Crônica sobre Política

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⁠⁠⁠Prosopopeia flácida para acalentar bovinos na seara política é fingir preocupação, sem se ater ao início ou fim de qualquer problema, em prol de narrativas e desinformação.


Há quem transforme tragédias em palanque, miséria em marketing e indignação em espetáculo.


Não importa a raiz do problema, tampouco a solução.


O que importa é manter a plateia emocionalmente acesa, alimentada por frases de efeito, inimigos fabricados e promessas que jamais sobrevivem ao primeiro contato com a realidade.


Na política, muitos aprenderam que parecer importa mais do que ser.


A aparência de empatia rende votos; a prática dela, quase nunca dá retorno imediato.


Por isso, multiplicam-se discursos inflamados, campanhas performáticas e salvadores de ocasião que aparecem diante das câmeras, mas desaparecem diante das responsabilidades.


A desinformação prospera justamente nesse terreno fértil da emoção sem reflexão.


Quando as pessoas passam a defender narrativas como torcidas organizadas defendem seus clubes, a verdade deixa de ser prioridade.


Questionar vira traição.


Pensar por conta própria vira afronta.


E assim, problemas complexos são reduzidos a slogans simplórios, incapazes de produzir qualquer mudança concreta.


Os mais perigosos não são os que admitem seus interesses, mas os que mascaram ambição com virtude teatral.


Eles não querem resolver conflitos — precisam que eles continuem existindo.


Afinal, sem medo, revolta ou divisão, desaparece também a dependência emocional que sustenta certos discursos.


Enquanto isso, a população segue sendo conduzida entre escândalos seletivos, indignações temporárias e promessas recicladas.


A cada novo ciclo, mudam-se os rostos, mas permanece o mesmo método: anestesiar o pensamento crítico para manter intacta a estrutura de poder.


Talvez o maior ato de rebeldia hoje seja recusar o encantamento fácil.


Observar além da propaganda.


Cobrar coerência entre fala e prática.


Porque quem realmente se preocupa com um problema não o utiliza como vitrine — trabalha silenciosamente para que ele deixe de existir.

⁠A moeda mais poderosa na política do espetáculo é o ruído que mantém a paixão e o aluguel das cabeças dos asseclas e ainda movimenta os algoritmos.


Ela banca dois amantes do barulho constante: a cabeça vazia e o algoritmo.


Já não importa a profundidade do debate, a coerência das ideias ou a honestidade das intenções.


O que sustenta o teatro contemporâneo é a capacidade de produzir barulho suficiente para impedir o silêncio que oportuniza a reflexão.


O ruído virou ativo político, combustível emocional e mecanismo de controle.


Na política do espetáculo, a indignação é industrializada.


Cria-se um inimigo por semana, uma crise por dia e um escândalo por hora…


Não para resolver problemas, mas para manter plateias permanentemente excitadas, cansadas e incapazes de distinguir realidade de encenação.


Afinal, quem pensa demais começa a perceber as contradições do roteiro.


Os asseclas apaixonados, muitas vezes sem perceber, alugam as próprias consciências em troca do pertencimento.


Passam a defender narrativas como quem protege a própria identidade.


E quando a identidade depende da manutenção do conflito, qualquer tentativa de ponderação vira ameaça.


O pensamento crítico deixa de ser virtude e passa a ser tratado como traição.


Enquanto isso, os algoritmos recompensam exatamente aquilo que degrada o debate público: exagero, simplificação, raiva e histeria.


O conteúdo que mais divide é o que mais circula.


Não porque seja verdadeiro, mas porque captura atenção.


E atenção, hoje, em meio a tanta carência, vale muito mais do que a verdade.


Nesse cenário, muitos líderes deixam de governar para performar.


Precisam permanecer em evidência constante, alimentando torcidas emocionais que já não exigem soluções concretas, apenas novos capítulos da guerra simbólica.


O problema deixa de ser a pobreza, a corrupção, a violência ou a desigualdade…


E passa a ser perder o controle da narrativa.


Talvez a maior tragédia desse modelo seja transformar cidadãos em audiência e democracia em entretenimento.


Porque quando a política vira espetáculo permanente, o país inteiro passa a viver entre aplausos automáticos, vaias previsíveis e distrações cuidadosamente calculadas.


E, no meio de tanto ruído, a lucidez se torna quase um ato de resistência.

⁠Na Seara Política, quase tudo que se diz em meio ao desespero é prosopopeia flácida para acalentar bovinos apaixonados.


Há momentos em que a política deixa de ser o território das ideias e passa a ser o palco das ilusões.


Quando os argumentos escasseiam, a realidade se torna incômoda e o futuro parece pouco promissor, surgem as palavras grandiosas, as promessas redentoras e as narrativas cuidadosamente embaladas para alimentar a esperança de quem já escolheu em que acreditar.


O desespero político tem uma característica muito curiosa: transforma desejo em previsão, torcida em certeza e discurso em suposta evidência.


O que deveria ser analisado com prudência passa a ser celebrado com euforia.


E quanto maior for a distância entre o que se deseja e o que os fatos permitem esperar, mais sofisticada precisa ser a retórica para preencher o vazio.


É nesse terreno miseravelmente fértil que prospera a prosopopeia flácida — frases que parecem profundas, metáforas que soam épicas e declarações que, examinadas mais de perto, não sustentam sequer o peso da própria linguagem.


Não se pretende convencer pela consistência; pretende-se acalentar.


Nem se busca esclarecer; busca-se manter acesa a chama da paixão.


Mas a política do espetáculo não deveria ser religiosamente recheada de resultados previamente escolhidos.


Democracia exige a capacidade — cada vez mais rara — de reconhecer que o adversário pode estar certo, que o aliado pode estar errado e que a realidade não se curva às nossas preferências.


O problema não está em ter esperança…


A esperança é uma virtude quando caminha ao lado da lucidez.


O problema começa quando a esperança precisa ser protegida dos fatos, quando qualquer evidência contrária é tratada como conspiração e quando o eleitor deixa de avaliar acontecimentos para simplesmente defender uma narrativa.


No fundo, toda paixão política desprovida de senso crítico corre o risco de transformar cidadãos em plateia e políticos em personagens.


E uma sociedade que troca reflexão por aplauso acaba acreditando não naquilo que é verdadeiro, mas naquilo que gostaria desesperadamente que fosse.


Talvez a maior maturidade política seja justamente esta: aprender a ouvir discursos inflamados sem se deixar incendiar por eles.


Porque, na política, nem toda frase de efeito anuncia uma vitória, nem todo discurso de esperança revela um caminho — às vezes, é apenas o desespero procurando palavras bonitas para não admitir que está perdido.

⁠Bastou a Igreja se deitar com a Política para parir uma das maiores aberrações: a Manipulação da Fé Religiosa.


Quando a fé deixa de ser caminho de transcendência e passa a servir de instrumento de poder, algo essencial se perde.


O sagrado, que deveria libertar consciências, começa a aprisioná-las.


A palavra que deveria consolar passa a intimidar; a esperança que deveria acolher transforma-se em moeda de troca; e Deus, que não precisa de palanques, acaba sendo convocado para discursos eleitorais.


O problema não está na presença do religioso na política, nem no direito de cada pessoa defender suas convicções.


O problema começa quando a crença alheia é transformada em território de disputa, quando o medo do inferno é usado para produzir obediência e quando a promessa de bênçãos é apresentada como recompensa por determinada escolha política.


É assim que a Fé pode ser sequestrada sem que seus próprios fiéis percebam.


Primeiro, ensina-se que questionar o líder é questionar a própria verdade.


Depois, que discordar politicamente é uma espécie de traição moral.


Por fim, cria-se uma perigosa confusão entre defender Deus e defender um grupo, um partido, um candidato ou um projeto de poder.


E talvez essa seja uma das formas mais sofisticadas de manipulação: não obrigar ninguém a acreditar, mas fazer com que a pessoa acredite que está pensando por Deus quando, na verdade, alguém está pensando por ela.


A Religião deveria formar consciências, não rebanhos eleitorais.


Deveria ensinar discernimento, não obediência cega.


Deveria lembrar ao ser humano que nenhum governante é eterno, nenhum partido é sagrado e nenhuma autoridade política merece a devoção que pertence exclusivamente àquele que cada um considera divino.


Porque, quando o altar vira palanque, o fiel deixa de ser apenas alguém que crê: passa a ser alguém que pode ser conduzido pela sua própria crença.


E talvez seja justamente aí que precisamos recuperar uma pergunta muito incômoda: quando alguém usa a nossa fé para dizer em quem devemos votar, está defendendo a nossa Liberdade Religiosa ou apenas descobriu uma maneira eficiente de controlar nossas escolhas?


A Fé é poderosa demais para ser entregue nas mãos de quem deseja transformar consciência em instrumento de poder.


Toda e qualquer forma de manipulação é nojenta, mas nenhuma é tão sórdida quanto a Religiosa.

⁠Com tantas “lideranças religiosas” mais preocupadas em fazer política do que evangelizar, tomara que ninguém espere encontrar toda essa permissividade escatológica lá no céu.


Quase sempre mais empenhadas em conquistar palanques do que corações, é natural que alguns confundam fé com estratégia e altar com palco.


Mas o risco maior não está apenas no que se faz aqui, e sim no que se passa a acreditar: que a permissividade, a manipulação e o jogo de interesses poderiam ter algum espaço no céu.


O céu — seja entendido como metáfora de transcendência ou esperança — não se molda aos desvios humanos.


Ele não precisa de campanhas, slogans ou acordos.


Ali não se barganha silêncios, não se negocia salvação e nem se legitima vaidade em nome de Deus.


Tomara mesmo que ninguém espere encontrar lá a mesma mistura de poder e conveniência que alguns apaixonados cultivam cá.


Que a expectativa do sagrado permaneça alta o bastante para nos lembrar que espiritualidade não se mede por seguidores, mas por verdade; não por palanque, mas por compaixão; não por permissividade, mas por integridade.


E que, diante de tantas distorções e adequações, ainda caiba em nós o desejo de uma fé que não se deixa contaminar — e de um céu que não se pareça, nem de longe, com os arranjos terrenos.

⁠⁠⁠⁠Prosopopeia flácida para acalentar bovinos na seara política é fingir preocupação, sem se ater ao início ou fim de qualquer problema.


Tudo em prol de narrativas e desinformação.




É aí que reina a arte sutil — e covarde — de simular zelo enquanto se abandona, à própria sorte, o princípio e o desfecho de qualquer problema real.




No teatro da dissonância não há compromisso com a verdade, apenas com o capricho das narrativas que melhor embalam os distraídos.




E assim, entre discursos inflados e intenções murchas, vai-se normalizando o hábito de confundir espetáculo com responsabilidade, opinião com fato, ruído com relevância.




No fim, quem brinca de governar com palavras vazias não conduz a destino algum — apenas empurra consciências para um pasto cada vez mais estreito, onde pensar dói e se questionar incomoda.




Porque, na política dos fingimentos, o que menos importa é resolver; o que mais importa é convencer.




E é justamente por isso que a vigilância se torna dever: para que nenhum de nós adormeça ao som de cantigas que só servem para manter rebanhos dóceis, enquanto a verdade passa, sozinha, pelo portão da história.




Só cometi o pecado de odiar os manipuladores até perceber que tamanha facilidade em 'Sequestrar a Mente' das pessoas nunca foi “mérito” exclusivamente deles.

⁠Nas gôndolas da política-espetáculo só há aquilo que os apaixonados admiram: criadores de conteúdos.


Não de ideias nem caminhos.


Muito menos de soluções.


A política, que deveria ser o espaço mais rígido do pensamento coletivo — onde conflitos reais da sociedade são encarados com responsabilidade — foi lentamente convertida num palco onde o que importa não é governar, mas performar.


O político deixa de ser um mediador de interesses públicos para tornar-se um personagem que precisa alimentar diariamente a máquina da visibilidade.


Nesse mercado, a coerência vale menos que o engajamento.


A profundidade perde para a viralização.


E o compromisso com a realidade torna-se um obstáculo para quem precisa produzir narrativas rápidas, emocionais e constantemente inflamáveis.


Assim, a política vai sendo reorganizada como um grande shopping de convicções prontas: cada público escolhe a vitrine que mais agrada ao seu afeto, ao seu medo ou à sua raiva.


E, como bons consumidores, muitos já não querem ser confrontados com fatos — preferem apenas ser abastecidos com conteúdos que confirmem suas paixões.


O resultado é uma curiosa inversão: nunca se falou tanto de política, e talvez nunca se tenha pensado tão pouco sobre ela.


Porque quando a política vira entretenimento, o cidadão vira audiência.


E quando o cidadão aceita ser apenas audiência, o poder agradece — afinal, plateias não governam, apenas aplaudem ou vaiam conforme o roteiro do dia.


No fim das contas, o problema não está apenas nas prateleiras dessa política-espetáculo.


Está também nos consumidores que já não procuram estadistas, pensadores ou construtores de futuro.


Procuram apenas o próximo conteúdo que lhes retroalimente seu viés de confirmação.

⁠Na Política-Espetáculo, fingir preocupação
é a Arte que o Estado domina com muita maestria;
o intrigante é o povo acreditar.


Há algo de profundamente teatral na forma como o poder se apresenta.


Discursos carregados de urgência, promessas anunciadas como salvação e gestos calculados só para as câmeras.


O problema é raramente a ausência de palavras — estas nunca faltam —, mas a distância silenciosa entre o que se diz e o que se faz.


No palco da política contemporânea, a indignação tornou-se figurino e a empatia, um roteiro ensaiado.


Tragédias sociais são tratadas como episódios de uma série que precisa continuar alimentando a Economia da Atenção.


Anuncia-se uma comissão, cria-se um grupo de trabalho, promete-se um plano.


A sensação de movimento substitui o próprio movimento.


E, enquanto o espetáculo se desenrola, o público aprende a confundir encenação com ação.


A cada novo ato, a cada nova coletiva, a esperança é novamente convocada para assistir, acreditar e aguardar o próximo capítulo.


Talvez o elemento mais fascinante dessa dinâmica não seja a habilidade do Estado em representar — instituições sempre dominaram a arte da narrativa —, mas a persistência com que a plateia insiste em ignorar o cenário.


Não por ingenuidade pura, mas, porque admitir a encenação exigiria algo mais desconfortável: assumir que a transformação não virá do palco.


O espetáculo funciona porque oferece catarse sem mudança, emoção sem responsabilidade e crítica sem consequência.


Ele permite que todos participem da Indignação Coletiva enquanto a estrutura permanece cuidadosamente intacta.


No fim, a Política do Espetáculo não se sustenta apenas pela habilidade dos atores principais — os políticos-influencers —, mas pela cumplicidade silenciosa de quem continua comprando ingressos.


Afinal, questionar o teatro é fácil; mais difícil é aceitar que, fora dele, a realidade exige Protagonistas — não Espectadores.

⁠Tão Execrável quanto a Política do Espetáculo, só a Doce Inocência dos Espectadores Apaixonados.


Há algo de perigosamente confortável em assistir à política como quem acompanha uma série: torce-se, vibra-se, odeia-se o vilão e idolatra-se o herói.


O enredo muda conforme o roteiro das conveniências, mas a plateia permanece fiel à emoção do momento.


Poucos percebem que, enquanto se escolhe um lado para aplaudir, quase ninguém se dedica a entender o palco, os bastidores ou os interesses que ditam as falas.


A Política do Espetáculo vive da reação imediata — do aplauso fácil, da indignação instantânea e da memória curta.


Ela não exige reflexão; basta paixão.


Quanto mais apaixonado o espectador, menos ele pergunta.


E quanto menos pergunta, mais o espetáculo se aperfeiçoa.


O mais curioso é que essa doce inocência que costuma morar nas cabeças alugadas tem a estranha mania de se imaginar a mais bela das virtudes.


E o espectador acredita que sua devoção é consciência cívica, quando muitas vezes é apenas fidelidade emocional.


Confunde engajamento com torcida, convicção com pertencimento e crítica com traição.


Assim, o espetáculo prospera: líderes viram personagens, discursos viram cenas e crises viram temporadas.


E a plateia, tomada por suas certezas inflamadas, raramente percebe que a maior vitória do espetáculo não é convencer — é entreter o suficiente para que ninguém queira desligar o palco e reacender as luzes da razão.


Talvez o verdadeiro gesto político de nosso tempo não seja gritar mais alto que o adversário, mas resistir ao encanto da encenação.


Porque enquanto houver plateia apaixonada demais para desconfiar do roteiro, sempre haverá quem transforme o Destino Coletivo em um show demasiadamente lucrativo de ilusões.

⁠A Mídia dá tanto palco aos Mitomaníacos que eles acabam virando mito na Política do Espetáculo.


E não porque suas histórias sejam grandiosas, mas porque a repetição lhes concede uma aparência de verdade.


O eco constante transforma delírio em narrativa, narrativa em crença, e crença em identidade coletiva.


O palco não exige compromisso com a realidade — apenas presença, intensidade e capacidade de prender a atenção de uma plateia já cansada de distinguir o que é fato do que é versão.


Nesse teatro, a mentira não precisa ser perfeita, basta ser conveniente.


E quanto mais escandalosa, mais ela se sustenta, pois encontra abrigo no desejo íntimo de muitos: o de acreditar no que conforta, mesmo que custe a lucidez.


O mitomaníaco, então, deixa de ser apenas um contador de histórias e passa a ser um fornecedor de sentido — ainda que distorcido — para uma audiência que já não suporta o vazio.


O problema não é apenas quem fala, mas quem aplaude.


Há uma cumplicidade silenciosa entre o palco e a plateia, onde a crítica é vista como ameaça e a dúvida como traição.


Nesse ambiente, a verdade se torna inconveniente, quase indesejada, porque ela exige esforço, revisão e, sobretudo, humildade.


E assim, a política se afasta da responsabilidade e se aproxima do entretenimento.


O debate vira espetáculo, a divergência vira torcida, e o compromisso com o real se dissolve na conveniência do aplauso fácil.


No fim, não são apenas os mitomaníacos que se perdem em suas próprias narrativas — é toda uma sociedade que passa a viver delas, nelas e por elas.

"Tendo em vista o tanto de Discursos na Política (e mesmo fora da Política) e tudo o que Sonham e Desejam alguns, era para o(s) citado(s) nos Discursos já terem perdido o cargo, não é mesmo? E por que não perderam? Nos Discursos, todos são bons, até Meus Cunhados, HeHeHe ou HaHaHa!"
Frase Minha 0264, Criada no Ano 2008


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com


😊

"Descobri a semelhança de como agem alguns adeptos de Futebol, de Política e de Religião: 'todos eles estão certos'; 'todos os demais estão errados'; 'só o deles presta'!"
Texto Meu No.1075, Criado em 2022


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Notoriedade, na Política (ou fora dela), ocorre quando, mesmo com odio, não conseguem deixar de pensar e de falar em Alguém, todos os dias, dia e noite! Notorios têm sido o Ministro Que Não Se Intimida, o Presidente Que Ninguém Tira e a Mulher dele. Tem Sido Assim!"


TextoMeu 1306
😄

Uma pequena reflexão sobre POLÍTICA

Apôs ler e ver vários artigos sobre essas eleições e principalmente sobre como esta sendo todo esse processo desta eleição. A cada dia dá mais repulsa, e por que não dizer, nojo mesmo.
Vivemos mais uma eleição cheia de coisas ruins e por que não dizer sem qualquer duvida que isso na verdade não é fazer politica.
Hoje vejo que na maioria das vezes os pretensos candidatos (muitos sem qualquer condição de representar os eleitores) são muito ruins, sem qualquer qualidade ou por que não dizer, sem conhecimento do que realmente é o trabalho que esta pleiteando.
Vejo uma disputa de poder, uma verdadeira corrida por ser o melhor, o mais querido, o mais honesto, mas no fundo, para muitos não passa de uma ótima oportunidade de se dar bem.
Vejo muito despreparo, muita arrogância, muita falta de verdade naquilo que dizem e principalmente, prometem coisas que nem sequer tem condições de realizar em seu mandato.
Por que na verdade, para essas pessoas, o que importa é ser eleito, é o status do cargo.
Os que estão dentro não querem sair, os que estão de fora, querem entrar de qualquer maneira.
Alguns desses candidatos querem passar uma imagem de um politico preocupado com os problemas que afligem as pessoas. Mas, em alguns casos, fingem que o cargo a que aspiram é para beneficio da comunidade, da coletividade, mas deixam transparecer que é para seu benefício próprio.
Nesta época de eleição vale-se de tudo para conseguir seu intento, são tantas falcatruas, mesquinharias, mentira, promessas, falta de caráter e de respeito às pessoas. Há diversas maneiras absurdas de se conseguir ser eleito. E não poupam ninguém.
Quanta mentira e hipocrisia, quanta falta de caráter e honestidade, e depois de terem conseguido seu intento, simplesmente esquecem tudo que foi feito para chegar lá.
Acabam as promessas, acabam as ajudas, acaba a preocupação com o próximo. (isso só será importante na próxima eleição).
Quando vamos tomar vergonha na cara e acabar com essa maneira de fazer politica, com essa sujeira, com tanta demagogia, e falsos valores?
Quem não sabe escolher o bom candidato, quem não se importa com quem vai estar nesses cargos, quem só procura levar vantagem com esses candidatos, quem se deixa corromper com essa maneira de fazer politica. Quem vende seu voto por qualquer coisa, não merece cobrar nada. Não deve ter o direito de querer alguma coisa, quando aceitou uma situação dessas, se igualou a quem o corrompeu.
Por isso, penso eu que é por esses motivos que todos nós já estamos cheios dessa situação, com essa falta de honestidade, falta de respeito, falta de caráter, falta da verdade. Situação esta, que faz a gente ficar cada vez mais descrente e insatisfeito com tudo o que vemos a respeito de politica.
Para mim, isso não é politica, Isto é, politicagem.
Politica é necessária em todas as situações de nossa vida. É uma coisa boa, desde que seja feita com respeito ao próximo e com verdadeiros objetivos.
Vamos pedir ao maior politico que existiu neste mundo “JESUS CRISTO”, por que, JESUS usou de politica para atingir as pessoas, mas foi a politica da verdade, das palavras claras e objetivas, das palavras de amor e interesse do bem comum de todos, nada quis para Ele, que abra a cabeça de todos os eleitores, para que tenham a capacidade e vontade de colocar um basta nesta situação.
Mas também lembrando que mesmo pedindo a Deus, temos de fazer nossa parte para que esta situação seja consertada.
E também lembrando a esses candidatos, que mais cedo ou mais tarde a prestação de conta será com alguém que não vai conseguir corromper, e nem subornar.

Inserida por marcelo-martins

Sou totalmente ligada em Política. A morte da Lei de Gerson, aquela que você deve tirar vantagem em tudo e pensar apenas em benefício próprio. Por muito tempo achei o comunismo à solução dos problemas da humanidade, hoje penso diferente. O que me chateia na gestão pública de educação, saúde, infraestrutura é que não é falta de recurso, por mais que existam roubos e desvios impactuáveis o problema é má gestão, falta vontade de fazer, de melhorar, outra coisa que me revolta é que as pessoas associam política a algo tão ruim que muitos potenciais candidatos fogem de projetos que visam à política. Eu conheço um montão de amigos que dariam ótimos candidatos, eu conheço gente ética, trabalhadora, especialistas e técnicos da melhor qualidade e que visam o bem coletivo, mas porque essas pessoas não se envolvem em política?
Não venda seu voto, não troque seu voto por nada, ele é precioso, não pense em si atropelando o coletivo, não ajude a retardar a ética na política, o nosso dever não é apenas votar, o nosso dever é participar, colaborar, fiscalizar. Os buracos que quebrem o carro, os doentes que fiquem em corredores, o aluno que passe de ano sem estudar, o professor que falte sempre, a escola que continua com goteira, a comida que venceu a validade, a maca que quebrou e não foi reposta, o remédio que faltou, a luva que acabou os bueiros que entupiram com lixo jogado nas ruas, o vereador que só defende um grupo pequeno que o elegeu, os deputados sem projetos de lei. Esse ciclo vicioso que causa o disparate de recorde em arrecadação e a falta de estrutura mínima digna de sobrevivência ao cidadão.

Inserida por Arcise

Politica, religião, ética e moral não se discutem.
Grande resultado: Uma sociedade ignorante, fraca, sem liberdade de expressão, atrasada, oprimida, incapaz de pensar por conta própria, sem compaixão, fanática, sem decência, pervertida, fútil, materialista, dogmática, supersticiosa, com governadores corruptos e gananciosos, que vivem as custas do dinheiro do povo, e absurdamente incapaz de fazer valer os seus direitos. Presa em uma cadeia sistêmica de uma realidade moldada onde te empregam o que você deve crer e seguir e você aceita. Com uma mente acostumada a ser alienada, manipulada e impotente, sem forças para mudar isso, onde tudo acaba ficando como sempre esta.

Inserida por wesleydiniz

SOBRE ÉTICA,CULTURA E POLÍTICA

Guimarães Rosa, em entrevista ao crítico Günter Lorenz, disse que "a política é desumana porque dá ao homem o mesmo valor que uma vírgula em uma conta". A desumanidade da política extrapola a esfera dos governantes e governados e navega nas várias esferas da vida na pólis, na sociedade. A desumanidade, lembrada pelo escritor Guimarães Rosa, refere-se à falta de compromisso com a verdade, com o conhecimento. Há por aí filósofos de pára-choque de caminhão. Pessoas que julgam pessoas sem o menor conhecimento de sua obra. Vários pensadores foram vítimas desses semicultos. Colocaram frases jamais proferidas na boca de Maquiavel. Deturparam Marx ou Sartre. Ridicularizaram ideologias. Sobre os semicultos, escreveu Mário de Andrade nos idos de 1927: "A gente pode lutar com a ignorância e vencê-la. Pode lutar com a cultura e ser ao menos compreendido, explicado por ela. Com os preconceitos dos semicultos, não há esperança de vitória ou de compreensão". Os semicultos estão por aí, escondidos atrás de um pequeno poder. Dizem superficialidades, deixam-se levar por um olhar tacanho do que não conhecem e fingem conhecer. Os semicultos não têm a humildade necessária para a dialética. Não há antítese. Apenas tese. Tosca tese de quem nunca nada defendeu. Apenas destruiu ou tentou destruir. Há de se discutir a ética na política, nas organizações e na mídia. Falta com a ética o político demagogo ou o corrupto, ou o que semeia inverdades em redações de jornais e revistas, ou o que mente à sociedade. Falta com a ética o jornalista que se deixa deslumbrar com o poder de destruir e não investiga, não vai a fundo no que escreve. Falta com a ética quem destrói a gestão do outro, a obra construída solidamente na política ou na empresa. O trabalho sagrado de servir. É tempo de ética. Da ética aristotélica do meio-termo. Da ética do valor, da axiologia preconizada por Miguel Reale. Do conceito correto de política que constrói Estados e pessoas, como sonhava Bobbio. Da ética da linguagem. A palavra a serviço da verdade e do conhecimento. A semiótica de Umberto Eco, que, relembrando Cícero, fala em razão e emoção. Em fragilidade e consistência. Da ética da humildade. Os arrogantes ou semicultos se distanciam muito da verdade, pois só enxergam a si mesmos. Humildade no respeito à diversidade. A intransigência leva ao radicalismo, e este, à tragédia. Franco Montoro dizia que há coisas em que não podemos ceder -valores, ética. Quantos às outras, é preciso ter olhos de ver. Humildade em reconhecer o valor do outro. Não podem interesses levianos de períodos eleitorais jogarem lama em carreiras construídas com afinco. Adélia Prado, poeta da leveza, disse: "Só pessoas equivocadas quanto à natureza do fato literário repudiam um livro por sua casuística religiosa. O enredo ou tema de um livro não é o que o torna bom ou mau. Seu valor e desvalor têm a ver com forma, apenas". A maturidade literária ou a maturidade crítica exige conhecimento, profundidade. "Não li e não gostei" é coisa de semiculto. Enfim, que neste ano eleitoral haja muito debate, muita investigação e, acima de tudo, compromisso com a verdade. Que a ética permeie o calor do debate, que será mais rico e belo se deixar fluir o passado e o amanhã sem desmerecer a pessoa. Um debate ético lança luzes sobre idéias, não sobre perfumaria. Um debate ético ajuda a consolidar a cultura democrática e respeitosa. O Brasil tem mulheres e homens com essa postura em todos os ambientes profissionais. Que esses sirvam de exemplo aos demais. São profissionais que construíram uma obra. Aliás, o que é muito mais edificante do que destruir obras alheias.


Publicado no Jornal Folha de São Paulo

Inserida por fraseschalita

O PRÉ-SAL É NOSSO! Royalties do Pré-sal
Não entendo muito de política e nem gosto de escrever sobre o tema que, já disse pouco conheço. Mas conheço sentimento de posse ou "olho gordo". Sei o que é meu, o que é seu, e o que não é nem meu nem seu. O pré-sal que foi descoberto aqui no Espírito Santo, bem debaixo da minha fuça, é do Espírito Santo Como poderei eu querer riquezas da Amazônia? Como poderei eu querer, ouros de Minas, como os portugueses?Como posso querer direito do frio que cobre o sul?Poderei querer peixes do nordeste?Como posso querer eu as areias de Copacabana? O que eu quero com o Escudo dos Guianas, com minerais metálicos?Como posso eu querer o ferro de Carajás Que que eu faço com algo que não é meu como a bauxita da Serra de Oriximiná, no vale do rio Trombetas?O que eu quero com o minério de cromo do Amapá?Como poderei eu dormir tranqüilo se roubo todo dia o quintal do primo pobre do sudeste?Quais os valores que aprendi e que o congresso quer que eu esqueça?
Que quero eu com a bauxita de Para, Goiás, Piauí e Minas?Como posso ensinar dignidade aos meus filhos pra votar na próxima eleição se quem está lá está roubando o quintal alheio, é quem pleiteia meu voto? O que eu quero acerca do açaí e da piaçava da Amazônia?
Se quisermos dignidade, temos quer agir dignamente. Acho que você entendeu. Se eles, os congressistas, ainda não entenderam é porque tem que voltar pra escola, uma escola de moral, na qual hoje sairiam reprovados. O petróleo do espírito santo é do espírito santo!Ainda podemos agir com ombreiras de dignidade, acordar pra uma coerência de atitudes, bradar, ir ás ruas, pleitear, e gritar. Senão, amanhã acordaremos sem as camas debaixo de nossos lombos, onde dormimos, em eterno berço esplêndido.

Acorda gente!

Inserida por ZUZUFONTES

A filosofia política praticada pela imensa maioria dos políticos que conhecemos é baseada na soberba pessoal, na perversidade omissiva que fomenta a desgraça das comunidades e no egoísmo de homens e mulheres escolhidos democraticamente para trair a confiança do povo.

Na imensa maioria dos políticos brasileiros jamais conseguiremos enxergar grandeza do espírito humano, e os poucos que ainda carregam a honra em seus atos, tendem a ser aniquilados.

Inserida por reneevenancio

De repente

De repente um dia as pessoas param de reclamar de política e passam a fazer política de verdade...

De repente um dia as pessoas param de dizer que o Brasil é um país desigual e começam a praticar a igualdade...

De repente um dia as pessoas param de usar termos como "preconceito" e "racismo" e passam a se valorizar como diversidade e cultura...

De repente um dia as pessoas passam a se interessar mais pela educação de seus filhos do que pelo campeonato brasileiro...

De repente um dia as pessoas param de criticar o estilo de vida de outras e passam a cuidar do seu...

De repente um dia as pessoas percebem que todo esse sistema capitalista e consumista não substitui a importância do ser e não ter...

De repente um dia as pessoas percebem que tecnologia nenhuma nesse mundo substitui a presença de uma pessoa querida ao nosso lado...

De repente, de repente as coisas acontecem... As coisas mudam...

De repente esse comentário nem é pra você e muito menos pra mim, aliás o "de repente" na língua das pessoas é o mesmo que "os outros, não tenho nada a ver com isso"...

Vai que de repente alguém lê isso e faz alguma coisa...

Inserida por BarbaraLampert