Asas do Vento
Eu crio asas ao sentir a brisa do vento
Por isso sinto e ressinto lembranças antigas
E assim vivo e vivão, ando com alucinações
Criando e escrevendo razões
Por isso vivo de ilusões.
Voo
Voa pensamento
Livre como o vento
A procura do sentimento
Voa imaginação
Nas asas da emoção
Ao encontro do coração
Voa ilusão
Desenhando paixão
Nos rascunhos da solidão
Voa sonhos
Reais e risonhos
Sem ser enfadonhos
Voa felicidade
Sem a brisa da saudade
Flutuando na eternidade
Voa bardo transcritor
Poetando ventura e dissabor
Nos caminhos do amor...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
abril
(mirras)
folhas anunciam abril sem cor
vem vindo nas asas do vento
pássaros em gorjeios de louvor
metamorfoseando ao relento
acorda abril nas manhãs de outono
a natureza no ventre é transformação
espera o inverno pra ceder seu trono
assim vai o tempo em sua concepção
noites mais longas de melancolia
mais um abril passando por mim
suas árvores nuas escrevem poesia
transmudando e nunca pondo fim
(abril, mês de antúrio e estrelitzia.)
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
01/04/2016, 20'20"
Cerrado goiano
no seio da natureza o único barulho é do vento que passa com asas, alucinado, a quebrar o silêncio, e o sol da manhã traz uma lufada quente e tudo se transforma em música a fazer-nos sentir a vida...
natalia nuno
Ah, o vento no teu rosto
aposto
que vai te dar asas...
Vai... Voa
e Póvoa
este espaço que é todo teu!
***
🕊️
ASAS DO VENTO
Vilma Oliveira
Se essa voz do vento murmurasse
Aos teus ouvidos, os meus desejos,
Na minha, a tua boca calasse...
Teus lábios, a me tocar com beijos!
Se o silêncio da noite despertasse
Os teus sonhos de luzes coloridas
Cada estrela do céu não se apagasse
Ao ver-me sem a Luz da tua Vida!
Nas asas do vento vou colher rosas,
Em nuvens pesadas e vaporosas...
Contidas pelo pranto que me invade;
A primavera saudosa de nós dois...
No arrebol da longa espera, no depois,
Vergel florido a recompor saudades!
Canoa
E quem nasceu para amar, as águas não podem sufocar, corra nas asas do vento para seu amor conquistar.
Quería eu voar...
E Voei...
Voei alto...
Mas o vento me segurou...
Minhas asas...
Ele cortou...
Pelo espaço...
Cego vaguei...
Pelo tempo...
Meus olhos se fecharam...
Acho que dormi...
Talvez no espaço infinito eu me perdi...
E voando pela imensidão...
Cego...
Em algum buraco...
Cai...
E no submundo me afoguei...
Me enchi daquilo que me fez mal...
E abaixo da superficie de tudo...
Pensei...
Será se fui chato demais...
Será se fui insistente comigo mesmo...
Será se fui....
O que não era pra ser....
Não sei...
Pelas luzes...
Estava eu...
Sem notar o brilho...
Clareava o dia...
Apenas o Sol eu via....
Aquecia-me de forma natural...
Um dia...
Não sei como...
Algo me falou...
Gritou em meus ouvidos...
Os timpanos...
Quase explodiram....
Esvazia-te daquilo te causas peso...
Elimine esse fardo pesado...
Aperte...
Se espreme...
Ate vazar...
Sangre...
Renove-se....
E De repente....
Buuuummmmmmmmmmm
Explodi....
Me dissipei pelo espaço....
Em pó eu me vi....
Tudo se foi....
Pedaços triturados....
Ficaram pelo chão....
De repente....
Outro grito....
Calibre-se.....
Mas....
Somente de Ar puro...
Deixe-te levar pelo tento...
Não pense em nada...
Apenas sinta a voz do vento....
E flutuando como bolha no ar....
Carregado de oxigênio...
Remodelagem completa...
Talvez ainda falta um acabamento....
Mas....
Flores ja se brotaram...
O inverno se aproxima..
Logo mais...
A primavera pôe sua face....
E eu...
Aqui em plena paz...
No fim do outono....
Saboreando os frutos...
Dos jardins que eu plantei....
Posso chamar isso de Azar...?
Não....!
E jamais...!
Frutos doce como mel...
Aqui estou...
Nutrido de Amor...
Pra mim...
E pra você...
Que acredita no fogo que arde sem queimar....
Você está ai....?
Vem...
Vem Voando...?
Antes que seja tarde demais....
Seja sábio....
Deixe o vento te levar...
Sinta o mesmo Ar....
Pois é ele....
Que fará você explodir....
E se renovar.....
Autor:Jose Ricardo
Vida leve me eleve
Como a brisa leve
Me leve de leve
Suave... me deixe planar
Nas asas do vento, bem de leve
Leve o que precisa levar
Serenamente
Me rege de leve.
O Vento Levou
Asas
“Asas para que vos quero?”
Talvez para um vôo pelo mundo...
Quem sabe, para um mergulhar profundo...
Ou talvez para chegar até o mar.
Esses mares nunca antes navegados...
Esses mares, com lembranças do passado,
De frágeis naus, a lhe desafiar.
Asas, da imaginação do navegante,
Que pelo mar viu monstros horripilantes,
E se encantou com sereias a cantar.
Asas, que deram a Ulisses força de voltar,
Que a fúria de Poseidon sobreviveu,
Para realizar o objetivo, sonho seu,
De, para sua bela ítaca, retornar.
Assas, que tenho em meu viver,
Qual gaivota, e que me faz vencer,
Toda tormenta de nuvens,
Que possam, um dia, meu céu ameaçar.
“Asas, pra que vos quero?”
Vos quero...simplesmente...
Para poder voar...
Sei que não posso voar.
Minha vontade era mesmo de abrir minhas asas, me entregar ao vento e deixar que ele me levassa pra onde quisesse, por onde lhe fosse conveniente, por onde fosse possível me levar. Nesse exato momento sinto-me podada, minhas asas foram tiradas e eu busco no vento a sensação da minha liberdade, uma liberdade que nunca existiu, uma vontade que sinto tão intensa, sensações, desejos, até parece que ja tive esse gosto. A LIBERDADE é um prato cheio, que você pode se lambuzar. Mas mesmo assim, não deixarei de querer. Pra mim tem o gosto mais doce, eu, eu mesma e nada. Nada que possa impedir de levar-me até a altura mais alta, a atitude mais inconsequente, o medo mais exitante, a loucura mais inesistente, uma alma quase que consistente, uma medida previamente. Tenho sempre um 'quê' de mesmice e isso me encomoda profundamente, porque o mesmo já não almeja mais la liberté. É o mesmo de mim que já não quero mais.Já não suporto essa mesma cara de presa, de gente pra dentro, que cobre a dor mais profunda com o sorriso mais hipócrita, por dentro um estilhaço, por fora uma cara rosada, satisfeita e sinicamente feliz. Sofro com um desvio de personalidade que vai de mim até você.
Já aprendi a suportar e a conviver diretamente comigo mesma presa dentro de mim.
Eu estou presa dentro de mim e não posso sair mais.
Talvez depois de engatinhar, andar, correr eu possa pular e empulsar meu vôo e me livar de mim.
no ápice da minha felicidade consegui ser deprimentemente convincente.
Sem Palavras...
Vento em seus cabelos.
Milhares de asas cefálicas...
E é o meu pensamento que voa...
Qualquer lugar é mágico…
Basta sentir…
E voar nas asas do vento…
E por um momento se deixar levar…
Sonhar é de graça…
Sonhe!!!
As asas da esperança cortam o vento frio do ódio e da intolerância, que bate muitas vezes contrário à nossa jornada rumo ao caminho da nossa consciência.
"E como boa borboleta que sou, vou voar pelo horizonte sem rumo, sentindo o vento nas asas e sorrindo pro mundo la fora."
