Abismo
Metamorfose
Uma dor profunda,
um abismo entre o
mundo e eu...
Encolhida, medo senti.
Ao me olhar no espelho,
uma mudança ali percebi...
Cresci!
Uma dádiva, pois é
eu floresci!
"Como cristão, sinto um abismo entre o 'eu' que almejo e o 'eu' que vivo, e a vergonha é a ponte que os separa."
(Romanos 7:15-20; 2 Coríntios 12:9-10; Filipenses 3:12-14)
Quão fundo é o abismo que te atrai, quando o espelho não reflete o que queres ver? Nesse vazio, é fácil confundir identidade com aparência.
Não tenha medo de tentar, tenha medo de se encontrar olhando para o abismo com a alma vazia e ausente de fé.
Passo pelas marcas de um rio que me sufoca, sem me aperceber, dou por mim entregue ao abismo de uma vivência quase sem sentido.
Num abismo ruiu o humanismo,
Perpetuou-se o sacrilégio,
Entre o maligno e a bondade,
Um eterno conflito cego.
posso ter o mundo aos meus pés porém, sem a tua presença o abismo continuará em meu ser...só tu és o Deus das profundezas e das alturas. não importa o quão longe eu esteja, eu sou complexo e tu és o infinito.
Infelicidade é que as pessoas não olham para além do mar de rosas que irão passar que é o abismo.
Quando o mar se mistura com o abismo, logo desistem sob o disfarce de algumas pedras que tropeçam.
não quero luz superficiais...prefiro meu coração em um lugar que a defina mesmo que em um abismo, ignorarei as luzes superficiais.
Acrobacias Exímias à Beira do Abismo
Chame-me do que quiser, mas chame,
Chame-me como queira, me chame.
Não se pode equivaler teu charme,
Quantificar tua ardência em chamas, me aglutine.
Apodere-se de mim; nunca pertenci-me,
Entretanto, pertencer-te-ei,
Se a posse lhe parecer agradável.
Prazerosa emoção incompleta,
Se comigo não estiveres e não estando,
Imaginar-te-ei apenas, arte meramente.
Potência do aprisionamento, em cadência,
Pois liberdade nada reflete,
Se não for um contínuo e felizardo prisioneiro teu.
Escravidão é lá fora, ao ar veloz e liberto,
Sem os aromas que divides e multiplicas comigo.
Minhas inabilidades e fraquezas,
Tão corpulentas e orgulhosas,
Que as atiro aos teus hálux,
Pois, entre crânio e calcâneo,
Há todo um sistema osteomuscular e neural,
Que admiro.
Entre o verbo da promessa e a carne da ação, reside o abismo onde muitas vezes naufraga a fé cristã. A fidelidade não se veste de intenções futuras, mas se revela na presente e constante conformidade com a sabedoria perene das Sagradas Letras.
Quem entende a fragilidade do amor e a efemeridade da felicidade aprende a dançar à beira do abismo.
