Crônicas de Violência

Cerca de 507 crônicas de Violência

Em um país com fissuras sociais tão profundas e que nunca deixou de apresentar altos índices de violência, imaginar que a perda de direitos e uma piora no padrão de vida passarão despercebidas é multiplicar por mil o wishful thinking que se abateu sobre a elite intelectual norte-americana e inglesa.

Inserida por pensador

⁠O pensamento “nós-contra-eles” sempre existiu, mas o que há de novo é uma espécie de indiferença pelo que é diferente. Não há mais o medo de violência entre "tribos", o que acontece é mais sutil, é um recuo em relação ao outro, como se o outro simplesmente não existisse.

Inserida por pensador

De um lado, um Estado omisso, acovardado, cúmplice e fiador de tudo. De outro, as facções que ditam as regras, promovem barbáries, mantêm o controle de tudo (dentro e fora das "prisões") e ainda exigem proteção e privilégios... Esse é o Brasil e sua estrutura (sem vergonha) de poder.

Inserida por leoftwitter

Diante da comoção gerada, nestes dias, pelos atos de terror perpetrados em território francês, somos convidados a rejeitar veementemente toda forma de violência como solução dos problemas, a resistir à tentação do ódio e da vingança, a superar ideologias e fundamentalismos e a nos engajar em prol de uma sociedade marcada pela solidariedade, pela inclusão e pelo respeito às diferenças, à justiça e à paz.

Inserida por OswaldoWendell

O terrorismo é um modo de impor a própria vontade por meio de atos de terror. Ele emprega sistematicamente a violência para fins políticos, promovendo a desorganização da sociedade e desejando a tomada do poder. Diante da violência absurda por ele produzida, somos, mais uma vez, convocados a construir percursos de compreensão, diálogo franco e cidadania, fundados em valores comuns, base de toda a convivência pacífica.

Inserida por OswaldoWendell

A humanidade está entregue ao caos. As pessoas tendem a fechar os olhos para não serem horrorizadas com o mal que vive dentro de seres deploráveis. O lado negro e obscuro de "gente" doente, perversa, que só tem ódio no coração. Até quando nós temos que ser obrigados a fechar os olhos? Até quando vamos ter que fingir que não reconhecemos que o mundo está afundando em um abismo de ódio e violência? A sociedade é refém dos malditos agressores. Onde está a moral? Onde está a criação? Onde está Deus no coração desse lixo que chamamos de "gente". Mas gente da nossa gente eles não são. Nem seriam. Essa espécie de gente eu desconheço. Tenho repulsa. Como aceitar que o mesmo que mata e destrói tem pele e osso igual a você? Tem um coração batendo dentro do peito? Como entender o fato de não terem remorso, nem amor ao próximo? Não entra na cabeça, né? Nós não somos obrigados a gostar de ninguém, mas o mínimo que devemos ao próximo é o respeito por sua vida. Por essas e outras prezo em mim o direito de não ficar calada, de me manifestar, de ajudar sempre que eu for útil. Do mesmo jeito que vem gente pra destruir, vem gente para ajudar a juntar os cacos. E você, de que lado está?

Inserida por annathsoares

Palavras desaparecem, se calam, quando seus significados não fazem mais sentido. Isso é preocupante. Honra, retaguarda, lealdade, compromisso, ética, companheirismo, fidelidade... Cada dia menos se ouve sinceramente essas palavras ou se vê na prática. Cada vez menos e com uma velocidade embalada. Não sei se Darwin estava certo, se éramos mesmo todos macacos, mas se continuarmos nessa balada, seremos todos violentos macacos.

Inserida por jeansestrem

Superei as maiores agruras da vida: A seca do Nordeste. Fome. Minha maior superação foi ter rompido com a violência doméstica em 2021. Consegui superar (romper o ciclo) com dois filhos pequenos e grávida de mais um. Se eu consegui, você também consegue. Diga não a violência doméstica! Vamos juntas?

Inserida por andrade_jcpi_Cleo

⁠Os que matam inocentes serão inocentados. Os doentes serão abandonados. Os que não olharem para frente serão pisoteados. Os bons combatentes serão desarmados. Os que lutam arduamente em prol da justiça e da liberdade serão amordaçados, apedrejados... Mas somente os que matam inocentes serão inocentados

Inserida por WendelBonatti

⁠Um dos dias mais importantes de minha vida foi o dia do parto. Jamais me esquecerei da enfermeira que me assistiu com boas práticas. A forma como ela me acolheu, a valorização da presença de meu esposo e depois de minha mãe e sogra, o ambiente de harmonia, a liberdade de posição e movimento, o banho de aspersão e imersão, a bola suíça, a massagem nas costas, os exercícios respiratórios, o contato pele a pele com meu filho logo após o nascimento. Hoje sei que ela trazia um partograma detalhado e o quanto fui protegida de práticas prejudiciais como episiotomia, a ocitocina, a amniotomia, a analgesia desnecessária, o toque e a posição litotômica durante o parto. Meu corpo e minha alma agradecem à sua cientificidade e humanização.

Inserida por marislei

⁠"O silêncio torna-se o nosso melhor amigo, aprendemos a valorizar cada minuto em que podemos estar sozinhos com os nossos pensamentos e passar uma “cassete” da nossa vida até este ponto, e percebemos que a cada dia nos sujeitamos mais á violência enquanto milhares de mulheres se divorciam e seguem as suas vidas. Mas como poderia eu fazer isso? Não tenho formação superior e trabalhei exclusivamente nos primeiros anos de casamento enquanto o Júlio não tinha lucro na sapataria, depois ele achou que não era decente uma mulher estar a limpar a casa dos outros quando tinha a sua para limpar."

Inserida por cristiana_teodoro

"⁠O suposto mar de rosas, converteu-se em múltiplos espinhos e espinhos venenosos que magoam por dentro e por fora, mas o pior, é por dentro que ninguém vê... um buraco sem fundo que nos consome todos os dias e faz questão de nos lembrar dos nossos erros e o que nos custaram, leva-nos a chorar por dentro e engolir as próprias lágrimas, revira-nos dos avesso e continua a afundar-nos mais e mais... "

Inserida por cristiana_teodoro

⁠Ser radical politicamente é tentar resolver nas raizes dos problemas sociais. Não confunda radical com intolerante. Assassinar pessoas, ou agir violentamente não é ser radical, e sim é ser covarde e imbecil, um INTOLERANTE pode ser o adjetivo correto. A raiz do problema não está em pessoas, mas sim em idéias, e não se acaba com ideias, ou ideais, assassinando pessoas e nem com violência.

Inserida por devesa

⁠Ouso dizer que a gota d'água não é quando uma mulher é agredida. A gota d'água é exatamente no começo da infância, quando não insistimos na educação antimachista. É de berço que construímos homens e mulheres mais justos, responsáveis, e feministas. Feminista, sim! Porque o verdadeiro feminismo vem pra acabar com essas impunidades e propor adequadamente uma convivência sem violências.

Inserida por MirlaSantos

⁠Para combater o violento é quase impossível não se tornar violento também. Esse paradoxo que deve ser compreendido. A violência é justificável tão somente se for empregada como instrumento de defesa e preservacão da vida humana. Não há diálogo com quem só quer monólogo. Com violento, só a violência gera compreensão.

Inserida por LeonardoElia

⁠Não é fácil ser mulher em um mundo eminentemente machista. Não é fácil ser mulher em uma sociedade cujos discursos de empoderamento e defesa das mulheres não passam de meras palavras jogadas ao vento, ou melhor, na internet apenas "para inglês ver". Ser mulher no fim das contas é lutar o tempo todo para não perdermos a própria identidade ante tantas e variadas formas de violência que nos são cotidianamente impostas.

Inserida por eriluciaabreu

⁠A direita quer resolver os problemas, a partir do efeito, não tratando da causa, não trata a raiz do problema, que é o ser humano ter o direito a vida digna e boa. Coisas como pena de morte, diminuição da idade penal, controle de Natalidade, polícia ostensiva, rigor da lei, armamento da população, tudo sempre, violência contra o pobre.

⁠"Sabe por que governos erguidos com sangue tendem a acabar de forma violenta? É que a ideia de homens valentes, derramando o sangue por causas nobres, só é bonita nos livros de fantasia. Quando, porém, as pessoas têm a chance de ver essas coisas na prática, logo percebem que o vermelho é uma cor cansativa e que o sangue, em pouco tempo, começa a escurecer e cheirar mal. Rapidamente esgotadas, as pessoas tendem a pegar sabão e esfregões, na tentativa de restaurar o branco dos lençóis e o cheiro cítrico dos pisos de mármore."

Inserida por aldemir1994

Esse negócio de assalto está deixando muita gente de cuca fundida. Também não é pra menos. Estão assaltando a luz do dia em plena via pública e nas horas de maior movimento. Os ladrões concluíram que a Polícia Militar enrustida nos quarteis e a Polícia Civil desaparelhada e indisposta já nada podem fazer contra eles. Consequentemente, há em diversas regiões, centenas de pessoas amedrontadas e complexadas com os assaltos. E foi com um desses complexados que aconteceu o assalto, mais fora de série dos últimos tempos, em Nova Friburgo. Certo cidadão cujo nome, obviamente não vou citar, passou a andar armado até para ir ao boteco comprar cigarro. E foi justamente quando se dirigia à padaria do bairro, já na boca da noite, sem lua, que o nosso herói foi esbarrado por um sujeito negro, com 1,80 de altura por 60 de largura. Após a trombada, o nosso amigo saltou para o lado para fugir do corpo a corpo e, rápido, ao sentir falta da carteira de dinheiro, sacou do revólver, e irado, ele que já fora vítima de um “trombadinha” na praça Demerval Barbosa Moreira, havia menos de um mês, gritou: “Para aí, moleque safado; passa a carteira.” E o negro, apavorado com a reação do “assaltado” não titubeou e, diante do cano do 38, passou-lhe a carteira. “Agora corre moleque, antes que eu lhe estoure com uma bala…” O negro não esperou segunda ordem. Sumiu num salto triplo diluído no negrume da noite. Tremendo, ainda sob efeito da reação, como sói acontecer com os indivíduos pacatos, o nosso homem correu para casa em direção oposta a do assaltante. E lá chegando, aos berros disse à mulher: “Tá vendo, você vive me criticando por andar armado. Mas, se não fosse o revólver, eu, há pouco, seria roubado.” E contou a esposa o ocorrido, já agora sobre os olhares de alguns vizinhos. E aí vem o desfecho da história: O assaltado havia deixado a carteira em casa… E o herói, agora mais nervoso e envergonhado, remexeu a carteira de sua “vítima” na busca de um endereço ou telefone. Achou. Telefonou e a resposta veio mais perturbadora: “Meu marido não pode atender agora. Ele está muito traumatizado, pois acabou de ser assaltado e quase foi morto em plena rua.” Desculpas, explicações, calmantes para os dois, abraços e início de novas amizades. Moral da história: assaltar não é difícil, só carece de motivação.

Inserida por AlessandroLoBianco

Devo estar com uma aparência péssima mesmo. Fui dar uma volta na rua de chinelo, e meu pé ficou igual do menino carvoeiro. Mas é porque transpiro muito no pé e ele começa a sambar na borracha do chinelo e fica todo cagado...Fui entrar na agência do Itaú pra sacar dinheiro, e uma senhorinha correu da porta com medo de entrar sozinha comigo, achando que eu fosse assaltá-la. Tudo bem, não estava com meus melhores trajes... Mas, quando fui ao seu encontro para dizer que ela poderia ir no banco, que eu não era bandido, sem me dar qualquer chance, ela gritou o rapaz da Cet-Rio que estava em frente a capela do colégio Zaccarias, no Catete, dizendo que estava sendo assaltada O cara me abordou enquanto chamou um carro da guarda municipal, que, estava exatamente parado em frente ao restaurante de frutos do mar Berbigão, certamente esperando o arrego do dia embrulhado numa quentinha, enquanto tinha gente na rua gritando que ia me bater... Só fui liberado porque, graças a Deus, com a chegada da Guarda, por sorte, eu estava com o crachá do globo no bolso... Me pediram desculpas, e eu respondi que eles poderiam ficar com o carro parado na porta do banco, em vez de vegetarem esperando comida em frente ao restaurante. Antes que eles me dessem um fora, Dona Lurdes concordou e perguntou porque o carro estava em cima da calçada em frente ao restaurante, e não em frente a agência bancária, do outro lado da rua... eles ficaram sem graça de contrapor a velha e calaram a boca...Ali, estava estabelecido uma primeira relação de afeto e reciprocidade entre eu e minha nova "vovó". Inclusive, a dona Maria de Lurdes, muito sem graça, não sabia o que fazer para se desculpar... Eu, claro, perdoei...Talvez ela tenha razão em julgar e achar que, a qualquer momento, possa ser esfaqueada na rua... Que triste, vivemos um momento horrível na cidade onde todos se sentem ameaçados até mesmo por pessoas de bem....Consegui, pelo menos, dar um beijo carinhoso na bochecha da dona Lurdes antes de ir embora, pois ela começou a chorar por ter sido injusta comigo, e reconheci que era de coração. Descobri também que a Dona Lurdes mora aqui no Catete desde quando Getúlio presidia o Brasil aqui do palácio. Já aceitei o convite e amanhã vou comer uma broa de milho na casa da dona Lurdes, que mora hoje aqui na Bento Lisboa. Segundo ela, está acesa como se fosse ontem as passagens de Getúlio pelo bairro. e ela quer me contar tudo o que lembra... Quero escutar suas histórias e ver as fotos que ela diz ter pra me mostrar dessa época, "ao jornalista desleixado"..., já tomei esporro da Dona Lurdes por ser jornalista e estar andando com os pés sujos na rua... então, acho que, no meio dessa violência toda, nasceu uma nova e bonita amizade, onde a diferença de idade de dezenas de anos é um mero detalhe superficial...Já lavei os pés... Agora, depois do primeiro plano executado com sucesso, preciso colocar a cabeça no lugar e pensar direitinho como roubarei a casa inteira dela, nessa oportunidade única, e de que maneira vou assassiná-la, em seguida, para que tudo pareça um acidente, depois de três dias, pois já descobri que ela não tem parentes aqui no Rio ...

Inserida por AlessandroLoBianco