Espetáculo
Refinado espetáculo
policromático,
No meu céu
de Balneário,
Chegada é a hora
de amar,
Rama perfumada
no bico da pomba,
Alfazema angelical
cultivada,
Pelas mãos das falanges
celestes,
Destino escrito
pela Literatura,
Um mistério ocultado
pela Ditadura,
Carregado no seu
olhar cor de ônix,
E por estas mãos
que salvaram vidas,
Um poema misterioso
nos passos,
De um homem tão
fino e tão delicado,
Que de mim arrancou
os ais semitonados,
Conheci por tuas mãos
a dimensão do [amor,
Tive de fazer-nos
distanciados e escrever,
Um poemário intimista,
um rosário devocional
Que fez muitos apaixonados
de forma sobrenatural,
Mas na verdade este era o
meu poemário de [dor,
A dor de não tê-lo ao meu lado,
a dor de ter me distanciado.
Não pude agir diferente,
foi melhor para nós dois.
A vida está se abrindo
para nós, acredito
O tempo passou,
e desfez o algoz, confio.
Trouxe o milagre, semeou
a bondade e o infinito,
Agora só falta a primavera
do amor mais bonito
Se abrir, se expandir, iluminar
a foz e renovar o sentido;
E colocar a gente de volta
no mesmo passo e caminho
Para que se cumpra com gala
e esplendor o nosso destino.
Intensa renovação sideral e
m breve há de [chegar,
Porque em nossas intimidades
somos astros a girar,
Poetas intimistas do nosso
espaço particular,
Nas asas do nosso jeito
de amar entre os [lençóis,
Varrendo a influência do mundo,
sendo apenas dois.
A vida está novamente
se abrindo floral:
Ao som da mais carinhosa ária,
sofisticada e especial.
A gaivota está sobrevoando,
- acrobaticamente -
Concedendo o seu espetáculo,
- em círculos -
Celebrativos,
Plenificando o céu acinzentado.
A gaivota está se aproximando,
- certamente
Para alcançar o seu sustento,
- indiscutível
Sobrevivendo,
Exigência do momento.
A gaivota está me fazendo pensar,
Sobre a distância e o tempo,
A verdade que pode ser uma,
- duas -
Diferentes,
Convergentes,
E sobreviventes.
Teu rastro ainda
que espiritual,
É um doce espetáculo
misterioso,
Inteiro no meu
átrio sensual,
Será revelado ainda
mais saboroso...
Sim, encerrar-me
dentro de ti,
E ali ficar,
e morar;
já sendo tua.
Habitante de ti
serei como a Lua,
Usufruindo da divina
flutuação,
Um convite
e uma provocação.
O teu olhar farol
que me ilumina,
Invade com uma
bondade solar,
Que fascina
e uma cumplicidade,
Ímpar que me
[domina] - excita.
Não preciso
mais de roupa
Para correr
nas pradarias
vestida,
Tenho o teu bosque
para ser acolhida,
O teu amor sempre
convida;
Longe irei fazer-me
de esquiva,
Tens uma mulher
- e tua cativa.
A êxtase explodiu
em mim silenciosa,
Ela vem do coração
que te ambiciona;
Tens uma acolhida
que me apaixona,
E uma grandeza
que nos enamora.
O meu ideal
de servir-te
e te amar,
Fará o meu corpo
sublime
te alimentar,
Como uma poesia
que não há
de se findar,
Quero no teu
coração morar;
E juntos
o nosso amor
Ainda muito
celebrar...
17/09
Chega uma hora
que do espetáculo
não se deve buscar
o protagonismo
e nem o antagonismo,
E sim se posicionar
como espectador da cena
para ninguém te desconcentrar.
A comida no estômago é como o combustível nas máquinas. Passei a trabalhar mais depressa. O meu corpo deixou de pesar. Comecei a andar mais depressa. Eu tinha a impressão que eu deslizava no espaço. Comecei a sorrir como se estivesse presenciando um lindo espetáculo. E haverá espetáculo mais lindo do que ter o que comer? Parece que eu estava comendo pela primeira vez na minha vida.
DESLUMBRE
O mar beija a praia
O céu desenrola seu tapete azul
As nuvens brincam de desenhar
As ondas abraçam as pedras
A garça triste molha os pés na água
O sol mergulha lentamente dando adeus ao dia
O vento levanta a saia da moça
O coqueiro dança
O barquinho vermelho navega feliz
Uma estrela aparece toda faceira por ser a primeira
Um peixe faz um balé nos ares
A lua dá um sorriso
A poeta sorri de volta
Encanta-se
Pensa que o espetáculo foi para ela.
É dentro de um avião que mais percebemos nossa vulnerabilidade. Mas vale a pena ser vulnerável apreciando o espetáculo colorido de um por do sol.
Lá fora o céu tá escuro e pesado, mas não importa
O que acontece aqui dentro de
mim, ao contrário, é leveza de quem vive um encantamento...
O que acontece de dentro pra fora é o que conta pra mim
Todo resto são detalhes e não mudam em nada o espetáculo da vida.
Muitos observam em silêncio a queda do ousado. Sabem que há um precipício logo à frente, mas calam-se. Quando cai o ousado eles fingem sentir dó, mas somente enquanto relatam sua queda. Há novos ousados para espiar.
"A vida nos reserva uma série de momentos mágicos no dia-a-dia de nossa existência, um mosaico de cores, imagens e sons. Para vivenciá-la basta aguçarmos nossos sentidos, liberarmos nossos sentimentos, despertarmos nossa alma, e desfrutarmos a dádiva de termos sido agraciados com o maior de todos os milagres, o espetáculo da vida.”
"Dizem que atrás de todo homem feliz, realizado e de sucesso, existe uma mulher, da mesma forma que atrás de todo homem infeliz, arruinado e fracassado também. Nada mais equivocado, preconceituoso e machista.
Discordo em gênero, número e grau em relação a tão infeliz afirmativa, pois na realidade o sucesso ou fracasso reside em cada um de nós, independente de sexo, etnia, origem, condição financeira ou social, depende de nossas ações, escolhas, decisões, méritos e deméritos ao longo de nossa existência.
Na realidade a mulher não deve andar na frente ou tampouco atrás, mas ao lado do homem, compartilhando o amor, o companheirismo e a cumplicidade. Ambos devem buscar, conquistar e consolidar a confiança, o equilíbrio e a igualdade, um em relação ao outro.
A mulher é companheira do homem na jornada da vida, na viagem cósmica pelo espaço-tempo, pois juntos protagonizam o maior de todos os milagres, o milagre da vida, cabendo a mulher o papel fundamental, de ser mãe, gestar, dar a luz e amamentar um novo ser.
A mulher é a companheira indissociável do homem e vice-e-versa, ambos devem ter os mesmos direitos e deveres, conviverem em harmonia. Um jamais existiria sem o outro, se complementam, se completam, separados são apenas metades, mas juntos são UM!
Eis a mulher ... seja ela tataraneta, bisneta, neta, filha, enteada, colega, amiga, amante, namorada, noiva, esposa, cunhada, nora, sogra, avó, bisavó, taratavó, ou mesmo uma desconhecida sem rosto no meio da multidão, pois todas elas, absolutamente todas, são nossas inseparáveis companheiras no maravilhoso espetáculo da vida!”.
Nossa política é uma palhaçada e Brasília é o picadeiro. Nada mais justo que um palhaço assuma o espetáculo circense. Quem sabe ele nos surpreenda?
*Sobre a possibilidade de Tiririca se tornar presidente em caso de impeachment da Dilma.
Camarin é lugar pra alongar e trocar de roupa e bastidores é sinônimo de muito trabalho! Cada momento do nosso trabalho com a dança tem sua porção de atenção e importância! A inversão desses valores pode comprometer ou destruir o "produto" final: ARTE
Que na nossa vida possamos entender que o verdadeiro sentido é sairmos de cena e deixarmos que Deus conduza todo o espetáculo!
A vida oque dizer sobre ela? Só tenho a agradecer por tudo até mesmo aquilo que não deu certo e o que deu que a vida continue sendo esse grande palco de teatro, você escolhe o papel sim, mas o choro não pode ficar de fora nem mesmo o cair, até porque um "espetáculo" onde tudo da certo sempre não se torna um espetáculo você decidi oque quer fazer do seu palco brinque mais sorria mais expresse mais seus sentimentos seja feliz o resto vem.
Alma
Tendo por pano de fundo o céu,
e por iluminador de cenários, o sol.
Cores , as mais variadas, reflexos
se espalham, e descem como um véu.
Desta forma a nossa alma se apresenta
à Deus,como um ator que apresenta o
resumo dos atos vividos.
Os sofrimentos, as dores pelas quais
passou, mas sobreviveu.
A alma assim expõem, sem grande espetáculo
ou música, o seu dever.
Fala das poucas alegrias que em suas lembranças
ainda tem.
Dentre tantos momentos, inevitável é o do choro,
das lamúrias, dos "ais", as lágrimas do arrependimento
de tudo de bom que não fez.
A enorme saudade do que poderia ter feito e postergou
para outra vez.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Quando nas eleições, os comícios deixarem de ser espetáculos musicais e teatrais, e os eleitores a eles se dirigirem para ouvir do candidato a sua proposta de governo, com certeza a política estará entrando no caminho certo.
Eu nunca sei quando as estórias acabam. Por isso sempre fico preso entre uma e outra, ou entre nenhuma e nenhuma outra; entre um recomeço sem fim e um fim sem término.
Talvez por ser mais espectador ou coadjuvante, do que protagonista da minha vida, tenha essa enfermidade de não dar conta de quando baixa o pano.
As luzes apagam, o público sai, os colegas limpam a maquiagem e eu continuo lá: com a fala na cabeça, o texto decorado, aguardando a deixa.
A deixa que nunca vem.
Sempre tive medo das coisas e das pessoas. Um pavor e uma falta de fé. Talvez por isso eu tenha criado minha própria companhia teatral, onde sou diretor; contra-regra; atores e público.
Enceno só para mim uma tragicomédia.
A realidade me faz tão mal e me deixa tão fraco que fico, no fundo do palco, muitas vezes, a sussurrar o texto a mim mesmo.
Às vezes não ouço.
Quase sempre não ouço, porque sussurro baixo e minha voz é trêmula...
O público não entende a peça, logo, não aplaude. Eu, furioso, demito a todos: ao autor; ao diretor; aos atores...
Expulso o público do teatro e ateio fogo a tudo.
E ali dentro fico eu, junto às cortinas e aos holofotes, incandescentes; queimando, queimando, queimando...
Não gosto da ideia de não poder controlar minha própria vida. Isso certamente me faz abominar o conceito de "destino".
Se a vida estivesse pré determinada, e se baseasse apenas nas mãos de tal "destino", perderíamos a maior arte que um dia foi posta nas mãos de um ser chamado "humano", a "arte de viver!"
"Destino" sempre levando a culpa pelos "erros e acertos". Responsável por "unir e desunir", decidindo por "acontecer ou não acontecer", por "ser e não ser".
"Destino" que tapa buracos, enterra erros, e que de certa forma, enaltece egos.
Com o "destino" não existem "erros", não existem "perdas", Apenas, "destino"!
"Viver" é arte oposta, escolhas, erros, acertos!?. O "acaso" assume o papel de coadjuvante no espetáculo, seguindo passos dados e caminhos traçados pelo protagonista.
Para alguns "destino' talvez seja questão de crença, para outros de fé. Mas a única crença que desejo levar comigo, é a de que "O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído"
Enquanto o mundo do exibicionismo é alimentado nas redes sociais, dando um alento às desigualdades, a sociedade do espetáculo vai se fortalecendo pelos apuros políticos, pelo colapso das instituições e pela epidemia do medo.
