Crônica sobre Política

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⁠Governo algum jamais agradou todo um povo, mas depois que a política-influencer temperou a polarização com a paixão, o mundo se cansou da própria complexidade.


Talvez porque a complexidade exija esforço — e esforço não viraliza.


Pensar com nuance, reconhecer contradições, sustentar dúvidas: tudo isso demanda um tipo de paciência que já não cabe mais nos intervalos acelerados de um feed.


Em vez disso, optamos por versões simplificadas da realidade, onde tudo se resolve em lados, rótulos e certezas prontas para consumo.


Tudo ou quase tudo que é do outro lado é reprovável.


A opinião contrária, que antes poderia ser um convite ao amadurecimento, passou a ser vista como afronta pessoal.


Não se debatem mais ideias, defende-se identidades.


E quando a identidade entra em cena, qualquer discordância soa como ataque — não ao argumento, mas à própria existência.


É assim que o diálogo se esvazia e dá lugar ao ruído.


A política, que já foi espaço de construção imperfeita, tornou-se espetáculo de convicções absolutas.


Não há mais espaço para o “talvez”, para o “depende”, para o “vamos ver”.


A dúvida virou fraqueza, e a certeza, mesmo quando rasa, virou virtude.


O resultado é um ambiente onde pensar virou um ato de resistência silenciosa.


No fundo, o cansaço do mundo não é da complexidade em si, mas da responsabilidade que ela nos cobra.


É mais confortável habitar narrativas prontas do que encarar a inquietação de não saber completamente.


Mas é justamente nessa inquietação que mora a possibilidade de evolução — individual e coletiva.


Talvez o verdadeiro gesto revolucionário dos nossos tempos não seja gritar mais alto, nem vencer debates, mas reaprender a escutar sem a urgência de refutar.


Porque, no fim das contas, a convivência não depende de unanimidade — depende de maturidade para lidar com o desacordo inevitável.

⁠Talvez, se tivéssemos nos interessado pela política antes da sua influencerização, não teríamos alugado nossas cabeças.


Porque, no fundo, o que se vê hoje não é exatamente o engajamento genuíno — é terceirização de consciência.


A política, que deveria ser um exercício coletivo de responsabilidade, virou um palco de performance onde argumentos disputam espaço com slogans e convicções são moldadas por algoritmos.


Em vez de cidadãos conscientes, formam-se plateias.


Em vez de reflexão — pura e apaixonada repetição.


As redes sociais nos deram voz, mas também nos ofereceram um atalho muito perigoso: o conforto de pensar através de outros.


Seguimos, curtimos e compartilhamos não necessariamente o que entendemos, mas o que nos representa superficialmente.


E, nesse processo, passamos a defender narrativas como quem defende times — com muita paixão, mas sem nenhuma revisão.


Talvez o problema não seja termos opiniões, mas a forma como as adquirimos.


Quando a política se transforma em conteúdo, ela precisa entreter para sobreviver.


E o que entretém raramente é o que aprofunda.


Assim, nuances se perdem, complexidades são simplificadas e qualquer tentativa de diálogo vira confronto.


Mas há uma possibilidade ignorada nesse cenário: utilizar as mesmas redes não para amplificar vozes alheias, mas para construir as nossas.


Defender agendas próprias, baseadas em experiências reais, em escuta ativa, em dúvidas legítimas.


Não agendas prontas, embaladas e distribuídas como produtos…


Recuperar o interesse pela política talvez não signifique consumir mais dela, mas se responsabilizar por ela.


Questionar antes de compartilhar.


Entender antes de reagir.


Discordar sem demonizar e desumanizar.


E, principalmente, reconhecer que pensar dá trabalho — e que terceirizar esse trabalho tem um custo alto demais.


No fim, alugar a cabeça é sempre mais fácil.


Difícil é habitá-la.

Na política do espetáculo, fingir preocupação é o único ofício que os políticos-influencers dominam com maestria; o curioso é o povo acreditar.

Talvez porque, em tempos de carência coletiva, qualquer encenação minimamente convincente pareça acolhimento.

Há quem já não consiga distinguir empatia de performance, compromisso de marketing e indignação de roteiro.

E assim, pouco a pouco, a política vai deixando de ser espaço de construção pública para se tornar palco de monetização emocional.

Os antigos coronéis precisavam controlar territórios; os novos aprenderam a controlar narrativas.

Não precisam resolver problemas — basta reagir a eles diante das câmeras.

Não precisam ter coerência — basta ter alcance.

Não precisam sustentar a verdade — basta sustentar o engajamento.

Enquanto isso, parte do povo, cansada, ferida e desacreditada, consome políticos como quem escolhe personagens favoritos numa série interminável de conflitos fabricados.

A lógica deixa de ser “quem governa melhor?” para se tornar “quem lacra melhor?”.

E, quando a política vira entretenimento, a realidade sempre paga a conta.

Porque hospitais continuam lotados mesmo depois dos vídeos emocionados.

A fome não diminui com cortes bem editados.

A violência não recua diante de discursos performáticos.

E o desemprego não se impressiona com milhões de seguidores.

O mais perigoso não é o político aprender a fingir.

O teatro do poder sempre existiu.

O mais grave é quando a sociedade desaprende a reconhecer sinceridade, coerência e responsabilidade porque se acostuma a ser seduzida pelo barulho, pela estética e pela histeria calculada.

Há líderes preocupados de verdade, sim.

Mas estes quase sempre parecem menos interessantes ao público acostumado ao exagero.

Quem trabalha raramente viraliza tanto quanto quem grita.

Quem constrói dificilmente compete com quem provoca.

E quem assume responsabilidades costuma perder espaço para quem apenas terceiriza culpas.

No fim, o espetáculo só continua porque existe plateia disposta a confundir representação com caráter.

E talvez a maturidade política de um povo comece exatamente no dia em que ele parar de se preocupar com as falas, sobretudo as mais bonitas — e voltar a observar as ações.

⁠⁠⁠Prosopopeia flácida para acalentar bovinos na seara política é fingir preocupação, sem se ater ao início ou fim de qualquer problema, em prol de narrativas e desinformação.


Há quem transforme tragédias em palanque, miséria em marketing e indignação em espetáculo.


Não importa a raiz do problema, tampouco a solução.


O que importa é manter a plateia emocionalmente acesa, alimentada por frases de efeito, inimigos fabricados e promessas que jamais sobrevivem ao primeiro contato com a realidade.


Na política, muitos aprenderam que parecer importa mais do que ser.


A aparência de empatia rende votos; a prática dela, quase nunca dá retorno imediato.


Por isso, multiplicam-se discursos inflamados, campanhas performáticas e salvadores de ocasião que aparecem diante das câmeras, mas desaparecem diante das responsabilidades.


A desinformação prospera justamente nesse terreno fértil da emoção sem reflexão.


Quando as pessoas passam a defender narrativas como torcidas organizadas defendem seus clubes, a verdade deixa de ser prioridade.


Questionar vira traição.


Pensar por conta própria vira afronta.


E assim, problemas complexos são reduzidos a slogans simplórios, incapazes de produzir qualquer mudança concreta.


Os mais perigosos não são os que admitem seus interesses, mas os que mascaram ambição com virtude teatral.


Eles não querem resolver conflitos — precisam que eles continuem existindo.


Afinal, sem medo, revolta ou divisão, desaparece também a dependência emocional que sustenta certos discursos.


Enquanto isso, a população segue sendo conduzida entre escândalos seletivos, indignações temporárias e promessas recicladas.


A cada novo ciclo, mudam-se os rostos, mas permanece o mesmo método: anestesiar o pensamento crítico para manter intacta a estrutura de poder.


Talvez o maior ato de rebeldia hoje seja recusar o encantamento fácil.


Observar além da propaganda.


Cobrar coerência entre fala e prática.


Porque quem realmente se preocupa com um problema não o utiliza como vitrine — trabalha silenciosamente para que ele deixe de existir.

⁠A moeda mais poderosa na política do espetáculo é o ruído que mantém a paixão e o aluguel das cabeças dos asseclas e ainda movimenta os algoritmos.


Ela banca dois amantes do barulho constante: a cabeça vazia e o algoritmo.


Já não importa a profundidade do debate, a coerência das ideias ou a honestidade das intenções.


O que sustenta o teatro contemporâneo é a capacidade de produzir barulho suficiente para impedir o silêncio que oportuniza a reflexão.


O ruído virou ativo político, combustível emocional e mecanismo de controle.


Na política do espetáculo, a indignação é industrializada.


Cria-se um inimigo por semana, uma crise por dia e um escândalo por hora…


Não para resolver problemas, mas para manter plateias permanentemente excitadas, cansadas e incapazes de distinguir realidade de encenação.


Afinal, quem pensa demais começa a perceber as contradições do roteiro.


Os asseclas apaixonados, muitas vezes sem perceber, alugam as próprias consciências em troca do pertencimento.


Passam a defender narrativas como quem protege a própria identidade.


E quando a identidade depende da manutenção do conflito, qualquer tentativa de ponderação vira ameaça.


O pensamento crítico deixa de ser virtude e passa a ser tratado como traição.


Enquanto isso, os algoritmos recompensam exatamente aquilo que degrada o debate público: exagero, simplificação, raiva e histeria.


O conteúdo que mais divide é o que mais circula.


Não porque seja verdadeiro, mas porque captura atenção.


E atenção, hoje, em meio a tanta carência, vale muito mais do que a verdade.


Nesse cenário, muitos líderes deixam de governar para performar.


Precisam permanecer em evidência constante, alimentando torcidas emocionais que já não exigem soluções concretas, apenas novos capítulos da guerra simbólica.


O problema deixa de ser a pobreza, a corrupção, a violência ou a desigualdade…


E passa a ser perder o controle da narrativa.


Talvez a maior tragédia desse modelo seja transformar cidadãos em audiência e democracia em entretenimento.


Porque quando a política vira espetáculo permanente, o país inteiro passa a viver entre aplausos automáticos, vaias previsíveis e distrações cuidadosamente calculadas.


E, no meio de tanto ruído, a lucidez se torna quase um ato de resistência.

⁠Fomos tão Seduzidos pela Política do Espetáculo, ao ponto de romantizar um mundo onde políticos-influencers fingem governá-lo.


A política, que deveria ser a seara sagrada do debate sério sobre os rumos da sociedade, passou a disputar atenção com a lógica do entretenimento.


Em vez de projetos, buscamos personagens…


E, em vez de argumentos, consumimos performances.


A capacidade de governar, de dialogar e de construir soluções coletivas muitas vezes é ofuscada pela habilidade de gerar engajamento, viralizar conteúdos e ocupar o centro das discussões digitais.


Nesse cenário, a popularidade passa a valer mais que a competência, e a visibilidade mais que a responsabilidade.


O governante transforma-se em celebridade; o cidadão, em mero espectador.


A complexidade dos problemas públicos é reduzida a frases de efeito, cortes e recortes de conteúdos e narrativas descaradas e cuidadosamente produzidas para provocar emoções instantâneas.


O que exige reflexão é substituído pelo que gera reação.


A Política do Espetáculo não nasce apenas dos políticos.


Ela também encontra terreno fértil em uma sociedade esvaziada e cada vez mais acostumada à velocidade da informação e à necessidade constante de entretenimento.


Muitas vezes, preferimos a figura carismática ao gestor eficiente, a polêmica ao diálogo, a torcida à análise crítica.


Assim, a democracia corre o risco de ser tratada como verdadeiro um Reality Show, onde o importante não é governar bem, mas manter altos índices de audiência.


Mas o problema é que as consequências das decisões políticas não desaparecem quando as câmeras são desligadas.


Enquanto discursos rebuscados rendem curtidas, políticas públicas afetam vidas.


E, enquanto disputas performáticas ocupam as manchetes, desafios reais continuam exigindo planejamento, competência e compromisso.


A gestão de uma cidade, de um estado ou de uma nação não pode ser confundida com a administração de uma marca pessoal.


Talvez o maior desafio do nosso tempo seja reaprender a distinguir liderança de influência, comunicação de propaganda e popularidade de capacidade.


Democracias saudáveis dependem de cidadãos que enxerguem além do espetáculo e exijam mais do que performances bem produzidas.


Afinal, governos não deveriam ser avaliados pela qualidade de seus vídeos curtos, mas pela qualidade de suas entregas.


Quando a política se torna apenas espetáculo, a verdade perde espaço para a encenação.


E quando a encenação passa a ser suficiente, corremos o risco de descobrir tarde demais que, enquanto assistíamos ao show, deixamos de acompanhar aquilo que realmente importa: a Construção do Futuro Coletivo.

⁠Na Seara Política, quase tudo que se diz em meio ao desespero é prosopopeia flácida para acalentar bovinos apaixonados.


Há momentos em que a política deixa de ser o território das ideias e passa a ser o palco das ilusões.


Quando os argumentos escasseiam, a realidade se torna incômoda e o futuro parece pouco promissor, surgem as palavras grandiosas, as promessas redentoras e as narrativas cuidadosamente embaladas para alimentar a esperança de quem já escolheu em que acreditar.


O desespero político tem uma característica muito curiosa: transforma desejo em previsão, torcida em certeza e discurso em suposta evidência.


O que deveria ser analisado com prudência passa a ser celebrado com euforia.


E quanto maior for a distância entre o que se deseja e o que os fatos permitem esperar, mais sofisticada precisa ser a retórica para preencher o vazio.


É nesse terreno miseravelmente fértil que prospera a prosopopeia flácida — frases que parecem profundas, metáforas que soam épicas e declarações que, examinadas mais de perto, não sustentam sequer o peso da própria linguagem.


Não se pretende convencer pela consistência; pretende-se acalentar.


Nem se busca esclarecer; busca-se manter acesa a chama da paixão.


Mas a política do espetáculo não deveria ser religiosamente recheada de resultados previamente escolhidos.


Democracia exige a capacidade — cada vez mais rara — de reconhecer que o adversário pode estar certo, que o aliado pode estar errado e que a realidade não se curva às nossas preferências.


O problema não está em ter esperança…


A esperança é uma virtude quando caminha ao lado da lucidez.


O problema começa quando a esperança precisa ser protegida dos fatos, quando qualquer evidência contrária é tratada como conspiração e quando o eleitor deixa de avaliar acontecimentos para simplesmente defender uma narrativa.


No fundo, toda paixão política desprovida de senso crítico corre o risco de transformar cidadãos em plateia e políticos em personagens.


E uma sociedade que troca reflexão por aplauso acaba acreditando não naquilo que é verdadeiro, mas naquilo que gostaria desesperadamente que fosse.


Talvez a maior maturidade política seja justamente esta: aprender a ouvir discursos inflamados sem se deixar incendiar por eles.


Porque, na política, nem toda frase de efeito anuncia uma vitória, nem todo discurso de esperança revela um caminho — às vezes, é apenas o desespero procurando palavras bonitas para não admitir que está perdido.

⁠Bastou a Igreja se deitar com a Política para parir uma das maiores aberrações: a Manipulação da Fé Religiosa.


Quando a fé deixa de ser caminho de transcendência e passa a servir de instrumento de poder, algo essencial se perde.


O sagrado, que deveria libertar consciências, começa a aprisioná-las.


A palavra que deveria consolar passa a intimidar; a esperança que deveria acolher transforma-se em moeda de troca; e Deus, que não precisa de palanques, acaba sendo convocado para discursos eleitorais.


O problema não está na presença do religioso na política, nem no direito de cada pessoa defender suas convicções.


O problema começa quando a crença alheia é transformada em território de disputa, quando o medo do inferno é usado para produzir obediência e quando a promessa de bênçãos é apresentada como recompensa por determinada escolha política.


É assim que a Fé pode ser sequestrada sem que seus próprios fiéis percebam.


Primeiro, ensina-se que questionar o líder é questionar a própria verdade.


Depois, que discordar politicamente é uma espécie de traição moral.


Por fim, cria-se uma perigosa confusão entre defender Deus e defender um grupo, um partido, um candidato ou um projeto de poder.


E talvez essa seja uma das formas mais sofisticadas de manipulação: não obrigar ninguém a acreditar, mas fazer com que a pessoa acredite que está pensando por Deus quando, na verdade, alguém está pensando por ela.


A Religião deveria formar consciências, não rebanhos eleitorais.


Deveria ensinar discernimento, não obediência cega.


Deveria lembrar ao ser humano que nenhum governante é eterno, nenhum partido é sagrado e nenhuma autoridade política merece a devoção que pertence exclusivamente àquele que cada um considera divino.


Porque, quando o altar vira palanque, o fiel deixa de ser apenas alguém que crê: passa a ser alguém que pode ser conduzido pela sua própria crença.


E talvez seja justamente aí que precisamos recuperar uma pergunta muito incômoda: quando alguém usa a nossa fé para dizer em quem devemos votar, está defendendo a nossa Liberdade Religiosa ou apenas descobriu uma maneira eficiente de controlar nossas escolhas?


A Fé é poderosa demais para ser entregue nas mãos de quem deseja transformar consciência em instrumento de poder.


Toda e qualquer forma de manipulação é nojenta, mas nenhuma é tão sórdida quanto a Religiosa.

Aqueles que se proclamam neutros
na esfera política, sob o pretexto de indiferença eleitoral ou de rejeição
a alinhamentos ideológicos, atuam,
na verdade, como cúmplices das forças
que suprimem a democracia
e os direitos civis e humanos.


A neutralidade é uma ilusão
moralmente inaceitável.


A omissão, diante da necessidade
de um posicionamento firme,
nada mais é do que uma complacência hipócrita e covarde.
✍@MiriamDaCosta

"Tendo em vista o tanto de Discursos na Política (e mesmo fora da Política) e tudo o que Sonham e Desejam alguns, era para o(s) citado(s) nos Discursos já terem perdido o cargo, não é mesmo? E por que não perderam? Nos Discursos, todos são bons, até Meus Cunhados, HeHeHe ou HaHaHa!"
Frase Minha 0264, Criada no Ano 2008


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com


😊

"Descobri a semelhança de como agem alguns adeptos de Futebol, de Política e de Religião: 'todos eles estão certos'; 'todos os demais estão errados'; 'só o deles presta'!"
Texto Meu No.1075, Criado em 2022


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

POEMA INEVITÁVEL


Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!


#israelsoler

⁠Poema Jurídico - A Perseguição Política à Direita Brasileira

Douto STF, que em toga impõe,
O Autor, que na política se expõe,
Pede vênia para expor
A perseguição que em seu peito arde e dor.

Homens de bem, que amam a pátria,
São alvos de uma cruel insídia,
Onde o Tribunal, em seu fervor,
Decide com viés, sem rigor.

Bolsonaro, figura de luta e crença,
É tratado com intolerância, sem clemência,
Enquanto os juízes, em sua parcialidade,
Tentam silenciar a liberdade.

Sigilo em atos, sem transparência,
É arma que destroça a democracia em silencia.
Onde está a justiça, onde o direito?
Quando a Constituição se torna um defeito?

A acusação se fragiliza, sem sustentação,
Denúncias vazias, sem fundação.
Mas o povo sabe, a verdade clama,
Que a democracia nunca se inflama.

Em nome de um Estado justo e soberano,
Não se pode usar o poder de forma insana.
Os homens de bem, de direita e fé,
Não são criminosos, mas vítimas dessa maré.

Os tribunais devem ser guias da razão,
E não instrumentos de uma visão,
Que persegue, cala e condena sem provas,
Em nome de um jogo que só desova.

E o Autor, sem medo, ergue sua voz,
Exige que a lei seja feita para todos nós,
Que a justiça não se curve a um interesse,
Mas se erga, como a luz que jamais se esquece.

Que o povo, unido, clame por transparência,
E que o STF, em sua vigília de consciência,
Retorne à sua missão de ser justo e imparcial,
Porque a justiça só é justa quando é universal.

"Notoriedade, na Política (ou fora dela), ocorre quando, mesmo com odio, não conseguem deixar de pensar e de falar em Alguém, todos os dias, dia e noite! Notorios têm sido o Ministro Que Não Se Intimida, o Presidente Que Ninguém Tira e a Mulher dele. Tem Sido Assim!"


TextoMeu 1306
😄

Existe, no Brasil, uma elite política e econômica que, há séculos, encontra maneiras de preservar privilégios e influência. Mudam os regimes, mudam os discursos, mudam os personagens — mas certas estruturas de poder permanecem.

O que mais me impressiona, porém, não é apenas quem ocupa o poder, mas quem acredita estar sendo representado por ele.

Vejo trabalhadores e pequenos empresários defendendo interesses que muitas vezes não são os seus, como se fizessem parte de uma elite à qual dificilmente terão acesso. Defendem privilégios imaginando que, um dia, poderão usufruí-los — enquanto os verdadeiros beneficiados continuam protegendo seus próprios interesses.

O problema não é alguém defender aquilo em que acredita. O problema é não perceber quem realmente ganha quando determinadas regras são mantidas.

Uma sociedade consciente não deveria perguntar apenas:
“De que lado você está?”

Deveria perguntar:

“Quem se beneficia com aquilo que estou defendendo?”

Porque, no fim, a maior força de qualquer sistema de privilégios não está apenas em quem os possui, mas também em quem, sem perceber, ajuda a preservá-los.

Talvez a verdadeira mudança comece quando deixarmos de escolher lados por identidade, paixão ou discurso — e começarmos a olhar para os interesses, os fatos e as consequências.

Uma pequena reflexão sobre POLÍTICA

Apôs ler e ver vários artigos sobre essas eleições e principalmente sobre como esta sendo todo esse processo desta eleição. A cada dia dá mais repulsa, e por que não dizer, nojo mesmo.
Vivemos mais uma eleição cheia de coisas ruins e por que não dizer sem qualquer duvida que isso na verdade não é fazer politica.
Hoje vejo que na maioria das vezes os pretensos candidatos (muitos sem qualquer condição de representar os eleitores) são muito ruins, sem qualquer qualidade ou por que não dizer, sem conhecimento do que realmente é o trabalho que esta pleiteando.
Vejo uma disputa de poder, uma verdadeira corrida por ser o melhor, o mais querido, o mais honesto, mas no fundo, para muitos não passa de uma ótima oportunidade de se dar bem.
Vejo muito despreparo, muita arrogância, muita falta de verdade naquilo que dizem e principalmente, prometem coisas que nem sequer tem condições de realizar em seu mandato.
Por que na verdade, para essas pessoas, o que importa é ser eleito, é o status do cargo.
Os que estão dentro não querem sair, os que estão de fora, querem entrar de qualquer maneira.
Alguns desses candidatos querem passar uma imagem de um politico preocupado com os problemas que afligem as pessoas. Mas, em alguns casos, fingem que o cargo a que aspiram é para beneficio da comunidade, da coletividade, mas deixam transparecer que é para seu benefício próprio.
Nesta época de eleição vale-se de tudo para conseguir seu intento, são tantas falcatruas, mesquinharias, mentira, promessas, falta de caráter e de respeito às pessoas. Há diversas maneiras absurdas de se conseguir ser eleito. E não poupam ninguém.
Quanta mentira e hipocrisia, quanta falta de caráter e honestidade, e depois de terem conseguido seu intento, simplesmente esquecem tudo que foi feito para chegar lá.
Acabam as promessas, acabam as ajudas, acaba a preocupação com o próximo. (isso só será importante na próxima eleição).
Quando vamos tomar vergonha na cara e acabar com essa maneira de fazer politica, com essa sujeira, com tanta demagogia, e falsos valores?
Quem não sabe escolher o bom candidato, quem não se importa com quem vai estar nesses cargos, quem só procura levar vantagem com esses candidatos, quem se deixa corromper com essa maneira de fazer politica. Quem vende seu voto por qualquer coisa, não merece cobrar nada. Não deve ter o direito de querer alguma coisa, quando aceitou uma situação dessas, se igualou a quem o corrompeu.
Por isso, penso eu que é por esses motivos que todos nós já estamos cheios dessa situação, com essa falta de honestidade, falta de respeito, falta de caráter, falta da verdade. Situação esta, que faz a gente ficar cada vez mais descrente e insatisfeito com tudo o que vemos a respeito de politica.
Para mim, isso não é politica, Isto é, politicagem.
Politica é necessária em todas as situações de nossa vida. É uma coisa boa, desde que seja feita com respeito ao próximo e com verdadeiros objetivos.
Vamos pedir ao maior politico que existiu neste mundo “JESUS CRISTO”, por que, JESUS usou de politica para atingir as pessoas, mas foi a politica da verdade, das palavras claras e objetivas, das palavras de amor e interesse do bem comum de todos, nada quis para Ele, que abra a cabeça de todos os eleitores, para que tenham a capacidade e vontade de colocar um basta nesta situação.
Mas também lembrando que mesmo pedindo a Deus, temos de fazer nossa parte para que esta situação seja consertada.
E também lembrando a esses candidatos, que mais cedo ou mais tarde a prestação de conta será com alguém que não vai conseguir corromper, e nem subornar.

Inserida por marcelo-martins

Sou totalmente ligada em Política. A morte da Lei de Gerson, aquela que você deve tirar vantagem em tudo e pensar apenas em benefício próprio. Por muito tempo achei o comunismo à solução dos problemas da humanidade, hoje penso diferente. O que me chateia na gestão pública de educação, saúde, infraestrutura é que não é falta de recurso, por mais que existam roubos e desvios impactuáveis o problema é má gestão, falta vontade de fazer, de melhorar, outra coisa que me revolta é que as pessoas associam política a algo tão ruim que muitos potenciais candidatos fogem de projetos que visam à política. Eu conheço um montão de amigos que dariam ótimos candidatos, eu conheço gente ética, trabalhadora, especialistas e técnicos da melhor qualidade e que visam o bem coletivo, mas porque essas pessoas não se envolvem em política?
Não venda seu voto, não troque seu voto por nada, ele é precioso, não pense em si atropelando o coletivo, não ajude a retardar a ética na política, o nosso dever não é apenas votar, o nosso dever é participar, colaborar, fiscalizar. Os buracos que quebrem o carro, os doentes que fiquem em corredores, o aluno que passe de ano sem estudar, o professor que falte sempre, a escola que continua com goteira, a comida que venceu a validade, a maca que quebrou e não foi reposta, o remédio que faltou, a luva que acabou os bueiros que entupiram com lixo jogado nas ruas, o vereador que só defende um grupo pequeno que o elegeu, os deputados sem projetos de lei. Esse ciclo vicioso que causa o disparate de recorde em arrecadação e a falta de estrutura mínima digna de sobrevivência ao cidadão.

Inserida por Arcise

Politica, religião, ética e moral não se discutem.
Grande resultado: Uma sociedade ignorante, fraca, sem liberdade de expressão, atrasada, oprimida, incapaz de pensar por conta própria, sem compaixão, fanática, sem decência, pervertida, fútil, materialista, dogmática, supersticiosa, com governadores corruptos e gananciosos, que vivem as custas do dinheiro do povo, e absurdamente incapaz de fazer valer os seus direitos. Presa em uma cadeia sistêmica de uma realidade moldada onde te empregam o que você deve crer e seguir e você aceita. Com uma mente acostumada a ser alienada, manipulada e impotente, sem forças para mudar isso, onde tudo acaba ficando como sempre esta.

Inserida por wesleydiniz

SOBRE ÉTICA,CULTURA E POLÍTICA

Guimarães Rosa, em entrevista ao crítico Günter Lorenz, disse que "a política é desumana porque dá ao homem o mesmo valor que uma vírgula em uma conta". A desumanidade da política extrapola a esfera dos governantes e governados e navega nas várias esferas da vida na pólis, na sociedade. A desumanidade, lembrada pelo escritor Guimarães Rosa, refere-se à falta de compromisso com a verdade, com o conhecimento. Há por aí filósofos de pára-choque de caminhão. Pessoas que julgam pessoas sem o menor conhecimento de sua obra. Vários pensadores foram vítimas desses semicultos. Colocaram frases jamais proferidas na boca de Maquiavel. Deturparam Marx ou Sartre. Ridicularizaram ideologias. Sobre os semicultos, escreveu Mário de Andrade nos idos de 1927: "A gente pode lutar com a ignorância e vencê-la. Pode lutar com a cultura e ser ao menos compreendido, explicado por ela. Com os preconceitos dos semicultos, não há esperança de vitória ou de compreensão". Os semicultos estão por aí, escondidos atrás de um pequeno poder. Dizem superficialidades, deixam-se levar por um olhar tacanho do que não conhecem e fingem conhecer. Os semicultos não têm a humildade necessária para a dialética. Não há antítese. Apenas tese. Tosca tese de quem nunca nada defendeu. Apenas destruiu ou tentou destruir. Há de se discutir a ética na política, nas organizações e na mídia. Falta com a ética o político demagogo ou o corrupto, ou o que semeia inverdades em redações de jornais e revistas, ou o que mente à sociedade. Falta com a ética o jornalista que se deixa deslumbrar com o poder de destruir e não investiga, não vai a fundo no que escreve. Falta com a ética quem destrói a gestão do outro, a obra construída solidamente na política ou na empresa. O trabalho sagrado de servir. É tempo de ética. Da ética aristotélica do meio-termo. Da ética do valor, da axiologia preconizada por Miguel Reale. Do conceito correto de política que constrói Estados e pessoas, como sonhava Bobbio. Da ética da linguagem. A palavra a serviço da verdade e do conhecimento. A semiótica de Umberto Eco, que, relembrando Cícero, fala em razão e emoção. Em fragilidade e consistência. Da ética da humildade. Os arrogantes ou semicultos se distanciam muito da verdade, pois só enxergam a si mesmos. Humildade no respeito à diversidade. A intransigência leva ao radicalismo, e este, à tragédia. Franco Montoro dizia que há coisas em que não podemos ceder -valores, ética. Quantos às outras, é preciso ter olhos de ver. Humildade em reconhecer o valor do outro. Não podem interesses levianos de períodos eleitorais jogarem lama em carreiras construídas com afinco. Adélia Prado, poeta da leveza, disse: "Só pessoas equivocadas quanto à natureza do fato literário repudiam um livro por sua casuística religiosa. O enredo ou tema de um livro não é o que o torna bom ou mau. Seu valor e desvalor têm a ver com forma, apenas". A maturidade literária ou a maturidade crítica exige conhecimento, profundidade. "Não li e não gostei" é coisa de semiculto. Enfim, que neste ano eleitoral haja muito debate, muita investigação e, acima de tudo, compromisso com a verdade. Que a ética permeie o calor do debate, que será mais rico e belo se deixar fluir o passado e o amanhã sem desmerecer a pessoa. Um debate ético lança luzes sobre idéias, não sobre perfumaria. Um debate ético ajuda a consolidar a cultura democrática e respeitosa. O Brasil tem mulheres e homens com essa postura em todos os ambientes profissionais. Que esses sirvam de exemplo aos demais. São profissionais que construíram uma obra. Aliás, o que é muito mais edificante do que destruir obras alheias.


Publicado no Jornal Folha de São Paulo

Inserida por fraseschalita

O PRÉ-SAL É NOSSO! Royalties do Pré-sal
Não entendo muito de política e nem gosto de escrever sobre o tema que, já disse pouco conheço. Mas conheço sentimento de posse ou "olho gordo". Sei o que é meu, o que é seu, e o que não é nem meu nem seu. O pré-sal que foi descoberto aqui no Espírito Santo, bem debaixo da minha fuça, é do Espírito Santo Como poderei eu querer riquezas da Amazônia? Como poderei eu querer, ouros de Minas, como os portugueses?Como posso querer direito do frio que cobre o sul?Poderei querer peixes do nordeste?Como posso querer eu as areias de Copacabana? O que eu quero com o Escudo dos Guianas, com minerais metálicos?Como posso eu querer o ferro de Carajás Que que eu faço com algo que não é meu como a bauxita da Serra de Oriximiná, no vale do rio Trombetas?O que eu quero com o minério de cromo do Amapá?Como poderei eu dormir tranqüilo se roubo todo dia o quintal do primo pobre do sudeste?Quais os valores que aprendi e que o congresso quer que eu esqueça?
Que quero eu com a bauxita de Para, Goiás, Piauí e Minas?Como posso ensinar dignidade aos meus filhos pra votar na próxima eleição se quem está lá está roubando o quintal alheio, é quem pleiteia meu voto? O que eu quero acerca do açaí e da piaçava da Amazônia?
Se quisermos dignidade, temos quer agir dignamente. Acho que você entendeu. Se eles, os congressistas, ainda não entenderam é porque tem que voltar pra escola, uma escola de moral, na qual hoje sairiam reprovados. O petróleo do espírito santo é do espírito santo!Ainda podemos agir com ombreiras de dignidade, acordar pra uma coerência de atitudes, bradar, ir ás ruas, pleitear, e gritar. Senão, amanhã acordaremos sem as camas debaixo de nossos lombos, onde dormimos, em eterno berço esplêndido.

Acorda gente!

Inserida por ZUZUFONTES