Coleção pessoal de marialu_t_snishimura

241 - 260 do total de 448 pensamentos na coleção de marialu_t_snishimura

Soneto da criança

Pula, pula num pé só
Gira, ri fazendo careta
Solta pipa sem fazer nó
Noutra é só cambalhota!

Criançada de barulho
Brinca de todo o jeito!
Trás o mundo no peito
Apronta no piscar de olho,

O mundo quer na mão!
Criança pode fazer tudo
Enquanto for por ilusão!

Porque depois crescido
Não pode fazer mais não!
A não ser aí, seu feito mudo!

Maria Lu T S Nishimura

Princesa neutra

Por onde quer que alcance o olhar
À observar milhões de pintinhas
piscando para todo o céu iluminar,
as estrelas brilham quietinhas!

Se por um acaso a lua vier interromper
recobrarei as estrelas sem esconder.
A lua irá ficar ali a meu lado na dela,
mas, saberá que a estrela, que é bela!

Uma a uma brilha sem ofuscar a outra
formando uma grande constelação!
Nenhuma não brilha egoísta do contra.

Estivera eu por conta da imaginação...
do pequeno príncipe, a princesa neutra;
do seu pequeno grande mundo, a ilusão!

Maria Lu T S Nishimura

O sorriso

Salve, salve a alegria sincera
que se manifesta espontâneo,
no sentimento por onde opera
nas cavas de um olhar ingênuo!

Ora que se puser o outro libertar
a igualdade do sorrir no reflexo;
é afeto que ao outro pode doar,
todavia, um sorriso é complexo!

Pois, se não houver ingenuidade,
por conseguinte, é cruel e severa
ao que o rir ao por fé da maldade;

Entre o que não se põe a palavra,
ao suposto, da própria verdade,
do que impiedoso ulcera e lavra!

Maria Lu T S Nishimura

Somente poemas

Somente poemas eu quero aqui,
poemas e mais poemas, apenas;
poemas aqui, poemas por aí,aí,
aí poemas, perto de ti poemas,

perto de mim muitos poemas,
traga poemas de todos os tipos,
que seja seus próprios poemas,
poemas belos e bem bonitos...

-Bonitos? De alguma forma bonito!
Os poemas são canções, músicas.
Em poemas e canções eu acredito,

acredito, acredito e acredito, é isso,
é isso, isso, é isso mesmo repito!
Poemas apenas, nada mais além disso!

Maria Lu T S Nishimura

A força da luz

Tudo, tudo mais que o tudo do tudo
vai indo, indo e vou vendo o tempo,
tempo de tudo no meu indo e indo,
de repente tudo para no céu límpido!

Tanto, mais tanto azul e mais azul,
lindo, o mais lindo azul celeste,
encobre a terra do norte ao sul
e no centro uma luz transparente!

A luz tão forte, mas tão forte e forte
mas, doce, serena, toca- me e sinto...
Sinto, sinto a luz, a luz puramente!

É assim na força que a luz emana,
que sinto - me composta e triunfante,
é assim que sou eu vida humana!

Maria Lu T S Nishimura

O eco da notícia

Olhem, olhem a notícia no jornal!
Ela é polêmica, má e ordinária;
Vejam! A notícia nacional!
Vejam, leiam é extraordinária!

A notícia esplanada toda,
espalhada feito folha no vento,
o povo no olho se farta da danada
e a notícia corre o cumprimento...

No intento declarante mais alerta:
- Perigo, cuidado! Não caia, caia,
caia, caia, no eco o tudo desperta!

De repente restou no eco: - Caia!
O eco para, parada caia e atenta..
- ...aia caia! Atenta a aia, o caia!

Maria Lu T S Nishimura

Fio de pavio

O três sons iguais nas três palavras
foi traduzindo uma tragédia o vulcão;
Levantou ondas as placas tectônicas,
lavas ardentes as entranhas do chão!

Nenhum deles salvaram-o pelo dom...
Nem tsuru, tsunami, nem Mitsubishi!
Vixi! Na catástrofe dispersou o som
o alvoroço de gritos, muito triste, vixi!

Os bens caros, os carros, até navio
foi levantado feito papel e papelão,
nas ondas do mar alvoroçado e frio!

Mas, se três sons insite o brasileiro
é que ele apita no vulcão seu assobio,
ria lacônico do que fora o estrangeiro!

Maria Lu T S Nishimura

A reencarnação na flor

Matizes e nuanças em luz e esperança
em cada florescer da semente nascida
ainda que há as flores que não se lança,
outras evocam imperando cor definida!

Tantas quantas químicas e descobertas
que imita, que reproduz tenra e vigorosa,
os matizes na fibra tingida das mantas
tão bonitas quanto a flor mais charmosa!

Se fosse assim eu também reproduzida,
queria ser pintura de mim ainda criança
ou ainda aquela alma sem ser nascida...

Possivelmente ainda na fila a reencarnar
aos quantos poderia ser uma planta vinda
e estariam na flor pelo reencarne a esperar!

Maria Lu T S Nishimura

Instinto selvagem

Cuido de mim que sou onça selvagem;
O meu rugido estronda floresta afora,
passos velozes deixo sobre a aragem
e sobre as árvores fico pra por a mira...

Pois, da justa forma que me caçam, caço,
a generosidade é somente da natureza,
pelo instinto que fez livre sem duro laço
na selva sem mestrado da cruel certeza!

Em que no tudo se foca a padronização
do quanto mais se pode, mais se explora,
amansa, amassa e no dito, a regra, a lição!

No mais cuido de minha vida de onça
dos outros animais, cuidam a criação...
Entre uns, se extinguem nalguma lança!

Maria Lu T S Nishimura

Ponto de partida

Ao novo ano, no tsuru pedidos escrevi,
em suas asas escrevendo lembrei de ti,
desejei pra ti que gosta da poesia daqui
muita saúde, paz, prosperidade e parti...

Fui pra bem longe e deixei - me voar,
no meu vôo, o vento e a tempestade,
o bem e também sem querer magoar,
alguns resquícios de pura maldade!

Dos olhos caíram algumas lágrimas...
Nos meus lábios também sorrisos vi,
houvera ternura e talvez duros dramas!

De tudo guardarei grato aprendizado;
Não quero ser mais, que meus poemas,
no mais agradeço a todos que tem lido!

Maria Lu T S Nishimura

Velho Ano Novo

Quão novo é o velho Ano Novo?
O que te reservas a nova posse?
Se de repente ludibriando o povo
a inevitável politicalha acontece!

Abrigada a negociata no ministério
sem liberdade, poder, nem mando,
se ao povo não esconde o mistério,
a velha ditadura de firme comando!

Presumimos o novo velho tempo,
em que de novo o engano aborrece
e nem tudo na virada passa limpo!

Depois do brinde em tom de agrado
a nova liderança acenta no campo
e também nova grama e novo gado?

Maria Lu T S Nishimura

Um proposta de amor

Somos parte da natureza divina,
crescer continuamente é natural,
porém se há deserto e há ruína...
é porque falta - lhe bem espiritual!

Bem espiritual é semente de amor,
é evolução e crescimento virtuoso
em que tudo nasce com resplendor,
floresce e germina pleno e glorioso!

Viva de acordo com a natureza viva,
porque viver é ser feliz, pleno e total
tendo gratidão ao sol e a doce chuva!

Não enfureça na seca e pela tristeza
nem vá contra o lançar de uma ogiva,
pois, o desequilíbrio desfaz a natureza!

Maria Lu T S Nishimura

Cego estigma

Barragem explodida de lama impura,
desce o morro derrubando meu tudo,
me fere, mata, destrói e ver, me apura,
embora, sobrevivente deste absurdo!

O que ignora lama enfurecida de vício?
Se sou pessoa, sou criança, sou a cria;
sou planta, sou animal, menos seu cio!
A tua soberba gananciosa é vil autoria,

desta lama desastrosa que me vitima,
me faz órfão desta miséria do mundo,
onde tua ganância, a ambição estima!

Na minha inocência te mostro a língua,
a esta escorrida lama de cego estigma,
em que o poder aumenta e não míngua!

Maria Lu T S Nishimura

A ladra da divisória

Escola ladra de baixa diretoria,
diz que o seu cargo é superior,
humilham e expõe a acessoria,
do faxineiro, até ao professor!

Acordo dali e acordo de lá, dá,
é cabresto de quando precisar!
Filtra com diligência o é pra já,
paciência é pra poder enganar!

Pra derrubar a máscara da cara,
a intervenção vem do supervisor,
se o humilhado esclarece, declara!

Por fim ficou confirmado a ladra
da divisória que não era tão cara...
Levou pra casa dela ou à quadra?

II

A curiosidade logo se espalhou,
a diretora ladra teria defesa?
Devolveria a divisória que furtou,
ou seria ela condenada e presa?

A história teve pano pra manga,
pois a escola sendo ela pública
tudo foi parar no Palácio Ipiranga
por estância de auditoria jurídica!

Por o país estar no trilho da justiça
a diretora não pode sair dessa ilesa,
e não saiu! - É agora Brasil de raça!

Pois, divisória ou não, roubo é roubo,
foi - se o tempo da opressão de graça.
Chega de furto, de roubo e de rombo!

Maria Lu T S Nishimura

A fuga

Ficar passivo, pacífico, aceitar tudo
e somente agradecer é ser vegetal.
Não ajuda, não interfere e é absurdo
este fingimento parecer ser natural!

Somos seres divino cheios de dons:
- Enxergamos, pensamos, criticamos,
amamos, entre tantos outros dons!
Ser imparcial, neutro, sem ânimos

é ser consciente egoísta e orgulhoso,
aquele ser desequilibrado e desatual,
que foge do mundo social perigoso!

Porque está tão preocupado consigo
que molda uma realidade perfeita
para garantir a imagem do seu ego!

II

Pessoas assim temem o "escândalo",
(ser mal visto, vão pensar mal de mim)
e vivem desviando de fato e estímulo
com medo de errar fogem e dizem sim!

Inseguros e extremamente racionais
se orgulham e se acham superiores,
pensam e se iludem ser fenomenais,
escondendo os verdadeiros temores!

Aqueles que calam a boca não falam,
mas vêem, se não forem cegos,
ouvem se não forem surdos,

mas, mesmo assim serão cegos,
mesmo assim serão surdos
pois, seu ego fala e seus atos calam!

Maria Lu T S Nishimura

A inteligência e a ignorância

"Onde a inteligência fala
a ignorância cala a boca"!
No ritmo desta escola,
briga a sabida e a tosca!

A ignorância toma a palavra
põe a inteligência rebaixada
e nisso o pensamento lavra
atua em defesa à condenada!

A inteligência foi ofendida
acusada de mentirosa e louca,
de autoritária e até de bandida!

Outras se aliaram a ignorância
soltaram sua falácia remediada
espalharam endêmica sua ânsia!

II

A inteligência ficou em silêncio
conversou com dona sabedoria,
deixando o tolo dizer de um nécio
confabular sua cômica alegoria!

Quem tem razão reivindica direito,
quem tem ignorância faz picuinha,
se vangloria e afirma não ter defeito,
mas, tudo não passa de artimanha!

Logo chegou a paciência e disse:
- Parem já com essa grosseria!
- Santa ignorância! Chega de tolice!

E assim a paz que estava longe,
chegando deu um fim à tagarelice,
depois saiu no trage de um monge!

Maria Lu T S Nishimura

Não de crédito à um idiota, pois serás fadado a conviver com suas idiotices!

Maria Lu T S Nishimura

Há pessoas que são como o vento: ora feito brisa, ora feito a tempestade, mas hoje em dia são chamadas de bipolares mesmo!

Maria Lu T S Nishimura

Calça, mas saia

Criaram e inventaram a calça saia
daí que numa calça que cortei,
porque na internet eu vi,
que por dentro das pernas um corte,
para dar à calça um outro norte!

A calça virou jaqueta
as pernas ficou as mangas
e na cintura o cós aparecia a etiqueta,
deixei num canto e pensei: estraguei!

Toda vez que abria o guarda- roupa
a calça com o furo que virou gola,
mas, sem coragem de usar,
rindo hoje eu vesti para dormir!

O furo bem no meio das pernas,
meu esposo malicioso suspirou
e eu com isso me veio as idéias:
- Calça de fundo aberto...
Meu esposo exclamou!
- Isso não dá certo!

Mas, daí que achei na internet
muitas calças saias sem piquete
e não bem isso que imaginei,
porque são todas calças!

Então pensei que poderia inventar
uma saia que fosse calça
porque nenhuma pude encontrar!
- Seria uma saia de pernas!

Parece engraçado, mas veja,
a saia calça seria aberta igual saia,
mas, com pernas igual calça,
seria uma opção pra gente,
que não usam calça com fecho embaixo!
Imaginem isso sem ser calça, mas saia!

Bem como não sou estilista
e nem costureira, fiz um poema
para registrar a ideia!

Maria Lu T S Nishimura

Cansei de viver de esperança, hoje não espero nada, me realizo com que posso e agradeço o que tenho, a vida!

Maria Lu T S Nishimura