Vozes
Saudações mundo
As vozes das árvores ecoam roucamente em meus ouvidos
E ao acaso a noite me conquista
E meus olhos negros cegam com tanta nitidez
Viver com histeria não é mais tão frugal
Um nom de plume em nome de cada história
Para que não se percam em um tempo qualquer
Medieval é o amor, e o tempo se desfaz com ele
Benquisto era o romantismo
Hoje é apenas abominação dos bruxos
Saudades do azul da manhã
Lembranças de um viver qualquer
Saudações mundo
Como se faz hoje em guerra
Antes se fazia em paz
E pela mitologia de atena
Vibra ainda a voz rouca das árvores
Como uma singela canção
Que vibra no firmamento do segundo céu
Era tudo extremamente rudimentar
Hoje as árvores falham a voz
Pois não tem mais o que cantarolar
Vozes cintilam na beira da estrada
E eu corro vigorosamente em busca do amanhã
E o amanhã nos meus sonhos é sempre e será eternamente
Como nos dias passados
Como o rei é coroado
Eu coroo a noite como rainha do amor
Entre plebeus e marajás há tanta infinidade
pouco se sabe quando não há o que saber
toda sabedoria é plena quando há pelo que plenar
Planeje o futuro para não prender-se ao passado
Escolha entre ambos para não pender-se em um penhasco
Suba de galho em galho e alcançará o fim e um belo horizonte
Dono de mistérios e mistérios, teu e todo o império
Era assim os dias de antes e será assim os de amanhã
Hoje o mundo se perde
e vaga pobre num vazio infinito.
Não permita jamais que as vozes externas falem mais alto que a sua voz interior. No fundo, você sabe o que é melhor para si.
Tantas vozes e ninguém se ouve, tantos olhares e ninguém verdadeiramente se vê. Reforçamos as grades da arrogância trancafiando no coração a soberba do egocentrismo, somos cada vez mais prisioneiros dos nossos anseios.
Kaab
A VOZ DO SILÊNCIO
Os degraus são da dor e do sofrer,
Só os calam as vozes da virtude,
Mas o lodo da vil vicissitude
Faz o tolo, de início, esmorecer.
Quem se prende a esta lama sem saber,
Gasta muita beleza e juventude,
E, depois da total decrepitude,
Se despede da vida sem viver.
O brotar dos sagrados germes n’alma
Do andarilho, na dor e paz, o acalma
Entre os juncos do ser que é sua senda.
Cada vício é o riso de uma hiena,
E a virtude é a voz meiga e serena
De quem forja na queda a própria lenda.
CASA VELHA
Casa velha,
sem trinco porta ou janelas,
vazia de moveis e vozes,
soleira suja esperando outros pés.
Casa velha,
que já abrigou felicidade,
silêncio de muitos segredos,
vive hoje nos teus medos,
encostada na beira do mar.
Casa velha,
que julga sem piedade,
o ultimo morador do teu chão.
Casa velha,
teu alicerce é forte e seguro,
as cicatrizes nas tuas paredes,
não passam de arranhões na pintura.
Vestidos brancos ao longe no céu, susurram ao caminhar, longe escuto essas vozes, e sei quem à me procurar
Nada posso lhe dizer, pois sentado aqui estou, mas de costas posso ouvir, tudo aquilo que faltou...
Me desculpe estar aqui, mas fui fraco em lutar, não podia mais viver, sem um dia descansar
Aqui salvo suas palavras, agora pode acordar, não se afogue na tristeza, pois eu sempre vou te amar...
Vozes que te contrariam olhares q desdizem um bom desejo ou língua que não te palavrem o bem,ñ te abalarão quando Deus é contigo.
Os verdadeiros vínculos não precisam de muitas vozes, muitas afirmações, muito palavrório. São os que, no silêncio, se afirmam e às vezes até na distância, se enobrecem.
Se as vozes que te cercam lhe distanciam de você, deixe de ouvi-las. Se, pelo contrário, lhe remetem a enxergar-se, a essas dê atenção.
Muitas vozes tem dito que pra você não tem mais jeito. Que o melhor a fazer é desistir.
Mas a realidade é outra. Deus não te deixou sozinho (a) nessa batalha. E nem permite que você carregue um peso maior do que as suas forças. Se ele está permitindo essa prova, ele vai te mostrar uma saída. Hoje Deus está renovando as suas forças e restaurando a sua fé. Muitos vão ter que assistir a sua Vitória e ver que o Deus que você serve tem poder.
.SEM VOCÊ
Meus gritos saem mudos...
Minhas palavras não se calam ...
As minhas vozes gritam incontrolável ...
Meus olhares se perdem no tempo...
Meus caminhos não me levam até você...
Me perco na direção, não sei para onde ir...
Meu coração anseia por ti desesperadamente...
A vida quer se ir ... As cores já não tem mais o mesmo brilho ...
Elas ficaram desbotadas sem você...
Sinto tanta sede de desejo...
O desejo cada dia mais intenso...
A paixão me devora a alma...
Onde vou buscar mais palavras?... Para matar essa sede que me consome...
Palavras sem fim... Sopro de vida que se vai...
Desejo que veem... E consome-me ...
A vida que quer se esvai-se...
O sonho que se perdeu...
A esperança que luta quase sem forças...
A guerra que se perdeu no meio da batalha...
Apenas sobrevivendo a cada momento ...
Lutar sem forças mais continuar sem você..
É na magia do silêncio que escuto as nossas vozes. Desde criança ensinou-me a escutar e a ouvir o que diz o meu coração. Sei agora que o Amor pode vir para ficar num lugar inesquecível, onde vale a pena ficar pelo menos mil anos, vale ainda vive-lo pela eternidade... Há Amores Eternos e Felizes, Só assim a Vida faz Sentido... Roswyta Ribeiro
As Vozes Dos Mentecaptos
volta e meia eu me sentava junto à eles e observava a falação.
eles pareciam insatisfeitos com o mundo
os lábios se mexiam como se não soubessem segurar as palavras na boca.
eles diziam
''a verdade é insuportável
a mentira é a solução''
eu nem me mexia, queria ouvir o que saia das suas malditas bocas imundas.
mas pensava na minha cabeça, como é que esses cretinos ousam falar do mundo se nem sequer o vivem?
conclui que também fazia parte dessa difamação toda.
assim como eles, eu também não vivia a vida como era pra ser vivida, eu simplesmente me sentava e impacientemente esperava algo acontecer, e não acontecia.
minha existência era miserável. incompreensível.
e nossas verdades eram encobertas por mentiras convincentes.
ninguém desconfiava, todos aceitavam como se fossem verdades absolutas.
logo pensei,
os humanos são imbecis, a existência é imbecil, somos projeto de um acaso infeliz que não deu certo.
A UM POETA
E vozes interagem o que escrevo!
Na minh’alma o silêncio corta,
Dizendo o que sou e o que devo,
Dos meus olhos já de água morta!
Sussurros estranhos igual ao meu?
Deuses choram versos mortos...
Não sou de brado igual ao teu!
Só canto as mágoas que conforto!
Nuvens, Poeta, cobrem o meu dia!
O sol de esperança, me é fantasia
Como as preces que clareia e sente...
Os meus segredos, eu te desvendo:
Penso o que pensas d’alma lendo
O que sou à boca já de toda a gente!
