Textos sobre a Morte
As ondas da morte quebraram ao meu redor; Enxurradas de homens imprestáveis me apavoraram.
As cordas da Sepultura meenvolveram; Os laços da morte me confrontaram.(...)
2- Samuel 22:5-6
(...) Os homens céticos, os intelectuais rejeitam a bíblia, mas acham Shakespeare e Goethe gênios, desconhecem a fonte onde ambos beberam.(...)
Pobres mortais.
O poeta
Seus versos carregam as dores do mundo,
a vida, a morte, a paixão, a saudade.
Sua alma é feita de sonhos profundos,
da poesia é a mais fiel amante.
Do amor e da dor, ele tira inspiração,
das flores, das estrelas, da natureza bruta.
Cria mundos imaginários, sem noção,
formando rimas, poesias, em sua conduta.
Ao encantar seus leitores, ele se renova,
renasce em cada verso, em cada estrofe.
Seus olhos brilham com o sol ou com a chuva, sua alma inspirada pela arte nunca sofre.
E assim, o poeta segue sua jornada,
no labirinto da vida sempre em busca
de palavras que possam ser combinadas,
em versos perfeitos, de beleza e luta.
Que seu legado seja eterno, imortal,
pois sua alma viva habita em cada verso.
O poeta é a voz do povo, o som vital,
que ecoa pelos séculos em universo.
Sacrifício de Jesus
Neste dia tão sublime
Da morte do meu senhor
Eu relembro com carinho
Seu ensino, legado e amor
Por ele ter me amado
Antes de eu o conhecer
Por ter se desfigurado
Da ecelsa perfeição
Por deixar seu habitat
Sua vida junto ao pai
Por compaixão e piedade
Veio ao mundo por vontade
Pra salvar os seus irmãos.
Ao longo de sua vida
Cristo sempre ensinou
O amor, a paz, a justiça
Para todos ao redor
Mas foi no fim da jornada
Que mostrou sua bravura
Ao sacrificar sua vida
Pela redenção da criatura
Com a coroa de espinhos
E as chagas em seu corpo
Levou sua estaca de tortura
Sofrendo em cada passo
Mas mesmo assim, não desistiu
Não deixou o medo vencer
Ofereceu-se em sacrifício
Para nos fazer renascer
Seu sangue derramado
Lavou as nossas culpas
Sua dor nos trouxe alegria
Sua morte trouxe a salvação
E agora, em seus passos
Seguimos com amor e fé
Levando o seu ensinamento
Com coragem e permanente
Do ocidente ao oriente
Na brevidade da vida, a morte leve,
Um sopro suave em nossa existência,
Como uma bola de neve que se move,
Num vai e vem que escapa à nossa ciência.
Passamos pelos dias, como o vento,
Numa dança fugaz de alegrias e dores,
E assim seguimos, num eterno movimento,
Em busca de sonhos, em busca de amores.
Mas eis que a vida foge em seu trajeto,
E a morte, silente, nos abraça enfim,
Como uma roda nos esmaga com efeito.
A cada instante, somos lembrados assim,
Que a vida é breve, o tempo é suspeito,
E devemos viver cada momento, até o fim.
O desejo da mariposa
A mariposa não teme a morte,
anseia a luz como quem sonha o eterno.
Seu voo é um verbo que se conjuga em chamas,
um desejo faminto de tocar o impossível.
Ela não conhece a linguagem do medo,
apenas o chamado incandescente,
um segredo gravado em suas asas
como um poema que se desfaz no fogo.
Na lâmpada, no círio, na estrela,
tudo nela é pressa de ser centelha,
de ser faísca e se tornar universo,
de arder até o nome se apagar no vento.
E então, no último tremor das asas,
quando o brilho a devora sem piedade,
ela se torna o que sempre quis:
luz sem corpo, incêndio sem fim.
Ele venceu a morte
e, assim, fez o amor renascer
e reacendeu a Luz de Esperança,
transformou o lamento da Cruz
na nossa libertação,
mesmo sem merecermos,
mostrando sua benevolência
e a concordância
com tudo que havia prometido,
então, o túmulo foi esvaziado,
o trono foi preenchido
e sob o seu reinado,
estamos protegidos.
"Assim como Deus foi com Raabe, a cananeia, que poupou sua vida e a de sua família da morte, ele fará com você. Essa prova não vai matar seus sonhos; pelo contrário, ela escreverá seu nome no livro dos heróis da fé."
(Salmos 34:19; Romanos 5:3-5; 8:28;
1 Pedro 5:10; 2 Coríntios 4:16-18)
Uma dose de morte tomamos
Cada vez que nos anulamos,
Desperdiçando o nosso valioso tempo
Uma grande oportunidade ignorando
Lamentando diante de um belo dia
Adiando a nossa alegria,
Desistindo sem ao menos tentar,
Sendo insensatos querendo a todos agradar
Algo descabido,Ter uma Vida sem Desfrutar é Viver num Contínuo Suicídio.
TEMOR DA MORTE.
" O homem, seja qual for o grau da escala social a que pertença, a partir do estado de selvageria, tem o sentimento inato do futuro. Diz-lhe a intuição que a morte não é a última palavra da existência e que aqueles que lamentamos não estão perdidos para sempre. "
Allan Kardec.
Reflexão sobre a Guerra
Guerra. Uma palavra pesada, que carrega em si ecos de morte, tristeza e a ausência da paz. Ela revela o pior do ser humano e deixa cicatrizes profundas por onde passa.
Desde os primórdios, conflitos fazem parte da nossa história como espécie. Mas quando se trata de guerras globais, o envolvimento de milhões transforma tudo em algo ainda mais devastador e aterrorizante.
Quem viveu aqueles dias sombrios jamais esqueceu. As lembranças ficaram registradas na mente e na alma. Já outros só conhecem a dor através da internet, de fotos, vídeos ou dos relatos de familiares que enfrentaram o horror de perto.
Hoje, memes, sátiras e risos muitas vezes surgem como válvula de escape, mas há uma linha tênue entre aliviar a tensão e zombar da dor alheia. Quando memes fazem piada com o sofrimento de países em conflito ou de quem já enfrentou a guerra, deixam de ser brincadeira e se tornam crueldade.
Isso mostra falta de compaixão, ausência de bom senso e maturidade. É fácil rir à distância, mas impossível sentir o peso real de quem sobrevive a bombas, sirenes, destruição e medo.
Vivemos tempos difíceis, em que nações ainda brigam por interesses egoístas como poder e dinheiro, os mesmos motivos que no passado acenderam as guerras.
E hoje, o perigo é ainda maior: as armas nucleares, biológicas e químicas são tão avançadas que, num único disparo, podem destruir tudo e todos.
O destino da humanidade está nas mãos do próprio homem. A guerra é terrível, mas a pós-guerra, com suas marcas, traumas e ódio perpetuado, é ainda pior.
Que possamos escolher o diálogo em vez da violência. Que aprendamos com o passado para não destruirmos o futuro.
. A beleza da morte morte
A Morte sempre soube seu papel,
Chegava para todos, um final cruel.
Mas nunca parou para sentir o ar,
Até que a Vida, radiante, a fez sonhar.
Nos olhos da Vida, um brilho sem igual,
Tão magnífica, um amor sem par.
A Morte tentou, mas não pôde tocar,
Decidiu então, apenas acompanhar.
A cada passo, um novo encanto,
A Morte fascinada, em doce espanto.
Como a Vida era bela, sem disfarce,
Crueldade seria não se entregar a esse enlace.
Foi ali que a Morte se apaixonou,
Pela Vida, um amor que a transformou.
O mais puro que podia existir,
Vindo de algo sombrio, a Morte a sorrir.
Mas o dia chegou, o inevitável,
A Morte relutou, um nó apertado.
A Vida, sábia, compreendeu a dor,
Era o momento de cumprir o amor.
Num abraço final, o destino selado,
Nascemos sabendo o fim, predestinado.
Mesmo que doa, temos que aceitar,
Que aqueles que amamos, precisam partir, e nos deixar.
À Senhora da Última Viagem
Morte, de tantos nomes e em tantos versos,
Escrevo-te hoje, sem medos ou reversos.
Não como um lamento, nem com dor a chorar,
Mas com a curiosidade de quem quer desvendar.
Vens sem aviso, ou com sinais que ignoramos,
Levando de nós os elos que tanto amamos.
Em teu silêncio, resides a grande incerteza,
Do que há depois, da eterna beleza.
Muitos te temem, a ti, o inevitável fim,
A fronteira que corta a vida de mim.
Mas vejo em ti também um grande alívio,
O ponto final para o sofrer e o calvário.
Tu não distingues idade, riqueza ou poder,
Com tua foice justa, vens para colher.
És a igualdade que a vida não oferece,
A paz derradeira que o corpo envelhece.
Ensina-nos, Morte, a valorizar cada instante,
A amar sem reservas, com um amor radiante.
Pois ao sabermos que tua visita virá,
Damos mais valor ao tempo que nos resta.
E quando chegares, com teu véu a planar,
Espero encontrar a calma para te abraçar.
Que em teus braços, a alma possa repousar,
E o que foi vivido, eternamente brilhar.
Com respeito e, sim, um pouco de fascínio,
Um Ser Humano em seu caminho.
O meu medo não é da morte e sim da vida,
a vida que não valorizei, a vida que me esquivei,
os momentos que não vivi, os erros que cometi,
as mágoas que carreguei, as críticas que me envolvi,
as atitudes que não tomei e os desafetos que provoquei.
Este sim é o meu medo mais profundo, de passar por tudo isso e ao final da existência perceber que faltou coragem, faltou vontade e fé para superar todos estes obstáculos.
NÃO HÁ CURA PARA A MORTE
(Bartolomeu Assis Souza)
Somente duas datas definem o homem.
Sua chegada ao mundo: nascimento.
Sua partida desse mundo: morte.
O que é a vida então?
Somente a jornada, a caminhada...
Esse é o nosso tempo: agora.
Não há cura para a morte...
Apenas o caminhar da estrada
de cada dia...
Viva a vida!
Viva a morte!
PALAVRAS...
(Bartolomeu Assis Souza)
Formas e misturas
Mais fortes que a morte...
Mais belas e lindas...
Mais tristes e harmônicas...
Mais sábias e eternas...
Sibilar...sibilar... sibilar...
No seu sibilar
Enlaçam como cobras...
Noturnas...Soturnas...
Mágicas em seu requebrar...
No amanhã, no agora, no obscuro...
De Deus e Satã...
Maçã, manhã, amanhã...
Flautas e serpentes...
No lado das coisas...
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MORRIA À NOITE...
Já não me queixo da sorte
Já não tenho medo da morte
A morte já está em mim mesmo
Envelheci, tive que morrer
A cal da sepultura
Agora sou como casa abandonada
Um vento frio gemendo
Como uma pantera feia
Morria à noite, morria de dia
Transitoriedade da matéria...
Sete chagas do martírio de Cristo
Sete passos que entristeceram o Cristo
Este sepulcro imenso que não fala!
ILUSÕES (B.A.S)
E como nada é garantido na vida,
a morte é a única certeza.
Tudo que contamos em vida, como:
riqueza, abundância, riso, fama, são coisas frágeis,
nada é garantido, de nada adianta, é garantia de nada.
Não podemos edificar nossas vidas, nas ilusões, não devemos vangloriarmos em nada.
Porque uma ventania derrubará tudo.
Opte por Deus e sua vida será bem sucedida.
Amém.
PARTIR (B.A.S)
Ele partiu pra morte...
Ele partiu pra morte...
Ele partiu pra morte...
De óculos escuro e carro esporte
Ele partiu para o fim.
Ele partiu pra vida...
Ele partiu pra vida...
Ele partiu pra vida...
O operário partiu para luta
Numa jornada sofrida e obscura
Nem eu nem você
Sabe o destino, o fim desta estrada
Felicidade, fome, vida morte, guerra...
Importante fazer o meu melhor.
MAIS IMPORTANTE...(BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Mais importante do que a vida
é a morte...
Mais importante é o velório de um homem
do que seu nascimento...
Nascimentos e velórios...
Começos e velórios...
O começo e o fim...
No nascimento tudo inicia-se,
no velório um homem entra para história...
ENIGMA
(Bartolomeu Assis Souza)
Por que estamos aqui e como deveremos
ser?
A morte traz um enigma, pode o "amor" oferecer uma resposta ao doloroso mistério e enigma da morte?...
Só há uma forma e maneira...
Amar com intensidade e força o equivalente a nossa "mortalidade"...
Somos chamados de "mortais" é o que nós somos...
A nossa mortalidade é o que nos define...
