Chuva Janela
Debruçar sobre a janela
é observar o tempo
para sentir saudade.
Um canto de pássaro,
a chuva fina que cai.
O dia fresquinho,
o sol já se despedindo.
O cheirinho do bolo,
do café, da mãe, do pai.
Na memória do meu coração,
guardei esse tempo.
As brincadeiras, as incertezas,
as tristezas, as risadas também.
Guardei com carinho, cada jeitinho
daqueles que me fizeram tão bem.
Debruçar sobre a janela
é absorver o amor,
esquecer a dor.
Ser paz.
Ser o sorriso que faz serenar o olhar
de quem ao nosso lado sempre estará.
Podem as estações passar, o amor em mim sempre florescerá.
Debruçada sobre a janela,
observo o tempo passar
colhendo as rosas que hoje
começaram a desabrochar.
Despertou com a chuva que caía,
lembrou - se do sonho e sorriu.
Olhou pela janela, já era primavera.
Olhou para si, estava despenteada e feliz.
Não havia mais dor, permitiu ser amor.
Lembrou - se do sonho, do abraço acolhedor.
Sorriu.
É primavera, o sonho não é uma quimera, e tu estás aqui.
Não vais mais partir.
Meu coração é paz e quer você junto a mim.
É primavera, tempo de FloreSer
os meus dias para colher amor dentro de mim.
Mas não importa qual seja a estação, basta a mim acreditar que eu posso florir o meu existir.
A chuva parou.
Me acompanha nessa caminhada?
Segure as minhas mãos e
vem comigo transcender amor.
Vamos juntos FloreSer.
Vamos viver o amor,
a cura para toda a dor.
Desta janela, eu vejo
a imagem de um céu em névoa,
chuva molhando a terra,
árvores em roupagem de flores
já é novembro,
e ainda estamos aqui,
pegadas deixadas no tempo
o vento é apenas silêncio
uma página de meditação
chegou o frio!
vi o fio acendendo as luzes
fez-se, tarde do segundo dia
é magia, brilhante,
Oh! viajante iluminado;
em versos simples,
em solo sagrado
pastos verdejantes,
mensagem de paz
09/10/2014 - 12:00 hs.
Do meu quarto vejo a chuva que cai através da janela...
E neste momento é que choro de tanta saudade dela...
Também dos momentos felizes que juntos passamos...
E de tristeza do cruel momento em que nos separamos...
Quando a chuva para o meu rosto ainda está molhado...
Então vou até a janela e vejo tudo la fora alagado...
Do céu cai a água que espalha-se por todos os cantos da natureza...
Dos meus olhos caem as lágrimas que espalham-se pelo meu rosto, de tanta tristeza.
Sérgio o Cancioneiro
Uma Chuva de Lembrança 🌧️
As gotas dançam na janela fria,
Sussurram memórias que o tempo levou,
Cada trovão, um eco tardio,
De um amor que a chuva deixou.
O vento canta em tom de saudade,
Levando os segredos da nossa estação,
No chão molhado, a realidade,
Reflete os traços da recordação.
Os pingos desenham no vidro embaçado,
Versos perdidos na imensidão,
Um céu cinzento, um peito marcado,
Pelas sombras da solidão.
Mas toda tempestade um dia se acalma,
E o sol renasce no peito ferido,
A chuva se vai, mas deixa na alma,
O brilho eterno do que foi vivido.
Olho pela janela e vejo a chuva cair. Olho e a rua e observo o quarto que um dia já foi meu lar. Agora, é apenas um lugar de passagem. Em breve vou embora, voltar para o lugar que escolhi viver e que abriu as portas para que eu pudesse viver novos caminhos. Não foi fácil voltar e reviver tantas memórias. Vejo as pessoas passando na rua com pressa para voltar para casa nesse dia tão frio e melancólico. É difícil não refletir sobre tudo que eu vivi nesse lugar. Tantas pessoas e lugares que deixaram marcas eterna no meu coração, mas que agora, não passam de velhas lembranças, que aos poucos, vão se apagando. Os anos passaram e eu fui me acostumando, mas nem tudo a gente pode esquecer. O tempo corre contra mim e eu já não tenho tanto tempo assim.
Olho pela janela do quarto que um dia foi meu lar e porto seguro e vejo a chuva cair. Agora, é apenas um lugar de passagem. Em breve vou embora, voltar para o lugar que escolhi viver, que abriu as portas para que eu pudesse trilhar novos caminhos. Não foi fácil voltar e reencontrar tantas memórias perdidas. Vejo as pessoas passando na rua, apressadas para voltar para casa nesse dia tão frio e melancólico. É difícil não refletir sobre tudo o que vivi nesse lugar. Tantas pessoas e lugares deixaram marcas eternas no meu coração, mas que agora não passam de velhas lembranças, que aos poucos vão se apagando. Os anos passaram, e eu fui me acostumando, mas nem tudo se pode esquecer. O tempo corre contra mim, e eu sinto que já não tenho tanto tempo assim. Muitas histórias mal resolvidas, muitos despedidas dolorosas. Mas o que posso fazer, se não seguir em frente?
Olho pela janela
Comtemplo o céu
O tempo fechado
Prometendo chuva
Hoje você me acordou
Prometendo amor eterno
Eu aceito cada detalhe
Entre sorrisos e beijos
O abraço nos conecta,
O dia parece mais lindo
Com você aqui.
Sem cores
Grossas gotas de chuva batem na janela.
A terra está encharcada.
As raízes apodrecem.
As águas dos rios crescem.
E com força extrema vão carregando tudo o que veem pela frente.
Sem dó.
Mundo dolorido.
Mundo sofrido.
Um mundo quase em agonia...
Chove o dia todo... todo dia.
Ouço falar de tristeza.
Ouço falar que se foi junto com as águas toda a beleza.
Queria ouvir falar de flores...
Mas...
O que mais ouço é falar de dores...
De um mundo sombrio, sem cores.
Da janela eu via lá fora a chuva caindo..
E aqui dentro caia a minha ficha que vc não me merecia....
Abra a janela e venha ver
Faça sol ou faça chuva
Um novo dia vai nascer
Abro a janela e vejo a chuva cair
Flores que irão brotar no meu jardim
Caminhos retos, caminhos tortuosos
Dias de sol e alegria...
Dias de abandono e escuridão
Mas a Luz que vislumbro no horizonte
De esperança enche meu coração
E deixa alegre meu despertar.
Bom dia, amigos!
O dia pode estar nublado e chuvoso, mas o sol que existe dentro de vc não pode nunca deixar de brilhar!
Anime-se: "este é o dia que o Senhor fez para nós. Alegremo-nos e nele exultemos."
edite lima / 2016
Se fosse apenas a vida
E se a gente tivesse só
Que olhar a chuva na janela
Mas tem dias que o ranger da porta assusta
Tem dias que o ranger da porta irrita
E tem dias em que a porta range
Custa um tempo a perceber a falta
das coisas que a chuva trazia
No silêncio a alma grita
Porém, é tão grande esse silêncio
Que nem mesmo a própria alma escuta
Mas ele é assim, tão lancinante
Que eu sei que o próprio Deus garante
A alma o sente
Não nos basta ter de volta aquele tempo
Aquela coisa corroída pela chuva
Um tempo carcomido pelo tempo
Por mais breve ele fosse
Muito ele abrange
Tem dias em que há previsão de tempestade
Se fosse então apenas
Ter que olhar o Sol pela janela
Abrir a porta ao vasto mundo
Perceber que amanhã
Também não trará nada
Nada além de outra manhã
Aquela que desfolha as flores
Ver as pétalas já mortas
Com o vento a levá-las
Todas pra bem longe
Sem cores, sem viço, sem nada
Em cada fim de tarde
O mesmo vento na janela
Aquela velha porta range
Não me assusta, nem me irrita
Me toca à duras penas
Me apenas convida a viver
Como se fosse outro dia de chuva
Sem chuva nova, sem nem mesmo a velha chuva
Apenas chove
Sem as coisas que ela trazia
Ela não trouxe nada
Eu não quero outra vida
Nem aquela de volta
Eu quero essa à distância
Olhar o mundo do espaço
Que um dia, antes da invenção do tempo
Eras antes do cansaço
Era assim que a vida prometeu que ela seria.
Edson Ricardo Paiva.
Estradas de Pedra.
Enquanto a chuva cai
A noite passa e vai pela janela
Pra perto da estrela distante
Na mesma velocidade
Pensamento, instante, vagam
Pedra lisa, estradas sem destino
Que se aprumam
Indiferentes, se acostumam
Vai durar uns meros séculos somente
Durante as tempestades
Quais relâmpagos colidem
Que se agridem pelos ares
Olhares idem pela escuridão que espero
Pra depois, durante as calmarias
Vir buscar-me em sonhos
Pois, durante a madrugada
Não serão jamais pisadas
Vão nascer de novo, sempre vão
No primeiro desvão, por onde invade o sol
Da primeira manhã de alguma infância
Há de ser nova
A primeira manhã de todas as manhãs
Traz consigo o gosto verdadeiro
Do primeiro sol que arde n'alma nascitura
Pensamento, instante, invade
Vai durar uns poucos séculos somente
Indiferente às estradas de pedra
Que foram feitas só pra ser pisadas.
Edson Ricardo Paiva.
Belas horas.
Água de chuva
Parede, pintura nova
Uma ida à janela
Um olhar à rua
As mágoas da vida
Quão belas
eram aquelas manhãs de outros dias
O mundo existia
Aqui, dentro da gente
A julgar pelo olhar a rua
Nada ficou diferente
Por mais que a beleza iluda
Nada ilude eternamente
O que muda é uma coisa que existe
O badalar mais triste
de um ponteiro que acelera
Belas eram aquelas
Horas que passavam todas inteiras
iguais
A parede, a pintura
Alguma coisa pura que existia
e que era mais
Traduzia aquilo que a visão
da água da chuva que caia
Enquanto passava o avião
Um gosto, um sorriso
O linho da mesa posta
A comida do almoço
A vida
Belas eram aquelas
Risadas que compartilhamos
Das horas que não passam mais
Sem que haja um badalar que insiste
em dizer alguma coisa que eu não compreendo
Sim, isso acontece
A chuva às vezes cai ainda
e continua linda
Mas me traz uma mensagem diferente
Quando ela desce
E as imagens que vão surgindo
Não são mais tão belas
Não quanto foram aquelas
Uma ida à janela, outro olhar à rua
E cerrar as cortinas
Outro dia termina pra mim.
Edson Ricardo Paiva
A luz trêmula da vela
Reflete nos tímidos pingos
De chuva na janela...
O vento corta a noite fria
E o "diz que diz que"das folhas
No nosso antigo jardim
É como uma canção de saudade de ti... Um doce lamento,
Que ecoa no meu peito...
E é minha única companhia
No que restou do nosso leito...
Pingos de chuva escorrendo no vidro da janela do quarto.
Enquanto observo... Seus lábios, suavemente deslizam pelo meu pescoço e ombros.
Com uma das mãos, solta meus cabelos, enquanto com a outra, segura minha cintura.
Na vitrola a doce voz francesa de Piaf em La vien en rose.
Que momento perfeito. Chuva do lado de fora. Palavras, carícias e troca de olhares.
Apesar do tempo...O quarto é aquecido pelo amor.
Som expressivo da chuva que cai naturalmente lá fora, ouço agora da janela do meu quarto, acompanhado da minha insônia, sentindo uma sensação agradável, tendo uma ocasião simplesmente inspiradora, aguardando a chegada do sono após o avanço incansável das horas.
Numa noite dessas, estava chovendo,
decidi ir até a janela para observar o céu e fiquei o observando por alguns instantes, então, você apareceu nos meus pensamentos, um devaneio da minha mente, estava linda, excitante, sorridente, estávamos exultantes
por estarmos juntos até que, repentinamente,
senti uma brisa suave tocar o meu rosto e os meus lábios
como se fossem os seus beijos enviados pelo meu audacioso desejo,
uma afronta à realidade.
Não queria despertar, entretanto,
fui contrariado quando uma densa neblina tomou conta,
ocultando assim a sua presença,
a chuva ficou mais forte,
logo, despertei e fechei a janela.
``Eu, um dia olhando o céu,uma nuvem me sorriu,logo eu, que de sorrir nunca entendi,não dei muita atenção, por manter meus pés no chão,caminhei timidamente, com meus passos apressados,mas a nuvem já zangada, com grandes gotas me acertava,em uma marquise qualquer,me protegendo de ti,olhei pra cima acanhado,e vi você sorrindo, lá do alto,disse baixinho pra mim,que brincadeira é essa, que essa chuva me faz? com tantos rios pra encher,tanta fome pra matar,vem sorrir logo pra mim,que não me permito, com suas águas me molhar.´´
Abra a janela da vida
Deixe a felicidade entrar
E quando a tempestade chegar
Talvez lágrimas de chuva possam entrar
Mas no outro dia o sol vem surgindo e te espera na janela sorrindo
