Cemitério
Em um cemitério, vi almas sem corpos. Logo que sai de lá e caminhei para rua, vi inúmeros corpos sem almas.
Existe um rio
Aqui, existe um rio de águas tranqüilas.
Este rio é um mistério no cemitério, ninguém teve idéia de onde ele surgiu.
Eu, o olho de uma forma que não consigo enxergar meu reflexo sobre ele.
Sinto muito frio, muito frio mesmo.
Tanto frio que penso em estar no inferno congelando.
Posso apostar que nenhuma alma chegou a este lugar antes.
Este é um lindo lugar de águas escuras.
É tão sombrio que vejo rostos me olhando no fundo deste rio.
Na verdade, quero deitar-me nos braços (as margens) dessas águas e não mais acordar, porque é lindo estar aqui.
Sei que não posso beber desta água, pode ser muito salgada.
Pretendo admirá-la.
De repente, as águas começaram a secar e aquele rio frio morrendo, morrendo e morrendo.
Então, percebi que não era o rio que estava morrendo mas, sim minhas lágrimas. Minhas pálpebras que começaram a doer e minhas lagrimas não demonstraram tristeza.
Meus sentimentos estão fracos por estar aqui.
Este lugar não demonstra nada para mim.
Em um mundo tão grande, o tédio é maior ainda.
As vezes a noite eu vejo ela com um vestido preto em frente ao cemitério. Será que se eu chamar ela para cometer um suicídio junto comigo. Ela Aceitaria?
São sorrisos novos que nasceram em nossos rostos;
Prefiro dormir no cemitério do que na mata...
Procurei lugares diferentes, encontrei coisas diferentes;
Abri a mão e vi o teu sorriso desaparecer;
O vento trouxe até mim lembranças de um tempo de felicidades, trouxe essa ausência dos bons momentos;
Vou continuar aqui sentado, procurando inspiração;
Prefiro jantar do que almoçar...
O vento que entra "forte" como o "velho" em meu copo;
Sem mensagens novas, eu tenho escritas para ti cem mensagens novas;
Esse mundo é obscuro, sempre que eu fecho os olhos meus sonhos me iluminam;
Oh ESPERANÇA !
Porque não casas tu comigo ? e apagas as luzes dessa esperança de ter ela comigo ?
Penso muito nos nossos destinos, sei que... mas não sei quando nós vamos nos cruzar novamente na rua;
Caminho nas apículas dos meus sentimentos, por isso eu prefiro viajar pela lua;
Aprecio lugares mais silentes, gosto de ver o mar e ouvir a melodia em sua natureza marítima;
Prefiro beber água do que tomar chá...
Me prometes que, vais, pensar (#sópensar), na hipótese de só pelo menos existir 1% de espaço para mim
em ti ?
Por onde é que andarás ?
Assim, nunca vou poder olhar em teus olhos e dizer que te amo...
Dizer-te que é um sentimento delicado e tu és glamorosa e eu tenho um corpo fino...
Será que eu tenho de ver algo que não consigo enxergar ?
Mas, eu...
Hein ?
Eu continuo aqui atrás daquele sonho...
Às vezes, perco o controle, e fico que nem roupa revirada;
Fico que nem quando o vendaval aparece;
Minha eterna paixão, isso tornou-se em algo sólido;
Sabes que eu sempre quis ouvir a ária dos teus "orgãos" ?
Adoro ser imperfeita! Pessoas perfeitas só podem ser encontradas em dois lugares: no cemitério e no curriculum vitae.
Brumadinho... Um cemitério esculpido a lama. Por causa da maldade e ambição de homens miseráveis, que jamais atentou para o seu próximo, causando uma tremenda desgraça e manchando o Brasil com a lama da maldade.
Solidariedade e consolo é o que nós reles mortais temos a ti dá oh Brumadinho...
Poema de Terror: Caveira e Morte
Em noite escura, sob a lua gélida,
Em cemitério frio, a caveira se erguia.
Olhos vazios, sorriso macabro,
Sussurrava segredos ao vento macabro.
A Morte, figura espectral e soturna,
Surgiu das sombras, com foice afiada e turva.
Observou a caveira, com voz sepulcral,
"Diga-me, caveira, qual o seu final?"
A caveira riu, um som horrível e seco,
"Meu final, ó Morte, é apenas um começo.
Sou pó e sombra, lembrança e esquecimento,
No ciclo da vida, eterno tormento."
A Morte se aproximou, com passos lentos,
E tocou a caveira com dedos frios e cinzentos.
"Mas a vida é bela," a caveira exclamou,
"Em cada instante, um novo drama se formou."
A Morte sorriu, um sorriso cruel e frio,
"A beleza é ilusão, apenas um fio.
No fim, resta apenas a escuridão,
E o silêncio eterno da decomposição."
A caveira chorou, lágrimas de poeira e osso,
"Mas a esperança vive, mesmo no mais profundo fosso.
No coração humano, a chama ainda arde,
E a luta contra a morte jamais se covarde."
A Morte se afastou, com um aceno sombrio,
Deixando a caveira sozinha no vazio.
O vento uivava, como um lamento eterno,
E a noite seguia, em seu manto negro e terno.
Praticantes do adultério
Aumentam habitantes no cemitério
Mantém esse pensamento vivo
Nenhum Amor é coletivo
Falsas igrejas, milhões de ceitas
Quantas vezes foste ao Cemitério?
Falsos Deuses falsos profetas
E um Diabo bem verdadeiro
Clima no cemitério sempre é ameno
quando a magia é pratica...
Os espíritos revelam...
seu nome no vazio da minha alma
no instante que desejo a vertente
tudo ganha novos ares diante a imensidão
o crepúsculo se baseia nas formas ocultas.
os corvos sobre voam com sua alma.
Celso Roberto Nadilo
Cemitério de Pássaros
Era bom viver com os pássaros.
Era como se,
A cada bater de asas,
Você garantisse que voaria mais alto,
E para qualquer lugar, no dia seguinte.
Usando as suas próprias asas,
você iria.
Usando as asas de seus próprios pássaros,
Que nasceram com você,
Que faziam parte de você,
Que te levavam às nuvens...
Lhe traziam liberdade,
Magia,
Confiança.
Mas, à medida que o tempo passou,
Você percebeu que aquilo que os pássaros lhe traziam...
Começou a sumir...
Assim como os pássaros.
E você não havia percebido.
Aos poucos, foram matando seus pássaros.
E conseguiram deixar-te tão absorto
A ponto de não perceber que, na verdade,
Você se tornou um cemitério de pássaros.
Seus pássaros.
Fizeram com que você morresse tanto,
Que você, mesmo sem perceber,
Também foi responsável pela morte de suas aves.
Eles acharam que seus pássaros voavam alto demais,
Demais para a realidade.
As aves precisariam sumir,
Você não poderia voar.
Tiraram-lhe das nuvens,
Trouxeram-lhe ao chão,
Agora, você pode tentar tocar aos céus.
Quando seus pássaros estão mortos ao seu redor.
Sem asas.
Dói.
Dói ao ver o massacre do que antes foi seu.
Dói ao ver que nenhum restou,
Tudo o que restou foi o que você se tornou.
Não há volta para a morte.
Para àqueles que se tornaram,
Ou estão se tornando,
Cemitérios de pássaros...
Crie novos pássaros,
Faça-os sobreviver.
Não deixe que os matem.
Eles são os únicos meios de voar.
