Coleção pessoal de marialu_t_snishimura

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As bênçãos das crianças

Ainda que o mundo pareça torto,
que se ouça muitas reclamações
que ainda discutam sobre aborto
é que ao crime quer dar explicações!

O universo é muito mais bonito
do que se imagina qualquer um,
entre estrelas a criança é o mito
se abençoada nascem uns alguns,

no berço encantado de esperança!
Abra seus braços em lindas ações
para contemplar toda luz da criança

e todas as almas nas constelações...
Debruçem o perdão se é fiel a aliança
Deus perdoe e abençoe todas as criações!

Maria Lu T S Nishimura

Cotas cerebrais

Escola, escola
está na hora de ir pra escola:
pega o lápis depressa,
pega o lápis depressa,
pega o lápis depressa...

Sem essa de esquecer o que aprendeu
a lousa estava cheia,
o livro foi pra reciclagem,
porque já venceu o seu e o meu,
são três anos e nada mais!

O que é isso escola, explica pra mim:
porque é que tem ser assim,
se o governo não tem dinheiro
o livro serviria por diversas gerações,
porque o básico não muda tão ligeiro,
espera um pouquinho...
amanhã a lição acabou e te vira professor!

Vá xerocopiar, vá reproduzir te vira por aí...

Amanhã já volta das férias
e a criança estacionou
não lembra mais de nada,
do que na escola aprendeu!

O que será que aconteceu?

Ninguém sabe, ninguém viu,
essa forma de aprendizagem
que cota exporta seus neurônios cerebrais!

Explica de novo, de novo, de novo ô professor...
e depois já passou ...passou já dez anos ou mais!
depois no desemprego seu desempenho tanto faz!

Amanhã já volta das férias
e depois já se passaram os anos
mas, ficou uma lembrança na parede,
olha a criança aí...olha aí...ai...

Maria Lu T S Nishimura

Entre elos

Ah! Meu amor tão ardente,
Coração em brasa quente!
Na boca o beijo puro, doce,
No amor somente eu e você!

O ninho aconchega a cama
Entre lençóis a perder-me!
Embebo do mel que derrama
No meu feitiço a envolver-te!

Nesta hora a esperteza,
No corpo esguio e belo
O carinho faz destreza!

O instinto faz-me o zelo
Enverda-me na correnteza,
O coração e a flor em elo!

Maria Lu T S Nishimura

Motim dos sofistas

I

Ao disfarce do bem querer
Não despercebido a tolice
Disfarce bestial, da burrice
O sofismo de um padecer!

O que traz na sua cachola
Na atenção pede esmola
A vergonha na minha cara
Visto que, seu riso encara!

Tens-me jocosa imagem
Meu perfil da difamação
Podereis todos ter razão!

Sou tudo o que quiseres
Sou tudo o que disseres
Mal ou bem, sua miragem!

II

Á burrice de sua ignorância,
Faço desprezo da sua inveja!
Será ser eu é o que tu deseja,
Pois, foca- me na importância?

Nunca precisei fazer nada
Para chamar logo atenção!
Á consciência desta razão,
Deveras nascida condenada!

Não sou volúvel, nem vulgar,
Nem louca burra de soberba
Mas, queres todos me atacar!

Se for de mim um ato a julgar
Até minha irmã fez-me a verba
Na disputa, querer me rebaixar!

III

Sou decerto eu tão imperfeita
Infestada de orgulho e metidez,
Sempre eu a proclamar altivez
Sempre a primeira ser eleita?

- Cheia de virtude e todo o bem!
Envaidecida desta minha vitória
Enchendo-me de toda a glória
Talvez não passe de um ninguém!

Devo ser mesmo nada para você
Tens mesmo que rir e falar de mim
Desdenhar-me até me enlouquecer!

Serão então todos plenos por fim...
Os falsos amigos todos irão vencer,
Jaz -me-ei, já liberta deste motim!

Maria Lu T S Nishimura

Sem superstição

O azar bem ao ver não existe!
Mas, há quem prefere assim,
Á culpar o gato e a sexta treze,
Isso é uma desculpa pra mim!

Coisa da invenção da preguiça,
Que se deixa de agradecer o dia!
Daí, desatento, é pego a enguiça,
Esse sim, atrasa e torna-se tardia!

Pois, sem bem, todo mal vem
No dia, na hora e quando quiser,
Basta deixar vazio seu coração,

Atraindo o mal, dispersa o bem!
Coloca fé e Deus a te proteger,
Viva livre e sem tal superstição!

Maria Lu T S Nishimura

Ai, de um mim

I

Não sei se triste, carente
Se fez o vácuo, nem claro...
Tampouco tão negro, ecuro,
Claro demais, de repente!

Tivera por um instante
Que se perder, sem sim,
Sem passado, presente,
Ou o futuro! Ai, de um mim!

Na penumbra do incerto
O rumo escolhido do não
Quiseramos o fim por certo!

Perdido em meio a solidão
Em meio ao árido deserto,
Iludir saciar a sede o coração!

II

Ai, de um mim com o lamento,
Á derramar lágrimas ao vento,
Fosse clamar um grito ao mar
Tivesse, somente, que chorar!

Desfiando- te num vale escuro
Sepultasse a lua na cova da mão,
Á apagar a noite apta de devoção,
Sentenciando á dor e ao obscuro!

Na labuta do ora e o infinito agora
Quão efêmero o diáfano precipício,
Estingui-lo-ão todos, sem demora!

Depois cobrir-nos- ão o escuro véu
Nosso fim, traçado desde o início...
Voltaremos a Deus, para alto do céu!

Maria Lu T S Nishimura

Rorejo

Ao nuance mais belo da vida,
Há sempre lindo amanhecer!
Pétalas, folhas no rorejo flora
No espetáculo do bem viver!

Porque somos parte de tudo
Entre porções da existência;
Também um pouco do nada,
Entre razões do ego absurdo!

Preencha-se e continuemos,
Vamos juntos, seguir o rumo
Neste universo onde vivemos!

Que seja tudo o bom proveito
Para a vida de bem e aprumo,
Não para o mal e o desgosto!

Maria Lu T S Nishimura

Ampliação do conceito

I

Ao piscar de olhos logo vejo,
No ver, fazer constatação,
Ideio fazer ampliação,
Arrancar meu Brasil do nojo!

Se existo, lógico, que penso;
Manifesto com nó, a hipocrisia,
A politica cheia de burocracia
Enganando todo povo manso!

Trago no sonho o meu tanto
O ideal da ideológica Nação
Ver ampliar limitado conceito!

Quando faço a ampliação
Dentro do meu pensamento
Logo vem -me, incomodação!

II

Por que a mídia tanto fala e fala,
No jornalismo a sociedade divulga.
Há tantas impressionate reportagens,
Outras divulgações das malandragens,

Há programa que se liga, já sai sangue!
A televisão brasileira tá assim!
Daí ao ampliar o conceito, segue...
O pensamento dentro de mim:

Quem mostra é macumunado!
Mostrar não serve pra nada,
Se tudo fica parado no quando!

Claro que tens a mão amarrada,
Nestes tantos 'quando' detalhado!
Por que a polícia não é ajudada?

III

O conceito ideológico é governante,
É isso que faz um país ser grande!
Se nosso país não ampliar a visão
Seremos eternamente país prisão!

Todo o país que, no mundo cresceu,
Na hora que, todo o seu povo acordou,
Percebeu quão importante é enxegar,
Muito mais, é a ação de delegar!

A liderança delega a ideologia,
Então fica fácil fazer a mudança!
Chega de viver de sonho e da utopia!

Amplia tão logo a visão de mundo,
Resgata a moral ética e a liderança
E cessa logo a vergonha deste tudo!

Maria Lu T S Nishimura

Ponto de vista

Em tudo o ponto de vista,
Há virgula da expectativa,
Há uma reticência e...logo...
Pode ser diálogo!

Um grande blá, blá, blá...
Eis, que o vento espalha
E tudo passa,
Feito fogo em palha!

Se contém-se é silêncio;
Muito se fala
É nécio!

Nisso tudo fico
Na perspectiva
Do belo pico!

Maria Lu T S Nishimura

Picadinho

Quando se fala da vontade e do querer
No rumo certo do que tem a afirmação
Tem o lado incerto do mal da castração
Que interrompe o caminho do seu saber!

A ideologia do mal faz a corja do ladrão
Ceifar o sonho da criança no seu crescer
Na escola a imposição se faz aborrecer
É coisa vedada sem aprumo e sem razão!

Na correnteza natural o rio tende seguir, ir
Deveria ser assim o desenvolver de gente
Mas, tem o castramento querendo impedir!

Por quê? Em cada mil apenas um se forma?
Por que tem escola de monte sem estudante?
É que, pica tudo na vã desculpa da reforma!

Maria Lu T S Nishimura

Brasão e Kamon

No vasto campo onde tudo se estende,
Observa a natureza que tudo se aprende!
Estiliza as coisas, faz na alma abertura,
Desta forma o Suzuki ou o Nishimura!

No Japão já disposto no esquema
No simbolismo a fazer sobrenome
Da origem a representação, o nome;
Os clãs em forma de um emblema!

Neste ritmo pensei aqui no Brasil
Os sobrenomes sob o céu azul anil
Tem emblema no berço de origem?

Todo fazer é imaginário da modelagem
Onde a diferença está no criar, na teima
Se brasão ou kamon, não tem problema!

Maria Lu T S Nishimura

Boca azul

A pedra mostra -me uma boca azul
A boca feito de montanhas brutas
Côncavas rochas e solitárias grutas,
Voa pássaro no céu de norte à sul!

Eu também quero voar nas alturas
Amar o infinito da glória neste vôo
Semear alegria á tudo que perdôo
Abre - me as asas sem amarguras!

Sem o mal vejo suspenso o oceano
O tudo no meu universo hei de unir
Nem que o desejo for um engano!

Farei em toda pedra um jardim florir
Atravessarei a gruta do teu desengano
E neste tudo enfim meu fim à possuir!

Maria Lu T S Nishimura

Bereré

As campanhas de eleição
Não passa de ato ceráceo
Esse de promessa em vão
Que se crê apenas um nécio!

Ainda se põe fazer bereré
Não vêem que andam de ré
Ao eleger qualquer candidato
Que fala de olho no mandato!

Tudo que falam é coerente
Não é atoa que engana a gente
Mas, vou dizer uma real:

- A mudança é o ideal!
O jeito é passar o pente,
Pra fazer um Brasil diferente!

Maria Lu T S Nishimura

Perigeu em órbita

Perigeu meu cosmo em órbita
Entre os períscios, projeto de luz
Hastilho as estrelas que reluz
No faetone de uma reta!

Meu giro certo feito falena
Pouso no céu faisqueira
E na terra todo o bem conjuro
Sem rasto de mal ratinheiro!

Sou ninféia de dons celestiais
Em fradice ensina os frades
Eu não tenho mais que ais!

Dado que, conto meu passo
Que contérmina não se escondes
Á ser livre e conter-me no espaço!

Maria Lu T S Nishimura

O novo déu

Déu do cum-quibus
Buscaram os urubus
Co'a caça na mata
Balburdiava a floresta!

-Isso lá é campanha?
Resmungou o sabiá!
-Para! Só acompanha!
Interveio o velho preá!

Temos que escolher?
Perguntou o coelho!
Temos! É um dever!

O urubu pressionando:
- O dever é um direito!
Acabou se gabando!

II

E daí que na floresta
Depois de toda a festa
Veio a torta do repolho
Trazido pelo boi caolho!

Eita! Que tudo tinha gosto
Dos prazeres dos deuses
Fartaram-se todos eles,
Depois viera o desgosto:

- C'o pum a atmosfera poluíram!
Passou a chover reclamação!
Até greve, os bichos fizeram.

Só que depois de toda confusão
Esqueceram do que reclamaram
Estavam prontos para nova eleição!

Maria Lu T S Nishimura

A felicidade interna

Vou tentar um poema engraçado
Para dar de presente a um amigo
Que põe o humor no seu calçado
Ou tenta fazer da lua seu abrigo!

Contudo, tudo o quanto consegue,
É ir ali onde a horta faz convite
Daí colhe repolho, batata e segue,
Come tudo e se farta com apetite!

Depois disso a felicidade aperece
No bom senso ele tenta o drible,
Porém, o inevitável acontece:

- A felicidade interna sai no puum...
A alegria é pra ele algo incomum
E a sequência prossegue: pum, pum!

Maria Lu T S Nishimura

Literatice

Em se tratando da coruja
Retratei-me no argumento.
O literato insigne me corrija,
Se necessário, faça relato!

Coruja da minha literatice
Que pra muitos é chatice
Está coisa de obra literária
Á ser sebo de ordem etária,

Tem o "que" de displicência
Mas, na atual circunstância
Não quero fazer relevância!

Ative-me visionária futurista
Sem contudo perder a vista!
Não retalhe um ser de aprumo,

II

Em todo fazer, há conquista!
Senão há que ser taciturno,
Sem imaginação, só infortúnio,
Do tipo que se torna um basta!

Do basta, basta a tramela
Que fecha porta e janela!
É preciso ter a coragem
Até para ser pó de aragem!

Sou ainda tão pequenina
Lá do resgate da minha fé
Não que o meu eu menina

Seja coisa de saudosismo,
Ou outro do nervo do seu pé!
Lanço cá o amplamismo!

III

No mundo de homem boné
Todo feito e coisa de mané
Ficam sonhando com efeito
Da cirurgia dentro do peito!

Do tipo que gosta de engano,
Que vive entrando pelo cano
Nadando no contra da maré!
Andar pra frente e não de ré,

Significa enfrentar o absurdo
E colocar vista no que anseia
Pois, afinal no tudo do mundo

Tem espaço pra tudo que creia!
Creia em Deus e em ti também
Coloque na trilha o seu trem!

IV

Porque se há dizeres assim:
- Se não escolhes, outro fará!
Pois então, não escolha o será
Escolha ser o sim do mocassim,

Ao invés de chinelo de corda!
Apesar de que a crise assusta
Mas, não desista da sua luta
Que tudo há encanto! Acorda!

E daí, que se tem idade na nuca?
Velho (a), novo (a), não importa!
O que importa é ter muita cuca!

Isso cá com os botões que tenho
Deveria evitar álguma resposta,
Contudo, só no riso me contenho!

V

Visto que, o riso é algo displicente
Prefiro a precaução do silenciamento
Onde ordeno o meu pensamento
Na forma, deveras, a mim atraente!

Não quero discutir conduta
Cada um tem sua menuta
Na chave da consciência
Mas, há sempre uma advertência:

- Sabedoria!
Daí a fazer consultoria
Verificada alguma obra,
Há que dispor-se como cobra?

Nem sempre há, que ser um ás!
Faças o que te realizas e gostas
Afinal, sejas um visionário (a) da paz!

Maria Lu T S Nishimura

A contracifra

Na contracifra de um ser
Que escrita tem cada um?
Na minha alma queria ver
Os olhos de um mutum!

Pusera contice no vento
Deleitou seu pensamento
O auça andando pra traz
Feito gente que mal faz!

Bem - querente tem a flor
Tem o raio do sol radiante
E a sinceridade do amor!

Qualquer intento do mal
Repudiais fervorosamente
Dissipais o demônio com sal!

Maria Lu T S Nishimura

Recordação

No que pode assentar a lembrança
De tudo o quanto a experiência faz
Ao que prove para si, ser capaz
Reside o crescer de uma criança!

Depois, eis que vem a adolescência
Em que o espreitar esta na esperança
Do futuro de paz, amor e ciência
No anseio da harmonia e da bonança!

Se faz única cada expectativa
No qual cada um tem seu viver
Naquilo que a teu olhar cativa!

Assim se desperta o merecer
Cada um na sua imagem atrativa
Posto a crescer, recordar e viver!

Maria Lu T S Nishimura

Soneto do fogo

Queimo todo o mal contra quem for!
Queimo forte, vivo, impiedosamente;
Determino ao mal escondido a morte!
Queimo o ódio, a inveja e o rancor!

Sou o fogo em labaredas justiceira
A interromper qualquer barreira
Que carrega o ímpeto da inveja,
Ou qualquer mal que caleja!

Queimo os covardes daqui e dali
Que se escondem feito um verme
Com falsidade que nunca engoli!

Que assim o fogo tudo transforme
Queimo todo o mal que paira sobre ti
Porque sou fogo de bem incólume!

Maria Lu T S Nishimura