Textos sobre a Morte

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A morte

E se eu dormisse,
E não voltasse,
Talvez precise,
Alguém preparasse,

O meu funeral,
Minha última despedida,
Fugindo de todo mau,
Em toda minha vida,

Comprometido estou,
Vendo na solidão,
Grande gesto de amor,
Mas falarão,

Ele sempre gostou.
Mas perai,
Quem te falou?
Ele ficava ali,

Sorria discretamente,
Era sempre Gentil,
Amigo de toda gente,
Pra mim sempre viu,

Alguém necessitado,
Grande lutador,
Pra outro um ingrato,
Que em sua dor,

Deixou simples vestes,
Nenhuma herança,
Viveu sempre campestre,
Com ar de mudança,

Sem guerras,
E desafios,
Só quem erra,
Pra sentir o calafrio,

Da insegurança,
Em sua batalha,
Mas a esperança,
Nunca falha,

E lhe alcança,
Com sua medalha,
Com sua lança,
E sua simples sandália.

Toda bonança,
Que experimentara,
Humilde ganância,
Que sempre falhara,

E te fez indigente,
Vazio em todo lugar,
Passando por essa gente,
Que está sempre a vagar,

Sempre invisível,
E reflexivo,
Quase desperceptivel,
Pra uns o alívio,

Por toda terra,
Todo lugar,
Mas algo encerra,
Mais um falar,

Desta vez sou eu,
Desculpas devo pedir,
Jesus sempre prometeu,
Te amparar te acudir,

Que dia engraçado,
Fico sorrindo,
As vezes calado,
E assim vou indo,

Pros últimos minutos,
Tudo ainda normal,
Ainda tenho assuntos,
Parece natural,

Sempre estamos juntos,
Acredite em mim,
Sou absoluto,
Firme até o fim,

Vou virar adubo,
Planta de jardim,
Agora isso tudo,
Faz sentido pra mim,

Só tentando expôr,
Toda minha história,
Vai saber a dor,
E misericórdia,

Que tentamos,
Por toda parte,
Sempre juramos,
Sem expor necessidades,

E lutamos,
Nessa humilde passagem,
Assim conquistamos,
Nossa última homenagem.

Força divina,
que nos ilumina,
Nos faz perceber,

Como é breve,
Nosso viver,
E tão leve,
O nosso merecer,

Nos receba,
Com todo amor,
E nos entenda,
Por favor,

Nos nossos erros,
Na solidão,
Em fim me entrego,
Em tuas mãos.

Inserida por Mario-Magalhaes

A morte é tão doce,
quanto a sorte que te trouxe,
Se não fosse,
A tosse,

Tudo que se retorce,
Em sua passagem,
Até que forcem,
A homenagem,

Que deveria ser,
Um incrível viver,
Caridade e amor,
Provando ser professor,

De matéria tão repetida,
Por tantos nessa história,
E quantos nessa vida,
É só buscar a memória,

Sair da corrida,
Da tentação,
Da reprovação,
Desta massa falida,

Que destroe o viver,
Só quem não vive pra saber,
Que o animal morre,
Só pra comer,

O desmatamento,
Só pra comer,
Acham que dura pra sempre?
Vamos ver...

Também gostaria,
Mas nossa rebeldia,
Me fez refletir,
Nessa covardia,

Que fazemos aqui,
Somos seres humanos,
A causar tantos danos,
E a proibir,

O saber,
Desta ilusão,
Que acaba com a morte,

Ou com a devastação,
Quando vem o furacão,
Terremotos e guerras,
Aí toda ilusão
Se quebra,

E enxergamos a verdade,
Fim da nossa vaidade,
Somos frágeis
Basta tempestade,
Pra ficarmos amáveis,

Como entender,
Uma vida inteira,
Ou várias pra ter,
Uma razão passageira,

Uma intenção
Verdadeira,
Pra todos,
Pra tudo,

Absurto...

Inserida por Mario-Magalhaes

Viva para a morte,
Encontre em você,
A sua sorte,
Para não se perder,

Em seu sentido,
Saiba caminhar,
Na certeza de ter aprendido,
Que a vida vai acabar.

Por isso respeite,
Tudo a sua volta,
Então aceite,

Tudo como é,
Não se revolte,
Mesmo até,
Que leve um trote,

Saiba aceitar,
Abra a consciência,
Busque alcançar,
A sua essência,

Divina,
Do saber,
Que te anima,
Pode crer,

Que em você,
Existe uma paz,
Que ninguém jamais
Vai entender,

E uma calma,
Que só você,
Pode perceber,
As vezes pode perder,

Mas logo se recompõe,
E senti a paz vibrante,
Parecendo canções,
E durante,

Esse momento,
Você vibra,
Controla os pensamentos,
Cessa a briga,

E os tormentos,
Que lhe perseguem,
Vai percebendo,
Algo que te ergue,

Ao mais alto,
Domínio psíquico,
Você dá um Salto,
Empírico,

Para a eternidade,
Sente Deus,
Sua verdade,
E lembra que prometeu,

Viver e transmitir,
O melhor de você,
Pra todo mundo assistir,
E também crer,

Que essa é sua melhor,
História de vida.

Inserida por Mario-Magalhaes

⁠eu vomitei hoje depois que te vi com ela
senti uma mistura de nojo com gosto de morte

acho que o ciúme não me faz bem
não quero admitir que estou sofrendo

não quero isso pra mim
ninguém quer isso pra mim
nem você talvez

eu escolho não te amar mais
quero tirá-lo da minha cabeça
não posso convence-lo então foda-se

se nunca teve amor por mim
também não terá por ela

eu tenho pena dela
ainda jovem
vai sofrer mais e certeza nem imagina
o que espera por ela


queria estar enganada
mas acho que não
ignóbil destruiu meu coração

embora ainda ferida traída
eu ainda tenho carinho
lembro dos seus gestos

carícias em seus olhos
ao me ver em cena

sinto falta de você

Inserida por JeyneStakflett

⁠A vida são umas férias que a morte nos dá... Para muitos á que aproveitar e viver como se cada dia fosse o último...
Mas será que as férias realmente valeram mesmo a pena?
Por certo a vida corre e passa sem parar e também cansa, cansa em muito.
As alegrias para muitos de nós são mais favoráveis, para outros nem tanto, vamos acreditando que após tanto sofrimento por cá um dia teremos paz, e nesse momento, a experiência, se boa, se má terá chegado ao final, e ai chegará definitivamente a paz, e o descanso da alma....

Inserida por Sergiosoeiro

Morte culpada e inocente!

Morte nunca culpada, mas sempre presente, seja em tragédias ou no curso natural evolutivo da vida. Morreu de que? Pergunta frequente em todas as situações de “morte”, ninguém responde morreu de morte ou a morte matou, sempre existe uma justificada mesmo que inebriada de dor a morte logo e absolvida, morreu pela idade, por alguma doença ou morreu de um acidente, mas morreu de "morte" nunca é dito.

O medo da morte a raiva à sensação de impotência diante dela será certo ou errado ela não mata, mas exerce um papel fundamental nesta enigmática existência que é a vida, a morte em culturas antigas e comparada com um barqueiro que tem a função de transportar as almas.

A morte faz um papel que ninguém gostaria ou quer fazer, um papel necessário de acompanhar as almas, ao contrário do que se diz ou que já foi escrito ela não é o ceifeiro da vida, pois a cada morte existe uma justificativa nunca “morreu de morte morrida”, mesmo que incompreendida a morte é, e sempre será culpada, nunca será inocente.

Como em todo conto sempre existirá um herói e um vilão um não sobrevive sem o outro, a vida só faz sentido pela existência da morte, mesmo que trágico e cruel viver é um ato de ação e reação, de fatos e atos, eterna interpretação e incompreensão, uma viajem com várias paradas no qual o destino final de cada passageiro é a estação de nome morte.

O que se deve saber, que cada ser vivo que existe neste grande mundo tem uma missão e quando sua missão já foi realizada sua alma “espirito” evolui para outro plano, e não somos nós mortais em nossas limitações que iremos questionar o plano do Grande Mestre “Deus” e seu fraterno amor pelos seus filhos.

Inserida por yhuldsbueno

⁠A bíblia fala de Jonas...fugiu do propósito, falou não ao Senhor, não quis, escolheu a morte. Porque morrer, fugir, abandonar, virar as costas, dizer que não aceita isso ou aquilo, é muito mais fácil do que lutar.
Algumas pessoas despertam no ventre de grandes peixes, prisões fétidas, tudo em decomposição...fundos de poços, fossos, covas.
Algumas pessoas despertam... E lutam pela vida, brigam com suas doenças, brigam por seus amores, brigam por vidas...
Algumas pessoas convertem de seus maus caminhos....
Algumas pessoas brilham, escapam de seus cativeiros, e reencontram a vida.
G.M.

Inserida por g_n_rose_magalhaes

⁠Cadê as minhas asas?

Uma morte que me dilacera em
Cortes pequenos do meu sol desfalecido;
Como uma rua deserta que me circula,
A única porta sou eu,
Sentada à minha espera.
Frágeis janelas que abrem e sempre fecham.
Preciso dos pássaros
Para voarmos juntos,
Hoje eu não quero o chão.
(Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

Inserida por SuzeteBrainer

⁠Caminho Universal

Estou nesse caminho
O caminho Universal
Na luta da matéria
Contra a morte e miséria
Para me libertar do mal

Se libertar da maldade
Desse mundo da ilusão
A chave da lealdade
Está na igualdade
Em amar de coração

O Mestre ensinou com carinho
Mas não fizeram assim
Fizeram foi ao contrário
Um erro extraordinário
Deturpando o Caminho

Está chegando o momento
Está chegando o dia
Chegada a hora
Desse mundo irmos embora
Nem que seja em pensamento!

Inserida por SamuelRanner

⁠Se ao menos a morte tivesse revistas...

Ela morria tantas vezes
em tiroteios à porta de casa
que já não sabia morrer para sempre
assim
de uma vez só.
Se ao menos se marcasse um dia
para a morte, uma hora certa
como no dentista
que apesar de tudo
nos faz esperar
onde apesar de tudo
não sabemos quando será a nossa vez.
Se ao menos a morte tivesse revistas
e gente na sala de espera
não estaríamos tão sós
tão vivos nessa ideia final
nesse desconforto.
Poríamos o nome na lista
quando estivéssemos prontos
sabendo que seria fácil desmarcar
marcar para outro dia
ou simplesmente
não comparecer.
Depois, ficaríamos com a dor,
com o terror
de passar sequer naquela rua
como ela à porta de casa.
Ela que morria tantas vezes
porque morria de medo de morrer.

Inserida por dhiegobalves

O dia da minha morte.

Era para ter sido um dia como outro qualquer... Mas se não fosse aquela angústia que eu sentia, que me atormentou e me fez chorar, hoje eu estaria morto por aí...
Senti o peso do caminhar em vão e de viver os dias inglórios.
Se não fosse aquele medo de continuar morto, talvez teria pedido um pouco mais de misericórdia a Deus e que me desse pelo menos a chance de pedir perdão a quem eu amei.
Aquele dia eu desisti de continuar escrevendo e de me sentir inútil por nunca ter aprendido a viver de verdade e por nunca ter feito alguém sorrir verdadeiramente com o coração.
Agora o que não me falta é tempo para lembrar que tudo o que eu deixei está como antes e que, quem eu amei, hoje ficou melhor, porque a minha existência se vestia apenas de tristeza...
E se não fosse aquela angústia que eu sentia, que me atormentou e me fez chorar, hoje eu estaria morto por aí...

Inserida por Kleberabdul

⁠A GOTA D’ÁGUA

Fonte da vida e morte de tão vida
Cuja terra agradece, não em demasia
Alenta tudo que é, e o que não é

Emerge do nada e inicia a sua corrida
Por vezes estagnada em alguma bacia
Alimenta o vazio com desmedida fé

Usualmente predisposta a ser bebida
Não importa, se em jarra meio cheia ou meio vazia
Fria ou quente, doa-se até para o melhor café

Mal regida, torna-se mágoa
Surdindo por meio de bágoa
A gota d’água, é pé ou tromba d’água

Tersa ou turva
Basto para aqueles, porque é alívio
Basta para estes, porque é dilúvio

Pingo que gera pinga
Em excesso inebria
D’outra forma sobria

Baga d’água
Salgada é canja,
Doce é ideal para suco
Salubre, perfeita para ablução

Pinga d’água
Hábil a matar a fome e sede
Em sede de sequidão

Seja lá porque cargas d’água
Mas a fonte da vida
É a gota d’água



Um dos bens mais preciosos e dádiva divina.
Vamos consumir a água de modo racional!

Inserida por SCJailane

Porque mesmo na morte a vida pulsa .
Pulsa na lembrança de quem fica ,na eternidade de quem vai
no ciclo de renascimento constante de nossas esperanças ..
Ela pulsa ,explode , renasce violentamente....
em uma prova de que ; se matarem um de nos, mais mil se levantam em uma só voz, para dizer que a vitória sempre sera da vida !

Mestra Emília

Inserida por Bia-Domingues

Nossa vida virou um circo


A carestia sempre teve voz e autoridade para anunciar a hora da morte.
Eu perdi o circo.
Não gritei palhaço. Perdi o espetáculo. A conversa chegou aos ouvidos de maínha.
Em casa, a ladainha acordou a noite.
A noite acordou a Lapinha e entrou pela madrugada.
De manhã, a vida entrou pelo castigo, invadiu a moralidade.
A nossa vida virou um circo.
Mamãe grande encerrou o assunto, desmaiada. Fugi.
Receitaram chás de rosas de palmatória, assim, que eu retornasse de Pirajá. É pra já!
Ganhei o mundo. Vendi chá de cadeira.
Em Pirajá, rolei a lona de tanta fome.
Sonhei. Caí do arame. Arembepe.
Corri.
Ninguém me pegou no sonho.
Sonambulei pelo quarto vizinho gritando palhaço.
Fui expulso de casa.
Levei nas mãos uma moldura inteira
de palmatória.
A melhor saída ainda não seria o cais do porto.
Na baixa, fui sapateiro. Inclinei-me no plano, onde fui pescado.
Puxado por arrastões, subi o elevador. Ninguém, em mim, morreu tão cedo.
Ninguém ficou morto de mim.
Ninguém me matou de passados.
Em casa, mainha preparava olhos e ouvidos de peixe morto. Quiseram me enterrar na lama
Mas, eu estava no elevador Lacerda, onde trapezistas se equilibravam no álcool. Descemos do altar. Desmontamos o circo. Ficamos altos em diversidade e dúvida.
Fui convidado para ser o príncipe nos Galés. Morri na entrevista.
Baiano?... Qual é a tua graça?
Stradivarus. Stradivarus da Silva.
Quem és tu? ... És nagô?
Fui príncipe das marés. Nos Galés!
Toquei tamborim pro Bob Dylan, no Benin.
Meu surdo tocou fundo, Alcione.
The One?
Não sei quem é. É da Mouraria?
Oxe, você não me conhece?
Sou o cara que namorou as gordinhas de Ondina. Usei brilhantina nos cabelos crespos, para me parecer com John Travolta.
Desde menino, sofro bullyings do meu vizinho Violino.
Stradivarus, qual Violino?
O doido que ganhou a vida no Largo. Louco, desvairado, Violino já acordava alucinado, gritando... Até para as fanfarras!
Toca Raul! Toca Raul! Toca Raul!

Inserida por carloskahe_1119050

⁠Jesus nasceu, viveu e morreu por nós, mas a história não parou aí. Ele ressuscitou, venceu a morte e deixou claro: "Eu estou vivo!" Ele veio ao mundo para nos dar esperança e mostrar o caminho, mas desde aquele dia em que trocaram o Filho de Deus por um criminoso, o coração humano tem insistido em olhar para o lado errado.

Hoje, a gente vê a mesma troca acontecendo de novo. O Natal, que deveria ser sobre o nascimento de Jesus, virou só festa, presentes e distrações. Trocaram o verdadeiro significado por coisas passageiras, por figuras e histórias que não têm nada a ver com o propósito original.

É como se estivéssemos repetindo a mesma escolha da cruz: deixando de lado o Salvador por coisas que não preenchem o vazio. Mas ainda dá tempo de mudar. O Natal é sobre Jesus, sobre o amor que Ele nos deu. Bora colocar o foco no que realmente importa e lembrar que Ele nasceu, morreu e vive por nós até hoje.

Inserida por EvansAraujo1

⁠Lembranças após morte !


Lembranças após morte,
de que adianta ?
Se quando vivi,ao teu lado,
nunca fui lembrando.

Poemas e versos sempre escrevir,
vistos por muitos, mas nada me foi dito.
Nem uma palavra de incentivo, nenhum
vá enfrente meu irmão.

Isso só me trouxe tristeza e muita decepção,
pois eu vi que meus amigos, não me tinham consideração. Pois todopoeta anseia, por um aperto de mão.

Inserida por COMPOSITOR

⁠Precisou Alguém Morrer !


Precisou Alguém Morrer,
Pra dá um fim ao Look Down,
Se fosse a morte desse cabra,
Nós estaríamos muito mal.

Confinados em suas casas,
sem saber pra onde ir,
muitos ficaram deprimidos
e outros vieram a sucumbir.

Mas os gritos de um soldado da
Polícia Militar, do Estado da Bahia,
Fez o Look Down, parar.

Foi no Farol da Barra,
onde tudo aconteceu que
o pobre do soldado,
cravados de balas faleceu.

Inserida por COMPOSITOR

⁠A morte !

A morte é único vilão,
de que ninguém consegue escapar.
Nós os vivos, temos que viver segundo a vontade de Deus.

Ele nos dar a vida, e a toma quando bem quiser.
Por isso não devemos questionar-lo,
quando chega a hora dos nossos
entiqueridos, tiveremque partir.

Eu sei de uma coisa, se eu posso
declarar para alguém que o amo,
terei que fazer isso, enquanto essa pessoa
pode me ouvir, porque depois que
decem a capa fria não poderá mas me ouvir.

Não adianta eu chorar, e nem gritos ficando dando, porque a pessoa do caixão, não está
mas me escutando.

Inserida por COMPOSITOR

Ou se nasce para a morte ou se morre para a vida!



A vida é o início do caminho que leva à morte, a dor é a conseqüência do que traz a lágrima, e o ranger de dentes é o mártir inconfundível nos olhos humanos.
Transverter o que não se pode sentir medir o que não se pode ver amarrar o que não se laça. Leva a morte o que da vida se fadiga e pouco se limita no enrijecer do coração. Nasce para a morte e morre para a vida.
Pasmaceira de tenebrosa abominação ao léu de um meio mundo de mortos inebriados por névoas.

Inserida por Erwelley

A despeito da morte


Após passar por dois eventos morte em 40 dias na mesma família, assistindo o sofrimento dos familiares e amigos, sofrendo junto com eles essas tristes perdas, como também por ter sentido de perto, porém salva por um quase, obrigo-me a refletir sobre este tema:
Há realmente uma dualidade subjetiva no conceito morte?
Para os que partem, a libertação, a salvação, o descanso eterno.
Para os que ficam, o martírio da perda de um ser amado, querido e desejado.
A despeito da morte, a vida, o respirar, o fôlego, o viver, o andar, recusando-se a parar, o movimento continuo, o ressignificar!
Há quem diga que a morte também é transformação, um renascimento, um encerraramento de um ciclo, um fim, porém um recomeço, uma metamorfose.Como se fosse necessário morrer, matando a dor, para renascer e florescer sem culpa.
"E se também há mares, a morte digo, pois do universo inteiro, só quero a marte!"

Inserida por palmis_costa