Chuva Janela

Cerca de 229 frases e pensamentos: Chuva Janela

Ao abrir a janela
A chuva e o vento
E o teu caminhar

haicai

"DA MINHA JANELA"

Da minha janela ouço.
A chuva a bater no vidro
Vou ficar aqui para ver a chuva cair
Faz-me lembrar que o teu cheiro ficou em mim
Vou chorar, mas de saudades tuas
Que saudades tenho de ti
É como o cheiro da chuva e as lágrimas a cair
Amor tu que incendeias toda a minha alma
Pois não posso mais voar
Sai de mim amor cruel, és a tormenta
Dos meus pensamentos loucos
Tu és a minha fogueira onde arde o meu coração
Amar as estrelas é amar-te na luz
Sentir a brisa do mar na minha cara
São como beijos molhados a sal
Tens um sorriso tão belo e feiticeiro
Sai de mim porque a saudade faz-me chorar
Amar-te é paixão assolapada.

Chuva lá fora, da janela vejo coisas.
Coisas assustadoras, pessoas sem amor.
Pessoas que vivem na dor.
Não adianta pensar, só precisa agir.
Procurar algo para se apegar, alguma coisa que lhe faça sorrir.

Saudades daquele Tempo
Deitado no quarto olho por sobre a janela e vejo o céu cinza da chuva que acabara de cair. Então começo a lembrar da minha infância, da minha antiga casa, onde eu e meus irmãos fomos criados com todo esmero e carinho de nossos pais.
Lembro-me daquele grande quintal onde brincávamos o dia inteiro com nossos primos, amigos e vizinhos. Terra abençoada era aquela. Tudo que era plantado vingava, e tudo com um sabor a mais. Tangerina, laranja, cacau, açaí... Ah o açaí!!! Como era doce. Chego até a sentir o gosto em minha boca neste exato momento em que escrevo. Lembro como se fosse ontem meu pai me chamando daquele jeitinho dele: Leaaanndroooo... Me chamava para apanhar um cacho de açaí parou que acabara de ver naquela árvore perto da cerca do vizinho (a mesma que eu pulava quando fazia alguma travessura), mas não tirávamos o seu vinho, e sim ruíamos com farinha como originais caboclinhos.
Tínhamos duas árvores de manga: uma dita “comum” e a outra “bacuri”. A primeira ficava logo na entrada do quintal, a segunda nos fundos, perto das pupunheiras. Ambas com frutos de sabores inigualáveis.
E aquelas pupunheiras... Altas, mas não nos impedia de colher seus frutos. Parece que estou vendo meu irmão catando ripas para amarra-las umas as outras e fazendo um gancho de ferro para alcançar os cachos.
Nossa casa não era muito grande, mas o suficiente para acolher todos nós. Adorava ouvir o barulho da chuva caindo no telhado, o som do vento batendo nas folhas das árvores,
Um dia um grande escritor disse as seguintes palavras: “Não importa que a tenham demolido, a gente continua morando na velha casa em que nasceu”. De veras creio nisso, continuo morando sim, mas eu meu coração, em meus pensamentos.
Não vou dizer que sinto falta, porque hoje sou feliz com tudo que tenho, mas sim que sinto eterna saudade daquele tempo, daquela casinha de madeira na Rua Lauro Sodré, onde passei mais da metade da minha vida, onde meus pais deram duro e não mediram esforços para nos criar, onde eu e meus irmãos aprendemos o verdadeiro valor que tem uma família.
São tantos momentos bons. Coisas simples que não damos importância no momento em que a vivemos, mas depois de tempos percebemos o quão foram importantes em nossas vidas. É como se flores se abrissem aos nossos olhos... E isso se chama Felicidade!!
(Leandro Maciel, Moju, 2014)

Metamorfose

Ah que bela época
Chuva no telhado
Flores na janela
Café bem quentinho
Ouvindo pássaros no ninho

Quão sorte temos
Por tantas maravilhas
As orquídeas coloridas
são ótimas companhias

Pôr do sol já anuncia
Que chegou o fim do dia
Noite caí o vinho aquece
Enquanto as flores adormecem

Madrugada se aproxima
Faz mulher virar menina
Pensamentos que afloram
E a noite que se finda

É a vida linda menina
A poesia invertida
Metamorfose de tempos
em tempos
É o que a gente necessita
Poema de autoria #Andrea_Domingues ©

Todos os direitos autorais reservados 07/11/2019 às 18:40 horas

Manter créditos da autoria #Andrea_Domingues

Hoje acordei antes do despertador, olhei pela janela e a chuva caia muito forte, senti que ainda estava acompanhada pelo medo e pela ansiedade, alem da terrível sensação de insegurança. Estava meio confusa, mas no fundo... Algo me dizia que tudo ficaria bem.

Talvez um dia eu olhe para a janela e veja a chuva cair diante de uma noite escura de inverno.
E relembre tudo que eu fiz ou deixei de fazer na minha vida.
E me pergunte: Será que fiz certo?
Será que eu deveria ter me dedicado mais?
Poderia eu ter ajudado mais as pessoas?
Deveria eu ter amado mais? Ou chorado mais.
Porque sempre procuramos algo que é difícil de achar, fazer e conhecer.
A vida é igual para todos, o modo de viver é que é diferente.

É Noite, na janela vejo a chuva e em alguns instantes penso nela! Será!?..
Ou é minha Mente está embriagada ou ate mesmo corrompida pelo Afago que encontro em seus olhos Ingênuos.

A chuva cai lá fora, mansa, gelada respingando suas lágrimas na janela do meu quarto, e eu aqui atirado a solidão, perdido no meio de livros, olhando o tempo todo para o telefone na esperança de receber a tua ligação. Julguei um dia fazer parte da tua vida, julguei ser importante pra você, mas vi que tudo não passou de ilusão. A tua falta me deprime, me esmaga, me sufoca. Parece que outra vez o destino resolveu me passar uma rasteira. Por que meu Deus, por quê?

"Lá fora, além da janela embaçada, a chuva caía intensamente. Dentro do seu coração, os sentimentos inundavam na mesma proporção. Se lá eram gotas de água, dentro de si eram gotas de lembranças. Lembranças de momentos que não retornariam jamais."

A CHUVA

Através da janela
vejo a chuva que caí.
Insiste mansamente…
Sons das gotas da chuva,
a sinfonia fria
bate e molha a vidraça.
Divina fina chuva!

Vejo luzes dos reflexos
da chuva no asfalto.
As minhas lembranças
retornam ao passado.
Saudade e melancolia
da minha doce infância.
Aí meu coração chora
O ritmo da chuva insiste…

DIVAGAÇÕES

De janela aberta
Em plena madrugada,
Ouço a chuva amena
Que me traz recordações:
Recordações de hoje
De ontem
Da infância
Do ventre materno
De outras vidas.

São tantas e tão confusas
Que já não sei
Se são minhas só;
Ora sou um menino,
A correr descalço
Pelas ruas da infância;
Ora sou um romano
Das conquistas galenas;
Ora sou um velho
Curvado sobre o cajado,
Contando aventuras
Que já viveu;
Ora sou um animal selvagem
A dominar seu reino;
Ora sou um penhasco
Avançado sobre o mar;
Ora sou o próprio mar,
A multiplicar mil vidas.
Pelos três reinos me vejo passar:
Como uma semente,
Uma flor,
Um cetáceo;
Como um menino,
Um homem,
Um deus.
Como uma chama a iluminar
A noite que se acabou!

Janela
O sol lilás
eu esperei a chuva a manhã inteira
assim como esperei você
Nossa casa de sonhos
os lençóis sempre brancos
aquela brisa que surgi-o
desde o dia em que voltou
Uma cama espera
uma cadeira na varanda
um jardim de rosas
talvez um cão e um gato
a grama orvalhada
o sorriso mais sincero
O perfume em todo canto
Cheirinho de terra molhada
Chovendo?
O Portão!
Você chegou

Na janela a chuva também

É bom acordar com um céu azul e um sol brilhando na janela em meio a tempo de muita chuva! Assim é em nossas vidas, nas dificuldades vemos nuvens negras mas elas não podem impedir o sol de brilhar por muito tempo! Deus fiel sempre....

Eu olho pela janela
Tudo o que vejo é tão lindo
Quanto a minha solidão
A chuva que cai
São minhas lágrimas
E toda essa ventania
É o vazio do meu corpo
Aos berros em modo de escapatória
Eu fecho os olhos
E não tenho em quem pensar
Então percebo meus batimentos
E só eles me equilibram
Mas todos estão sentindo
O gosto da discórdia
O caos em seu conforto
Ninguém se abraça
Preferem a solidão
Mas eu não...
Eu queria estar passando férias
Num abraço, seja lá quem
Só pra poder ver a vida passar
A confusão se esvair
E o vazio tentar entrar
E não conseguir
O Sol nascer
E a chuva finalmente desaparecer
Ninguém sequer se esforça
Falas educadas não me preenchem
Mais que isso quero intensidade
Sentimento de verdade
Pra não mais me identificar
Com esses dias chuvosos
Meu corpo tem pressa de viver
De renascer e de conhecer
E de sorrir e criar poesias
Sobre as coisas mais lindas do mundo
A tristeza é triste
E talvez seja um caminho sem volta
E eu não quero perder essa luta
Mas dessa vez eu juro
Que de bar em abraço
Eu vou me recompondo
De forma tão pura
Quanto a primeira respiração...

Da minha janela

Vejo a chuva da minha janela,
pingos que dançam no vidro,
como se quisessem trazer tristeza,
mas não é bem assim.

Daqui observo o mundo,
dias e noites se sucedendo,
ventos que arrastam tempestades,
sol que aquece e devolve o calor.

Acompanho o tempo,
não o que veste o ar de frio ou de fogo,
mas o que se estende, invisível,
bordando a vida com sua passagem.

O tempo nunca caminha só:
vem de mãos dadas com o sol e a chuva,
com flores que se abrem,
galhos que se despem,
árvores que morrem e renascem.

E eu, aqui dentro,
descubro que o tempo não mora em mim.
Ele corre lá fora,
nas ruas, nos céus, nos ventos,
enquanto em mim há apenas silêncio —
um espaço onde o instante repousa,
e nada envelhece.

Roberval Pedro Culpi

26/08/2025

Da Janela no sertão

Da minha janela vejo a chuva,
e ela cai como se fosse choro do céu.
Mas não, não é tristeza não:
é só o sertão do mundo molhando sua pele,
pra lembrar que até a pedra dura
se rende à água mansa.

O tempo corre lá fora,
feito cavalo brabo,
ora levantando poeira nos ventos,
ora abrindo o peito pro sol quente da vida.
Dias e noites se alternam,
como se Deus brincasse de fiar luz e sombra
na roca invisível da eternidade.

Eu fico aqui, de dentro,
vendo árvore nascer, perder folha,
morrer e ressuscitar no mesmo tronco.
É como se cada galho fosse profeta
dizendo que nada se perde:
só muda de roupa,
feito romeiro no caminho.

E aprendo que o tempo não mora em mim,
mora lá fora, correndo nas águas,
cantando nos ventos, ardendo no sol.
Dentro de mim só tem o silêncio,
um silêncio grande,
onde o instante fica parado —
feito retrato da alma,
feito milagre da vida.

Roberval Pedro Culpi

26/08/2025

⁠CHUVA CARINHO

A chuva afaga a casa
que se abre janela porta
coração rebentação suave
murmúrio enchente rio
dilúvio lava delírio

carinho princípio
fio a fio caminho
você inunda presença
afago distância

Cheiro molhado
enche de saudade
nossos corações
balões voadores
tocam canções
distância melancolia

(Re)encontro alegria!
principia via rodovia...

Tarde de domingo com chuva


Pela janela, sinto o calor passar pelo meu rosto,
Lá fora as andorinhas voam felizes esperando a chuva chegar.


Lá longe as nuvens vem vindo, e aquele dia lindo, começa a nublar.


A previsão era de sol, mas não tem problema,
Chuva no domingo é como um poema, feito do céu para a terra.


É um anuncio de abundância, relembrando os tempos de criança, quando corria na chuva a brincar.


Tarde de domingo com chuva é uma oportunidade para com a vida se conectar.


@eu.ros7

Fechei a janela pra me proteger da chuva, mas a tempestade acontecia do lado de dentro da janela e não do lado de fora.