Veneno
"Dizem que o escorpião se faz de morto e só morre no próprio veneno. Certas pragas se autodestroem. Nem perca o seu tempo com elas."
O único antídoto para o mortal veneno da ignorância é o conhecimento! Ler cura todos os males causados pela estagnação mental!
Doce foi o veneno experimentado inocentemente,
A água bate na rocha e ela não corresponde, mas sente,
A neve cai, o tapete na floresta é branco, o lobo ruiva sagaz na escuridão, mas a fogueira continua acesa,
A lua ficou escura por breves minutos deixando o mar agitado, depois voltou a iluminar o céu e tudo se acalmou, o rio corre solto levando os troncos secos e os podres, a coruja vigia a noite, alguns pássaros dormem, a natureza sabe se organizar,
O amor não é algo a temer escuto estes ruídos por aí, então me ensinem a viver sem medo de amar.
Nunca diga
"Conheci o demônio
sem merecer!"
Se os dois se atraíram
É porque veneno e maldade
Amanavam do coração
Na mesma sintonia
E intensidade.
Lori Damm (Amnésia)
Corrupção rasteja pelas veias do poder como veneno lento, transformando líderes em marionetes podres que dançam para o ouro sujo.
Como morreu o Amor?
O amor não morreu de repente,
não foi queda, nem faca, nem veneno.
Morreu sentado ao nosso lado,
esperando uma palavra que não veio.
Morreu quando o silêncio virou resposta, quando o toque virou hábito sem calor.
Cada “depois a gente conversa”
foi um passo a mais no seu cansaço.
Morreu de pequenas ausências repetidas, de promessas deixadas em rascunho.
Não foi falta de sentimento —
foi excesso de descuido.
E no fim, o amor morreu de amor:
amou sozinho, amou demais.
Até entender, tarde demais,
que amar também precisa ser amado.
A decepção não é o veneno; é o antibiótico que nos ensina a viver. Em um mundo de pessoas falhas, omissas e interesseiras, o segredo é valorizar quem nos aplaudiu na simplicidade.
Porque no extraordinário até quem não te conhece irá ter orgulho de você.
Tem gente que acorda
e toma e toma logo uma dose de veneno
pra ter o que cuspir.
Na igreja: "Pai Nosso".
Na internet: dedo na cara.
"Perdoai-nos
assim como nós perdoamos"
Dedo no olho do outro até sangrar.
Virou reza vazia.
Jesus disse: amai-vos uns aos outros!
O Brasil respondeu: odiai-vos.
É mais língua do que corpo sendo enterrado todos os dias!
E o céu chora
vendo maltrapilho
sendo teste de Deus
que ninguém vê.
Van Escher
Veneno do ar
O frio que faz em São Paulo não é um frio úmido e macio; é um frio matinal, quase rarefeito, que dá a sensação de ser ainda mais gelado. A poluição aumenta a tensão desse inverno cortante. Diferente do frio do sul do país — que, embora mais acentuado, tem um ar menos pesado e menos agressivo —, aqui o gelo dói nos ossos.
Às vezes sinto que a Era do Gelo está mais perto, mas provocada por esse choque extremo entre a temperatura, a poluição e o calor. O frio só faz exaltar o tempo que nos fascina.
O desejo humano tenta transformar o deserto em floresta artificial, mas os nossos sonhos ainda são gelados. No sentido mais profundo, vemos aglomerados urbanos que viraram neblina. O Sol aparece, às vezes parecendo mais opaco e distante, pois as nuvens de fumaça sufocam a alma.
O sangue a miséria...
Sangue na sua boca
neurolinguística escorre veneno,
O pix é do brasil não é dos Estados Unidos. Boca cheia de formigas....
Declarações que fazem o país sangrar...
O Manifesto do Sangue Digital
O veneno escorre da boca do palanque,
Neurolinguística barata que anestesia o sangue.
Eles falam em progresso com sotaque importado,
Enquanto o povo paga o juro do plástico clonado.
A boca cheia de formigas de quem calou a verdade,
Vendeu a nossa moeda, entregou a soberania da cidade.
O Pix é nosso, é do chão, é do Brasil, é corrente,
Mas a tarja magnética do império ainda dita o que a gente sente.
Cada transação é um pedaço da pátria que vai embora,
Pedágio invisível que o norte geográfico devora.
Cartões de plástico, coleiras de chip e de senha,
Alimentando a fogueira com a nossa própria lenha.
Eles dizem que modernizar é submeter,
Que para avançar, a nossa raiz tem que morrer.
Mas o país sangra na margem, no débito, no crédito, no absurdo,
Enquanto o algoritmo estrangeiro finge que é surdo.
A revolução não será televisionada, nem impressa em dólar,
Ela nasce quando a colônia decide não mais se esmolar.
O sangue na boca agora é grito de rebeldia:
Nosso dinheiro, nossa terra, nossa própria soberania.
A boca serve pra tanta coisa... destilar veneno... bendizer pessoas... ou beijar gostoso.. seja sábio nas escolhas...e se não tiver nada de bom pra dizer, prefira o silêncio!
