Distraída
Ó morte que por aí vagas
Quando chegares me fingirei de vivo
Quem sabe distraída eu te escape fugitivo
Já que em vida, morto eu já estava.
Às vezes, distraída, chegam-me estrofes tão nítidas e familiares, como se fossem memórias de tempos esquecidos.
No entanto, quando tento aprisioná-las no papel, elas se desvanecem da mesma forma que surgem.
Creio que não passam de breves lampejos de linhas de outras vidas.
Distraída
Estava distraída.
Mirava o infinito sem ver nada.
Esperava.
Chegaste com teu melhor sorriso.
Te perguntei quem eras...
já sabendo seres tu tudo o de que preciso.
Precioso momento - tua chegada.
Por que demoraste tanto tempo?
Fui jogada pro teu céu... és tu meu Paraíso.
Rosangela Calza
A Cozinheira Distraída e Apressada:
Uma determinada cozinheira um pouco distraída e apressada, muito embora tivesse o dom e a fama de ser uma boa cozinheira, porém, num certo dia meio desastroso para ela, distraidamente e apressadamente, resolvera fazer ao mesmo tempo, um doce de figo pra sobremesa daquele almoço e jiló com angu para a refeição daquele momento, se esquecera de colocar o sal no jiló e o açúcar no figo, fazendo exatamente o contrário, colocando o sal no figo e o açúcar no jiló. E, assim, as pessoas ansiosas para deliciarem aquele almoço festivo, ficaram atônitos e desconfortáveis ao fazerem os seus pratos e levarem os alimentos à boca, notando algo muito estranho nos sabores auferidos. E o que dizer da sobremesa tão almejada?!!! Enfim, o que era pra ser salgado ficara doce e o que era pra ser doce ficara salgado, causando um grande transtorno naquele tão esperado almoço.
Ver você assim distraída toda feliz sorridente
Só me faz te querer ainda mais, sei que as vezes ( muitas ) sou o motivo da sua tristeza, mas eu te juro que farei de tudo para ser o motivo da sua alegria, do seu sorriso, da sua vida assim como você está sendo da minha...
Te amo menina.
Vivo distraída
Entre meus próprios lamentos
Entre meus próprios tormentos
O mundo precisa de mim?
Sou uma desconhecida
Sou uma nau naufragada
Dentro do meu mar
Dentro do medo de amar
E não tem nada de errado ser assim distraída, estranha , calada... eu prefiro assim.. a solidão é minha amiga minha companheira ... muito melhor que estar rodeada de pessoas falsas ...
Marta, Marta, estás afadigada,
Em tantos trabalhos distraída,
Ansiosa pela sua vida,
Dando voltas em torno do nada...
Tu te sentes sozinha e traída,
Melhor escolher a boa parte
Que não lhe será subtraída
E é bem mais que casa e que comida.
De todos os segundos
que pereceram naquele dia,
eu só lembrava que
te vi distraída,
ajeitando o cabelo
e a roupa
em teu corpo
o tempo todo.
CASINHA AMARELA
Não é que eu esteja distraída
Continuo aqui, em meio as folhagens de tempos outros e recordações
Me encanta os momentos, o cheiro que trás o vento, a falta de tudo que me soma, e que o tempo violentamente me subtrai
Sou etapas, pontos mórbidos dos quais eu não prestei atenção, mas que dê alguma forma me trouxeram alguma lição e uma forte ligação
Preciso manter o foco, enquanto mergulho em busca de um EU mais profundo
Me cansei das coisas desse mundo, superfícies superficiais
Oceanos calmos de falsa segurança, onde finjo ter coragem pra disfarçar o medo
Quero um mar revolto que me ensine a necessidade de nadar, de almejar terra firme onde eu possa colonizar
Transformar ideias em coisas práticas
Amor em carinho
Construir em mim um cantinho
Pra ser quem de fato sou
Olhar o céu, horizontes trêmulos
Sabe de um coisa?
Eu nunca vou alcançar, nunca vou estar lá
Por que todo lugar que eu chegar sempre terá um horizonte pra ir
Sendo assim, o melhor lugar é aqui
Eu preciso me entender agora
Me apaixonar sem hora
Sonhar sem prévia, e com demora
Amar sem nenhuma complicação
Só o comprometimento de uma nova emoção
Borboletas na barriga
Flores na janela, amizade antiga
Sol radiante na casinha amarela
Minha mente criando essa aquarela
Um belo jardim em mim
Paz interior, onde eu encontre o afago pra toda minha dor
Ar pro meu respirar
Reciprocidade no meu caminhar
Sinceridade no olhar
Outra mão pra minha mão segurar
Um sorriso aberto pra eu me alegrar
Um vento nos cabelos pra eu ficar mais bonita
Um batom na boca pra enfrentar a vida
Um vestido branco e várias margaridas
Você junto a mim
Deixa ser assim
Te esperei faz tempo
Preparei quitanda, chá e unguento
Pra te matar a fome, acalmar tua pressa e fechar as feridas
Te fazer enteder que nesse nosso encontro, nós encontramos a verdade
Deixar livre a nossa felicidade
Depois de nós esqueci o medo e todo rancor
Teu amor me curou
A vida virou
A luz brilhou
Para de se esconder
Deixa eu te achar?
Deixa eu me reenviar de volta pra você
Deixa esse mundo todo saber
Contar histórias sobre nós
Deixa o mundo ouvir nossa voz, sem engano
Deixa todo mundo ouvir que te amo
Te amo
Te amo
Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. (...)
E foi quando pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos. (...)
Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? (...)
... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. (...) É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e o então castigo é amar um mundo que não é ele. (...) Sei que nunca poderei pegar um rato sem morrer de minha pior morte. (...) Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? (...) Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. (...) Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.
O consumo de superficialidades oferecidas pelas redes sociais está gerando uma geração distraída, alienada e fácil de ser manipulada como nunca houve antes na história da humanidade.
Às vezes, a pessoa não é boba, distraída ou mesquinha como você pensa, ela vê tudo, mas tem uma alma nobre, um espírito evoluído e pessoas assim não gastam energia e tempo com coisas insignificantes e sem relevância para elas.
O inusitado pode ocorrer quando você está distraída; mas o importante é não perder a chance de usufruir o encanto do momento.
Distraída
O peguei
Segurando o meu pulso
Sentindo os meus batimentos
Curiosa perguntei-lhe
Por que está fazendo isso?
Ele sorriu
Eu sorrir
Tu é louco cara
Sim, eu sou!
Nas dias do ontem não há amparo
O destino tem portas abertas
Mas distraída, não vislumbrei sua face
Ele paralisou por um segundo.
Foi o tempo necessário para tudo abandonar
O passado é tem a força de carregar todas as fases
Consegui me deslocar
Dou um passo aqui outro acolá
Existiu a infância, adolescência, o crescer
As lágrimas e dores visam o infinito
As portas estão diferentes.
Ouço minha voz e vejo-me no espelho
A clareza o destrói
Rompe-se o mistério
Era eu pequena amedrontada
Perambulando pela casa
O silêncio penetra meu peito,
Não há espelhos quando as crianças se perdem
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