Abismo
#ABISMO
Num calafrio, junto ao abismo que me encontro...
Eu penso...
Por que as flores morrem?
O vento se estendendo...
Em volta, do alto, embaixo...
Um sopro denso...
Em minhas noites estreladas...
Em que a lua esqueceu sua memória..
Tenho medo do sono...
Tenho medo de dar meu próximo passo...
Tão longa a jornada...
Nenhum som me importa...
Só o som do nome que eu adoro...
Não há tempo consumido...
Tanto o ontem como o agora...
Deixo a luz fazer parte de mim...
Infinito de uma alma que se guarda...
Abro as asas da esperança...
Vôo sem destino...
Libertando meus pensamentos...
Deixe-me nesse tempo...
Aonde encontro...
A paz...
Sandro Paschoal Nogueira
#AFLIÇÃO
Quando o céu em pranto derrama tuas estrelas...
Em que céu ou abismo tarda?
Onde fazes tua morada?
Quem com correntes tão fortes e sutis prenderá teu coração?
O fogo que dentro de ti arde é um profundo e sincero amor?
Poderá dedicar-me um pouco de ti tirando-me o langor?
Nunca saberás o quanto me é importante...
Não tenho como medir e expressar meus sentimentos...
Se reprimo meus impulsos e desejos...
Afogo meus sonhos...
E choro nos leitos...
É porque sou fraco...
E a morte já fez morada em meu peito...
Rasgo as asas da vida...
E a eternidade confronto com alegria...
Não serás tu homem como eu?
Eu canto...
Eu bebo...
Eu danço...
Ah, sei que também me amas...
Como eu te amo...
Todos clamam na aflição...
E por ela juram gratidão...
A ti não clamo...
Só peço que me estenda a mão...
Ame-me agora então...
Sandro Paschoal Nogueira
Caminhos de um poeta
#FERA
Em que longínquo abismo...
Em que remotos céus você se esconde?
Enquanto o seu coração de vidro bate...
Ressoa, sem alarde entre os mortais pela eternidade...
O silêncio já não lhe amordaça...
Saltam de seu olhar...
Faíscas e trovoadas...
Sonhos desfeitos...
Um vácuo no peito...
E rega a terra sob suas lágrimas...
Quem entre os homens poderia lhe acalmar?
Não se entrega à lama que lhe espera...
No ódio que lhe cerca...
Na sarjeta que o chama...
Sacrifica suas quimeras...
Necessidade de ser fera...
Se alguém se compadece...
E por você chora...
A mão que afaga também não perdoa...
E ao incalto devora...
Veste-se de saudades...
De tristeza e dor...
Dos anjos não dá ouvidos ao clamor...
É fera ferida constante...
Essa é a sua condição marcante...
Não é insano...
É um lamento...
É impávido em calado sofrimento...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Original é quem se origina de si mesmo...
Que encara o abismo que o chama...
Que sendo de toda a parte
não é de lugar algum...
Que planta e colhe a própria sorte...
Que faz do choro o riso...
Que amplia seus horizontes...
Tendo o céu como limite...
Não se cansa...
E se cansa...
Segura o peso e segue adiante...
Original é quem enche os copos...
Sem perder o juízo...
Que tal como um gato possui sete vidas...
Não desprezando nenhuma em qualquer esquina...
Original é aquele...
Que foi expulso do paraíso...
Que lavra o coração...
Fortalece os sentidos...
Que acima de tudo não esquece...
Mas se compraz no perdão...
Original é aquele...
Que desce às ruas...
Como se fizesse amor...
Que em madrugadas solitárias e frias...
Encontra em si mesmo o próprio calor...
Original é aquele...
Que percebe as mentiras...
Mas que com elas não se deita...
Que enfrenta os medos e as dores...
Que não perde as rédeas da vida...
Que mesmo sendo sofrida...
Cultiva o amor...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu sou a sombra
Do abismo
Que chama
O egoísmo
De covarde
Me sinto onipresente
Diante de tanta
Gente
Que se vê como
Indigente
nesse infinito
Mar de vidas
Observo essa história
Por minha fonte
Se glória
Vontade e inspiração
No fim
Cabe a mim
A todos só gratidão
O paraíso e o abismo estão entrelaçados pelo cordão da ID, a segundos da aurora, diante o horizonte do fim.
130723
Acreditar nas próprias ilusões é lançar-se em um abismo de mentiras. Aceitar a verdade do hoje, poderá ajudar na decisão do amanhã.
Sei o que devo defender para que não caia em abismo e se encontre com a solidão;
Mesmo não sendo escravo de nenhum coração nem expectador da verdade, improvisando o foco do meu entender;
Porém com o minha compreensão, me junto e me refaço para que as palavras conjugue a direção dos sentimentos de paz;
Não desisto jamais, muito menos retrocedo em minhas metas, pois minha coragem não estará pelo avesso, nem pela metade de conquistar o coração esperançoso;
Se queres coroai-o sem o conhecê-lo devidamente és um risco para o abismo que infecundo se mantiveres incerto na insegurança;
Então este seu acaso que ora, solene e outrora impensado se faz impaciente em um presente perigoso, mas contentável;
Me vejo em um abismo no qual não posso ser feliz, mas lutando contra mim mesmo e restituindo o que nunca tive;
Amar sem sentido é cair em um abismo e ser livre do dito pelo não dito
Mulher, menina, deusa... Rainha ou o meu porto seguro
Minhas lembranças ou histórias são o meu juízo
No incluso que me faça saber se valeu a pena;
O meu abismo canta em silêncio em mim;
Eu sempre achei que o amor me salvaria
Mas com prazo de validade
Não foi o que eu queria;
Que nossas asas ganhem sentido na urgência dos céus e não no medo dos abismos.
E no mesmo abismo que a noite cai, me perco na urgência de não ter sentido com medo dessas asas que forjam um céu duvidoso mencionado por ti;
"A solidão é um abismo continuo e devemos saber nos lidar com ela, pois com ela nos conhecemos melhor"
