Veneno
Todo mundo quer ser uma cobra e destilar veneno alheio, mas vem aqui ser mordido, que eu te provo que veneno transforma qualquer pensamento.
Próprio Veneno
Tá bom! Tá Bom!
Eu confesso!
Eu injeto veneno nas veias, faço isso em doses homeopáticas.
Parece loucura, non sense, mas o que não estava no gibi é saber que muita gente assim como eu também injeta
Injeto veneno quando sinto raiva, quando guardo mágoa, quando me deixo ofender, quando preciso de aprovação dos outros, quando me incomodo com críticas e acusações gratuitas, injustas de quem muitas vezes nem tem apreço por mim.
Quando acho que tudo é velho, triste, chato e sem cor. Quando decido e faço a escolha de um dia péssimo. Quando as noites são tristes. Quando esqueço de ser grata e quando quero ser apenas mais uma na multidão.
O ser que fala, tem a magia entre os dentes, o veneno mortífero da língua, a cura nos lábios e o mal da mente que padece pelo não dito.
Quando pensamos mal de alguém, geramos em nós um veneno; e quando falamos mal desse alguém, injetamos o veneno noutras pessoas.
Tem gente que em vez de saliva tem veneno na boca. Cada palavra é mais venenosa que 1000 picadas de cobra.
"AMOR VENENO"
Ao falar para mim e eu olhei para você, foi nessa hora que o tempo parou no meio do curso instantaneamente:
-Amo te nome eu sou teu obediente escravo, seu serviçal, tornei-me, teu servo ambulante, como uma borboleta que voa distante sem rumo, e sem destino, sou teu amo, teu menino!
-Enquanto você sussurrou-me e eu loucamente te amei, abusei dos seus beijos, e o sentimento se levantou, prostrei-me, ao ver tu de pé.
-sua voz ordenou-me, e cale-me, surdo e mudo fiquei.
-O céu era visível em seus olhos, eu apenas um servo.
-e eu havia dito o que tanto desejo em ti, beijar-te, amar-te, sentir-te, em seus lábios por o mel de minha boca, que destila feito veneno de cobra ao picar teu calcanhar, sou assim: e é assim minha incontrolável vontade de amar-te.
Imaginação te dá o veneno e o antídoto pra tua alma, nem sempre nessa ordem, nem sempre concomitante.
