Crônica sobre Política

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Não existem na vida lugares para se tomarem, ao não ser na política, onde só podem existir um presidente, etc...
O mundo é suficientemente grande e há espaço e lugar para todos. O fato de hoje estarmos com alguém não significa de forma alguma que somos melhores ou piores do que quem antes lá esteve.

Tamy Henrique Reis Gomes
Inserida por tamygomes

O Poder Imaginativo da Ignorância Política

A situação politicalhista* a qual se abateu sobre nossa nação parece, irremediavelmente, insolucionável. Para nós, ignorantes políticos, fica mais difícil ainda entendê-la. Como cidadão e desconhecedor dos meandros* de nossa política, peço licença para descrever algumas reflexões insólitas*.
Poderia achar que ainda se pode encontrar um político honesto, mas aí me vem um certo pesar. Ora, não é obrigação do político honesto denunciar o desonesto, a prática corruptiva na política? Sua missão não se vincula aos interesses do povo e, nesse empreendimento, ser honesto, nobre, decente e responsável?
Então dentro desse mar de lama em que vive a política brasileira muitas e diárias denúncias seriam necessárias para que se buscasse a regularidade da belíssima e verdadeira prática da política de essência, daquilo que realmente constitui sua natureza, seu âmago, seu mister político. E se assim não o é, igualmente fato é que, quem se omite é conivente. Desta feita não há um sequer político honesto.
E se quando estourou o mensalão, imaginemos, acreditássemos que os, cerca de, três anos de um provável politicalhismo não seriam suficientes para engendrar tamanha teia corruptiva, principalmente vindo de um partido de esquerda que após uma vida de lutas tomou a situação.
Passamos, há pouco, senão quase dois mandatos, por uma das mais belas e transparentes passagens de governo que este mundo já viu. E os meandros de tal passagem de governo, sob o poder imaginativo desta ótica política, pode ter se dado mais ou menos assim, quando “um” ex-presidente passando o governo para o “outro”, o eleito, conversam, sentados, tomando, quem sabe, um cafezinho.
Um: “e aí, preparado para tomar posse?”
Outro: “se não preparado, presente.”
Um: “então toma!”
Outro: “o que é isso?”
Um: “olha aí, foi o jeito.”
Outro: “meu Deus, mas como?”
Um: “ora, ou era isso ou não se conseguia, mesmo que anuviadamente, estabilizar o país no cenário mundial.”
O povo aqui já não interessa, mas continuemos.
Outro: “mas, e agora, o que eu faço com isso?”
Um: “você pode escolher entre denunciar ou abraçar esse esquema. Se abraçar, é continuar e acreditar que vai dar certo. Se não abraçar e denunciar você pode ter mais uma vez um país naufragado, naquele cenário mundial, só que dessa vez em suas mãos.”
Outro: “então, o que vou fazer?”
Um: “não sei, agora é com você.”
Então o “outro” chama seu séquito* e expõe o lamaçal. No todo, depois de muito se debater fica o seguinte.
Outro: “... ora vocês vão assumir, cada um, uma banana de dinamite dessa, e eu fico de fora do esquema. É pela lucidez e inocência, ambas, primeiro do presidente e depois do partido.”
Depois da luta de uma vida chegar à glória da presidência de uma república, parece um bom motivo para calar. Nesse contexto, ao que possa parecer, a prática da política profissional não encontra mais margem ética em seu mister.
Outrossim calar e praticar a conivência, segundo a idéia descrita nesse “Poder Imaginativo da Ignorância Política”, são alguns dos instrumentais para chegar ao sucesso político em uma administração baseada na Ordem e no Progresso, na democracia?
Meandros, meandros, meandros, quão irresolutos* são!


Gesdan Barbalho
professorgesdan@yahoo.com.br
Abril de 2010

Gesdan Barbalho
Inserida por Gesdan
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O ciclo

Ó mundo corrompido
corrompido pela politica
corrompido pela guerra
corrompido pela humanidade.

Ó humanidade corrompida
corrompida pela fome
corrompida pela desigualdade
corrompida pelo homem.

Ó homem corrompido
corrompido pelo ódio
corrompido pela inveja
corrompido pelo seu próprio mundo.

Wil S Figueiredo Jr
Inserida por willquasecompleto

ÉTICA E POLÍTICA
Entre a ética e a política constatamos uma dialética conflitiva, pois há um imenso abismo separando-as. O objetivo desse artigo é verificar os conflitos entre a ética e a política, enfocando como o poder político interfere nas relações sociais desde a chegada da política no Brasil, pouco depois do seu descobrimento em 1500, deturpando os valores morais da sociedade hodierna através de mentiras e corrupção, pois muitos políticos só procuram autopromoção; e manipulação da sociedade. O tema é justificado devido às rotineiras denúncias de corrupção por parte dos políticos, que deixam a população brasileira perplexa, mas que infelizmente, não reivindica mudanças nesse quadro. Promessas políticas feitas em período eleitoral, para a obtenção de vantagens não são cumpridas - algumas¬ por pura falta de vontade, e outras por ineficiência ou falta de recursos financeiros do Estado. A metodologia utilizada nesse trabalho é baseada em pesquisa bibliográfica para a melhor compreensão dessa temática. O texto é dividido em cinco partes. Na introdução desenvolvemos uma relação dialética entre a ética e a política. Depois, temos um breve histórico da política brasileira, desde a independência, passando pelo Golpe Militar até chegar aos nossos dias. Posteriormente foram enumeradas algumas posturas antiéticas dos políticos nacionais como a política do "coronelismo". A conclusão traz uma retomada de toda a problemática, com possíveis formas de modificar o pensamento político brasileiro. Por fim, temos as referências bibliográficas que utilizamos para o embasamento teórico do trabalho.

Garcia Neto
Inserida por MrGarcianeto
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De repente

De repente um dia as pessoas param de reclamar de política e passam a fazer política de verdade...

De repente um dia as pessoas param de dizer que o Brasil é um país desigual e começam a praticar a igualdade...

De repente um dia as pessoas param de usar termos como "preconceito" e "racismo" e passam a se valorizar como diversidade e cultura...

De repente um dia as pessoas passam a se interessar mais pela educação de seus filhos do que pelo campeonato brasileiro...

De repente um dia as pessoas param de criticar o estilo de vida de outras e passam a cuidar do seu...

De repente um dia as pessoas percebem que todo esse sistema capitalista e consumista não substitui a importância do ser e não ter...

De repente um dia as pessoas percebem que tecnologia nenhuma nesse mundo substitui a presença de uma pessoa querida ao nosso lado...

De repente, de repente as coisas acontecem... As coisas mudam...

De repente esse comentário nem é pra você e muito menos pra mim, aliás o "de repente" na língua das pessoas é o mesmo que "os outros, não tenho nada a ver com isso"...

Vai que de repente alguém lê isso e faz alguma coisa...

Barbara Lampert
Inserida por BarbaraLampert
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Está na hora de político ganhar menos, ou até nada. Repito política é solidariedade é representação de menores incapazes, e tão capazes; estes, elegem. Tem poder nas mãos, hoje com a tecnologia tem poder nos dedos. E não sabem disso.
Porque não leem, porque não sabem, não tem informação, não saem de sua zona de conforto e então perdem a educação que merecem ter. Não lutam por isso porque acham que sonhar não vale a pena o que vale é acordar as 4h da manhã e dormir a 0h e esqueceram que o trabalho escravo acabou, ou não sabem ou não querem saber.

Douglas Melo
Inserida por douglasmeloideias

MITOLOGIA POLÍTICA - "O Mentiroso"

Como fã de cinema e de filmes bons que marcaram minha infância, retirei do baú um clássico que permanece vivo em minha memória. No filme "O Mentiroso", o ator Jim Carrey interpreta um pai muito sacana que não consegue dizer a verdade para quem quer que seja, e acaba perdendo seu filho durante a trama, por causa deste vício.
Este personagem reflete bem a situação social complicada de hoje em dia, pois as vezes mentimos para nós mesmos para tentar fugir da nossa realidade que é visívelmente oposta dos nossos delírios olulantes.

Hoje vejo nítidamente, máscaras caindo sobre os pés de uns fantoches que não percebem o atraso em que vivem.
Hoje muitos defendem os que manipulam suas cordas. São bonecos que entram em loucuras de felicidades quando recebem em suas costas os famosos tapinhas e uma cordinha. Mas este boneco não percebe que esta corda a cada dia diminui e um dia pode enforca-lo.
O "Mentiroso" desfila pelas principais avenidas fazendo seus acenos "Rotineiros" e os bonecos felizes aplaudem a suposta aparição deste que, em poucos minutos depois se dirige para seu "merecido" descanço em hotéis de luxo fora de seu país.
Como bonecos não possuem "cérebro", não podem diferenciar o mundo das "cordas" do mundo real. Pra eles tudo está perfeito. Estão sempre achando que são perfeitos em seu mundinho pincelado com as cores do azul do céu estrelado e o branco das realizações que percorrem esquinas e vielas sem segurança, saúde e educação.

- Um dia estes "bonecos" perceberão o peso que ficará em suas costas quando as cordas se romperem e passarem a olhar o mundo com outros olhos. Aí quando esse dia chegar o estrago já foi enorme neste grande lugar chamado "Teatro de fantoches".

Bruno Batista
Inserida por BBatista
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MITOLOGIA POLÍTICA - "O caráter do Real"

Conheci um senhor de 86 anos que, mesmo sendo analfabeto, analizava e debatia com muita clareza assuntos de sua importância social. Certa vez em que parei para conversar por simples quinze minutos, minha mente transcedeu por uma viajem nunca feita em toda minha existência humana.
Saindo de uma conversa aparentemente simples, abri os olhos e vi o mundo em que vivo. Mas totalmente oposto de quinze minutos antes. Passei pela principal avenida da cidade e comecei a perceber o que tinha ouvido, mas na prática.
O tema "Real" é o que me faz pensar e repensar como o mesmo pode mudar a humanidade, até mesmo as pessoas. Com o "Real" opiniões são compradas, amores são conquistados, famílias miseráveis são conformadas, a saúde pública fica até com uma aparência de primeiro mundo.
Ultimamente muitas pessoas vem se manifestando com argumentos de conquistas de direitos. Mas em uma sociedade em que os direitos se alinham com os deveres, aí fica difícil. Difícil pelo fato de que, quem tem o direito de "decidir" automaticamente tem o dever de cobrar o que não estiver de acordo com o que está proposto. Mas isso na maioria das vezes não acontece. Só o que se vê, são manifestações de baixo nível de entendimento: acusações imcabíveis, ironias, palavras de baixo calão, xingamentos desnecessários. Uma sociedade dígna não se constrói assim.
Não se pode criticar um trabalho mau feito de uma empresa, onde você é o patrão que põe e paga os salários destes funciorários que você mesmo não está satisfeito. Se não tem produtividade, você como chefe tem que mudar essa equipe, antes que a mesma vá a falência.
Fica muito complicado quando o senhor "Real" entra em cena, e consegue calar a voz ou até mesmo mudar em questões de segundos a opinião de uma pessoa. Um ser humano que se vende por migalhas não tem o direito de cobrar ou argumentar o caráter do outro. Se ele mesmo se vendeu para tal situação que fará uma diferença enorme quando ele mesmo sentir o passo que deu para trás, onde sua própria vida e de sua família estará nas mãos de uma empresa chamada "Atraso de vida" que quando ele sentir na pele e sentir o peso da responsabilidade que teve, aí será tarde demais.
Temos que prestar muita atenção no que ouvimos e muito mais nas ações que desenvolvemos, pois elas refletem uma carga de coisas tanto para o bem quanto para o mau.
- Por mais que as condições (financeiras) estejam desfavoráveis a você, pare bem para analizar que as coisas podem ficar muito pior se você se entregar por migalhas ao senhor "Real".

Bruno Batista
Inserida por BBatista
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O PRÉ-SAL É NOSSO! Royalties do Pré-sal
Não entendo muito de política e nem gosto de escrever sobre o tema que, já disse pouco conheço. Mas conheço sentimento de posse ou "olho gordo". Sei o que é meu, o que é seu, e o que não é nem meu nem seu. O pré-sal que foi descoberto aqui no Espírito Santo, bem debaixo da minha fuça, é do Espírito Santo Como poderei eu querer riquezas da Amazônia? Como poderei eu querer, ouros de Minas, como os portugueses?Como posso querer direito do frio que cobre o sul?Poderei querer peixes do nordeste?Como posso querer eu as areias de Copacabana? O que eu quero com o Escudo dos Guianas, com minerais metálicos?Como posso eu querer o ferro de Carajás Que que eu faço com algo que não é meu como a bauxita da Serra de Oriximiná, no vale do rio Trombetas?O que eu quero com o minério de cromo do Amapá?Como poderei eu dormir tranqüilo se roubo todo dia o quintal do primo pobre do sudeste?Quais os valores que aprendi e que o congresso quer que eu esqueça?
Que quero eu com a bauxita de Para, Goiás, Piauí e Minas?Como posso ensinar dignidade aos meus filhos pra votar na próxima eleição se quem está lá está roubando o quintal alheio, é quem pleiteia meu voto? O que eu quero acerca do açaí e da piaçava da Amazônia?
Se quisermos dignidade, temos quer agir dignamente. Acho que você entendeu. Se eles, os congressistas, ainda não entenderam é porque tem que voltar pra escola, uma escola de moral, na qual hoje sairiam reprovados. O petróleo do espírito santo é do espírito santo!Ainda podemos agir com ombreiras de dignidade, acordar pra uma coerência de atitudes, bradar, ir ás ruas, pleitear, e gritar. Senão, amanhã acordaremos sem as camas debaixo de nossos lombos, onde dormimos, em eterno berço esplêndido.

Acorda gente!

Zulmira Zuzu Fontes
Inserida por ZUZUFONTES
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A filosofia política praticada pela imensa maioria dos políticos que conhecemos é baseada na soberba pessoal, na perversidade omissiva que fomenta a desgraça das comunidades e no egoísmo de homens e mulheres escolhidos democraticamente para trair a confiança do povo.

Na imensa maioria dos políticos brasileiros jamais conseguiremos enxergar grandeza do espírito humano, e os poucos que ainda carregam a honra em seus atos, tendem a ser aniquilados.

Renée Venâncio
Inserida por reneevenancio

A dor ensina a aprender!!! Na política tudo pode acontecer, inclusivamente nada!



falta caráter,conciencia, união, justiça, Trabalho, Apesar de tudo pois a descrição é que o povão brasileiro é ignorante e incapaz de compreender.... aqueles que raciocina são poucos no pais... Tenho vergonha de ser brasileiro! tenho vergonha desses politicos que estão Extinguindo essa pátria desimportante

Thiago Lucas Correia
Inserida por thiago07lucas

Bom dia

Apocalipse

Abro os jornais, politica abro as redes sociais politica, ligo o rádio politica, vejo grupo de amigos conversando politica, até na igreja se discute politica. Que inconsciente inversão de valores pouco são os que falam de Deus, da fome, da perda da liberdade de se poder sair para trabalhar e não saber se vamos voltar, das guerras, das doenças das impunidades aos crimes bárbaros que vem acontecendo cada dia mais e mais, porém Deus deu o livre arbítrio de escolha ao homem. O Apocalipse está a nossa porta e como nele mesmo diz poucos seriam o que iam vê-lo chegar.

Ale Villela
Inserida por Alevillela

"Assim como corda que rebenta sempre do lado mais fraco, a polarização na política produz a revolta e o ódio entre os inocentes.
A história se repete, porém o momento, as circunstâncias e principalmente os protagonistas são outros, por isso não devemos temer as consequências, por que as vezes precisamos chegar ao fundo do poço para depois conseguir subir de volta."

Dilce Stédile
Inserida por DilceStedile

POLÍTICA E OUTROS LAÇOS

Demétrio Sena, Magé - RJ.

É melhor não perdermos pessoas que amamos,
quando menos importa ganhar ou perder
nas questões do poder que nos faz consumir
tantos verbos opostos e desencontrados...
Valem mais os afetos que preservam laços,
o calor que não cabe nas leis distorcidas,
os olhares, abraços e risos sinceros
que não acham valor em paixões partidárias...
Saiba menos ou nada pra quem sabe tudo,
tenha mais incerteza pro discurso pronto,
seja tonto por fora e bem você por dentro...
Essa grande alegria de alegrar os seus
é o dom da verdade que não tem senhor,
mas a força do amor; a renúncia do ego...

Demétrio Sena - Magé-RJ.
Inserida por demetriosena

Estamos num país onde a religião
é mais forte que a política
Onde os idiotas são exaltados
e estão no comando
comendo a comida de nossos pratos
Onde os ricos são ídolos
e os amores são esquecidos
Onde ser pobre é comum
tanto financeiramente
quanto emocionalmente
quanto de alma
Vivemos onde é mais fácil morrer
de que ter esperança na saúde
Não temos luz no fim do túnel
Estamos abarrotados em casas
e pensões
e apartamentos
e prisões
e hospícios
E deixamos nossos sonhos morrerem
nas mãos de pessoas sem nome
e sem rosto
Já não temos esperança
já não lutamos por nós mesmos
Estamos morrendo depois de mortos
viramos zumbis
viramos ficção
viramos pessoas que correm atrás de dinheiro
que correm atrás de pessoas
que correm atrás de dinheiro
Precisamos de vida
Me dê um gole de sonho
me dê um tapa esperançoso
chore gentilmente em meu ombro
Sonhe, sonhe, sonhe, sonhe...

Kevin Martins
Inserida por kevinmartins6

É inútil discutir...

Falando sobre política e religião, não há meio termo em coisa alguma. Cada um possui sua verdade e seu ponto de vista, vai prevalecer em qualquer situação.

Discutir sobre os dois temas, seria como jogar-se de um precipício para cair em um mar de tubarões.

Ninguém se atreveria pular para salvar o corpo que cai, mas todos comentariam sobre a estupidez de cometer o suicídio ou seja, saber os motivos do ato insano, não seria o mais importante, mas condenar sua atitude, sim.

by/erotildes vittoria

Erotildes Vittoria
Inserida por erotildesvittoria

O que se precisa fazer de verdade neste país são as reformas: trabalhista, tributária, política, a administrativa, a previdenciária, a do Judiciário, reforma educacional...
Até agora só maquiaram e/ou não fizeram.
Aconteceram até reformas religiosas e contra-reformas.
Reforma Pombalinas e tantas reformas.
Mas não adianta reformas se não houver a reforma de caráter das pessoas.

gilberto angelo begiato
Inserida por gilbertobegiato

AÉCIO, DILMA & CIA

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Aécio e Dilma, os ícones atuais da política partidária brasileira, e que neste momento vejo aos abraços em uma foto que não sei de quando, trocarão quantos beijos, tapas, abraços e xingamentos forem convenientes aos seus interesses ou de seus partidos. E por favor, não incluam por conta própria os interesses do Brasil nesses desempenhos. Não existem tais interesses, embora eu vá respeitar se alguém garantir ou impuser que sim, porque preservo afetos e tenho respeito pelas opiniões divergentes.
Os tolos que brigam país afora por políticos, partidos e suas ideologias voláteis, geralmente se orgulham de não verem novelas. No entanto, eles não enxergam que a política notória que nos rodeia é um folhetim. Apaixonam-se pelas personagens mais canastronas dessas tramas diárias, como telespectadores comuns, e ficam cegos; fanáticos; delirantes. Tornam-se capazes de qualquer arroubo, incluindo acessos de raiva seguidos de agressões verbais e até físicas, em defesa de seus heróis ou mocinhos. Nos capítulos eleitorais a paixão fica tão à flor da pele, que muitos rompem relações românticas, laços de família ou de amizade antiga por essas personagens que não correspondem aos seus amores.
Excluindo as opiniões engessadas, quiçá formadas ou que dançam conforme a música, e mesmo assim merecem respeito, quero fazer uma pergunta: Será que Aécio, Dilma, Lula, Marina Silva, Fernando Henrique ou outros do mesmo grupo, ainda que pareçam rivais entre si, estão dispostos a substituir sinceramente nossos afetos perdidos? Ocuparão as vagas deixadas por quem ofendemos e até agredimos por não terem a mesma paixão pelos heróis ou mocinhos dos nossos contos políticos de fadas?

Demétrio Sena - Magé-RJ.
Inserida por demetriosena
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Vândalos e delinquentes: os herdeiros de uma política descompromissada com os cidadãos.

Se tentarmos responder de imediato a questão: como nascem os vândalos e delinquentes, de pronto diríamos que eles são unicamente produtos da miséria e da desestruturação familiar.
Mas ao debruçarmos um pouco na análise, constataremos que os determinantes que ela cita não podem ser aceitos como únicos provocadores de tais chagas sociais.
Não fosse verdade, não veríamos filhos da classe média envolvidos em atos de extremo vandalismo ao patrimônio público e depredações generalizadas: públicas e particulares.
Um exemplo recente é o que vem acontecendo em todo o País travestido de manifestações legítimas, e que descambou para as arruaças, pois, na realidade tais atitudes vão além, muito além das aparências dessas causas e expõe o inconformismo com o despreparo e descaso dos governantes.
É muito claro que a violência é decorrente de fatores sociais, mas é um leque tão vasto que teríamos que discorrê-los em um trabalho de tese.
O que fica evidente, sejam eles quais forem, é o a omissão do Estado. Essa omissão beirando a inconstitucionalidade, é tão vergonhosa que por si só já se torna um ato de vandalismo e delinquência. Daí, o exemplo para os cidadãos ainda em formação, e, quando formados, mal formados estão, por conta de política descompromissada com a educação.
Por que os nossos jovens apadrinhados com a sorte de terem as necessidades primárias e secundárias e até mesmo as terciárias de acordo com a hierarquia de necessidades de Maslow, supridas, não se ajustam para atingirem as quartanárias que são: auto-estima, confiança, conquista, respeito ao outros, respeito dos outros?
Sabemos que faltam políticas de inclusão social para todos, principalmente para os pobres, que é obrigação do Estado garanti-las, e as existentes não se sustentam por si mesmas, ou, seja, têm os seus limites balizados por conveniências político-eleitoreiras e apenas acontecem para promoverem cargos e partidos.
Projetos sociais são mal construídos na ante-sala das eleições e abortados assim que os criadores se apossam do almejado cargo. Não há necessidade de repetir aqui a lengalenga pisada e repisada pelos políticos durante as campanhas, um exemplo robusto deste desnível é o lugar que o Brasil ocupa no ranking mundial de competitividade e um dos motivos é a falta de infraestrutura básica, como estradas e portos tão decantados nas falas promissoras dos nossos candidatos.
O que a competitividade de um país tem a ver com a delinquência e o vandalismo?
Tudo. Uma vez que, nação com baixa competitividade, é nação sem atrativos mercadológicos, portanto, será uma nação com pouca esperança para os anseios de uma juventude sedenta de participação na produtividade do país. Energias desperdiçadas para o bem tendem a ganhar a direção oposta.
No que tange à educação, em 2012, o Brasil ocupou o vergonhoso penúltimo lugar numa lista de 40 países analisados pela Economist Intelligence Unit (EIU), ficando na frente apenas da Indonésia, última colocada no ranking.
O presidente do programa avalia que, entre outras razões da fragilidade educacional, está a falta de uma cultura que apoie o espírito educativo.
Por conta dessa cultura descompromissada com a educação o país tem a terceira maior taxa de abandono escolar entre os 100 países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Está atrás apenas da Bósnia Herzegovina e das ilhas de São Cristovam e Névis, no Caribe.
Essa evasão gera cidadãos despreparados para exercerem suas respectivas cidadanias como deveria ser de direito. Suas leituras de mundo são deformadas e aceitam tudo o que os oportunistas lhes vendem como verdade absoluta.
Quando não, se sentem excluídos da ciranda produtiva, então, partem para a destruição de toda ostentação abusiva que a sociedade e o Estado lhes impingem.
Em se tratando da classe média, então, o governo lava totalmente as mãos e os pais se vêem oprimidos entre os leques cada vez mais vastos de produção de conhecimentos específicos e gerais que eles precisam comprar com preços não módicos para que seus filhos se insiram num mercado competitivo e impiedoso.
Aqui, também, pertencer a uma parcela pequena da sociedade chega a ser igualmente doloroso. O “eu posso ter”, fecha um círculo para poucos que, isolados, sem um Norte definido se vêem acuados e avançam na contramão dos bons costumes.

Eleni Mariana de Menezes
Inserida por elenimariana
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Vamos votar com coerência
Porque a política é uma verdadeira consequência
Pensamos que é uma grande brincadeira
Ficamos surpresos com a quantidade de sujeira
Esse é o nosso “Brasilzão”
Manchado para sempre no nosso coração
Lembrado pelo mensalão e pela corrupção
Tachados como nada diante da população
Acreditar na política é utopia
Promessas...são apenas mais promessas
Democracia é a visão alienada da nossa política.

Luiz Claudio Torres
Inserida por LuizClaudioTorres