Textos que Falam sobre Mim

Cerca de 16493 textos que Falam sobre Mim

AMOR SONHO E REALIDADE
Autora: Profª Lourdes Duarte

Meu amor por te me devora,
Tira de mim o que me mantêm na realidade
Vivo a sonhar acordada suspirando tua presença
Vivi no mundo da lua ou numa encruzilhada.


Vivo flutuando em dois espaços,
Um real – outro fantástico imaginário,
Da minha realidade nasce a tristeza
Do meu Amor nasce a incerteza.


Vivo sonhando acordada ou dormir
Desejando teus beijos, teu toque, teu olhar
Não tenho o controle sobre mim
Quando estais comigo, meu coração dispara.


Para que eu volte a realidade, basta te ter
Esse seria meu mundo perfeito, o que desejo
No mundo da lua sonhando, não posso está
Mas sei também que, nos teus braços quero está.


Meu amor! Meu sonho encantado!
Vem ficar comigo no crepúsculo matutino,
Mais cedo e o vespertino mais tarde.
Você é o sonho imperfeito
Que torna perfeita minha realidade.

Inserida por lourdesduarte

VEM PRA MIM MEU AMOR
Autora: Profª Lourdes Duarte

Vem pra mim, meu amor,
alegrar meus dias
Com teu amor que é meu repouso.
Perturba-me com teus desejos,
Com tua voz que é um canto milagroso.
Com teus beijos, com tuas carícias.
Cada palavra que pronuncias
Nos meus ouvidos me faz esquecer,
dos dias de solidão.
Vem pra mim, e não tremes, nem vaciles,
Te espero e te desejo a todo instante,
teu olhar atraente e forte..
Penetra na minha alma
E mexe com meu coração.
E há ao nos olharmos atração tão forte!
Que tudo desdenhamos, vida e sorte,
Suspensos só no brilho das pupilas,
as vezes me interrogo!
Do mistério em que me abismo,
um sentimento que me domina
Tão forte e invade meu coração.
Entrou, sem permissão,
Apenas sentindo, dominando,
Te amando!

Inserida por lourdesduarte

⁠Eu Queria Tanto
Eu queria tanto prender você a mim
Eu queria tanto você comigo
Eu queria tanto ser o suficiente pra você
Eu senti tanto a sua falta
Meu Deus, te perder foi Insuportável
Foi a fase mais difícil da minha vida
Parecia que uma parte de mim, havia sido arrancada
E eu continuava sangrando diariamente
Era um peso tão grande, que eu não conseguia não sofrer
E eu rezei tanto, pra você voltar e esse dia nunca chegou
Depois de muito tempo, eu pedi que se você não fosse pra mim
Que tirasse todo amor, toda dor, toda necessidade de você
Que me libertasse de Tudo, que envolve você
Chega a ser surreal, tanto sentimento por alguém que não se importa comigo e com os meus sentimentos
Por muito tempo, estive obcecada pela morte
Pensei e ainda penso, em várias maneiras de tirar a minha Vida
Na verdade, penso nisso quase todos os dias
Minha psiquiatra me disse que se eu tiver vontade de me suicidar com muita frequência, ela pode me receitar Lithium, mas eu tenho medo de usar esse tipo de medicação, porquê, posse perder o controle sobre o meu corpo, diminui a atenção, dificulta a mobilidade, resumindo vai me deixar Lerda
Eu queria tanto entender, aonde esse Trem saiu dos trilhos
Aonde eu errei, eu queria muito saber
Outra coisa que eu Quero muito, é ter paz, digo mentalmente e emocionalmente
Eu Quero Você, e não posso ter você comigo
Nem sempre, temos o que Queremos
E tudo bem, não está tudo bem
Mas, um dia, nem que leve mil anos
Vai passar, tem que passar
Porquê, eu não aguento mais
É demais pra mim, o meu coração está muito machucado e não vai aguentar, outra decepção
- 23 de Julho de 2021

Inserida por sheila_f_carvalho

⁠SOU UM VULCÃO ("Porque metade de mim é o que eu penso... e a outra metade é vulcão..." — Oswaldo Montenegro)
Não sou apenas professor de Língua Portuguesa, preparei-me para falar com língua de "fogo", pois tenho o que falar e dou o que falar, e tudo que quero é falar; mas, você não reconhece a obrigação de receber esta fala que lhe envolve. Não conheço outro inferno, senão jogar pérolas aos porcos; nessa oxidação, quem explode sou eu, mas quem morre de irradiação é você. Seria melhor se me absorvesse lentamente, assoprando para esfriar. As lavas não fazem mal ao vulcão, só à natureza que não as compreende. As pedras vulcânicas além de lindas possuem diversos benefícios! Quando me recolho para dormir já petrifiquei tudo ao meu redor. "Sou apenas vulcão, com gotas de erudição" (Natasha Treuffar). Todavia, vomitar é, TAMBÉM, necessário aos filhotes de pássaro. (Cifa

Inserida por Kllawdessy

⁠o parco roçagar da frondosa giesta
acesa pelo vento como um chicote
acelera em mim a lúcida consciência
de que as árvores, procurando o solo,
regressam ao útero que as gerou
por isso também eu caminho pleno
um homem plano sobre outro plano
uma luz, um astro cego, um abismo
desenhando um círculo com palavras
no misterioso alfabeto da criação
vou enchendo a boca de terra
vou abraçando a morte iminente
porque tudo em mim é imediato
o grito, o eco e o súbito silêncio.

(Pedro Rodrigues de Menezes, "cabo de gata")

Inserida por PoesiaPRM

⁠A ti ESCRITORA Lídia Vasconcelos [por mim desconhecida] mas em mim tão sentida e à minha Linda Esposa…

A Ti Escritora tão nossa;
dedico este recitar;
pra que em ti, pois, ficar possa;
dele este gosto a Ti dar!
Dar por esse imaginar…
que pra tod@s tão, deixaste;
inscrito em esse citar;
que em nossas Almas achaste!
Oxalá teu lindo olhar;
tal ver, este a Ti dar, possa.

Tal ver ESCRITORA possa;
por teu tão bonito olhar;
por teu tão lindo julgar;
pôr-te em POETISA nossa.
Pois num nascer pra o morrer;
por ser pra ele que tão vimos;
mas também porque existimos;
que o teu ver, ler a tal possa!!!
Oxalá bonita prima;
consigas ler esta rima!

Quanto a TI, querida AMADA;
que a este escrever encontraste;
nele em mim de AMBAS deixaste;
tanta BELEZA encontrada!
Por isso AMADA querida;
tão dona do meu viver;
que bom foi pra Ti nascer;
pra TÃO te AMAR nesta vida!
E se O CRIADOR deixar;
em nosso UM sempre ficar.

Obrigado, ALMAS, bonitas;
por dito a nós dedicado;
por dito a nós tão deixado;
neste ver e ler de escritas.

Inserida por manuel_santos_1

⁠SOBRE ESPELHOS E REFLEXOS


Eu tenho um espelho em algum lugar dentro de mim! Um espelho que reflete os meus anseios, os meus medos e as minhas angústias. Esse espelho é pequeno, e eu no deixo bem lá num cantinho, onde eu quase não consigo vê-lo, para não valorizar as agonias que em mim também insistem em habitar.

Aí... numa outra parte de mim, tem outro espelho também. Este é maior, mais resistente e muito mais bonito. É o espelho que se encontra no centro de mim, porque é nele que eu reflito as minhas alegrias, as minhas conquistas e a minha paz. É o espelho para onde eu olho todos os dias, e sempre me encanto com o que vejo: uma mulher que, apesar de ter também os seus conflitos, persiste na felicidade e não desiste de ser cada vez melhor, por mais que difíceis as coisas possam parecer.

Mas nada é sobre espelhos e reflexos.
Tudo é sobre a importância de saber o que eu quero como prioridade em minha vida, porque é através do espelho da minha alma que eu faço refletir o meu eu no eu de outro alguém .


Nara Minervino

Inserida por NaraMinervino

E se me soubesse corria atrás de mim mesma..
para evitar que me perca novamente nessas esquinas esquisitas e sem vida..
Se me soubesse, daria a mão a mim mesma e seguiria os imensos caminhos que se apresentam por essas estradas vicinais..
Se me soubesse, me atirava da cratera do Fuji Yama, não para morrer-me, mas para experimentar a coragem de voar sem asas..
Se me soubesse evitaria os discursos vazios tão longamente repetidos nesses meus ouvidos cansados..
Exauro-me, às vezes, do peso das vaidades e dos egos..
E tendo a ser tão generosa comigo que já não me atraem os bobocas, quiçá os babacas..
Tendo a ser outra e mais outra e outras tantas ainda.. todas elas Danielas..
Não a menina que subia nas árvores e fazia experimentos com seus peixes..
Mas esta, que numa tarde qualquer, pulou do nono andar e saiu, de saias, só para contar e escrever sua própria vida..

Ensaios sobre a queda do número 830 - os momentos em que se largam as muletas e consertam os pesos dos vazios - julho renascentista/21 - aos egoístas e suas vísceras rosas.. ⁠

Inserida por danielapossamai

A motivação do meu sorriso eh o teu olhar, cheio de amor olhando para mim dizendo,Eu teamo!!!!Quero ouvi você dizer
todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo? Se não
da tua boca eu teamo
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Inserida por CleytonAlmeida7

⁠Você É Poesia pra Mim Antônia

Sei que não posso ter você
Mas nunca vou mentir pra mim
O quando te desejo
É, eu confundo as coisas
Tão fundo
Que quase já não me reconheço
Mas vou deixar você ir
Pois temos que deixar livre
Quem amamos
Tudo isso foi um sonho
Não queria ter acordado
Porque dói.

Inserida por JRAL

⁠Porque temos tantos porquê's?
E falo por mim, e relendo biografias de uns tantos que ajudando na causa Humana findaram-se e afundaram no porque?
Porque chegamos a uma idade idosa projetada numa inutilidade e pior invisíveis?.
Percebo que por causa dos dogmas e pressupostos me detive do momento " Felicidade" pra aguarda-la lá na frente.
E me deparei com essa estúpida velhice restrita e irretornavel plenitude.
E de novo. Porque não percebi antes do tudo? Viver é isto? Oque fazer agora?. Percebem as indagações?.
?????????...

Inserida por dalainilton

⁠MINHA DONA

Você fez de mim um Príncipe
O que antes era só um pedaço de carne
Um mero mortal
Você fez um Poeta

A tua Perfeição
A tua Estirpe fez a minha Estirpe
O seu Beijo me deu mais Vida
Hoje estou entre os Imortais

O teu Amor
É a minha Pérola de Grande Valor
A tua Grandeza é um Seixo Branco

Debaixo do teu vestido eu enlouqueci
Sou só uma abelha na flor do lírio
Um apaixonado sobre as tuas coxas

DATA: 21/08/2021
CIDADE: PARAÍBA DO SUL - RJ

Inserida por linjetico

⁠SOZINHO
O coração grita
A chuva cai lá fora
E dentro em mim um vento frio
Então deixo tudo
Vou para o chuveiro
No bosque embaraçado escrevo teu nome
Sem saber se existo dentro de você
As lágrimas dessem quentes dos meus olhos
E vai ao encontro da chuva
Um relâmpago o coração dispara
E o medo faz com que grite teu nome
Agora pergunto...
Onde você esta que não ouso tua voz.
Será que está fazendo o mesmo...
Assistindo a chuva cair
Sem poder fazer nada.
OSB 2002

Inserida por Itaoe

⁠Saio do serviço depois de um dia cansativo, me sentindo presa dentro de mim mesma, como se algo quisesse sair, mas, eu não sei o que.
Coloco meus fones e começo a caminhar sem destino enquanto aos meus ouvidos tocam Experience - Ludovico, uma bela trilha sonora para uma caminhada com o sol se pondo a minha direita, com um tom alaranjado que eu adoraria tocar, as nuvens se tornando como chamas, é incrível. As arvores se juntando ao longe, como se estivessem tocando o céu.
Nesse momento várias pessoas fazem caminhada, a maioria acompanhados de alguém, outros como eu, com a própria companhia e pensamentos. Os faróis começam a se tornar mais nítidos, e percebo que o sol já se foi e a lua vem me iluminando a esquerda. Os coqueiros se movendo com uma corrente de ar mínima, é quando eu me dou conta de que já faz uma hora que eu estou parada ali apenas admirando a vida, as pessoas apressadas com seus uniformes laranjas, vermelho, verde. Todos trabalhando e vivendo, uma cidade pequena, mas com suas belezas, pare e observe.

Inserida por HellenNeres

⁠Esmeraldas


Ela diz;
Despede-se assim?
Vai embora e não fala nada.
Nem se quer poeta olha para mim e vê o meu desespero.

E o poeta caminhando responde;
Essa noite saistes com suas amigas,
Eu estava no trabalho.
Te liguei e ainda perguntei á você,
Onde estás?
E você disseste-me,
Estou em casa.
Ainda reafirmei o nosso jantar a luz de velas.
Aquele que tínhamos combinado.
Sabe o que eu fiz?
Jantei sozinho,pois você não apareceu.
Chegaste de madrugada ,ainda por sinal embriagada...
Tão fora de si, que nem notou que eu estava acordado...
Suas esmeraldas podem abafar sua bipolaridade,
Mais minha sã honestidade,jamais....


Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa

Inserida por JoseRicardo7

⁠Sou amazonense raiz
Tenho orgulho de dizer pra ti
O dinheiro não paga pra mim
A prazer de ser um eterno curumim
O amazonas é o começo meio e fim
Sua divina beleza fala por si
Arapuca que não dá para fugir
Feito o Beiradão que ao se ouvir
Te envolve na dança pra se divertir
Ser simples é ser grande sim
Sou abençoado sou caboquin
Gosto de xibé e comer jaraqui
Aqui no meu amazonas é assim
Não basta viver tem que ser feliz

Inserida por hadail

⁠QUASE TUDO

Quase tudo de poético em mim foi poetado
Quase tudo sussurrado de amor foi escrito
No versejar, o rimar do viver se fez infinito
Na cadência de mil sensações foi musicado

Tão fadado de emoções me tornei enamorado
Tão cheio de romantismo fiz do amor bendito
Cada soneto que fiz de agrado veio num grito
Suspiros, sentidos, em um ritmo compassado

Tenho dado o meu sentir a quem dele merece
Se em prece, honra, num coração sem escudo
Eu sou só gratidão, neste doar-se em benesse

E se por tanto romancear fiz engano, contudo,
Eu nunca fui do amor tirano, ou o mal fizesse
Pra ter no fado, quase tudo, sem dano e rudo!

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25, agosto, 2021, 09’58’ - Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Assim diz o Senhor
“Meu sangue é transparente, minha verdade vive desde a criação e até quem a mim nega experimenta do sopro da minha palavra, contudo digo:
Aquele que contempla a verdade, esclarece a mente e enxerga tudo claramente e jamais será enganado, mas as vias de manobra e engano, confusos são e a quem contempla nada entende, a escuridão os perseguem.”
Giovane Silva Santos

Inserida por giovanesilvasantos1

MINHA LUCIDEZ

Volta pra mim ....
O teu amor em taça vinho com. Gosto do néctar de flor eu quero beber

beber o amor pela taça dos teus lábios com sabor de mel !

A minha boca te quer
Te procura ,te busca e por ti clama
Te grita e te chama
Na vontade confessada
De querer ser beijada
Pela tua boca e de mais ninguém,
e na minha lucidez, pensando sempre em ti ,
Eu toco com meus dedos a tu'alma"
e respiro teus sonhos
Como se fossem os meus também !

Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98

Inserida por mariafrancisca50leit

⁠O DOMADOR DOS QUATRO VENTOS

O que querem de mim quatro ventos?
Escadear os meus brios?

Certamente que não me farão ficar nu diante dos meus próprios ossos...
Antes, sabeis que guardo garbos no banco da minha ancestralidade.
Onde vós não tereis mais o acesso como naqueles tempos em que roubardes os valores morais escondidos nas melenas dos meus velhos homens e mulheres de mim mesmo.

Sim, meus velhos de mim mesmo, pois se não foceis vós, os esculpidores deste meu eu de antes, o eu de hoje, não seria este ninguém dos meus ancestrais.

Vós sois os quatro ventos do caos, eu bem sei...
Vós sois diabólicos? Então, tanto quanto eu...

Eu que me caotizo inteiro, em busca dessas partes que me foram roubadas.
As perdi por conta dos mesmos ventos que eu mesmo sou capaz de soprar.

Tenho as minhas narinas livres e incendiadas pelo primeiro elemento que me ergueu da terra. Sim, eu era um pequeno e enorme ser capaz de causar ventanias tão intensas que mudaram os rumos de vós - oh quatro ventos.

Oh demônio, que vento dos quintos!
Oh Céus, oh Deus, oh deuses!

Que diabos de ventos são esses que me arrancam do meu lugar de conforto e me jogam em territórios tão fartos de mim mesmo...

E eu, o que farei, me farto de tempo e de espaço, e me eternizo nas quatro direções para então ser um domador dos quatro ventos?

Eis que agora vêm estes quatro ventos...
Lisonjear-me-ão estranhamente como se fossem meus velhos que se foram pelas ventanias dos tempos.
Que me doem estranhamente porque me cobram direções que não são minhas.
Que me arrastam para estranhos territórios que eu se quero conheço, que muito menos desconheço, exatamente porque são seus em mim.
E assim, vós, 4 ventos, me jogam para lá e para cá...

E eu, que me considero um causador de outros ventos...
Eu, que os enfrento com toda a minha estranha estupidez genuína que se quer é tão somente minha.

Eu os enfrento com os meus próprios temporais, porque os identifico como uma afronta, exatamente para escadear os meus brios.
Que importa isso...

Eu posso desenvolver outras honras ocultas e escondê-las de vós na minha ancestralidade inseminando todos os óvulos da minha própria curiosidade com o meu modo de bajular os meus próprios estranhos sagrados e a minha capacidade de construir deuses em larga escala.

E quando vós menos esperardes, surpreendê-los-ei na curva dos ventos, e amansá-los-ei com o meu próprio canto, com o meu assovio misterioso grifo, ou um sátiro divino da floresta que veio para inseminar ideias em larga escala.

Quem sois vós? Quatro ventos? Sois os versos, as rimas das quatro direções?

Pois saibam que eu não vos temo, bajulem-me o quanto quiserdes.
Porém, cuidado, evaporo-me, e transformo-me em essência.

Eclipsar-me-ei dentro do meu próprio bojo de ancestralidade, e incorporar-me-ei a vós, 4 ventos, e vos contaminarei com o meu próprio veneno de Eva e da Adão, de caos e de cosmo, do bem e do mal, herdado do meu Eden.
Eu sou o cupido do pecado sagrado que balança vos balança, oh quatro ventos que sois eu em movimento.


E num instante qualquer eu vos falo das coisas que eu sei de milhões de anos atrás e cavalgo em cada um de vós como um verdadeiro cavalariano, o ogum que sou.

Amanso-vos, um-a-a-um, em mim mesmo...
Só por amá-los de alguma forma estranhamente platónica.

Pois vos nego enquanto a minha inconsciência vos atrai como se fosseis meus próprios fósseis.

Será que vós sois realmente os velhos homens e mulheres que estão a roubar-me brios ou afagos?
Ou porque vós sois EU também...

Agora, amansados, devolvam-me os meus brios.
Estes brios são de meus velhos homens e mulheres por quem eu sinto muito!
Vós sois os quatro ventos, eu sei...
Muito prazer!

Raras as vezes eu vos rezo, normalmente sempre que me transformo em fogo e vos aqueço com a minha capacidade de me incendiar inteiro de essências combustivas o suficiente para queimar as quinquilharias dos resíduos produzidos pelos meus cárceres privados.

Quase sempre faço isso sem perceber e muito menos sentir o cheiro da fumaça daquilo que queima e que se transforma em minerais novamente nessa loucura incrível que é existir plenamente.
Eu sou a ventania!
Vós sois os quatro ventos, sim, eu sei...

Mas eu sou a ventania os redemoinhos na cabeça do meu próprio sagrado, que ondula os meus próprios brios.
Eu sou o sinal avesso, o que deixa claro que não cabe...
Sou aquele enorme redemoinho nas cabeleiras do meu próprio deus
Sim, sou eu, sou capaz de girar todas essas coisas, desde o caos até ao cosmo.

Eu sou o domador de ventos!
Sim, sou domado pelos ventos, pois eu sou todos estes homens e mulheres de mim mesmo.
Eu sou esse todo!
Eu sou tudo!

Eu estou cavalgando nos quatro ventos, mesmo que dilacerado em quatro partes, quatro corpos e que cada uma dessas partes esteja em uma das quatro direções.

Eu juntarei cada uma dessas quatro partes, agitando os meus quatro elementos dentro de mim mesmo.
Sim, farei grandes agitações, pois o meu destino é retornar ao centro, inteiro, com todas as partes de ancestralidades de mim que foram arremessadas às quatro direções.

O centro cósmico é o meu lugar!
Não serei mais apenas esse fogo louco que sou!
Serei um grande aglomerado de forças!

Uma junção de Fogo, de Terra, de Água e de Ar que serei!
E como uma graça de um deus que eu mesmo criei ainda quando eu era o meu próprio ancestral, meu velho, minha velha, eu explicarei o meu próprio “bio”, pelo meu próprio “brio” ou não me chamo domador dos quatro ventos...
Voltarei ao núcleo de onde eu me originei sozinho, assim como os meus velhos homens e mulheres de mim mesmo!

Todos como pobres demônios originando-se para se dilacerarem e serem arremessados nas quatro direções, e contarem com a boa sorte de possíveis bons ventos.

Meu pobre destino que ironia mais incana e essa?

De tanta dor pela minha própria dilaceração, mais tarde eu mesmo criei um deus que deveria me adorar...
Mas tão logo criado, a criatura me exigiu adoração, servidão e me expulsou das minhas zonas de conforto, me proibindo de ter os meus próprios prazeres.

Oh céus que diabos que eu criei?
Se criei um deus, acabei criando também um diabo para que fosse por deus enviado a mim para me torturar?
Isso é profano demais!

Então eu dividi esse deus comigo mesmo lá no futuro.
Apostei na possiblidade de que esse meu deus também se tornasse tão divino como eu era.

E advinha, deus meu ganhou céus e terra, e eu me tornei a sua criatura.
Com o tempo esse deus se tornou minha grande inspiração, consagrando-se como divino tanto quanto o cosmo de onde eu me originei.
Esse deus saiu da minha própria carne, mas isso não foi de agora...
A minha carne lembra de tudo isso...

As vezes ainda sinto a dor da dilaceração que me ocorreu por conta dos invasores, os seres de outros mundos, infernos talvez, quando eu fiz a doação de órgãos para que deus fosse criado de mim mesmo.
Depois disso eu fiquei um ser que lagrimeja versos e poesias.

Será que é falta dos órgãos que me foram retirados para a composição de meu deus?
Ou será que é esse deus criado por mim mesmo que tem a capacidade de me inspirar?
Sim, eu não sei a resposta!

Meu Éden nunca mais deixou de ser um caos...
Parece que foi ontem que tudo isso aconteceu!

As vezes eu choro de saudade dessas partes dilaceradas em mim...

De uma coisa eu tenho plena incerteza; de meus ancestrais sobraram apenas estes pobres ossos resmunguentos que morrem de medo de perderem seus brios pelas travessuras e dos atrevimentos destes quatro ventos. Os demais, todos evaporaram como se nunca tivessem existido, como se fossem uma só essência, sabe, uma espécie de fragrância que acabou sendo atraída pelos cabelos ou pelos poros do deus criado, e desde então ele se tornou o criador de tudo.

Dizem por aí, nas esquinas do Eden que a força, a capacidade de criação de deus vem exatamente disso...
Dizem que é exatamente dessa essência dos meus ancestrais que tudo tem origem, que o tal deus é só rótulo desse aglomerado de amor que esses meus ancestrais sempre tiveram.

Reconheço-me forte e fraco com estes ossos e ao mesmo tempo com saudades dos amores ancestrais que evaporaram, como se não bastasse as dores da amputação de meus órgãos para a criação do deus.

Talvez seja apenas impressões de mim mesmo ou dos meus ancestrais, como pode doer um órgão que eu nem se quer lembro de ter?
O que mais me faz falta é a minha terceira visão, dessa eu acho que lembro sim, mesmo não a tento em mim, as vezes ela se revela e me leva a ver coisas de outros mundos.
Que isso fique aqui, cá entre nós, não se atrevam espalhar isso aos céus e terra...

Aqui por enquanto, falar disso é insanidade, estão novamente prendendo os que veem essas coisas, sim, e o tratamento a eles é de “chocar”.
Veja como é cruel nascer do acaso?

Recomponho-me quando caio em consciência de que essas partes arrancadas de mim serviram para criar um ser que se tornou divino.
Por isso sou a imagem e a semelhança de deus...
Foi de mim mesmo que ele nasceu.

Ele é o meu filho amado, o que virá de mim, depois que eu vencer os meus dragões e fazer com que os meus ossos possam também evaporar.
E lá nos cabelos ou nos poros de deus eu estarei oferecendo-lhe o melhor que há em mim...
Enquanto isso não chega, e nada chega ou basta!
Inquietação, é a profanação dos meus velhos homens e mulheres de mim mesmo, pois deles me sobraram apenas o que sobra nos ossos, ritos, mitos, crenças e doenças.

Dos bons nem ouvi falar, pois que nunca quiseram deixar qualquer rastro de existência ou de personalidades.
E eu que escolhi seguir a passos largos os exemplos dos meus próprios ossos.

Porque é tão difícil abandonar os meus brios?
Porque são ossos do meu sagrado oficio?
Acalento-me aqui, então, falando com os meus brios que nunca me abandonaram...

E quanto a vós, quatro ventos, fosseis os grandes percursores de tudo isso?
Pois bem!
Junto-me a vós recolho-me nas minhas esperanças de voltar ao meu centro.
Não mais como domador dos quatro ventos.

Talvez como domador das minhas próprias tempestades.
Provavelmente for exatamente isso que o meu deus tenha feito tão rapidamente!
Farei isso então!

Serei como um ogum de mim mesmo!
Vencendo os meus próprios dragões.
Salve os quatro ventos!

Autor: Pedro Alexandre
26 de agosto de 2021.

Inserida por pedro_de_alexandre