Espetáculo
Sinal Fechado
A cor rubra anuncia a hora do espetáculo
O artista mal respira e corre para a frente do palco
E o show de malabarismo começa imediatamente
Esforçadamente ele tenta agradar à plateia indiferente.
Mal tem tempo de respirar e lá vem ele
Em nossas direções garimpar o ingresso após o espetáculo
Janelas se fecham e mal lhe dão um olhar
Ele estende as mãos e recebe rostos virados automaticamente.
Mas não desiste, antes que o sinal fique verde
Ele se aventura entre os veículos com as laranjas nas mãos
E fatalmente é atropelado e mal tem o direito de falecer.
Reclamam e buzinam os motoristas apressados no engarrafamento.
O malabarista, oh Deus, era apenas uma criança de sete anos que foi ao seu encontro.
Senhor Ilusionista, poderia fazer o meu dinheiro voltar para minha conta? Afinal, o espetáculo já acabou.
Baile de Gala
Ao cortinar do anoitecer,
Bosques, matas e campos
Prestigiam o espetáculo.
O que antes era pura escuridão
Transforma-se em lampejos e fascínios.
Trajados de ternos castanhos,
Os cavalheiros desfilam seus encantos.
Seja em piscadas longas, rápidas ou constantes,
Demonstram o poder da persuasão.
E as jovens donzelas,
Reluzem como purpurinas,
Pousam de difíceis,
Analisando se concedem ou não
A dança da procriação.
Mas quando surge a química,
Machos e fêmeas se deixam levar
Pelas asas da paixão.
Estes pequenos anfitriões,
Conhecidos como vaga-lumes
Ou pirilampos,
São capazes de gerar a própria luz.
Luzes estas, em tons esverdeados,
Que até clareiam o crepúsculo
Dos corações quebrantados.
Infelizmente, pela falta de compreensão do espetáculo da vida e dos segredos que nos tecem como seres que pensam, sempre nos dividimos. A paranoia de querer estar acima do outro e as guerras ideológicas, comerciais e físicas são reflexos de uma espécie doente e dividida.
Olhe-se para o Céu azul. Todo azul, sem nuvens. E toda essa exuberância e espetáculo celeste, é proporcionado apenas pelo esplendor de uma só fagulha, de uma só estrela dentre tantas outras incontáveis e inumerosas estrelas da abódaba celestial - O Sol.
Às 10h19 in 17.06.2024
Quando a vida conjugal é um teatro, o espetáculo pode ser encerrado subitamente. E ter um fim lamentável.
Era poente quando meu olhar aqueceu na luminosidade do crepúsculo e rendeu-me um fabuloso espetáculo de luz e graça , sem pudor, o sol deitou-se escandalosamente no leito da noite...
Os filhos do vento
Do tempo
e Do espaço
Mirando o espetáculo
Do ócio criativo
Sondando
O apocalíptico
Caos
Aqueles que não acreditaram no seu sucesso,ainda no meio do
espetáculo,verão assustados os "claps,claps,claps,dos aplausos em sua
homenagem!
É Verão!
De mansinho
chegou o verão.
Nós dois à
beira - mar
apreciando
o espetáculo solar.
De mansinho
seguro as
suas mãos.
Um calor percorre
meu corpo,
transborda amor
em meu coração.
Nosso amor
florescerá,
não importa
a estação.
Tu és
meu sol ,
nosso amor
será sempre verão.
Clic
(José Adriano de Medeiros)
Clic
Sob o véu da tarde, um espetáculo
Clic, clic
Olhos atentos, câmeras a capturar
Clic, clic, clic
Um pássaro solitário, a sobrevoar
Clic, clic, clic, clic
A lua, um disco de prata
Clic, clic, clic, clic, clic
E o Sol a desaluminar.
Clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic, clic
Espetáculo dos Caminhantes.
Estou sentado na parada de ônibus ao som de Mazzy Star Into Dust,
e à minha frente o mundo passa,
cada um no seu compasso, a caminhar,
no ritmo de uma valsa sem pausa.
Em cada rosto, uma história,
sonhos escondidos, dores sutis,
amores perdidos na memória,
e saudades que ninguém diz.
A manhã avança em tons de ouro,
o céu azul guarda a dança,
mas o tempo, com seu coro,
traz o entardecer que cansa.
E quando a noite enfim chegar,
as luzes se apagam, o som silencia,
o espetáculo finda para os tolos
que não veem a beleza do dia.
YakuzaMoon _JWC
--§-
Fumo que sobes, espetáculo divino,
Um vício antigo, um prazer passageiro.
Entre voltas de fumaça, eu me perco,
E por um instante, esqueço.
Mas, será que faz bem, essa paixão?
Ou é apenas ilusão?
Meu corpo clama por ar puro,
Mas minha alma pede um pouco mais.
Nas profundezas do meu ser,
Uma voz sussurra: "Pare!"
Mas a outra responde: "Sigo!"
E o ciclo continua.
Fumo, meu amigo e inimigo,
Meu prazer e meu castigo.
Um paradoxo que eu não entendo,
Um vício que eu não abandono
O indivíduo é um espetáculo ensaiado só esperando a cortina abrir. A depressão é uma cortina que não abre. E atrás da cortina o espetáculo da vida não acontece.
