Vento

Cerca de 13195 frases e pensamentos: Vento

As vezes quero ser pura, mas sou

pedreira, concreto,

Linhas duras, ângulos ...

Paralelas infinitas, pontos sem finais...virgulas
reticencias...

Vez ou outra, sou janela aberta,

com cortina de seda, esvoaçante , transparente

onde o vento me percorre...

As vezes um banco vazio,
a espera da mudança das estações...


Muitas vezes me confundo
entre folhagens, relva e a própria chuva...
e fico a esmo, sem saber bem o que sou...

Inserida por bonecadepano

A boca da noite

Na boca da noite, ao entardecer,
As cigarras começaram a cantar,
E o vendo soprava sem para.
Naquela cidade calma e vasta,
o silêncio tomava conta de lá,
E no céu uma grande Lua,
Que iluminava as noites de lá.

Inserida por lumamelo

Então de súbito acordei;
Mas já não estava morto? E a cada tentativa de respirar era como morrer novamente
E eu continuava morrendo
[Respirando... Eu tentava viver

E como quem já estava morto eu não entedia
Doía de uma forma diferente; era como leva facadas na alma
[Ter a alma dilacerada
E mesmo assim eu continuava a tentar mais uma vez viver
Ora! Eu só queria achar meus sentimentos e senti-los mais uma vez
Antes que meu cadáver apodreça novamente, antes disso tudo eu queria sentir

E quando descobri onde se guardava os meus sentimentos
E quando eu pude sentir... estava vivo mais uma vez
[Estava morrendo

Os sentimentos me machucavam de uma forma mais profunda
Se respirar já doía; sentir de volta meus sentimentos era como estar ardendo no fogo do inferno

E queima mesmo eu sendo um cadáver
Ainda dói no peito
Ainda arde algo dentro de mim

E como de súbito alguém surge para viver;
Da mesma forma esse ser se desfaz ao vento

Eu queria continuar aqui
[Eu só queria sentir
Mas isso tudo me custou tão caro
Tão caro para um cadáver...
[Tudo isso era de mais para mim
Ora! Era eu apenas um cadáver
Tentando ser o que ontem não fui...

Inserida por caim_campbell

Para de contar os teus projetos próximo do vento antes que eles aconteçam, o vento irá espalhar para perto de pessoas que não querem ver você alcançar. Realize primeiro, depois é só deixar o vento espalhar.

Inserida por VanderleyAndrade

Palavras

Palavras ditas,
mal ditas, as palavras são flechas espalhando medo por onde passam.
Palavras ditas, bem ditas, as palavras são flores espalhadas ao vento perfumando a vida de quem tocar.
As palavras são curtas
ou longas linhas, escritas pra ficar
ou partir sem voltar.

Inserida por nildinha_freitas

Muitas imagens não precisam de legendas,
pois sentimento é tão forte,
quanto qualquer expectativa...
valores morais e éticos...
são apenas créditos.

Inserida por celsonadilo

⁠ O vento frio batia forte em meu rosto, o céu cinza me confortava e me dava mais coragem, pois fazia perder-me em lembranças de sonhos reais. A grama daquele penhasco já não era tão verde como das primeiras vezes que eu a vi, e as rochas, pareciam mais escuras e afiadas do que nunca. Meu pulmão, se enchia com o ar gélido daquele lugar, e com ele o cheiro de água salgada do mar escuro, que aguardava paciente, o último suspiro de mais um ser descontente.

Inserida por mario_soave

⁠O vento que hoje trouxe a dor é o mesmo que a leva embora amanhã.

Inserida por ednafrigato

"O verdadeiro amor chega como vento suave da tarde, mas quando se vai perceberas que esse amor era apenas o início de um tornado de proporção F5 na escala Fujita, deixando para trás rastro de destruições em meio a um coração destroçado".

Inserida por Eduardo-Silva

Solidão!

A solidão…
É um balanço
que balança só!
Que deixou
o vento dele levar …
Todos os melhores
sonhos sonhados juntos!

Inserida por daysesene

Vim pra casa por força maior, arrastando os pés. Querendo sentar na primeira sombra e ficar lá até tudo passar. Sem saber definir o que era "tudo", mas achando que um pouco de sombra, vento e movimento já me deixariam de alma nova.

Inserida por stefanimunhoz

Sentindo na própria pele, lembranças que o vento traz

Inserida por bcdavid

⁠Cai a tarde de domingo...
o tempo escorre,
esvai-se pouco a pouco
como um suspiro antigo
que já não se ouve mais.

A kalanchoe amarela no parapeito
resiste —
minha pequena explosão de sol
em um mundo meio gasto,
meio silenciado.

Pelas ruas,
vagam transeuntes
perdidos em si mesmos.
Já não sabem quem são,
nem quem foram um dia —
apenas seguem.

Lá fora, o vento hesita,
como se lembrasse
de outros domingos idos,
com passos,
com vozes atravessando as horas
sem pedir licença,
avançando sempre...

Há uma beleza única nesse momento —
e ela não grita,
sussurra em amarelo
nas pétalas da kalanchoe,
no breve toque do vento
em meus cabelos
antes de seguir
seu perpétuo curso.

(Kalanchoe Amarela)

Inserida por ana_claudia_fuschini

Outono

Outono! As folhas douradas, em queda livre,
Espalham-se dançando com o vento,
Num frenesi de liberdade.
São cores, formas,
Vida que se vai,
Mas que não perde a beleza em seu movimento.

As árvores despem-se lentamente,
E o chão se torna um mosaico
De formas e cores.
Um tapete dourado de memórias e saudade,
Ecoando em cada passo
Do caminhante sonhador.

As folhas que caem
São como páginas de livros,
Que contam histórias de um tempo que se foi,
Sussurradas no ouvido
Pela brisa outonal.

Com suas folhas amarelecidas,
O outono lança seu convite à reflexão:
A se despir das certezas,
E olhar atentamente para os ciclos da existência,
Para a impermanência da vida.
E encontrar, no chão,
A beleza da efemeridade da essência.

(Outono)

Inserida por ana_claudia_fuschini

⁠L’amour

Oh! Minha amada porque está tão distante?
Eu estou nesta profunda agonia...
Não penso na hipótese de nunca mais vê-la!
O seu nome está tatuado no meu corpo.

E espero que os dias passe e essa semana acabe...
De novo, eu quero encontrá-la...
Os meus lábios chamam pelo os seus...
E agora? Como devo fazer?

Eu a imagino aqui. Essa chuva que não passa...
Talvez, eu vá me molhar. Tudo para encontrá-la...

Com a força do vento, a minh ‘alma tornada.
A força da tempestade irá buscá-la... E eu a encontro chorando.
Uma jovem perdida no tempo.

Com o vestido de vertigem. Ela havia perdido o amor.
Perdida estava com o tempo, A chuva era a canção.
Oh! Minha amada que que está tão perto. Por que se mudou?
Quando você se foi, a cidade perdeu o brilho...

Hoje, eu estou aqui... Chorando, como uma criança, pedindo por você.
Está solidão me causará medo... E eu não sei, se vou suportá-la.

Oh! Meu anjo, tão perto entre as flores do jardim.
Porque foi-se embora? E não a entendo mais...
Você ficará ou vem comigo? E eu não sei, qual é uma decisão...

Nessas horas o amor é uma aposta. Em que todos perdem.
E mesmo que fique, é um jogo sem ganhadores.
Eu não vou deixar você tão sozinha...
E eu vou voltar para te buscar...

... E como a chuva que lhe trouxe,
Não vou dividir o nosso amor,
Uma parte ficará comigo,
... E a outra, levará com você.
Titânico Mello

Inserida por TITANICO

⁠Se achas que já é bom o suficiente… experimente segurar o vento!

Inserida por srtacas

⁠Aurora

Quero me alimentar no amanhecer
E sentir a aurora em formas de
Vento, e ver o por-do-sol
Por entre os montes.
Quero criar imagens de poesias.
Quero escrever palavras escolhidas.
Sei que tudo pode ser passageiro
Em tudo aquilo, que nem sempre,
Pode se condensar pelo ar.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Passos

⁠Teus olhos estão ao vento,
Descendo cachoeiras,
Ao mar feito pingos
De chuva.
Tento avistar cada elemento;
Tento gozar cada momento;
Tento beijar cada movimento,
Lasso ao sol até cada crisântemo
Tenho de avistar tudo
Em um clarão
E ver tudo em neblina
Mentir para continuar;
Partir para atenuar;
Progredir para averiguar;
Cada passo inusitado
Vou gritar ao mundo.
Cada poesia feita em chamas
E vou murmurar cada
Perda e ternura.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

⁠Destino

Nem tudo tem que ser assim,
Do sol, ao vento derrubando
Acalantos.

Nunca menti pra você
Nunca lhe disse a verdade.

Cada parte, cada traçado, cada
Momento, cada lamento, cada
Tormento em ternuras.

Só quero está aos seus
Braços e sentir cada aroma
Em brisas balsâmicas
E gozar os seus cabelos
Na lira.

Quero cada passo um abraço.
Cada laço uma moldura.
Cada compasso os seus cabelos um conforto.
E fitar a cachoeira batendo
Nos seixos... Feito
O sol se pondo ao céu
Deixando pequenos olhares
Nas estrelas.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

Luís Fernando Veríssimo diz que : “Os tristes acham que o vento geme, os alegres acham que ele canta”.Tem dias que estamos assim, ouvindo o choro dos ventos. Nesses dias precisamos de um ombro amigo, de um afago, de um aperto de mão...Quando isto acontece, o melhor caminho é superar sozinho.

Inserida por lourdesduarte