ai, sem motivos nenhum pra sorrir.
Gritar por ai, num lugar que ninguém possa me ouvir...
Calada amor, só eu sei da minha dor.
Parece que eu vivo pra cair,
Ta tudo sempre dando errado pra mim.
Espiritualidade
Sempre fui Católica, sempre frequentei igreja, rezei, agradeci.
Passei pela fase dos porquês, me questionei sobre construções suntuosas, sermões hipócritas e maçantes, pedidos de dízimo à exaustão e tédio em algumas Missas.
Ao contrário do que pode parecer, meus questionamentos me uniram ainda mais à Deus, a espiritualidade, me fortaleceram. É claro que não tinha a maturidade que tenho hoje e nem sei se já a conquistei, é claro que julgamentos e dúvidas fizeram parte da minha ligação com a fé, mas o que foi bom foi ter aceitado apesar dos questionamentos, aceitado não como algo imposto à mim quando criança, nasci católica e vou me manter católica, houve uma busca, uma dúvida, críticas, compromisso e por fim, propósito. Passei por vários estágios e me encontro na fase: Quero ser uma pessoa melhor, quero ser exemplo de amor, quero levar sorriso, paz e alegria, quero me motivar a mim e ao meu coração não com base em pessoas ou erros do passado, não com base nas minhas mazelas, nos meus erros e no meu jeito estourado de ser, mas motivada pela força interior que transborda dentro de mim. Faça aos outros aquilo que você gostaria que fizessem à você! É fácil? Não! Sempre Consigo? Não!
Muitas e inúmeras vezes entro no tabuleiro do perde tudo, volto 4 casas, volto 2 casas, então inicio o jogo, rasgo a folha rabiscada e pego uma nova página, limpinha para iniciar novos ciclos, para viver novas e divinas aventuras, para recomeçar, para tentar alcançar a minha linha de chegada: O Paraíso. Primeiro o Paraíso na Terra, depois o Paraíso no Céu.
Vivi me escondi e decepções passei, chorei machuquei e fui machucado, mas nunca lhe procurei
Não tinha noção que muitos peregrinos tinham a ti procurar
Desacreditava na sua força divina
Para Deus de mim ele nunca desistiu, esperava eu o encontrar
Por onde andava não consigo ti encontrar, a riqueza ainda tinha mais valor
O relógio demorava, o mar não se acalmava e meu orgulho era maior
Ti neguei e revirei e como um vento assoprei para longe de seus ensinos
Para Deus de mim ele nunca desistiu, esperava eu o encontrar
Os que tinham experimentado seu fogo abrasador, há outro lugar não comparou
Não vivia essa sensação enterrado estava a boa ardência era intocável
Como drogado me dilacerava com minhas diversões se deitava
Para Deus de mim ele nunca desistiu, esperava eu o encontrar
Num grão me tornei, num furacão não teria força e de suas nuvens me restava rastros
A minha palidez se desfez me largou me solto é o dia que você esperava chegou
Sepultados sonhos de um milagre renasceram como o bebê da mamãe
Ele não desistiu, me esperou e quando me encontrou me abraçou
Separado andei, regenerado me tornei do pecado me desfiz
Confiei e depois disso não vacilei, me converti a ti e pelos séculos ti cantarei
Encheu em mim seu espirito avivado meu ser desanimado com seu poder foi despachado
Derramou seu sangue vertente, me batizou me consagrou a luz simplesmente me curou
Ele não desistiu, me esperou e quando me encontrou me abraçou
Fortaleza, libertador, refúgio redentor
Amigo, intercessor e pai eterno do amor
Pão da vida, rocha, torre forte do mediador
Abrigo, luz eterna, repouso consolador
Verdade, água viva, escudo de calor
Paz, perseverança, maravilhoso conselheiro ajudador
Rei, cura, montanha, altíssimo abrasador
Mais que a prata que brilha, para sempre em minha eterna família
Ele não desistiu, me esperou e quando me encontrou me abraçou.
Não fui longe por pouco andei, mas o que caminhei semente deixei
De tudo que fiz no termo final tencionei
A velha arte de galante era para poucos e para mim esquece
Com isso a flora do desejo alheio, pouco rondavam
A demora a falta de intrepidez congela, enraíza no tempo
Nas veredas que desvendei, ou melhor pensei que descobrir
A lógica do engano e pensar as vezes que está certo
Como uma fonte consegue ser admirada, mas até a beleza emareia
A cama era um atroz em noites abandonadas
Um terremoto abalador destruindo pouco a pouco sua estrutura
Mais assim como a solidão o maior estrago é o emotivo
Podia até implorar para um dia mudar, mas conforme as eras não esperem ajuda
Faça você mesmo, corra atrás até quando já se sabe que não irá alcançar
Pode-se confrontar que o descontentamento é por não tentar
E não por decair
A cada cova de leão que entrar e só lembrar dos poucos que o acompanharam
Talvez a ausência faz bem, sentir que pode ter alguém pensando de longe
O que dizer dos que jamais serão vistos, multiplicai suas dádivas
Que a força do desejo esteja impregnada em seu ser
A doce loucura de refinar seja o seu combustível para a grandeza de suas asas
Um até logo eu vou levantar depois que acordar.
"Ainda penso nela, quando olho para janela, n fui errado agi na emoção sou um simples menino no mundo de ilusao, nao é facil como parece, mas sm estress, Deus vai me abençoar e com ela um dia vou voltar".
Fiapos de Memórias
Se fui pobre não me lembro! Mas lembro de que já cai de caminhão de mudanças.
E isso é coisa de pobre. Ricos contratam empresas, delegam tarefas, colocam
os filhos confortavelmente em seus carros, enquanto funcionários embalam taças
de cristais, xícaras de porcelanas e telas de pintores renomados.
E nós? Como era engraçado. Na véspera arrumávamos caixas de papelão e muitos jornais, embalávamos os copos de vidros as xícaras de louças e portas retratos
com fotos da família. Enquanto todos estavam ocupados, furtivamente fui ao portão do vizinho, despedir-me do menino da lambreta, prometendo-lhe escrever.
Eufóricos com o prenúncio da aventura íamos dormir.
Com a claridade que precede o nascer do sol, meu pai nos acordava, tomávamos café preto com bolinhos de fubá. Lá íamos nós! Minha mãe se ajeitava na cabine
com os três filhos menores, junto ao motorista, e meu pai na carroceria com outros seis filhos incluindo eu. Partíamos rumo ao destino desconhecido.
A mesa da cozinha mais parecia uma espécie de barraca, o colchão em baixo amortecia os solavancos, com a lona por cima e o resto das tralhas espalhadas por todos os lados, uma pequena abertura na lona, nos servia de janela, que era disputada por todos.
Exceto por uma irmã, que com mania de grandeza, não fazia questão de ficar na janela improvisada, morria de vergonha que alguém a visse.
Mas eu me divertia! Acenava a todos, e foi assim que eu cai do caminhão. Foi um susto danado, achei que ia ficar para trás. A gritaria foi geral dentro do caminhão, mas foi alguém da calçada, quem conseguiu alertar o motorista. Reboliço total,joelhos e cotovelos ralados, broncas, risos e beijos. Para compensar tudo isso, uma
parada na beira da estrada, para um sortido, “prato feito”.
A irmã com mania de grandeza fingia que a aquela família não era a dela...
Seguíamos a nossa viagem, que hoje sei que era para um lugar no litoral do Paraná,onde meu pai dizia: O mar de lá tem muitos peixes e nada vai nos faltar.
Quis esmagar, sufocar o amor dentro de mim; mas fui inundada por uma torrencial avalanche de amor que me fez respirar de novo, emergir, esvair toda a minha dor...
