Abismo
Às vezes caímos no mais profundo abismo de pessimismo,
Parece que nada faz sentido,
Ela, a vida é tão efêmera...
Mas esquecemos dos breves momentos de alegria, de risos e de companheirismo.
Mas lembre: Faz sentido sim, principalmente,
Quando temos pessoas que ofertam verdadeira companhia.
Isso trás um pouco de sentido,
No que somos e nas lutas que travamos.
Ah vida, paradoxal e complexa !
Aquele que olha demais para o abismo dentro de si mesmo só encontra defeitos, porém é necessário olhar pra o céu também, e descobrir as qualidades que se têm.
Insensibilidade, desamor, indiferença...
Formam a larga estrada de acesso ao abismo da insignificância - que se abrirá à frente! Apenas o amor é o reparador que pode evitar a tragédia!
O fim deste abismo
pode ser o seu fim, porém também
o inicio do sofrimento dos
que tiveram do seu lado, e sempre
te amaram.
Quando estiver no ápice, lembre-se como foi estar no abismo, nunca deixe a lembrança do sofrimento pois ele te ajudará a andar com os pés firmes.
O maior orgulho que temos é, quando tropeçamos, caímos e ficamos a beira de um abismo, sem que nunca tenhamos levado ninguém conosco.
Num abismo ruiu o humanismo,
Perpetuou-se o sacrilégio,
Entre o maligno e a bondade,
Um eterno conflito cego.
Acrobacias Exímias à Beira do Abismo
Chame-me do que quiser, mas chame,
Chame-me como queira, me chame.
Não se pode equivaler teu charme,
Quantificar tua ardência em chamas, me aglutine.
Apodere-se de mim; nunca pertenci-me,
Entretanto, pertencer-te-ei,
Se a posse lhe parecer agradável.
Prazerosa emoção incompleta,
Se comigo não estiveres e não estando,
Imaginar-te-ei apenas, arte meramente.
Potência do aprisionamento, em cadência,
Pois liberdade nada reflete,
Se não for um contínuo e felizardo prisioneiro teu.
Escravidão é lá fora, ao ar veloz e liberto,
Sem os aromas que divides e multiplicas comigo.
Minhas inabilidades e fraquezas,
Tão corpulentas e orgulhosas,
Que as atiro aos teus hálux,
Pois, entre crânio e calcâneo,
Há todo um sistema osteomuscular e neural,
Que admiro.
"Há sempre um abismo onde as sociedades podem cair em salto livre, impulsionadas pela ganância. A insatisfação é o desejo descontrolado de querer mais, sem tempo para usufruir do que se acumulou. Assim, os sintomas são adversos: indiferença, injustiça e desigualdade. Esses três pilares sustentam uma queda social.
Uma sociedade mergulhada no jogo da corrupção e da imoralidade dispensa a ética e aceita qualquer vantagem. É um declínio do ser e a posse do ego, o narcisismo social.
Em uma ideia social onde a coletividade é o conceito essencial, a ganância dispensa tudo para se beneficiar das posses e riquezas, tantas quanto for possível surrupiar. Uma só regra rege uma sociedade explorada e dissolvida na ganância: o poder. Assim, o domínio e a exploração são o lucro, o objetivo principal. O resto se torna indispensável. Com o tempo, tudo é dispensável, até o ganancioso...
Psicossocial
Marcio H. Melo"
Texto corrigido pela meta ai
Entre o verbo da promessa e a carne da ação, reside o abismo onde muitas vezes naufraga a fé cristã. A fidelidade não se veste de intenções futuras, mas se revela na presente e constante conformidade com a sabedoria perene das Sagradas Letras.
Fechar os olhos é confiar
se entregar de peito aberto
alma leve
se jogar no abismo
coração pulsante
se envolver no abraço
corpo solto
passos incertos
aposta alta
jogo arriscado
fruta agridoce
Fechar os olhos é eternizar
o momento do enlace
a procura do instante
o tempo medido em vidas
a vida em suas nuances
