Trem
Descarrilhado
Natureza
Pra ser
Natureza
Precisa
De quatro
Estação
Trem de ferro
Esse trem
Só de uma
Só uma
E tá bão
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Muita força
Muita força
Muita força
Vou depressa
Vou correndo
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
"Trilhos iluminados"
Lentamente o trem vêm passando no meio das nuvens densas por entre as montanhas,
Apenas um grande farolete a sua frente, oferece a visibilidade reduzida a quase zero,
Como se estivesse cortando o céu a dentro, o trem segue sua viagem carregado de sonhos ou talvez de destinos incertos,
O farolete perde sua energia e se apaga deixando a viagem mais perigosa e em plena escuridão,
Depois de um tempo e três significativas curvas, a luz do sol ascende ao cenário gerando visibilidade e confiança para que o destemido trem chegue em segurança a sua estação.
Olhe o mapa
Olhe no mapa e veja a distância que estamos um do outro. Acabei de pegar um trem na sua direção, ele anda rápido, não freia nas curvas e ultrapassa neblinas com a velocidade de um relâmpago.
Olhar pelas janelas é a mesma coisa que falar com o tempo, arranca suspiros e lágrimas, tudo parece ser tão passageiro. Mais uma estação se aproxima, joguei a bússola fora, estou sendo guiado pelo coração, sinto a tua força recarregando os meus pulsos.
Acabei de atravessar um caminho cheio de montanhas russas e nevadas, agora é noite lá fora através do espelho de um lago congelado percebo um lobo solitário uivando sem parar olhando para a Lua.
É hora de organizar a bagunça restante, amanhã cedo o trem chegara ao seu destino e quando dobrarmos o mapa vamos viver de sorrisos lembrando desta viagem.
E de repente...
E de repente, brotou amor aonde antes era um canteiro da solidão,
O trem passou rápido mas deixou um belo coração na minha estação e ele veio livre de armadilhas,
Quando estamos em carne viva o cansaço dói, basta amadurecer para as luzes das estrelas se tornarem verdadeiros escudos da nossa alma,
Para se entender o certo ou o errado temos que enfrentar as escolhas sabendo-se do resultado do julgamento que pode nos culpar ou nos tornar sábios,
Quando alguém descobrir o que é um amor sem o farou das memórias eu o interpretarei como um ser místico,
Embalado pela passagem repentina do trem, me apoio no que as mãos podem construir e enterrar sem fazer cerimônias.
Retornando
Sinto falta do que me fazia bem,
Vou pegar o trem no sentido contrário, preciso reviver algumas coisas...
Nas sombras
Entre vaidades, o narcisismo,
Entre prazeres tão passageiros quanto o trem bala, o futuro sem chão,
de fato a o vazio e a existência apagada.
A vida, uma passagem!
Tudo é muito passageiro até certo ponto.
Lá vem o trem, atravessando incontáveis vales, montanhas, passando por cima de vários rios e riachos, paisagens paradisíacas e outras nem tanto assim,
Lá vem o trem, invadindo lugares desconhecidos e rasgando horizontes a dentro na velocidade por vezes agradável, por vezes na velocidade da luz,
Lá vem o trem com seus vagões tremulando nas curvas dos enormes desfiladeiros e com os mesmos vagões firmes como uma rocha quando seguindo em linhas retas,
Depois de tantas aventuras, passagens, visões, rastros e estações,
Lá vem o trem, depois de mais uma parada, ele esta pronto e renovado para seguir viagem...
Estamos todos a bordo de um trem que viaja em alta velocidade por um trilho, e que nos levará a destinos que não sabemos. A maior parte das pessoas encontra-se no último vagão... olhando para trás!
A última despedida
é sempre imprevisível
com a brevidade da vida
seguindo no trem do tempo
num trajeto que é só de ida
até o último suspiro,
portanto, agradeça,
aprecie os bons momentos
e sabiamente viva.
“ESPERANDO UM TREM NO AEROPORTO”
Destino e Opção: duas palavras com significados totalmente diferentes. Todos sem exceção; temos nosso destino traçado, como num projeto de engenharia, mesmo antes de nascermos, ou até mesmo antes de sermos gerados.
Um automóvel, por exemplo, não é projetado da noite para o dia, assim como o ser humano: se bem elaborado definirá como será o amanhã, o depois do amanhã e assim por diante. Todas as fases devem ser bem estudadas, nos mínimos detalhes; evitando-se assim contratempos durante a concepção, execução, ajustes, entregas e finalizações.
Para cada fase existirá os desafios. Tanto na vida pessoal, amorosa ou profissional, estes preceitos seguem o mesmo padrão, definindo assim o tempo de maturidade e decadência. Os caminhos são apenas dois: certo ou errado; não existe meio certo ou meio errado. “Atalhos são sinônimos de Recall”.
Opção significa escolha: optar por alguma coisa, por isso ou aquilo, porém esta decisão ocorre quando temos nosso juízo formado, sabemos o que queremos, temos consciência do que é certo ou errado. A capacidade de discernimento nos conduz às decisões corretas, embora estas escolhas muitas vezes mudam o curso natural do destino traçado na fase inicial.
Tudo isso nos parece meio louco, abstrato, confuso...!!!
Você deve, em algum momento da sua vida, ter se deparado com alguma coisa que te deixou intrigado, como por exemplo, uma cachoeira, na qual percebeu a disposição das pedras: todas assimétricas, movimentando as águas de forma que o resultado final tenha ficado indescritivelmente fantástico.
Você comenta: Como será que esta pedra foi colocada aqui? Ou se impressiona com o modo que a água cai daquela forma, contínua, sem atropelos, na mesma quantidade.
Tudo isso foi projetado um dia: não tenha dúvidas. Não apareceu ali simplesmente.
Podemos mudar o curso natural do Destino, porém estas alterações podem gerar resultados catastróficos, podendo durar anos, até que se torne à fase inicial, de onde foi mudado. A decisão em se tomar atalhos é arriscada, mas há os que a fazem.
Não importa a situação; seja ela na vida profissional, pessoal ou amorosa, as opções muitas vezes acabam, num certo tempo, cruzando paralelamente ao traçado na fase inicial, ou seja, se tivermos que passar por certa dificuldade, passaremos: Ninguém passará por você, algo que faz parte do seu destino, pois “Nada acontece por acaso e Tudo tem o tempo certo para acontecer”.
Algumas pessoas tem o costume de dizer que as coisas que nos parece impossíveis de acontecer são as que temos que dar mais valor: Fato!
O ser humano é ensinado desde criança a agradar aos outros e passa a ser escravo dessa necessidade. O verdadeiro mandamento deveria ser “Fazer o bem sem olhar a quem”, pois assim seriamos beneficiados reciprocamente: Faço o bem, recebo o bem! Mas na prática é diferente. Existem as exceções, onde, além de não haver reciprocidade, não há nem o troco justo.
Partindo-se do principio que: se você trabalha - recebe; se você ama - é amado; se você é justo – será justificado; e assim por diante, as ações desta vida deveriam ser entendidas como “moedas de troca” em todos os sentidos. Porém se observarmos em nossa volta, veremos que não é bem assim.
Basta apertar o “Play” da TV ou gastar alguns reais com um jornal de notícias diárias na banquinha do seu Zé, e ver que algumas coisas mudaram com o tempo.
“O Amor se perdeu, e ninguém sabe explicar quando e onde”; a inocência foi corrompida, os valores estão totalmente invertidos.
Tudo isso está resumidamente compreendido em como queremos que seja nosso futuro: Feliz ou incerto! Queremos a todo custo embarcar num trem que passará por aqui: o trem do amor perfeito, da felicidade em família, do emprego dos sonhos, entre outros, porém não construímos a nossa ferrovia.
O trabalho árduo de construir ferrovias é cansativo, angustiante, cheio de medos, incertezas: parece impossível!
O trem das paixões mal resolvidas, dos amores impossíveis, da valorização humana, de tudo que pensamos que deveria ser melhor do que é; este é pesado e difícil de esperar: Enquanto não conseguimos embarcar neste trem, fiquemos no Aeroporto da vida, aguardando que o destino construa nossa ferrovia ou tomemos atalhos. A decisão é individual.
Será por ela que nosso trem virá, por mais impossível que seja. Os atalhos, ou seja, as opções ou escolhas nos tornaram egoístas ao longo do tempo; porém devemos fazer com que esse egoísmo seja positivo a nosso favor. Ame primeiramente a si próprio, depois aos outros: assim nunca haverá restrições nas suas doações de amor.
“Quanto mais você doar, mais receberá”.
Com o tempo você verá que amar sem restrições é algo indescritível, maravilhoso e às vezes até mal interpretado. Esteja preparado para quando o seu Trem chegar ao Aeroporto, pois este pode ser o único, ou quem sabe, o último da sua vida.
E quando estiver embarcado, seja feliz, olhe pela janela, veja o quanto foi bom esperar, curta a brisa batendo no seu rosto, esvoaçando seus cabelos, sorria, chore, relembre os momentos angustiantes que passou durante a espera e que pareciam infinitos, mas que agora foi conquistado.
Valorize os momentos e transforme cada minuto, cada gesto, cada palavra em algo inesquecível, para que no futuro sua história seja contada e utilizada como exemplo de vida para aqueles que continuarão e estarão “ESPERANDO UM TREM NO AEROPORTO”.
Ou embarcarmos num trem
Que esvai, evaporando
E deixando nu,
Desabrigado, desobrigado,
Diz obrigado no réquiem.
Há dias em que minha memória sente saudades daquele trem que, ao atravessar a ponte suspensa, me leva de volta a um tempo distante. Um tempo em que o cheiro do verde e da areia quente, misturado aos trilhos velhos e enferrujados, trazia um aroma doce e juvenil. Esse aroma penetra em mim, trazendo a nítida sensação de um “eu” puro e transparente, onde o medo não existia, nem permitia existir.
Há quem diga que a vida é um trem desgovernado. E é, dependendo da situação. Mas acredite, antes de ficar completamente desgovernado, já foi equilibrado, planejado, cuidado. Planejaram cada parada nas estações, cada embarque e desembarque. Porém, em algum momento algo ficou por despercebido, alguns cuidados e ajustes foram deixados de lado, e somente a existência dos trilhos não foi suficiente para manter o equilíbrio necessário.
No postremo vagão do trem,
tem alguém, no hemisfério da dúvida
de cabeça baixa, à vida
imaginando o dia,
uma folha branca na mão,
escrevendo...
na pausa,
o trem passou..
A DAMA CANDIDA:
Ela virá tal qual trem
Que as paralelas trilha
Fugaz, viril como sempre vem
Insana, em sua palidez marmórea brilha
A lápide seu refugio
Epitáfio a própria identidade
Anoite indumentária... Negra qual Vesúvio
Hostil, sem carisma ou piedade
De semblante pálido, olhar galhardo
Ela brada e rir, sem sentir-se vai
E consigo leva seu maior finório sem deixar recado
Qual vento se vai sem deixar vestígios
De volta ao seu “Paraíso” fúnebre
Como se frenesi, te chama ao verdadeiro equilíbrio.
o tempo passou por mim
semelhante ao trem
que serpenteava
a cidade de Alexandria.
Fazia barulho
e levava um pedaço do que eu era.
Mesmo assim continuo,
não sei se por esperança
ou por pura teimosia.
