Chuva Janela
QUEM DEFINE É VOCÊ...
Uma tarde de chuva, as gotas escorrem pela janela e tudo que você tem é um bom livro e uma xícara de café quentinho.
Nada mais que isso importa, apenas você e seus pensamentos.
E por falar em pensamentos, eles te remetem a um encontro com o passado e com isso a lembranças de momentos em que você sofreu por coisas que não valiam a pena.
Quantas lágrimas derramadas, promessas não cumpridas e quantas ilusões de uma vida feliz e perfeita.
Então você olha pela janela, janela essa que ampara as gotas da chuva, mas que reflete também o rosto e com isso você percebe que o seu olhar não é mais de tristeza, com isso enxerga o quão importante você é, pois não precisa de ninguém para ser feliz a não ser você mesma (o).
Você respira fundo, olha em volta, senta na poltrona em sua sala olhando para a janela.
A chuva cai, você toma o seu café com o livro em seu colo...
Se o momento é de liberdade ou solidão ?
Você Define.
Renatto Oliveira
O vento sopra a janela do quarto.
26 de novembro marca o calendário.
Barulho da chuva que cai no telhado,
Goteiras deixam o piso molhado.
A noite foi tensa, sonhei com o passado.
Na cabeça uma dor intensa
Tem me atrapalhado.
No criado mudo, um quadro
Com nossa foto virada pra baixo.
Ao lado uma garrafa de whisky
E um maço de cigarro.
Na cozinha, a pia cheia de vasilhas.
Roupas jogadas no chão da sala.
Mas, tudo bem, não tenho esperado por visitas.
E assim os meus dias vão passando...
De casa pro trabalho,
De trabalho para casa.
Comida congelada
Pra despistar o vazio em mim.
O mesmo disco antigo
Sempre tocando no meu velho radinho.
Um bom jazz pra me acalmar.
Enquanto olho para o relógio na parede
E vejo o quanto o tempo passa devagar.
Você se foi cedo demais.
E agora falta metade de mim.
Já não me sinto inteiro.
E nem sei se algum dia voltarei a me sentir.
Não tenho sentimentos.
Vivo um The walking dead,
E ninguém entende esse meu lado sad.
Pois, minhas dores não são divididas...
É um peso que apenas eu devo carregar.
Então, antes de dormir,
Já meio baqueado
Me lembro dos nossos momentos juntos...
Dou um sorriso de lado.
E logo apago.
E assim meus dias tem se passado.
Esperando ouvir sua voz
Se despedindo de mim,
Para quem sabe assim
Me libertar do passado
E enfim, conseguir seguir em frente.
- R.V ✍🏻
O lamento do violão
Da janela , a chuva caia
Escorria nos vidros
Dançava gota a gota
Faziam ziguezagues .
Meus olhos acompanhavam
De um lado para o outro
Tic tac, tic tac
Voltas e meia com os polegares.
Um passo um suspiro,
Declinando a cabeça
Lamentava por algo perdido
Ou simplesmente
Por não ter nada a dizer ...
Certo dia enquanto eu voltava para casa, olhei a chuva pela janela em meio as esperas da rotina. As gotas escorriam pelo vidro sincronizadas com aquela romântica canção que através do tempo eu ouvia. Olhar os pingos que corriam por aquela superfície vitral, era como contar as batidas do meu coração preso no seu grande abraço fraternal. Eu olhava pela janela enquanto seguia seco para um destino do outro lado da cidade, mas de modo poético a chuva parecia derramar a minha aguda dor de saudade. O silêncio reina lá fora, eu só ouço a nossa canção. Próximo do destino dessa poesia eu volto para sua direção. No fim, a janela totalmente embaçada, em tom de partida, sua declaração escrevia. Cada gota se fez um ponto... enquanto meu coração derretia.
Sem cores
Grossas gotas de chuva batem na janela.
A terra está encharcada.
As raízes apodrecem.
As águas dos rios crescem.
E com força extrema vão carregando tudo o que veem pela frente.
Sem dó.
Mundo dolorido.
Mundo sofrido.
Um mundo quase em agonia...
Chove o dia todo... todo dia.
Ouço falar de tristeza.
Ouço falar que se foi junto com as águas toda a beleza.
Queria ouvir falar de flores...
Mas...
O que mais ouço é falar de dores...
De um mundo sombrio, sem cores.
Noite-Dia
A chuva batendo na janela,
O perfume das flores,
A cidade em silêncio,
Encontro de amores.
O passarinho anuncia o sol,
O vento traz o cheiro do café.
Começou o corre-corre,
A cidade, de novo, em pé.
Todos em casa,
As luzes acesas,
Vinho na taça,
Jantar na mesa.
A noite, de novo!
Autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 18/02/2025 às 16:40h
Manter créditos de autoria original
Segunda Feira
A chuva risca a janela com uma calma cruel. Lá fora tudo molha, mas aqui dentro sou eu que escorro. Ando pela casa como quem esqueceu o porquê dos móveis, dos cantos, dos passos. Segunda-feira tem gosto de café morno, meio amargo, esquecido na borda da xícara — como certas lembranças. Tem cheiro de abraço que virou eco, de vozes que sumiram sem fazer barulho.
O mundo lá fora se arrasta em passos que não reconheço. Gente com pressa de viver o que eu nem sei mais nomear. Aqui, o tempo não passa — ele assenta, pesa, gruda. Nem acendo a luz. Pra quê? A manhã não traz nada além desse espelho embaçado que insiste em me devolver um rosto que já não me responde.
Hoje eu me encontro aqui junto a janela do meu quarto olhando a chuva cair suavemente sobre a calçada e eu aqui sozinha só com você no meu pensamento , e a cada minuto que passa me bate aquela onda de saudade que me da vontade de gritar para o mundo inteiro e dizer que te amo e que te quero só pra mim , mas tudo isso me dá medo e ao mesmo tempo coragem , porque o amor e carinho que eu sinto por você é maior que tudo , tudo na minha vida...
Te amo !❤
Poesia é pintar um quadro de palavras além da singela janela na chuva ou, da simples conversa da missa e de bar. A poesia exprimi a arte de experimentar, e aguçar a mente com provocações vastas, arrancando da espreguiçadeira o valente. Reacionária essência, visa o mágico poder de denunciar.
Poesia é carrega tônus, informalidade, inconformismo – vociferar.
"Lágrimas da tristeza,
gotas salgadas que caem,
como chuva fina na janela,
quando a alma em dor se consome.
São lágrimas que transbordam,
do coração que sofre em silêncio,
que escorrem pelo rosto,
e denunciam a dor por dentro.
Mas as lágrimas da tristeza,
não são em vão derramadas,
pois limpam a alma ferida,
e lavam as dores acumuladas.
E quando as lágrimas secam,
deixam a esperança florescer,
pois são o sinal de que a tristeza,
um dia vai desaparecer.
Então, deixe as lágrimas caírem,
se assim for necessário,
pois elas são a expressão sincera,
do que há de mais humano e necessário."
Aquelas gotas de chuva riscam o vidro da minha janela como lágrimas exteriorizadas das minhas dores humanas.
Cai miudinha de saudades daquela tarde chuvosa com lembranças vivas em minha memória.
Há...tudo ficou em câmera lenta e ao mesmo tempo, perturba, causando insônia com a distância entre meus sonhos e minha realidade.
Dúvidas possíveis e os delírios de saudades em cenas reais de lágrimas, risos e choros naturais.
Sem perceber, derramo uma lágrima de realidade e as palavras voam pela janela das coisas ditas e só me resta a poesia.
Poesia essa que vem
desdobrando-se como memórias da minha própria vida.
Hoje a chuva não caiu
A cor do céu se abriu
Desde que abri minha janela e reparei com cautela
Os fins de tarde mais demorados
Os sorrisos mais largos
O dia mais longo que o esperado
E eu fã desse céu pouco alaranjado
Onde a lua se destacou com toda a sua cor.
Hoje ao acordar
Abri as cortinas da janela
Vi e ouvi a chuva
Perguntei a Deus
Se estava chorando
Pela minha dor
Talvez...!!!
E agradeci a Ele
Por secar minhas lágrimas
Com as suas.
Relaxar
Ei a chuva dinovo na sua janela...
Calma como arte de fazer aquarela.
É simples de sonhar das rochas o seu castelo...
Sou o martelo a romper do tempo as pedras...
Eu sinto o gostoso barulho das águas.
Da vontade de dançar vira pirulheta...
Tirar um vinho da gaveta
E deixar os desejos solto no ar...
Como boboletas que sabem voar...
É de admirar como a alma acalma...
Com o barulho da chuva agora.
Boa hora para relaxar e deixar...
As boas vibrações nos levantar na altura do mar...
Eu fico a pensar como você está minha pequena...
Serena como os pingos de amor que desabrochar das nuvens...
Eu vou te encontrar para sempre morar nos seus olhos...
E você vai sentir todo amor que sinto por você.
Que são chuvas que na sua alma já é oceano...
Enfim amo seus olhos castanhos...
Hoje quando acordei, olhei pela janela e caía uma chuva silenciosa lá fora, iluminada pelo sol.
É o primeiro dia de outubro de 2021, o início de um trimestre que se despede do ano e quem sabe, estaremos encerrando a pandemia: esperança!
Atraversiamo!
Quando o frio vim a sua pele,
Deitada na sofá observando a chuva cair sobre a janela.
Eu estarei deitada com a saudade de ti aquecer,
O frio vem até a mim, mas lembro do travesseiro que ainda tem seu cheiro, e á ele me agarro.
Respiro fundo e me vêm as lembranças que jamais esquecerei....
Da minha janela cai a chuva dos meus olhos...
são as lágrimas que choram de saudade por não te ver.!
Anoiteceu tao cedo...
O frio bate na janela...a chuva insiste em visitar a rua...
Permaneço aqui esperando..
Refletindo sobre o passado que já passou...reconheço que ensinou...
O presente tao glorioso que me traz a honra de ainda sentir..
Sentindo poder sorrir...deslumbrando a luz da certeza do...
Meu amor existir e comigo compartilhar nao só as alegrias...
Que envolvem a minha alma e todos os meus dias...
Na luz das estrelas que de tao radiosas fingem por vezes...
Imitar a vida...na intimidade da cama que na sabedoria da vida...
Sempre diz que a melhor parte do amor encerra-se sempre...
No escuro do quarto no calor do corpo da mulher amada...
Sacramentando a mais verdadeira das verdades...
Onde se encontra a ...
Melhor parte do casamento!!!
Olhando pela janela do meu quarto, vejo cada pingo da chuva cair e se juntar a todas as outras que já estavam juntas ao chão. Queria que você olhasse essa mesma imagem, e percebe - se que cada gota de água dessas é como se fosse, uma lágrima que escorreu sobre a minha face, e o motivo? Você. O meu maior sonho, seria olhar para o deserto e ver cada grão de areia encontrados por lá, como se fosse um sorriso meu, pelo mesmo motivo. Mas infelizmente, se nós formos realistas e pensássemos dessa maneira, hoje o deserto estaria sem nenhum sinal de areia.
