Abismo
A religião é uma ponte que permite aos que não conseguem atravessar de um lado ao outro do abismo sozinhos.
As lágrimas do amor
Em um mar de lágrimas, formado pelo sofrimento, o abismo que nos separa da felicidade parece imenso e distante. A dor e a raiva se fazem constantes, e vivemos em um mundo triste e solitário. No entanto, a única coisa que nos lembra do porquê continuamos a sobreviver é a família. Ela é o que realmente importa — é o amor de cada dia que ainda nos traz alegria. É o contato que vai além de um simples abraço, até chegar ao afeto de um beijo. Esse é amor
Em nossos protecionismos tecnológicos, nos esquecemos do abismo da insensibilidade e desconexão emocional que criamos entre nós mesmos
Quando nos negamos a aprender com os erros do passado, somos empurrados para o abismo da repetição teimosa de padrões constantes, que vão acarretando destruição na história da humanidade
"Entre o céu e o abismo."
"Euforia e silêncio em um só corpo."
"Dias de sol, noites de tempestade."
"No limite entre o tudo e o nada."
"Sorrisos que choram por dentro."
"A mente corre, o coração pesa."
"Explosão de vida, colapso de alma."
"Intensidade que o mundo não entende."
"Equilíbrio é uma luta diária."
"Nem sempre sou eu, mas sempre sou real."
“A insensibilidade cega os corações dos homens fazendo-os caminhar para o abismo sem que eles o percebam...”
Te tive no mais esperançoso abismo das minhas convicções
Mas não pretendo me jogar denovo
Quando cai machuca
E curar não é tão simples
O idealista parte de suas crenças quebradas
Não desiste
Mas não sabe mais se é bom sonhar
Sonhar é pros fracos
Viver é pros fortes
III. A luz que revela o abismo e a escuridão que acolhe o voo
Algumas luzes nos conduzem até o abismo. E não porque sejam más, mas porque são honestas. Iluminam o que evitamos ver, rasgam os véus que nos protegiam da própria queda. A verdade, quando brilha sem filtros, exige que encaremos o que somos sem moldura. E nem todos estão prontos para se enxergar sem disfarce.
A escuridão, ao contrário, muitas vezes nos dá asas. Porque nela os contornos se dissolvem e os limites se tornam menos rígidos. Na ausência de forma, é possível voar sem direção. E não há libertação mais profunda do que permitir-se perder o controle sob o manto do que ainda não se sabe.
Tememos o escuro como crianças assustadas, mas há uma sabedoria ancestral que habita as sombras. Elas nos forçam a desenvolver outros sentidos. Ensina-nos a sentir, mais do que ver. A intuir, mais do que racionalizar. A mergulhar, mais do que caminhar.
E quando finalmente aprendemos a confiar na escuridão que não devora, mas acolhe, compreendemos que o verdadeiro clarão não vem de fora. Ele nasce no momento em que ousamos atravessar o invisível e ali, no centro do que parecia fim, descobrimos o princípio.
I. O fio invisível entre a razão e o abismo
Há um fio quase imperceptível que separa a sanidade da loucura. Ele não é feito de lógica nem de evidência. É tecido em silêncio, por forças que a consciência não domina e o juízo não decifra. Às vezes firme, às vezes tênue como névoa, esse fio nos atravessa. E todos nós, em algum momento, já o sentimos estremecer.
A sanidade é frequentemente confundida com controle, previsibilidade, coerência. Mas há loucuras que são apenas formas radicais de sentir. Sentir demais. Sentir o que o mundo não suporta nomear. Sentir o que escapa às categorias da razão domesticada. E há insanidades que nascem não do caos, mas do excesso de lucidez, quando a realidade se mostra em sua nudez crua e insuportável.
Nem toda loucura é ruína. Algumas são defesa. Outras, travessia. Há quem precise se despedaçar para sobreviver à rigidez do que é dito normal. E há quem se esconda atrás da sanidade como quem se fecha numa prisão segura, mas estéril.
A lucidez não é ausência de delírio. É a capacidade de dialogar com ele sem se perder. De acolher o que se rompeu sem rejeitar o que ainda sustenta. De habitar a própria mente como um território sagrado, mesmo quando os mapas falham.
No fundo, talvez sejamos todos dançarinos à beira do abismo. E o que nos salva não é o equilíbrio perfeito, mas a graça com que aprendemos a cair e voltar.
”Meus devaneios caminham entre o sagrado e o sombrio, entre o lirismo e o abismo. São ecos da alma que desconhece prisão.”
" Cuidado com a tua falsidade, pelo abismo em que ela se fenece, ela já não mais te aguenta sem encarar o poço da tua idade. "
" Pessoas abastadas ou não intelectualmente vivem da quimera no poço escuro e fundo do abismo no orgulho torcendo para que os fatos não passem de invencionismos. "
NO BALANÇO DO DIVINO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Morreu por nossos pecados
Abismo de santidade
Fornalha ardente de amor
Caminho, Verdade e Vida
Tu és o Salvador
Aquele que minha alma busca
Na prece e na luta
Minha alma tateia
Em prece amorosa
Um olhar contemplativo
Na balança do Divino
Só Tu és o Verbo Eterno
Ensina-me a amar à vida
Sopro divino em meu peito
Santo milagre de amor
Eterno que se faz agora
"A ambição desenfreada, leva a cobiça, a cobiça leva a ruína, e um abismo puxa o outro."(Guto Lopes)
Quando me vi diante daquele abismo achei que cairia sozinho, porém fui empurrado para lá.
A morte me olhou nos olhos e eu a rejeitei. Ainda não era seu momento, a vida apesar de difícil sempre me foi bem mais atraente.
Andei resistindo a tempestade, para contemplar águas pacíficas.
Somos uma complexa infinitude. Um labirinto de sentimentos reais e verdadeiros.
Um profundo abismo cheio de pensamentos que vem e vão como ondas.
É verdade, que entre o meu eu lírico e eu, abriu-se um abismo. E na tentativa de nos entender, percebemos que há também entre nós, um moinho. Este, alterna-se com o abismo. E entre a distância -entre nós, e o moinho que nos mistura, estão os mais eloquentes versos.
A loucura é como "o fim de um grande buraco", um grande abismo. A genialidade esta no lado de fora desse buraco ou abismo. Bom... estou travado na saída desse buraco...
