Cemitério

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Não queira ser o homem mais rico do cemitério, queira ser a inspiração de uma geração.

MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL




Epílogo


Ponderei, afinal, que a vida é um cemitério; e nós vivemos num enterro.


O ser humano não busca perdão, busca afirmação.


Não deseja habitar o céu; ambiciona possuí-lo.


Enquanto monologava, percebi que o diabo habita a terra, e o interior dos próprios homens. Não há outra via de salvar a espécie senão extingui-la; enquanto formos incapazes de preservar a paz, a harmonia e a ordem, a nossa existência não passará de um erro de cálculo da natureza.


Cada ser é o monstro de si mesmo; ainda assim, todos se apressam a julgar os erros alheios, como se isso aliviasse o fato de que somos, todos, contagiosos: a maldade humana é uma patologia infecciosa, e nós a disseminamos pelo mundo.


Talvez seja egocentrismo de minha parte; talvez porque não conheça a intimidade da sociedade — o que, por si só, já seria uma desonra —; ou talvez porque já não consiga reconhecer a humanidade em nós. Sinto que a essência do ser humano reside na retórica, não na verdade; na força, não no diálogo; no caos, não na ordem.


Aliás, o verdadeiro assassino silencia; os peões fazem ruído.


E cada um de nós ou é o assassino por trás de tudo isto, ou é o peão: a ponte que permite a sua consumação. Ao fim, não passamos de mais uma lógica impura que a natureza não consegue corrigir.


Não encontrei com quem dialogar. Então, afastado da asfixia social, isolei-me — e passei a monologar.


E, no meio de todo esse tédio, algo me disse:


Vocês são a falha da criação. Não há perdão. Restará apenas a memória após a extinção.

Enquanto isso!

Aqui foi "gripezinha"
e o cemitério encheu-se.

Lá é "operação militar"
e as crianças não responde mais.

No Irã, em Israel,
na Ucrânia, na Rússia,
o sangue não tem tradução.

Idoso na fila do leito.
Soldado na fila da cova.
Mãe na fila do corpo.

O poder brinca de guerra.
O pobre paga com vida.

E Deus?
Deus tá na UTI.
Segurando a mão
de quem não chegou no hospital.

Van Escher

O berço da vida na terra é um cemitério de incontáveis extinções, a morte de muitos por causa de poucos.⁠

A normalidade é o cemitério da inteligência. Se a sua vida não tem um toque de estranheza, você está apenas repetindo um roteiro escrito por mentes medíocres.

Psicopatas e fanáticos não merecerem amor ao próximo, o lugar deles é na cadeia, ou cemitério.

Administro um cemitério interno de sonhos anônimos, alguns têm lápides de luxo, outros foram enterrados vivos no esquecimento.

​Os espíritos imundos não param de sussurrar no meu ouvido, vivo em um cemitério de lápides vazias, quebradas, com nomes escritos que não consigo decifrar. Os fantasmas que me atormentam não têm rostos, não falam comigo, apenas me observam na escuridão em que me enterro.

Carrego dentro de mim um cemitério inteiro de versões que precisei enterrar para continuar, e mesmo assim, insisto em florescer como quem desafia a lógica da própria destruição.

Estive entre ossos secos e almas já sem brilho, um cemitério de olhos que não mais ardia. Corvos pousavam nas minhas falhas, cravando olhares como pregos, aguardando o instante em que eu iria finalmente ceder. O vento cheirava a metal e pó, passos distantes soavam como facas nas paredes do peito. Como um carvalho retorcido pela tormenta, segurei o que restava de mim. Juntei raízes como dedos enegrecidos, afundei-os na terra estilhaçada e bebi, com avareza, o pingo de água que sobrava. A umidade tinha gosto de lembrança e sangue seco. Numa fenda da planície estéril, meu cárcere aberto ao sol, apareceu uma lâmina tão pequena que quase se escondia, uma promessa miúda, de luz, como se a aurora tivesse voltado com as unhas quebradas.
Cada fibra do meu corpo lutava contra o esquecimento, contra a areia que roçava os tendões e tentava sepultar a centelha final. A areia não era neutra: sibilava, entrava pelas gengivas, raspava a língua. Sobreviver não bastava. Havia que coagular a dor, transformá-la: o peso da solidão, o sussurro venenoso da desistência, tudo virou húmus amargo para uma vontade que recusava morrer.
O solo rachado não ofereceu descanso, ofereceu lições. Rachaduras cuspiam pó que cheirava a ossos e foi nelas que aprendi a perfurar, a furar a crosta do desespero com unhas encravadas. Busquei, com um fervor áspero, uma nascente que se escondia debaixo do olhar dos mortos, uma força profunda, mútua com a escuridão, que não se entrega ao alcance.
As sombras permaneceram comigo, não como inimigas, mas como mapas invertidos: eram faróis que apontavam para onde eu jamais devia olhar de novo. E então, o tronco que antes dobrava sob o sopro do mundo começou a endireitar, não por graça, mas por insistência, por teimosia sórdida. Mesmo naquele deserto que parecia ter consumido até a fé, a vida voltou, torta e obstinada, rasgando a casca do nada para cuspir, por um instante, seu próprio clarão, sujo, ferido, impossível de apagar.

A Poça do Cemitério .

Bernard Fleet tinha 12 anos, adorava tocar seu violino, porém, ele realmente queria tocar o terror; vivia com sua irmã e gato; na realidade, o que queria era viver com monstros, aranhas e ratos, vagando pela noite em um desespero só com o escuro e a solidão que pertencia-ele. Com a então chegada de sua prima, ele fingia gostar dela, mas ele queria mesmo era fazer ela queimar em lava quente. Contudo nem sempre Bernard pensava assim; também de música ele é cercado; quando todos liam “Guerra e Paz”, Bernard lia obras de “Edgar Allan Poe”. Enquanto ele estava tocando seu violino escutou um grito de socorro agonizante das pessoas que não vivem mais, quando percebe-se era a voz da sua noiva que foi assassinada brutalmente no dia 25 de agosto de 1958 .
Bernard pensa em desenterrar o cadáver para transformá-la em um zumbi e então ressuscitá-la, mas sua tia mandou ele ir de castigo para o porão, porém Bernard sabia que tinha sido mandado para um lar de solidão, porque estava cavando o canteiro de flores no quintal da sua casa .
Todas as noites dentro do porão ele escutava gritos de horror dos seres mortos, ele estava enlouquecendo, pois vem uma sombra e o garra por traz e ele vivência uma luta implacável, enquanto Bernard está em seu cemitério de loucura, sua tia abre a porta e começa ver aquela tortura no porão e encontra Bernard brigando com o cobertor, ela vai embora, mas quando fecha a porta um outro mundo começa a se abrir dentro da cabeça de Bernard e rapidamente é engolido. Ele não conseguia falar nada, pega-lhe a pena e começar rabiscar no papel “Estou dentro de um mundo de solidão” ,depois o porão começa a se mexer e sua normal paranóia começa aparecer; Bernard escuta a voz da noiva que no túmulo padece, ele começa a ver mãos tentando puxa-lo para um outro mundo. Todas as imaginações que ele havia criado começam a devorá-lo com um grito de horror, com seu corpo machucado de tanta dor cita um trecho de “O Corvo, de Edgar Allan Poe”: “Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.”

Inserida por matheusalmeida

Se inveja matasse iria faltar cemitério.

Inserida por Rafaeldisouza

A modernização da África, com a construção de portos, estradas, ferrovias, foi o cemitério de milhões de africanos.

Inserida por JulianaBG

No Cemitério a verdade se instala
E o silencio tem fala.
Todos vão pra uma vala
E são cobertos por terra.
A vaidade se acaba
E a riqueza se encerra.

Inserida por Josearimateiadasilva

Näo adiante ser o mais eficiente no hospital e nem o mais próspero no cemitério. Proteja sua energia e sua vida.

Inserida por PraCynthiaFerreira

Você é tudo que eu sonhei,é a fatia do bolo que não cortei, é a flor do cemitério que catei,é o arroz doce que queimei,você é o botijão do meu coração que acende essa paixão,é o canhão do meu viver que explode o meu ser, é a mulher mais completa que um homem pode conhecer.

Inserida por Viniciusvighini

Cemitério

Olho o tempo, escuto o riso
que a tua boca
desmonta em felicidade.
a vida te eleva, levando
como o vento em dias alegres
carregando folhas de outono.

exprimo em poemas
a arte de fazer poeisia,
de repente trono-me Drummond,
de repente ganho a mortalidade,
sinto-me poeta. a morte
rizonha caminha
olhando com olhar súbito;
tem um encontro marcado
comigo num futro próximo.

a noite que se arrasta
no espaço livre
beija-me o corpo
como se tratasse de um morto
a desejar o enterro...
é pequeno o meu mundo
e, cabe num poema
e num cemitério.

Inserida por Forma

As grandes e inúteis memórias da humanidade hão-de conviver no cemitério

Inserida por Forma

O Cheiro de Morte

Passeando à noite por um cemitério
um coveirovarre os túmulos.
E a cada túmulo
ele consegue sentir como era a pessoa.
Assim utilizava seus poderes para ressucitar os mortos,
mas não era qualquer pessoa
-suspense-
eram somente os maus.

Inserida por otome

Sinto
Em mim
Um cemitério

Uma
A
Uma
São
Enterradas

Lembranças

Pedaços
Fragmentos
E até
Sentimentos inteiros

Inserida por crislambrecht