Coleção pessoal de marialu_t_snishimura

181 - 200 do total de 448 pensamentos na coleção de marialu_t_snishimura

Alquimia humana

Lapideis em si uma pedra bruta
Recolhe de dentro seu tesouro
Redescobre - te no verde louro
Na alquimia humana da labuta!

Carregue - se d'alguma ousadia;
Aquela de querer balançar a lua
Numa corda de cipó, por garantia
Pra fazer algazarra durante o dia!

A vida não é nada mais que isso:
Uma mistura homogênea de tudo
Uma felicidade incoerente do riso,

Neste tempo humano do absurdo!
Pois, viver é ser não mais que leve
No contínuo fazer do próprio mundo!

Maria Lu T S Nishimura

Contexto democrático

Ao percorrer a linha do tempo
A vida biologica da existencia
Tem também muita importância
O ser mato que nasce no campo!

Neste contexto democrático
Reparte o solo todo fenômeno:
Do simples ao ser fantástico,
Um grande e um pequeno!

No âmbito deste ponto de vista
Viva como bem lhe convier
Desde que não saia da pista!

Realize aqui tudo o que puder
Faça do sonho, uma conquista
Para depois não se arrepender!

Maria Lu T S Nishimura

Arre! Minha gente

Na nervura branca da ressalva
Surgira a flor mais pura e alva
Entre o verde louro sobressai
Até que a tinta desbota e sai!

Enquanto isso na menuta
Da admoestadora conduta
Os pincéis vão no deslize;
No movimento fazer reprise!

Outra vez a treinar de novo
O letreiro deixo lá no poste
A mercê, por conta do povo!

Já que o campo é faroeste
Há luta até na casca do ovo
Arre! Luta boba, minha gente!

Maria Lu T S Nishimura

Fios que tecem

Meus cabelos quando crescem
Às vezes, no corte da mudança,
Outras vezes ao vento balança,
Outras, linhas de fios que tecem!

Gosto deles de qualquer jeito
Se assentado no liso perfeito,
Ou ao acaso com friz, eletrizado.
Não gosto deles todo chapado!

Fica com aspecto de lambido
Do tipo de cuspe de boi babado
Prefiro do jeito que ele nasceu!

Afinal o cabelo é todo meu
Se ele te causa desagrado
Vá fazer chapinha no seu!

Maria Lu T S Nishimura

Olhar de japa

À este olhar de japa
Nada do intento escapa
Ela vê o fim escondido
No íntimo mais profundo!

Não tente moldar intenção
Com dizeres de reticências
E seus status sem razão
À provocar maledicências!

Meu olhar é sincero e puro
Assim também é meu ato
O mal não gosto e não aturo!

Se minha amizade quer de fato
Não se traia a ser imaturo
Pois, decifro qualquer intento!

Maria Lu T S Nishimura

Perfume de infância

O perfume no jardim
Espalhou o jasmim
Brincando por ali
Logo o perfume senti!

Que infância bela,
Tínhamos eu e ela!
Eu e meu pé de flor
Cúmplice de amor!

Eu dizia assim:
- Flor de jasmim,
Traz um príncipe pra mim!

O jasmim me ouviu
Um príncipe me buscou
E a bela flor por lá, só ficou!

Maria Lu T S Nishimura

Vão do nada

Abre a cortina e expia tua liberdade;
Voe por onde possa sentir- te pleno
Nada é tão urgente quanto fazer - te
É tão mais prudente sentir-te sereno!

Não vivas ansiosamente pelo futuro
Nem tenteis resgatar-te no passado
O presente é mais que suficiente a ti,
Viva plenamente o instante no aqui!

Não apegas - te do lugar e das coisas
Nem ao monte daquilo que te afeiçoas
Aquela exigência do que dita a moda,

Dispensa está regra que incomoda,
Valoriza as pequenas coisas boas
Afinal, o tudo é o ser no vão do nada!

Maria Lu T S Nishimura

Asas da saudade

Asas de matizes perambulam
Voam soltas na sua liberdade
Juntas as cores tremulam
Adeja a bandeira da saudade!

Eu pequenina e as borboletas
Éramos soltas nas brincadeiras
Até pairavam em minha mão
Quisera eu voar saindo do chão,

Iria eu pousar numa pétala
Colher mel igual a elas
Ou recolher uma estrela!

Borboletas ainda lindas
Azuis, vermelha ou amarela
Nelas minhas asas coloridas!

Maria Lu T S Nishimura

A linguagem das flores

Existimos porque nascemos
Espalhados pelos campos;
Outras no nascer das estufas;
Outras a ceder lugar as frutas!

Ora no desabrochar do dia;
Ora no aconchego da noite,
Entre um enfeite de alegria;
Ou luto num leito de morte!

Perdida no árido deserto;
A crescer sob léu ermo,
Nosso destino é incerto!

Porém! Somos sempre a flor!
Símbolo de um... - Eu te amo!
Tristes na dor e felizes no amor!

Maria Lu T S Nishimura

Rastro cívico

O que se cria num toque se amplia
No novo a coisa, passa á outra valia
De repente tem ela uma outra função
A coisa é mesmo o criar da interação!

Olha para a coisa feita e depois imita
Não fora assim o ser de um eremita?
Ao encontrar- se no distanciamento,
Os primeiros a fazer do pensamento,

Uma forma de meditação a ser seguido?
Eureca! Quando algo descobria Ludovico
Não servira de ideia no fazer de um penico?

Até mesmo a estrela que foi fazer fuxico
Deixou no caminho um rastro cívico
Que humano desenhar o crucifixo?

Maria Lu T S Nishimura

Cio da alma

Quantas linguagens existem
Quantas leituras fazem
Quanto o silêncio diz
Quantos poemas já fiz?

Não sei se é preciso contar
Porque o que importa a mim
É a resposta que tenho a dar
Á Deus que destinou meu fim!

Se mil vezes poemas crio,
Sem muito que preocupar
Deve existir alma no cio!

Ou eles descem lá do luar
Pois, não sinto gelido frio
Se na noite mergulho no mar!

Maria Lu T S Nishimura

O prólogo da ceia

Quando a terra imponderada se fez
O elemento da matéria se compôs
No triscar da pedra o mito do camponês
Que por certo no talo seco, fogo pôs!

Com o fogo tudo transformou!
Uma pedra também do alto rolou
E logo dotou-se á mera percepção,
Descobrindo o homem sua razão!

Se a chama a pedra continha
O que existiria no aquecer da areia?
Ou no cálculo de uma continha?

Ao atentar para o sangue da veia
Descobriu-se na nudez que tinha...
Feito aí o prólogo da primeira ceia!

Maria Lu T S Nishimura

Ninfa justiceira

Sou ninfa justiceira das matas selvagens
Sob o cajado da justiça os olhos da águia
Ao instinto de um lobo no ato das imagens
Nos passos de uma onça que me faz guia,

Sobre a devoção da força de um tigre, vou!
Nos passos que descanso meu pé no chão
Aos malfeitores de dores meu forte não;
Minha sentença de ninfa justiceira dou!

Depois de dez olhos mirados no tempo,
Condeno até ao mínimo vil pensamento
Sem a sombra malévola, tudo fica limpo!

E depois das matas a cidade de pedra
Na metrópole posta - me guardiã o vento
As feras na simbiose em mim se faz Esdra!

Maria Lu T S Nishimura

Marionetes sociais

Ser o que não é a muitos pode convencer
Viver de mentira, sem ter até o que comer
O dinheiro nas parcelas do pobre cartão
Faz crescer a dívida feito mato no chão!

Anda com os trocadinhos para o ônibus
Para o cafezinho uma moedinha suada
O dó guardado, no aluguel a pagar ônus
Caminhas se necessário pela estrada!

Mas, há que se manter tal aparência
Alimentar- se de pura superficialidade
Fingindo ser gente de fina elegância!

Daí, a conta na mesa, corre seu mês,
Porque o dinheiro à alimentar a vaidade
Cumpre a resistência de ser outra vez!

Maria Lu T S Nishimura

Meditação

Acorda teu mundo no sol de dentro
Tua fé e tua energia tem um centro:
É o seu coração no emanar da paz;
O aquilo que só no seu sentir se faz!

Nada e nem ninguém é um malfeitor,
Se seu coração é feito de puro amor.
Ao seu redor todo o bem se expande
E todo o bem no mundo se estende!

A paz e a felicidade no mundo pleno
Esta na condição etérea do seu ser,
Aquieta no sentir completo e sereno.

A plenitude de sentir Deus tem poder
Transceda - te deste mundo terreno;
Medite para tu e todos na vida vencer!

Maria Lu T S Nishimura

Rep dos professores

Professores sua missão é muito importante
numa sala todos os dias ensinando
enquanto isso aprendendo eu sei,
porque a vida ensina também!

Vocês se preocupam se um aluno não vem,
se estão doentes, querem saber o que eles têm.

Vocês ensinam bem
e querem que todos aprendam a lição
porque acreditam no desenvolvimento com Educação!

Professores sua missão é muito importante
numa sala todos os dias ensinando
enquanto isso aprendendo eu sei,
porque a vida ensina também!

Papel dali, papel daqui,
prova pra corrigir,
nota pra entregar,
sua rotina em um dia não parece se acabar!

Prepara aula e a vida é uma correria,
mas se os alunos aprendem estão feliz
por querem consertar o mundo com um giz!

Professores sua missão é muito importante
numa sala todos os dias ensinando
enquanto isso aprendendo eu sei,
porque a vida ensina também!

Maria Lu T S Nishimura

Deus está sempre contigo

Respire tão profundamente
para que sinta o ar na mente
e em todo o corpo seu,
depois conecte com Deus!

Deixe que o silêncio te invada,
sinta a paz e não pense em nada...
A paz de Deus flui em você,
e a serenidade se manifesta!

O seu coração está tranquilo,
a emoção flui em equilíbrio
teus sofrimentos não mais existem!

Deus te ama e é seu amigo,
a sua serenidade agora é agradecer
pois, Deus está sempre contigo!

Maria Lu T S Nishimura

Hoje é o dia mais importante de sua vida

Hoje é o dia mais importante da sua vida
porque talvez não exista o amanhã.
Então viva hoje, ame..insista!
Insista ser feliz hoje.

Garanta o seu momento todo agora
porque o amanhã...
pode não vir a ser outrora.

Contemple o hoje como se fosse o último,
amanhã talvez não exista oportunidade,
nem haja tempo para fazer nada mais.

Hoje é o dia de se viver contente!
Hoje é o dia de sorrir!
Hoje é o dia de abraçar quem você ama!
Hoje é o dia de dizer: - Eu te amo!
porque amanhã pode não existir.

Amanhã pode ser tarde demais para recomeçar,
recomece hoje!
Hoje é o dia mais importante...
Hoje é o agora, neste momento, neste instante,
é a sua vida como um presente!

Viva hoje!
Agradeça hoje!
Abrace hoje!
Ame hoje!
Diga eu te amo hoje!

Perdoe hoje.
Reconcilie - te contigo hoje.
Reconcilie- te com todos hoje.
Reconcilie- te com tudo hoje!
Hoje é o dia mais importante de sua vida!

De uma gargalhada gostosa,
se divirta fazendo o que gosta:
- Vá passear;
- Vá ao cinema;
- Vá à um bom restaurante;
- Vá ao shopping;
- Vá à praia;
- Vá correr pelos campos...
- Vá fazer o que quiser, conquanto que viva!
Aproveite no máximo o seu dia,
porque o amanhã, pode não existir.

Então é hora de dormir hoje
e se por sorte amanhã você acordar...
já é o hoje, então aproveitem o hoje,
porque o amanhã pode não existir!

Maria Lu T S Nishimura

O ímpeto da morte

Quando uma porta se fecha, tudo fica para trás.
Neste sentido a morte
é uma porta que se fecha,
porque tudo fica para trás
e nisso há de haver outras portas..
para a vida e para a morte..

Se fecha ou se abre,
depende de quem entre ou sai.

Mas, onde fica o trinco da vida?

Um certo dia senti um tum lá no cérebro,
por um ímpeto quase ao cair, voltei,
semelhante ao botão de porta automática,
que liga e desliga
conforme a pressão de um dedo.
Será que o trinco tá lá dentro do cérebro,
bem do lado esquerdo,
á quatro dedos acima do ouvido?

É por ele que também aciono o pensamento
e por está área vem - me um ponto seco
que o calor da idade desce ao pescoço,
se erradia pelos ombros…
depois se esvai feito vapor!

Numa fração segundo apenas e desliga a vida,
se somos a máquina e a porta é a passagem,
onde fica o botão que liga e desliga a vida,
será mesmo no tum do cérebro,
lá por direção atrás de um olho?

Corpo é uma coisa mecânica
e a porta por onde ela atravessa na morte
é um começo de uma nova porta aberta,
porque na vida é assim:
As portas se abrem e se fecham!
E neste ímpeto a morte abre a porta,
depois fecha...
mas a vida da mesma forma abre e fecha,
então sabe lá qual casa é nossa morada,
mas, tão bom estar em casa...

Maria Lu T S Nishimura

A morte é uma viagem

Saudades eternas sentimos
de todos os nossos entes queridos
que partiram antes de nós,
mas o que é a morte,
senão uma viagem...

Nesta viagem talvez tenha volta,
talvez a reencarnação exista mesmo;
talvez sejamos unicamente espíritos
e este invólucro de alma
precise de outro corpo...
e de outro...
quantas vezes for necessário...
para que mesmo?

Ah...para aprender a viver,
ser unicamente bom.
Ser perfeito;
Ser sábio;
Ser virtuoso...
Saber respeitar uns aos outros;
Saber amar todas as coisas;
Saber ser feliz;
Saber sorrir;
Saber compreender
e talvez ainda falte mais virtudes...

Bem ... então vida de morte necessária,
porque cada um de nós
temos muito que aprender!

Maria Lu T S Nishimura