Textos sobre a Morte
À Senhora da Última Viagem
Morte, de tantos nomes e em tantos versos,
Escrevo-te hoje, sem medos ou reversos.
Não como um lamento, nem com dor a chorar,
Mas com a curiosidade de quem quer desvendar.
Vens sem aviso, ou com sinais que ignoramos,
Levando de nós os elos que tanto amamos.
Em teu silêncio, resides a grande incerteza,
Do que há depois, da eterna beleza.
Muitos te temem, a ti, o inevitável fim,
A fronteira que corta a vida de mim.
Mas vejo em ti também um grande alívio,
O ponto final para o sofrer e o calvário.
Tu não distingues idade, riqueza ou poder,
Com tua foice justa, vens para colher.
És a igualdade que a vida não oferece,
A paz derradeira que o corpo envelhece.
Ensina-nos, Morte, a valorizar cada instante,
A amar sem reservas, com um amor radiante.
Pois ao sabermos que tua visita virá,
Damos mais valor ao tempo que nos resta.
E quando chegares, com teu véu a planar,
Espero encontrar a calma para te abraçar.
Que em teus braços, a alma possa repousar,
E o que foi vivido, eternamente brilhar.
Com respeito e, sim, um pouco de fascínio,
Um Ser Humano em seu caminho.
O meu medo não é da morte e sim da vida,
a vida que não valorizei, a vida que me esquivei,
os momentos que não vivi, os erros que cometi,
as mágoas que carreguei, as críticas que me envolvi,
as atitudes que não tomei e os desafetos que provoquei.
Este sim é o meu medo mais profundo, de passar por tudo isso e ao final da existência perceber que faltou coragem, faltou vontade e fé para superar todos estes obstáculos.
NÃO HÁ CURA PARA A MORTE
(Bartolomeu Assis Souza)
Somente duas datas definem o homem.
Sua chegada ao mundo: nascimento.
Sua partida desse mundo: morte.
O que é a vida então?
Somente a jornada, a caminhada...
Esse é o nosso tempo: agora.
Não há cura para a morte...
Apenas o caminhar da estrada
de cada dia...
Viva a vida!
Viva a morte!
PALAVRAS...
(Bartolomeu Assis Souza)
Formas e misturas
Mais fortes que a morte...
Mais belas e lindas...
Mais tristes e harmônicas...
Mais sábias e eternas...
Sibilar...sibilar... sibilar...
No seu sibilar
Enlaçam como cobras...
Noturnas...Soturnas...
Mágicas em seu requebrar...
No amanhã, no agora, no obscuro...
De Deus e Satã...
Maçã, manhã, amanhã...
Flautas e serpentes...
No lado das coisas...
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MORRIA À NOITE...
Já não me queixo da sorte
Já não tenho medo da morte
A morte já está em mim mesmo
Envelheci, tive que morrer
A cal da sepultura
Agora sou como casa abandonada
Um vento frio gemendo
Como uma pantera feia
Morria à noite, morria de dia
Transitoriedade da matéria...
Sete chagas do martírio de Cristo
Sete passos que entristeceram o Cristo
Este sepulcro imenso que não fala!
ILUSÕES (B.A.S)
E como nada é garantido na vida,
a morte é a única certeza.
Tudo que contamos em vida, como:
riqueza, abundância, riso, fama, são coisas frágeis,
nada é garantido, de nada adianta, é garantia de nada.
Não podemos edificar nossas vidas, nas ilusões, não devemos vangloriarmos em nada.
Porque uma ventania derrubará tudo.
Opte por Deus e sua vida será bem sucedida.
Amém.
PARTIR (B.A.S)
Ele partiu pra morte...
Ele partiu pra morte...
Ele partiu pra morte...
De óculos escuro e carro esporte
Ele partiu para o fim.
Ele partiu pra vida...
Ele partiu pra vida...
Ele partiu pra vida...
O operário partiu para luta
Numa jornada sofrida e obscura
Nem eu nem você
Sabe o destino, o fim desta estrada
Felicidade, fome, vida morte, guerra...
Importante fazer o meu melhor.
MAIS IMPORTANTE...(BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Mais importante do que a vida
é a morte...
Mais importante é o velório de um homem
do que seu nascimento...
Nascimentos e velórios...
Começos e velórios...
O começo e o fim...
No nascimento tudo inicia-se,
no velório um homem entra para história...
ENIGMA
(Bartolomeu Assis Souza)
Por que estamos aqui e como deveremos
ser?
A morte traz um enigma, pode o "amor" oferecer uma resposta ao doloroso mistério e enigma da morte?...
Só há uma forma e maneira...
Amar com intensidade e força o equivalente a nossa "mortalidade"...
Somos chamados de "mortais" é o que nós somos...
A nossa mortalidade é o que nos define...
LIÇÃO DEFINITIVA
(Bartolomeu Assis Souza)
A morte é...
Sem dúvida, a última lição, o último
aprendizado, a última aula da escola da vida...
É o apagar de todas as lições...o cumprimento de todas as tarefas...Não resta mais nada para cumprir...
A última nota musical...
A última prova...
A última poesia...
A última equação...
A morte ensina...
É a maior professora que obedeceremos...
Não há como fugir... Não tem como escapar...
Na última lição da vida...
Entregue-se a ela, será menos doloroso...
E o alívio virá com certeza....
Acredito que só saberei o que é a vida,
naquele instante final ...aí saberei o verdadeiro valor de viver...
Quando entrar no túnel da passagem...
Para os braços de Deus...
Amém...!
AÇÃO HUMANA:
Nada do que somos, somos!
Não se há vida, nem sequer morte!
Tudo o que dizemos, nada entendemos!
Nada extraímos ou nada pomos
Galgamos e esquecemos
Assim é a ação humana no plano terreno
O dia que se foi ...
Não deixou a noite mais bela, nem feia
porque o sol nasce pontualmente todos os dias
Para todos.
ALÉM - TÚMULO:
Falar de morte é utopia!
Nós não morremos. Apenas...
Morrer é tão somente uma cedência
Ao JAVÉ!,,,
À uma incumbência
Às vezes,
No prelúdio de nossa aurora.
O que muitas vezes destroça
Entes queridos
Na incompreensão de breve reencontro
Quiçá, na proclamação do Além - Túmulo.
SUPLICANTE:
Por ocasião de minha morte,
Tão breve quanto a tua
Não me agracies compaixão,
Melancolia ou pesar
Pois que em vida me odiaste,
Meu coração molestasse
Por que agora caminhas
Nesse insólito séquito?
Não! Não me indulte funeral,
Cortejo ou adoração
Deixeis que meus entes
Se encarreguem do fato
Com pouca indumentária
E que apenas consigne
A identidade na lapide
Sem muita adornação.
A VIDA É UM SOPRO - Alguém me disse: " Todo ano passamos pelo dia da nossa morte (dia e mês que será) e não sabemos!" - Grande verdade. Ela pode estar bem perto ou muito distante. Ela não manda recados, nem mensagens nas redes sociais dizendo o dia que vai bater à porta. Por isso, aqui, deveríamos aproveitar mais os encontros com familiares e amigos, bem como buscar a presença de Deus em uma intimidade constante.
O problema é que muitos de nós, refletimos sobre a morte, apenas nesses momentos de dor e logo, esquecemos e vivemos para satisfazer os nossos próprios desejos e vontades, sem avaliar nada pelos princípios da Palavra de Deus. Infelizmente!
A morte é um grande mistério
Examinada desde o início dos tempos
E sem sucesso
É o grande adversário
Porque o tempo é que é inimigo
É sem escrúpulos, só leva os bons
Os que estão doutro lado já sabem da verdade
Rancoroso!
E deixam-nos a nossa sorte,
Por aquela gota de sangue
Meu irmão, vão te exigir muito bem
Nem é sobre ser inteligente
Inocente ou não, degolam refém
Coisas da terra
É Tradição é cultura
Se é sensato não discuta
Quer te safar? Sacrifica.
A MORTE PREMATURA DA ORQUÍDEA
Poeta Brithowisckys
→A terra estava seca, a grama incinerada do sol do meio dia,
Do vaso pendurado surgem tenros, bulbos tenros
levemente brotam folhas em tons esverdeados
Sinal que há vida, e ela renasce de tubérculos semimortos
Eu olhava maravilhado o espetáculo do renascimento da vida,
→Quando de repente, do bulbo em estalo dos talos
Eis que nasce, o colorido de encher os olhos
A bela flor que desabrochou no talo de estalo
A majestosa, exuberante e formosa orquídea!
→Durante dias sem interferência minha
Ornamentava a minha sala e exalava um perfume
Que preenchia o átrio de minha casa....
O tempo passou, e ela definhando se foi
Perdendo o esplendor no talo de estalo que murchou
→Meu coração ardia triste inconsolável
Com a dor tenra da triste partida,
Meus olhos vertiam copiosas lágrimas
Sem consolo com a morte prematura da orquídea.
→Hoje me resta o dúbio consolo
De ter perpetuado em flerte
A beleza iminente, bem passageira
Da flor que ostentava e desafiava
Na pele camuflada da orquídea!
Eles querem dividir as pessoas em atiradores e alvos.
Eles querem que toda morte violenta seja tratada como caso isolado.
Eles querem escravos e os chamam de heróis e sacerdotes.
Eles querem números e letras para sustentarem suas teses acadêmicas.
Eles se dizem "cidadãos de bem".
Eles se dizem defensores dos "direitos humanos".
Eles nunca escutam.
Eles falam demais.
Nós morremos.
A vida possui dois cronômetros: um de agora até a sua morte, e outro da sua morte até agora.
O irônico disto tudo é que só é permitido saber o fim e o início de ambos no mesmo momento.
O triunfo pessoal só advém quando sua consciência encontra harmônico sentido cronológico perante ambos.
Como encaramos a morte?
Será que quando falamos em morte , falamos somente do corpo que cessa suas funções e se decompõe inerte?
Há várias mortes, posso afirmar.
A morte não é somente aquela que está a sua frente, como um acontecimento futuro. A morte permeia nossa vida a cada segundo que se passa, isso porque tal momento não se repetirá, apenas ecoará em lembranças que com o tempo também serão sepultadas.
Cada hora de nosso passado, findado, pertence a morte.
Com esse pequeno pensamento, podemos concluir que a vida, deve ser bem valorizada e bem vivida.
Se valorize, de valor ao seu presente, viva alegrias, deixe as tristezas para depois, sorria, cante, ame, dance. Largue o sofrimento e o que lhe faz sofrer. Tenha conceitos e aprenda a se desfazer deles também.
Uma vida plena se faz no presente. Pois a cada segundo que se passa, morremos um segundo.
Viva.
Pense, reflita.
Paz e bem.
A MORTE
A Morte não existe é apenas uma passagem. Aquilo que morreu sofreu uma metamorfose ocasionando o fechamento de um ciclo. Logo se adapta para uma nova fase.
Essa morte podemos ter vários aspectos; Materiais, Sentimentais, Espirituais ou até mesmo em determinados Projetos de Vida ou simplesmente de cunho Profissional.
Tudo na vida temos Início, Meio e Fim. Nem sempre a morte é o Fim, pois essa é cíclica e quando esta se finda algo novo se inicia.
Transformando a vida numa verdadeira caixa de surpresa, onde o VIVER há de se imperar.
Entretanto todos os caminhos te levam à Morte, então perca-se e espere, logo prepare seu ritual de mudança.
