Contos de Fábulas

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A ARMA DO SALVO

CONTO
Depois do baque do copo de alumínio no piso, a princípio, não soubera precisar de onde veio o barulho, mas a sua intuição dizia ser no plano inferior da residência.

A Irmã Maria abriu a porta do quarto bem devagar, acessou a sala, transpondo-a, em profundo escuro;
qualquer esbarrão poderia estragar o seu plano: pensava no que poderia acontecer se o Raul, seu esposo, acordasse, por certo daria com os “burros n’água”, principalmente se fosse uma visita indesejável àquelas horas.

Raul, de temperamento, não totalmente domado... Disse certa vez que:

“É um fato que meu facão corta ‘asas de mosquito’: de tão amolado; mas não é para fazer o mal a ninguém!” Dissera certa vez. Mas nesse quesito, a Irmã Maria não confiava nele, nem em suas armas.

No percurso que fez dentro de casa - para ver o que estava acontecendo - não acendeu as luzes de nenhum dos cômodos, em momento algum; para não “espantar a caça”: ela queria dá um fragrante. Porque desconfiava de ser alguém amigo do alheio.

Chegou sem tropeços à cozinha, abriu a porta cuidadosamente e sentiu o fino cheiro da noite, entremeado ao odor horrível da “erva- do- capeta”. O chá alucinógeno da vadiagem que, exalava naquele ambiente cristão o seu horrível odor.

Aquela santa casa de tanto respeito que até cheirava a Deus, agora, estava sendo impregnada, com cheiro do "cruz-credo”.

“Que coisa estranha é essa meu Pai?! Ai meu Jesus amado, cubra-me com o teu manto precioso!” Clamou em espírito.

Com um pouquinho da luminosidade da rede de iluminação pública, viu na penumbra, a silhueta escura de um homem, com cabeça e pescoço - o mais esticado possível-, introduzidos no espaço entreaberto da janela, olhando para um lado e para o outro;

O meliante, na expectativa de encontrar algo que fosse interessante para ele, tentava entrar naquele ambiente familiar de qualquer jeito, e assim, encerrar a sua longa e sofrida, jornada noturna; pois o dia já estava prestes a dar o ar da graça.

Por ocasião desse episódio, a Irmã Maria já servia verdadeiramente ao Senhor: havia se convertido ao cristianismo ainda na sua juventude. Sua decisão por Cristo aconteceu em Campos Belos, onde morou com seus pais - até se casar -, depois de ouvir uma genuína exposição das verdades Divina, ministrada por um evangelista na Igreja Assembléia de Deus local.

Passou pelas águas batismais e não parou mais de crescer na graça e no conhecimento da palavra de Deus, e nos trabalhos da igreja, era assídua e pontual com as obrigações religiosas e, no seu modo de vida, era um exemplo a ser seguido.

Falava calmamente e andava devagar, a visão ajudava pouco, porque a catarata, não lhe dava tréguas, naquela altura da vida. Já passava dos setenta anos de idade – e, foi nesse período de vida que se deu esse acontecimento -, mas ainda estava muito sóbria.

Com ela não tinha esse negócio de brabeza, nunca teve. Agitação, armas, violência, pra resolver os problemas, isso não.

“Entrego meus problemas pra Jesus, sempre. E em casos de urgência clamo por Ele e sou atendida.” Dizia.

Não conseguia ser deselegante, com ninguém, nem mesmo sendo esse alguém um marginal, que tentasse invadir o seu espaço, pra lhe subtrair algum pertence. "Um bom tratamento nunca é demais." Afirmava.

Com a paciência e sabedoria que Deus lhe deu, perguntou com voz macia - sem dureza:
- Ô moço, diz pra mim como é o seu nome?!
- Alexandre!

O tal ente, desprovido de coragem pra procurar um trabalho digno, parou de girar a cabeça e ficou inerte, contido, por um pouco de tempo.

Se fosse o Raul que estivesse lá... Ah, se fosse ele... No mínimo poria tudo a perder: e mofaria atrás das grades, por longos anos. Mas a cabeço do ladrão rolaria.

Maria não golpeou o sujeito, mesmo tendo uma foice tirando cabelos, atrás da porta. Ela tinha a quem temer: temia a Deus sobre todas as coisas e a lei dos homens também:

Não ia ser uma oportunidadezinha daquelas que a tiraria do sério, levando-a a fazer justiça com as próprias mãos.

Não fez nenhum alarde ou escândalos, se quer maltratou ou enxotou o intruso, com palavrões, e nem precisou feri-lo de morte com instrumentos de crime, como possivelmente muitos o fariam, se estivessem em seu lugar. Não!

Ela contava mesmo, era com as armas espirituais: com a providência do altíssimo. Ainda estava fresquinho em sua memória o que dissera o apostolo Paulo no texto Sagrado:

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra [...] as forças espirituais do mal [...]” (Efésios 6: 12).

Então a Irmã Maria sacou da arma mais poderosa que o salvo pode conduzir: "a autoridade do nome de Jesus." Juntou forças nos pulmões e disparou:

- Aleixandre você está repreendido no nome de Jesus!...

Há poder no nome de Jesus. E a ordem da Irmã Maria para o invasor, fora como uma forte pancada: a vibração sonora daquelas palavras soara com tanta intensidade no sistema auditivo daquele indivíduo, que pareceu equivaler a uma bomba, explodindo sobre ele.
Poouuumm!

Na fumaça da pólvora e com o estampido imaginário da "bomba", a vitima entalada na janela estremeceu em gritos estridentes, na estagnação noturna da casa.

E, vendo eminentemente a morte, se aproximando,reuniu as forças que ainda lhe restavam, deu um arranco tão grande que despedaçou a vidraça em milhares de pedaços e aluiu o basculante do seu lugar.

Por pouco, por muito pouco não deixara a cabeça para trás, agarrada nas ferragens.

Raul aparecera no mesmo instante como um raio, apavorado, ainda com as roupas de dormir, e com o seu instrumento cortante na mão, querendo saber do acontecido:

- O que está acontecendo Maria? que barulho dos infernos é esse?! - Ainda não havia deixado o linguajar antigo,apesar de convertido ao cristianismo.

- pelo jeito, deve ter sido um ladrão: queria entrar de qualquer maneira pela janela, mas eu estava lá atenta, e o repreendi no "nome de Jesus." – O nome que é sobre todos os nomes.

Se morreu, foi muito longe dali, pra não incriminar a portadora da arma mais poderosa do mundo. - "A autoridade do nome de Jesus"-, ou será que aquela vida está correndo até hoje? Isso não se sabe.

O que se sabe é que, o pavor daquela alma vivente foi tão grande, que na hora do desespero e da correria deixara para trás, o produto do roubo- ou, fruto do seu trabalho desonesto daquela noite, em cima d'uma mezinha na varanda: sacolas com todos os objetos que furtara de outras vítimas.

Nas proximidades do cenário desse acontecimento por muito tempo ainda se via, vestígios desse delito:
estilhaços de vidros, cantoneiras retorcidas, chinelos, manchas de sangue,... Servindo de prova do poder de fogo da arma da Irmã Maria Graciosa: "O nome de Jesus".

(10.07,15)

Inserida por NemilsonVdeMoraes

O MEU VÔO

Conheço anjos
Assisto anjos
Conto anjos
Apelido anjos
Nomeio anjos
Saio com anjos
Quem são anjos?
São ninguém
Ninguém cheios de estrelas
As mesmas que vejo no céu
Quando penso em anjos
Loucura não loucura
Anjos passam longe dela
Sinto anjos
E agora sei que eu sou
O meu próprio anjo
Quando mais ninguém
Consegue me ver

Inserida por judicemalu

✿⊱╮Hoje não conto mais os anos que vivi.
Conto apenas os momentos, e com quem quiser me acompanhar para termos o que contar quando o corpo não mais suportar e a velhice chegar.
Valorizo quem ama mimha companhia no hoje. Carrego comigo apenas sentimentos bons e pratico o aqui e o agora, pois, a ausência do teu perdido, não há o que recuperar. Só a saudade existe e doi... doi muito!

Inserida por anasoares_

Quem conta um conto, aumenta um ponto...

A curiosidade é sempre atemporal
Não fica sem jeito nem se intimida
É como bico de bule: pra frente
E quem a tem, sofre como todo amoral

Ser curioso não simples e nem fácil
Tem que inventar desculpas e ser ágil
Pra saciar sua sede de ser o primeiro
A ter notícia "fresca" do particular alheio

É querer ciência do que acontece
Na vida de quem é rico ou do que padece
Não é nada simples e muito menos fácil
Tem de ir de bar em bar, ouvir mais que falar

É preciso levantar cedo em qualquer lugar
Sentar na praça e até pra criança perguntar
Se os pais brigam ou vivem só de bem prezar
Se a comida lhe é farta ou dói de amargar

Ser curioso é quase um ofício
E esse trabalho suado não é ócio
É coisa de gente que aumenta um ponto
Sempre que conta a notícia que encontra

O curioso é um profissional como outro
Vive a gastar a língua depois de futricar
E sai, como sai a alardear... a noticiar
O que faz seja quem for, o que ele tem ou obtém

Ser curioso é lidar com o perigo eminente
É ter vocação para arauto em terras sem rei
E como passa seus dias em iníqua diretriz
Sem se aperceber que viver é amar e ser feliz

Inserida por mucio_bruck

Conto de Enfado (Perdido)

Não há placas na floresta
Que me apontem uma trilha
Já nem sei quanto me resta
Alguns metros ou uma milha
No meu barco há uma fresta
Estou preso numa ilha
O que antes era festa
Revelou-se armadilha
Ora o meu ser protesta
Ou se engaja na guerrilha

Se o pavor se manifesta
Não me escondo na escotilha
Que fortuna indigesta!
A lanterna está sem pilha!
Se tem uma, me empresta
Luz que é luz se compartilha
O meu coração detesta
Freio que perde a pastilha
Gente séria e modesta
Não se exalta, nem se humilha

Toda árvore no apogeu
sempre aponta para o alto
Não há rastro de pneu,
Nem sinais ou mesmo asfalto
Paraquedas de ateu
Não me servem neste salto
A ferida me doeu
Inútil é gritar bem alto

Do meu grito ouço o eco
Pois sou gente, não boneco
Se acerto ou se peco
Minha paz que hipoteco

Extraíram meu sorriso
Do molar até o siso
Me deixaram duro e liso
Deixaram o chão, levaram o piso

Só me acho, se perdido
Minha alma não se espanta
Não me poupo, fui ferido
Pela mão que me acalanta

Já não caio neste conto
Nem no canto da sereia
Que diante do confronto
Sem ter pernas, esperneia

Pois o raio nunca cai
duas vezes na areia
Presa fácil, nunca mais
Eu rompi com sua teia

Hoje volto a sorrir,
Mesmo que quase banguela
Meu caminho vou seguir
Pra tristeza não dou trela

Restam os dentes da frente
os caninos e os incisivos
Só caminho com gente decente
Mais que fichas em arquivos

Confiança quando se quebra,
De uma vez se esfacela
Nem tudo se celebra
É meia-noite, Cinderela!

Inserida por HermesFernandes

Bom quando levamos os olhos a passear e, pelo caminho, em cada canto se relembra um conto, muitos contos, mais que contos: uma história de vida!

O melhor de tudo é que não caminho sozinha, concluí que me faço boa companhia.
Solidão não é a minha opção. Por todos os cantos que eu vá sempre encontro um amigo. Se não é amigo há tempos, passa a sê-lo agora.
O mundo não se faz de fora pra dentro, mas de dentro pra fora!

Inserida por Liciaazeredo

Quando estou passando por um momento difícil na minha vida, eu conto tudo a Deus, seguro em suas mãos e prossigo, pois somente Deus é quem pode fazer tudo por mim.
Aquele que confia no Senhor, jamais temerá medo algum, pois os dias são difíceis, isso é verdade, mas com Deus ao nosso lado concluiremos nossos objetivos.

Inserida por tarcisio29custodio

O que estou fazendo?

Nem te conto!
Sentada, preguiçosamente, numa confortável cadeira (aquelas com cordão de nylon colorido).
Só a varanda está iluminada, além disso um breu total.
Sequer uma estrela no céu!
Gansos grasnando por perto, uma vaca berrando ao longe.
No mais, grilos "crililando" uma sinfonia de uma nota só....
Ah, e nas mãos um celular... teclando...teclando...

mel - ((*_*))

Inserida por MelaniaLudwig

Conte nos dedos e reflita

Conto nos dedos os que por ironia do destino, se desviaram dos bons modos, quando o disciplinar nao era castigo.

Conto nos dedos os que fa minha geração se desviram para vida errada, depois de serem disciplinados com algumas palmadas.

Conto nos dedos, os que aos pais deixaram de dar valor, por terem sido disciplinados como uma demonstraçao de amor.

Conte nos dedos, os que dessa nova geração por nao serem chamado atenção, se desviaram pro mundo das drogas ou se tornaram ladrão!

Conte nos dedos e me de uma justificativa, qual o motivo de ter se perdido o valor o significado do nome família!

Conte nos dedos mas peça ajuda de um pai , pois em uma so mão não conseguira contar nem conter tantos ais!

Pare por favor e reflita,
se disciplinar é castigo,
deixar de cuidar é falta de amor.

Pare e reflita se ainda nao se tocou, se ter filho aos quinze nao é normal aos trinta nao tem que ser avô.

Wsrjunior

Inserida por wsrjunior

INDEFINÍVEIS

Criamos esse conto romântico
Onde somos protagonistas
de um amor irresistível
de um surpreendente encontro.

Em você encontrei minha paz
E sem você nada sou mais
E agora estou sem saída
Por que entrou em minha vida?

Perdoe meus defeitos
Estou longe de ser perfeito
Mas foi eu quem te amou
E que talvez saiba verdadeiramente amar

Tenho medo de tudo que me desconserta
E de coisas que não tem fim
E não há infinito maior que se apaixonar
E nem quem me desequilibre mais do que você

Nossos olhares foram indecifráveis
E os beijos inesquecíveis
O romance breve
O sentimento eterno

Por favor, perdoe meus defeitos
Estou longe de ser o cara perfeito
Mas foi eu quem te amou
E que verdadeiramente sabe amar

Como conseguiu?
Me fazer sentir o que não quero
Desejar o que não queria
Amar o que nunca quis.

Não precisarei de mil anos
Ficarei somente o tempo suficiente
Para virar um dos seus sonhos
Para não sair mais da sua mente

Como nós, outros não existirão
Formamos um coração
E agora faz parte de mim
Como eu sempre pareci fazer de você

Mas um dia irei embora
Então vamos chorar
Só poderá lamentar
A falta do amor vivido
A ausência desse amor não planejado.

A falta do meu beijo vai gritar
Os fantasmas dos meus abraços te atormentarão
Então perceberá que esse coração
Lhe pertence, e que agora é impossível o buscar.

Então vamos perceber
Que as história de amor mais belas
Não são as de final feliz
São aquelas em que o amor morre
Porque todos sabem, que ele vai renascer.

E quando pensar em nós
Não visualize um fim
Porque sentimento assim
Não se acaba
Apenas da um tempo para recomeçar.

Siga sua vida
Mas nunca se esqueça
Que por ela passei, e que te amei


Em breve, minha presença morrerá
Mas em seus pensamentos viverei
Em breve, dos teus olhos me perderei
Mas em sua mente vou me encontrar.

Sem nada a oferecer e tudo a doar
Só posso agradecer e falar:

Obrigado por não ir
Obrigado por comigo estar
Obrigado por me fazer sentir
Obrigado, menina, por me amar.


-A.L

Inserida por AntonioLucasBarros

Poesia?

Este sou eu
O perdido
Do ontem e do amanhã
Dia corrido, sofrido...
Conto de 1 à 10
Os ventos retornam
O milagre aqui vivido
Se sucede em outro lugar...
No universo que corre... Artigos.
Os barcos não são companhia ao mar.
A minha semelhança
Dentre as semelhanças de uma vida
Assemelha-se aos postos de rimas
Onde aquele mais jovem poeta viaja...
Como um motor à alma,
O de 40 anos de poesia
Vive o amor com plenitude, com ímpeto!
O de 15g, se perde no ar
Enquanto o sem-teto vê-se festejar
A falta de um forro em sua vida
Que lhe cubra
Da mais maldosa maldade do ser... Seja lá qual for.
A criança que brinca acolá
Escreve no barro molhado
A vida a qual cumprirá
Pobre criança...
Cheia de esperança! Criança.

Inserida por PaixaoV

Conto A Patroa e seu Motorista


⁠Era uma tarde ensolarada quando a bela e elegante empresária, Marina, saiu do seu luxuoso escritório para embarcar em uma viagem de negócios. Seu motorista particular, Lorenzo, um homem alto, forte e perfumado, estava esperando por ela do lado de fora, com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos.

O carro preto brilhante deslizou suavemente pela movimentada cidade, deixando para trás os prédios altos e agitados. Marina olhava pela janela, perdida em seus pensamentos, quando de repente o carro parou no acostamento. Lorenzo desligou o motor e se virou para olhar para ela, com um brilho de determinação nos olhos.

"Marina, por favor, saia do carro", ele disse suavemente, estendendo a mão para ela. Ela obedeceu, curiosa com a atitude repentina do motorista. Assim que seus pés tocaram o chão, Lorenzo a puxou gentilmente para perto dele e a envolveu em seus braços fortes.

Sem dizer uma palavra, ele inclinou-se e capturou seus lábios em um beijo impetuoso e atrevido. Marina ficou chocada com a intensidade do momento, mas não pôde resistir ao calor que se espalhava por todo o seu corpo.

Lorenzo a pegou no colo com facilidade e a colocou suavemente sobre o capô do carro, mantendo o beijo apaixonado. O sol banhou suas peles em um tom dourado, enquanto o vento suave acariciava seus cabelos soltos. Era como se estivessem em um conto de fadas, onde o tempo se tornava irrelevante e apenas a paixão e o desejo importavam.

Marina fechou os olhos, entregando-se completamente ao momento mágico que estavam compartilhando. Ela podia sentir o coração de Lorenzo batendo forte contra o seu peito, sincronizando-se com o ritmo acelerado do dela. Era como se estivessem conectados de uma forma que ultrapassava qualquer entendimento racional.

Quando finalmente se separaram, os olhos de Lorenzo brilhavam intensamente e um sorriso brincava em seus lábios. Ele acariciou o rosto de Marina com ternura, como se estivesse memorizando cada traço dela.

"Desculpe por ser tão impulsivo, Marina. Mas não pude resistir mais tempo", confessou ele, com um brilho de vulnerabilidade em seu olhar.

Ela sorriu, sentindo-se emocionada com a sinceridade e a intensidade daquele momento. Ela sabia que havia algo especial entre eles, algo que ia além da relação tradicional de patroa e motorista.

"Não precisa se desculpar, Lorenzo. Eu também senti isso desde o primeiro momento em que nos conhecemos", respondeu ela, com voz suave e cheia de emoção.

Eles se olharam nos olhos por um momento, perdidos um no olhar profundo do outro. Então, sem dizer mais nada, ele a ajudou a descer do capô do carro e a levou de volta para dentro do veículo. O resto da viagem transcorreu em um silêncio confortável e cheio de promessas silenciosas.

Quando finalmente chegaram ao destino, Marina desceu do carro com um sorriso radiante nos lábios. Ela sabia que aquela viagem tinha mudado algo dentro dela, tinha despertado uma paixão que ela nunca pensou que poderia existir.

E enquanto Lorenzo segurava a porta para ela sair, ela o olhou nos olhos e soube, com toda a certeza do mundo, que aquele não seria o último beijo impetuoso e atrevido que eles compartilhariam.

E assim, sob o olhar cúmplice do sol se pondo no horizonte, Marina e Lorenzo iniciaram uma jornada de amor e fantasia que transformaria suas vidas para sempre.

Inserida por AlineCairaG

⁠Conto: O sequestro

Preciso ser sequestrada desta selva de pedra.

Os dias cinzentos e caóticos da cidade grande enfim estavam chegando ao fim para Kayra. A correria constante, o barulho ensurdecedor dos carros e a falta de natureza ao seu redor estavam começando a sufocá-la. Ela sentia um desejo profundo de fugir, de se desconectar de toda aquela loucura urbana e se reconectar com a natureza, com ela mesma.

Foi então que Kayra decidiu que precisava ser sequestrada. Mas não um sequestro comum, feito por criminosos ou por necessidade de resgate. Ela queria ser sequestrada por algo maior, por algo que a libertasse da selva de pedra que a envolvia. Queria ser sequestrada por um lugar de paz, de beleza e de tranquilidade.

Para isso, ela estabeleceu alguns requisitos para o seu sequestro. Queria ser levada para um lugar de natureza exuberante, com árvores centenárias, flores coloridas e aromas silvestres que enchessem seus sentidos de alegria. Queria ouvir o canto dos pássaros e o som suave das águas correntes de um rio cristalino. Queria dormir em uma rede na varanda, sentindo a brisa fresca acariciar sua pele enquanto ela se entregava aos sonhos mais doces.

Kayra queria vestir trajes simples, feitos de materiais naturais, que a conectassem com a terra e com o universo ao seu redor. Queria saborear um café da manhã com frutas colhidas no pomar, almoçar e jantar com alimentos frescos e saudáveis da horta cultivada ali mesmo. Queria se alimentar não apenas o corpo, mas também a alma, nutrindo-se da simplicidade e da pureza da natureza.

E durante as noites, Kayra queria serenatas ao luar, com canções suaves e românticas tocando em seu coração. Queria sentir o encantamento da noite, a magia do momento, e ter seus lábios beijados suavemente por quem a sequestrasse. Queria se entregar ao amor, à paixão, à beleza que só a natureza poderia proporcionar.

E assim, Kayra se viu sendo sequestrada da selva de pedra, levada para um refúgio de paz e harmonia, onde podia finalmente respirar fundo, sentir-se viva e em paz consigo mesma. Ali, entre as árvores centenárias, as flores coloridas e os rios cristalinos, ela encontrou a liberdade que tanto buscava, a felicidade que tanto almejava.

E naquele lugar mágico, Kayra descobriu que o verdadeiro sequestro não era feito por mãos criminosas, mas sim pelo desejo profundo de se entregar à natureza, de se reconectar com sua essência, de se libertar das amarras da vida urbana. Ali, ela encontrou o seu lugar de pertencimento, o seu refúgio de paz e amor, onde finalmente podia ser quem realmente era.

E assim, entre as árvores centenárias, as flores coloridas e os rios cristalinos, Kayra viveu feliz para sempre, sequestrada pela beleza e pela magia da natureza, sequestrada por sua própria vontade de ser livre. Porque, afinal, o verdadeiro sequestro é aquele que nos liberta, que nos faz sentir vivos, que nos faz amar a vida como nunca antes. Kayra encontrou seu verdadeiro sequestro, e nele encontrou a si mesma.

Inserida por AlineCairaG

Conto: Noite de Inverno

⁠Era uma noite de inverno, o vento gelado soprava lá fora, fazendo com que as chamas da lareira dançassem alegremente. Dentro daquela casa antiga e acolhedora, as almas iluminadas se reuniam em torno do fogo, compartilhando histórias e boas energias.

A anciã da casa, com seus cabelos prateados e olhos sábios, olhou para seus convidados e sorriu. "Boa Noite almas iluminadas", ela começou, sua voz suave enviando ondas de serenidade pelo salão. "Venho aqui lhes desejar uma doce, encantada, tranquila e aprazível noite."

Os presentes sorriam, sentindo o calor do amor e da amizade que os envolvia naquela noite especial. As velas espalhadas pela sala lançavam uma luz suave e mágica, iluminando os rostos sorridentes e os corações cheios de gratidão.

Enquanto o tempo passava, as histórias se desenrolavam, algumas reais e outras imaginárias, todas tocando os corações de quem as ouvia. As emoções fluíam livremente, trazendo risos, lágrimas e suspiros de admiração.

E então, como se por encanto, a velha anciã começou a cantar uma antiga canção de ninar, cuja melodia envolvente acalmou as mentes agitadas e trouxe paz aos corações cansados. Os presentes fecharam os olhos e se deixaram levar pela magia do momento, sentindo-se transportados para um mundo de sonhos e fantasia.

E assim, naquela noite de inverno, as almas iluminadas foram abraçadas pela magia do amor e da amizade, encontrando conforto e alegria na companhia uns dos outros. Que neste inverno eles estivessem docemente aquecidos, não apenas pelo fogo da lareira, mas também pela chama da amizade que ardia em seus corações para sempre.

Inserida por AlineCairaG

⁠AOS PÉS DA EMOÇÃO

Fui no amor sonhador exaltado
tudo era para mim importante
o conto... a ilusão tão cintilante
ouvir, sentir, um feito sagrado
Foi se avivando ser enamorado
e a paixão, ardeu, num instante
com uma sensação penetrante
e um toque cheio de significado

Deitei-me aos pés da emoção
na tendência de muita direção
ri, chorei, e fui um imaginário
Ó crenças do coração, singela
és ao sentido enigmática janela
e pro sentir sustento necessário.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19 julho 2024, 19’32” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

CONTO DE NINGUEM

Essa história poderia ser a minha, mas é conto de ninguém.

- Uai sinhá Ineizinha!
- Ninguém se não é nenhuma pessoa é quem?

- Uê!
- Poderia ser vosmecê ou alguém, mas é conto de ninguém.

- Ah! Sinhá! Alguém eu não identifico quem. É ninguém?

- É!
- É ninguém com alguém, como eu e vosmecê. Slave and mistress. Black and white.

Bem assim: num vocábulo do tempo da senzala em tempo de se cuidar do linguajar. Onde toda palavra que se diz tem outra interpretação e pela conotação reação mediática.

Num?

- É! No interior de... Tá tudo mudado.

- Tá, Sinhá?

- Alto lá, tá é tá e basta!

Pré conceito é agressão aos novos conceitos. E armar o povo, não é mais instruir e ofertar conhecimento. Voltou ser outro tempo. O tempo do Lord of slave! Até açoite tão dando. Outros mandando. Éh! Vosmecê precisa entender. Tão é tão.
E alguém evoluiu mesmo sem saber quem! E ninguém regrediu, só se descobriu!

- Sinhá, ninguém ficou nu com dorso de fora como outrora?

- Não!
- Ah! Sim! Parece bem assim.
E agora é hora de black on white como a sinhazinha que ouviu ser ninguém, e que chegou na idade que ela se dá ao direito de usar o suporte que lhe convier com a palheta da sua vivência e se colorir como quiser.

E hoje quer ser Black! Mas é white! E é Indigenous! E all the people of the land.

E a tal que ouviu ser ninguém, sabe. Criar é de graça. Só pode alguém que entende ser não a graça do nada que custa ninguém. E sim a graça da superioridade que dons lhe concedeu. E ninguém sabe o quanto estes dons muito lhe custa. Money não compra dom e money ninguém tem. E se money não têm para alguém é ninguém.

E se vosmecê ouve bem entenda, sinhá compreende que se tudo que alguém tem é money, não compra o saber de ninguém. E ninguém vale nesta vida mais que alguém!

E bom evitar contenda de alguém com ninguém por vintém. E conserva o money que é tudo que tem.

E ninguém, que money não tem, conquista com seus dons mais que vintém ou money de alguém.

Falo por falar, vosmecê deve saber, Conselho igual ninguém nada deve valer.

Autoral: Cleuta Paixão

Todos os direitos reservados a autora protegidos por lei específica até que alguém lhe tire esse direito também.

Inserida por CleuttaPaixao

⁠Xô vendaval

Tu conta
Ou eu conto?
Canto, encanto, encontro
O murmurar do sol rachando
_ Ah, ainda tem canto em algum canto

Vinho na taça
Flor no quintal
Amor na vida
E fé para continuar

Ainda tem chão
Roupas no varal
Sorriso de criança
E amor para curar
Poema curto autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 22/10/2021 às 23:40 hrs

Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues

Inserida por AndreaDomingues

⁠Tudo começa como um conto de fadas, a conquista, o olhar que aquece a alma e faz tudo estremecer. Logo após a conquista vem a fase do que você deve ou não fazer, coloca em sua mente o que é certo e o que é errado. Sem perceber ele está controlando tudo e o mais fundamental, a sua vida. Você está sendo dominada sem ao menos perceber a gravidade, se afasta da família, amigos, de todos, e ele faz com que você pense que só ele presta e todos querem seu mal.
Quando você se depara, sua vida está um caos, e o único refúgio é o causador de tudo isso.
Logo após todos esses abusos vem a violência psicológica, física, verbal e de todas as formas possíveis. Para todos em sua volta, você não deixa ninguém perceber, mas por dentro está tudo arruinado e você não consegue mudar a situação, pelo fato da dependência emocional. Você não quer sair daquela situação por que acha que tem amor, mas nada disso existe mais, como foi dito, apenas a dependência emocional que deixa entrelaçado nessa relação totalmente abusiva. Ele não deixa você sair, suas amigas são todas “perdidas”, seus amigos querer pegar você, sua mãe não presta, sua família, ninguém mais. E você fica a merces para não perder de vez seus amigos e sua família.
Quando finalmente percebe o que está acontecendo, você se dá conta que tudo isso não passou de uma fantasia, sim, algo que você mesmo idealizou, aquilo que você rotulou de “príncipe encantado” e percebe o grande abusador que ele é, e no que você permitiu para estar em um relacionamento assim. E daí vem a pior parte, a parte que você tenta se desvincular disso que chama de “relacionamento amoroso” mas, que de fato não passa de um relacionamento abusivo.
Não é fácil, é a pior parte, então não julgue se alguém que você conhece tentar reatar esse relacionamento, esteja ao lado dessa pessoa e mostre todos os pontos e o motivo que fez ela alguma vez, tentar romper esse laço. Ajude! E vai uma dica para você que está passando por isso: Se te faz chorar, passar raiva, se você se sente desequilibrada e sem energia para nada, com alguém ao lado, saia dessa! isso não é amor, isso é um relacionamento tóxico, abusivo. E NÃO DEIXE DE PRESTAR UMA QUEIXA DO ABUSADOR, ISSO PRECISA PARAR!
Quantas pessoas passaram e passam por situações como essa? Quantas pessoas estão com transtornos psicológicos por conta desses abusos? Pessoas pensam em destruir a sua vida, pelo fato de não aguentar tamanha dor. Vamos ajudar ao próximo e se ajudar.
Violência psicológica também é crime!!!!! Seja lá o tipo de violência, denuncie.
Não romantizem relacionamentos abusivos!!!

Inserida por TianaDias

⁠O conto do louco

Sonhos vem ao sono,
Pensamentos vem a mente,
Quem a mim pergunta nao entende,
Quando durmo quero silêncio,
Quando sonho desejo ficar no presente,
Quando em meio a pensamentos ,
Fico quieto, meio resiliente,
Sempre me perco entre o que penso e sonho,
E vou dá carta do louco,
Ao gênio na lâmpada,
Ao conto de uma geometria,
Que nunca foi escrita,
De uma memória que foi lembrada,
A uma lembrança que precisa ser esquecida,
Por isso quem a mim pergunta , não me entende.
Cada um a sua loucura
Com seu loucos pensamentos,
Com incoerência geométrica,
Pedimos ao sono, deixe o sonho entrar.
Sonhar dormindo ou acordado
Me deixa sonhar que estou sendo amado.



ALBERTT FORTES da Silva

Inserida por albertt_fortes

Eu é que não caio no conto do vigário
Eu tenho fé em Deus pra resolver qualquer parada (...)

Tamo aí na atividade! (...)

Basta que venha do coração!
Basta que venha da mente

O fato é que a gente
Tem que se preservar
Viver intensamente
Com a cabeça no lugar (...)

Eu sobrevivo a todo lixo
Todo ódio, com amor
Eu sou o valor
Das coisas simples (...)

Eles são gente
Mas não são gente
Como a gente

Meu estilo de vida
Liberta minha mente
Completamente louco
Mas um louco consciente (...)

Não, eu não me sinto mal
Eu quero mais é que eles queimem
Na fogueira das vaidades (...)

Charlie Brown Jr

Nota: Trechos da canção Tamo Aí na Atividade.

Inserida por alan_conciente