Veneno
O ódio que nasce de contemplar o céu alheio do fundo do próprio inferno não é veneno. É diagnóstico. É a alma reconhecendo, com clareza absoluta e inútil, a exata topografia da sua exclusão. Você não odeia o outro por ser feliz; odeia a distância intransponível entre a vida dele e a sua. Odeia a contiguidade sem permeabilidade. Odeia, acima de tudo, o fato de que, mesmo no fundo do poço, você ainda é capaz de olhar para cima. E que esse olhar, esse único e derradeiro movimento ascensional, não é prece e sim testemunho acusatório.
O amor
O amor é veneno
Há duas formas de você beber esse veneno
Ou você toma um pequeno frasco dele e não surte efeito algum
Ou você se embriaga nele ao ponto de você morrer
Sentir tudo a flor da pele
É um veneno, mas é um veneno tão doce
Se eu pudesse, tomaria todas as doses do mundo
Não pensaria duas vezes!
Ó se eu pudesse morrer de amor novamente, apenas mais uma vez
Eu beberia desse veneno como se fosse a ultima coisa que eu faria
Corrupção rasteja pelas veias do poder como veneno lento, transformando líderes em marionetes podres que dançam para o ouro sujo.
Estarmos invigilantes com nossas emoções é o mesmo que engolir veneno conscientemente. É necessário enxergar nosso interior e começar a nos auto-cuidar, e o melhor medicamento é amarmos a nós mesmo incondicionalmente.
Doce foi o veneno experimentado inocentemente,
A água bate na rocha e ela não corresponde, mas sente,
A neve cai, o tapete na floresta é branco, o lobo ruiva sagaz na escuridão, mas a fogueira continua acesa,
A lua ficou escura por breves minutos deixando o mar agitado, depois voltou a iluminar o céu e tudo se acalmou, o rio corre solto levando os troncos secos e os podres, a coruja vigia a noite, alguns pássaros dormem, a natureza sabe se organizar,
O amor não é algo a temer escuto estes ruídos por aí, então me ensinem a viver sem medo de amar.
Ele veste-se de prazer momentâneo,
mas esconde em si o veneno da morte.
Sussurra ao coração: “segue-me”,
mas conduz o homem ao abismo sem volta.
*Viperino*
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Igual à víbora,
mordes-me e espalhas teu melífluo veneno
Igual à cascavel,
Fazes-me temer os sinos, o som da vida
Igual à naja,
Fazes-me estagnar perante as línguas de áspide
Como morreu o Amor?
O amor não morreu de repente,
não foi queda, nem faca, nem veneno.
Morreu sentado ao nosso lado,
esperando uma palavra que não veio.
Morreu quando o silêncio virou resposta, quando o toque virou hábito sem calor.
Cada “depois a gente conversa”
foi um passo a mais no seu cansaço.
Morreu de pequenas ausências repetidas, de promessas deixadas em rascunho.
Não foi falta de sentimento —
foi excesso de descuido.
E no fim, o amor morreu de amor:
amou sozinho, amou demais.
Até entender, tarde demais,
que amar também precisa ser amado.
Tenta me derrubar, mas é você quem cai,
Me lança teu veneno, mas quem se envenena é quem trai.
Joga pedra na estrada, mas tropeça no teu chão,
Eu sigo no meu passo, firme, livre, coração.
Quer ser minha prisão, mas é você quem se acorrenta,
Quer apagar meu sol, mas é teu mundo que escureça.
Grita meu nome em raiva, mas sou eu quem se liberta,
Você se perde no ódio, eu encontro a porta aberta.
Fizeram suas escolhas e agora colham o próprio veneno...Que seja feita a vossa vontade, bem longe da minha verdade.
DeBrunoParaCarla
Não sou louco por querer te explicar,
Que o que foi veneno me ensinou a curar.
A gente só brota se a terra for forte,
E a dor que passou me trouxe mais sorte.
Não tente entender com a cabeça e a razão,
Sinta o que o broto diz pro seu coração.
DeBrunoParaCarla
A raiz cresce para cima, buscando o clarão,
E o que foi veneno, virou o meu pão.
Se eu sou louco, a razão é que é doente,
Pois só quem se perde é que entende a gente.
DeBrunoParaCarla
