Um escorpião desejava atravessar um rio, mas ele não sabia nadar. Então, decidiu perguntou à tartaruga:

– Posso atravessar esse rio agitado em suas costas?

– Você está louco? – respondeu a tartaruga – tenho certeza que você vai me picar enquanto eu estiver nadando e me afogarei.

– Querida tartaruga, – respondeu o escorpião – se eu fosse te picar eu também me afogaria. Que lógica tem isso?

Depois de um momento de reflexão, a tartaruga convencida pelo escorpião, concordou em transportá-lo.

– Sobe, disse ela.

O escorpião subiu no casco da tartaruga e ela se jogou na água. Quando estava atingindo o meio do rio, o escorpião lhe deu uma impiedosa ferroada. O veneno agiu quase que de imediato paralisando a tartaruga que não conseguiu mais nadar e começou a ir para o fundo, levando junto seu passageiro.

Com ar de indignação, voltando-se para o escorpião, a tartaruga disse:

– Quero lhe perguntar uma coisa: você disse que não havia lógica em você me picar. Por que fez isso?

– Não tem nada a ver com a lógica, – respondeu ele – é simplesmente a minha natureza.

Moral da história

Cuidado com aqueles em que você decide confiar. Quem têm uma índole ruim acaba se revelando, mais tarde ou mais cedo, e pode te prejudicar.

Interpretação da fábula

Quando o escorpião pede à tartaruga para carregá-lo nas costas, logo ela desconfia do seu pedido. Encarando a situação de um modo racional, sabe que correrá perigo, já que o outro poderá atacá-la, arrastando os dois para o fundo do rio.

No entanto, os apelos conseguem convencer a tartaruga: se ela se afogar, o escorpião morrerá também. Movida por essa lógica, ela resolve transportá-lo. No final, os dois acabam no fundo do rio, porque a natureza do escorpião é machucar, mesmo se isso causar a própria ruína.

Assim como o escorpião da história, também existem pessoas que não se importam de se afundar, só para poderem fazer mal aos outros. É por isso que não devemos depositar a nossa confiança em qualquer um.

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