Nethe Diaz Tagma

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⁠Nós não fomos criados a falar sobre morte e vida.
Nossos pais ou até mesmo todas as pessoas não costumam falar da morte e sim, da vida.
A morte e a vida são como um duelo constante, um sempre a desafiar o outro.
A morte a desafiar vida, e a vida a desafiar a morte.
Todos nós fomos criados apenas enxergando a vida, e não a morte.
Dai é o que causa todo esse sofrimento quando perdemos alguém que amamos. O que era para ser algo normal e corriqueiro, torna-se um sofrimento sem fim e não era pra ser assim dessa maneira.
Mas, ao perder um ente querido esquecemos que a morte faz parte da vida como um todo e desde da hora em que chegamos ao mundo o que todos enxergam é que temos que viver. Ninguém em nenhum momento pensa em morrer ou se a morte existe. Só se consegue pensar na vida.
So pensamos em viver como se a morte não existisse.
As vezes por pensarmos em ser jovens achamos que temos toda uma vida pela frente e o que acontece na maioria das vezes é que a coisa não é bem assim.
Não é assim que funciona a vida. Agente já nasce com um pé na frente e outro para trás, sentido figurado.
O de trás agente nunca enxerga. Ninguém consegue enxergar.
É a morte.
A morte que já se cria brigando com a vida o tempo todo e a vida com a morte como num duelo.
Vivemos nesse mundo em um constante duelo. Um duelo invisível que não conseguimos enxergar e só o criador é capaz de dizer que a sua hora chegou ou não.
E vivemos despreparados para esse dia, porque nós em nossa cegueira só conseguimos enxergar a vida. Apenas a vida. A vida e mais nada. Daí o sofrimento quando perdemos alguém e que teima em nós em não querer aceitar ou entender.
É a morte que venceu a vida em toda a sua essência e plenitude.
A onde a criatura volta para o seu criador.

Inserida por IvoneteDtagma