Cemitério
Na alma xucra de um GAUDÉRIO...
Não pode existir MISTÉRIO...
Que quando for pra o CEMITÉRIO...
Que ela suba pra o Céu tão PURA...
De invejar qualquer CRIATURA...
E se for a minha por VENTURA...
Que se vá muito FELIZ...
Coitado daquele(a)INFELIZ...
Que nunca me levou a SÉRIO...
Sombra do tempo
Vento esquecido
Escuro da noite
Cemitério escuro
Velho antigo
Cheio de lembranças.
Anjos caídos
Figuras irreais
Tristes e gastas
Onde nos leva ao presente
Horizonte longínquo
Noites mal dormidas
Futuro de um abismo escuro
Onde as tábuas do caixão
Estão de molho no rio
Murmuram as suas águas,
Na sombra da dor e saudade
Como trapos ambulantes cheios
De agonia chegada ao fim da linha.!!
este poema escrevo poema.
na banda que amo muito os Ramones.
O tributo
O cemitério da minha alma esta meus sonhos,
Deixado nos meus pesadelos,
Entre esses sonhos a vida acabou,
são parte dos meus pensamentos,
então encontro um cemitério de animais,
sinto a vida passar em meus pensamentos,
perdidos numa madrugada,
nada pode ter volta,
pelo que sonhamos?
os piores pesadelos são meramente sonhos,
tento viver na solitude do coração,
apesar de perder teu amor,
a solitude é fração da alma,
no jogo do tempo tudo é um sonho perdido,
no qual vivo com meus óculos escuro,
não tiro nem para dormir,
nem mesmo quando morri,
minha alma estará no cemitério de animais,
pois voltarei a vida meus sentimentos...
estarão mortos em meus olhos,
viver em um pesadelo sempre é um sentimento.
seremos jugados no final dos tempos,
somos culpados de viver em nossos próprios pesadelos.
Día de los muertos..
Penso no cemitério da vida.
E nas lembranças mais
e mais amareladas.
Homenagens aos idos,
saudades!
Só não tem problemas o pessoal que mora no cemitério.Estou onde estou hoje graças aos problemas que já enfrentei.Problemas são ótimos para nos jogar para frente.Por muitos anos ressenti minha família ,pessoas que me fizeram muito mau,ressenti minha vida .. nem sabia eu que aquilo era um jeito do mundo me ensinar a ser uma pessoa melhor.Viver é ter um problema atrás do outro.A vida só conspira a favor de quem age.Ousadia tem poder e mágica...para dúvidas?Ação.
Eu te enterrei em um cemitério muito perto de mim
Um terreno que era fértil que vi até florir
Terreno esse que pra muitos é morada
Esse aqui de perto é só passagem, estrada
Eu te enterrei com pressa pra essa dor passar
Mas quando ouvi seu nome por alguém pronunciar
Certamente vi que não estava morto e então comecei a cavar
Te procurando no buraco fundo só encontrei a solidão
Esse terreno hoje é baldio, vazio é meu coração...
Toda poeta tem um cemitério particular, dos poemas compostos, vividos (ou não), desvalidos, arquivados, esquecidos. Quando vividos, eram alegres, lidos, compartilhados, admirados, entregues, para então serem guardados… Certas poesias têm amor, desamor, dor(sua causa mortis). Começam com um encanto, para morrer num desencanto. Ao contrário de qualquer outro fim, a poesia é teimosa, inquieta, sagaz. Ao mínimo sinal de chuva e luz, desperta-se das profundezas de seu estado, e renasce ainda mais bela e florida, para ser entregue a novos amores, novas vidas. Assim, a imortal poesia teima em eternizar-se, ate que haja um último ser capaz de amar, ou os dois últimos seres da Terra. Só assim, como não houver nenhum coração para habitar, dar-se-á por satisfeita e findará, eternamente morrerá.
Correr para o cemitério…
Que pena haver tanta gente a correr;
Pra o cemitério, uma só vez por ano;
Com intuito de a todos fazer crer;
Um sentir, que em tal tão tem, para engano!
Engano, por só ter em si, querer;
De se amostrar a quem, lá vivo está;
Esquecendo, o seu sepultado ser;
Durante esse tempo, que num ano há!
Que pena, esse seu tão fraco desejo;
De a todos se amostrar, como bonzinho;
Tão cego o ponha, até para seus entes!...
Pela hipocrisia, que em tal, tão vejo;
Nesse visitar, quem está sozinho;
Um ano, sem sentir quaisquer parentes.
Com mágoa por tal;
Ninguém briga pelos túmulos do cemitério. Qual o mais bem localizado, na sombra, de frente pra rua, pro nascente, embaixo de uma árvore, na frente, atrás, no meio. Vaidade inútil, aliás, a última. Plantadas na terra, choro de praxe, por conveniência, alguns elogios, meditação sobre a transitoriedade, fragilidade, da vida, só na hora, depois, tchau. O sol não deixará de brilhar por causa de tu, seu lugar sera facilmente ocupado, disfarçado alivio até pra alguns, até, pode crer. Uma vaga de emprego a mais, mais comida sobrando, um a menos. Nem Tomaz edison que inventou a lâmpada elétrica, nem Santos Dummont o avião, nem um artista famoso de televisão, irão ser lembrado toda hora, chorarão todo dia, não viverão sem, fez falta por causa disso. Quanto mais um reles palito da caixa de fósforo, ínfimo grão de areia entre um milhão, mais um cidadão.
Ser o homem mais rico do cemitério, significa que é um pobre igual aos outros que lá estão, não tem nada.
"Mesmo sem direção meu coração partido ainda está em casa em pedaços espalhado sob o cemitério do meu amor perdido"
Dia de Finados
Hoje é dia de finados
Dia de visita ao cemitério
Dia de suspiros alados
De pensamento etéreo...
Nas mãos flores e oração
No coração saudade choro
Nas lembranças emoção
No olhar o vazio em coro...
Nas lápides o diálogo
De almas com os vivos
Num acústico análogo
De lágrimas e risos...
Neste festejo de recordação
Aos que foram nossa gratidão
Peçamos por nós, então
Também, temos a nossa precisão!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2010 – laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
poema de finados
hoje é dia de finados
de estar no cemitério
de pesares anexados
e de um olhar etéreo
hoje é dia de finados
de tributo, de oração
de prantos sufocados
apertura no coração
hoje é dia de finados
da tristura que brade
dos viveres passados
hoje é dia de saudade...
... é dia de finados!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02/11/2020, Araguari, MG
Finados
