Textos Melancólicos
I
Neurônios vagando por uma mente preenchida de total melancolia onde predominam pensamentos sombrios,a escuridão macabra,responsável pela morbidez do cérebro,danifica o funcionamento do mecanismo alterando o habitat de coisas claustrofóbicas,produtos da minha alma suicida,que na morte da noite se revelam em atitudes obscuras provenientes da voz do além que sussurra causando calafrios nos meus tímpanos.
A Alegria x Melancolia
A melancolia parece forte, mas nem tanto.
É como uma pluma levada ao vento.
Mas que vento? Ele se chama Alegria.
A melancolia não resiste à força deste vento.
Ela se humilha se inclina e não reage.
Oh! Como reagir?
A Alegria é contagiante e majestosa.
A Alegria traz luz para o quarto que a melancolia escureceu.
A Alegria abre o sorriso de uma criança que seu berço era coberto pela melancolia.
A única força que a melancolia tem é forçar o olhar para baixo.
E a Alegria? Resistente e imponente, diz para o rosto inclinado;
Que o sol não se encontra nas poeiras da melancolia que se arrasta pelo chão.
E obrigatoriamente a Alegria faz olhar para frente,
Até sentir o impulso de olhar verticalmente.
É de uma profundidade tão superficial,
esse melancólico afogamento
é de uma natureza tão fugaz
que me faz perceber que,
não se entende o que se sente,
não se sente o que se entende,
e de um viver mal pra viver bem
outros se privam pra viver mal também
a quem diga que a resposta esta no além
mas após partir esses males já não cabem
porém você se afoga no próprio anseio
assim a logica finita as emoções, proponho
que tudo não passará de um sonho.
abro a porta
melancolia
sensações muitas
de até histeria
pode trazer outras
melhorias
na vida como poucas
e você sorria!!!
sensações loucas
assim queria
tê-la solta
não posso, trazia
sonho, sua volta
e você saia!
abro a porta!!
abre a vida!!
olhe em sua volta
tu tens a mim
não revoltas
seja assim
que me confortas.
Coração sem dote
Acordar sem ti
cetins frios da melancolia
esfria sonhos
estrelas não brilham
a saudade quer cantar
ao som da liberdade.
Sinfonia escrita em uma partitura sem nota.
Amor proibido nas madrugadas remotas.
Toques de um amor morto
regidos sem a maestria de viver.
Coração sem dote
aspira ao teu aroma
ausente do mundo meu.
Tudo se consome no breu.
Não me deixo vencer pelo desânimo, mesmo quando por alguns instantes, a melancolia do ostracismo, cisma em me visitar, então eu paro e penso, que talvez esses momentos de abandono que as vezes sinto, são benéficos, e servem para mostrar-me, o quanto sou valioso e capaz, mais do que, quando estava circulado de pessoas, que hoje eu vejo que apenas necessitavam de meus préstimos e não da minha amizade!
Gutemberg Landi
10.07.2015
Os olhos da melancolia me engolem
Fazem eu suplicar por mais um pouco de magia
Les yeux que me envolvem com a magia da mais bela e profunda energia: la mélancolie
Energia que nos traz um mar de diferentes sentimentos
O refúgio de alma candidato a PERFEITO
A mais doce das ilusões;
Depois de largar o lápis por alguns instantes...
Me deparo com a péssima notícia
Las brujas de la naturaleza, que tanto querem meu bem, a trouxeram:
Tudo é real. Mas o real se torna apenas magia para o meu espírito, pois nesta existência, os humanos vivem para o corpo, e não para a alma.
Ventania no Cerrado
Chia o vento no cerrado seco
Num grito fugaz de melancolia
Zumbindo a sequidão num eco
Nos tortos galhos em poesia
Este vento que traz solidão
E também traz especiaria
Dando aroma a esta emoção
E combustão a esta ventania
Calado pelo canto da seriema
Que com o sertão tem parceria
Choraminga o cerrado em poema
Das folhas secas em sua correria
Desenhando no vasto céu dilema
Do rústico e o belo em poesia
Musicando a natureza suprema
Da diversidade em sua agonia
(Vai o vento em sua romaria.)
Luciano Spagnol
Só uma vida
Só o amor
Um par de pês
Muita Melancolia
Minha querida
Foi você que me salvou
Você que me afundou
Uma bela visão
Uma coisa vivida
E uma composição
Um sofrimento
Uma ilusão
Um pensamento me fugiu
Uma vida
Um sentimento
Um amor
Um sofrimento
Um céu azul
Uma estrada
"Querido,
A sua carta talvez seja a mais melancolica. Você foi um daqueles amores inesquecíveis. Nunca esqueci como e quando trocamos número de telefone. Ambos tímidos e com certa insegurança do que viria depois. Mas o depois veio, nos trouxe momentos duradouros e decepções e sofrimento que em vão tentei deixar no passado mas que ainda carrego no peito. Suas lembranças estão comigo, presas em fotografias. Com você, pude ser eu sem medo de parecer rídicula. Aceitamos os defeitos um do outro e o fato de sermos orgulhosos, e estamos seguindo em frente e aceitando ambos nossas decisões. Eu te compreendo, espero que me compreenda também, por ter esmorecido e estar enterrando o passado, com essa carta que nunca será lida por você.
Com amor, Anônima."
"Melancolia da Chuva"
Ouço a chuva
Que se atreve a bater na janela,
Formando poças e passarelas,
Abrindo caminhos rumo à imaginação.
Agora a vejo delicada e singela,
Chamando-me de poeta, dizendo que sou dela
Sem dispor - se da razão.
O barulho dos respingos no chão,
Mostra ao meu redor a solidão,
Traz - me em memória tua face,
Lembrando - me que contigo sou enlace
Que completa a tua canção.
Sua ausência deixa um vazio.
Sem rumo escrevo estas frases,
Até que essas poças transformem - se
Rios.
DESATINO (soneto)
Ó melancolia do cerrado, a paz me tragas
Solidão em convulsão, aflição em rebeldia
Dum silêncio em desespero, e irosa agonia
Ressecando o coração de incautas pragas
Incrédula convicção, escareadas chagas
De ocasos destinos, e emoção tão fria
Do horizonte de colossal tristura sombria
Que rasga o choro em lacrimosas sagas
Ó amargor do peito engasgado na tirania
Duma má sorte, e fatiadas pelas adagas
D'alma ao léu, tal seca folha na ventania
Pra onde vou, nestas brutas azinhagas
Onde caminha a saudade na periferia
Do fatal desatino em pícaras pressagas?
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
Maldita Sorte
Eu que sou midas ao avesso
De poderes a contra gosto
Sendo rei imposto
Melancólico e obsesso
Em tudo que expresso
Tocando ou quero
Se comigo não sou sincero
Por ser Louco, confesso
Estar desesperado
E preso em solidão eterna
Ser ter o que me espera
Nem algo almejado
Estando sempre acordado
Com nenhuma felicidade a vera
Melancolia
Sombria melancolia que me
assola ao meio dia,
a meia-noite me desafia,
deixa a manhã fria,
à tarde me causa paralisia.
Via que me tira alegria,
quero dias e noites de sabedoria,
uma vida sadia sem terapia,
outra vez a primavera que minha
vida floria com eufonia,
o inverno que você aquecia,
o verão que amor entre nós havia.
Outono
Deus criaste o outono para aumentar minha melancolia.
As sombrias paisagens bucólicas, nos remete à pensamentos conflitantes.
Árvores despidas, tremulando entre a neblina fria, até que o incessante vento despoja a veste branca e os dias curtos com ares secos amargam até o céu da minha boca.
Preciso de cores, cheiros e o brilho das mágicas flores.
Quero revigorar a vida, dias longos e ensolarados para reabastecer-me de vibrações e energias positivas.
Que o equinócio da tristeza tenha um lindo e breve fim.
Quero a vida!
Às tardes
Todas as tardes perto do sol se por,
toma conta de mim, uma melancolia
uma saudade, aquela falta do teu
carinho, o calor do teu amor tua presença.
A ausência tua dói, fazes falta amor.
Só resta deixar o pensamento vagar,
lembrar de tudo que vivemos, os risos
dados em momentos difíceis de esquecer,
tínhamos um sentimento forte , só nosso.
Um querer lindo que até hoje ninguém viveu,
só você e eu.
Se dele te lembras não sei, partistes não posso
por ti responder.
Para mim, não consigo ficar sem nele lembrar
esquecê-lo então, nem pensar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Para mim a melancolia é uma apatia doentia
Que no presente não impede que um passado
Momento volte no tempo pra trazer de volta um
Antigo sentimento, sentimento que ainda existe
Meio triste, mas que resiste e insiste, pois ainda
Aquiesce, aparece, pede, aquece e até parece
Que não desaparece no pensamento, que não se
Perde ou que se esquece com o passar do tempo!
Guria da Gaúcha Poesia
Dizem por aqui, que tu me causa dor
já que tudo me mudou.
Meus versos melancolicos,
me salvam e te ferem,
como as pontas de minhas canetas no papel,
como essa cidade, você se perdeu,
e tudo mudou.
Saiba que me perdi mil vezes,
antes de estar aqui,
então entenda que não quero mais voar só,
só quero morrer, talvez de saudade ou de amor,
se souber que você virá me ressuscitar.
Sei lá, só que
Lamentando o hoje
Melancolia, melancolia,
Ouço o seu grito,
Melancolia, melancolia,
Me preocupo com a noite e o dia,
As aves cantam na janela do meu quarto,
A lembrança de você todos os dias,
Por mais que tente dizer que não,
Tanto faz, a solidão não me deixa em paz,
O perfume das rosas,
Entontecem meus pensamentos já tão tristes,
Por seu perfume de rosa, que não mais existe,
Por ter somente a lembrança sua,
E me perder nas horas,
Noite e dia, os jardins choram,
Por falta do néctar de suas pétalas,
No amanhecer, na aurora.
Tudo que passa, volta,
Tudo que volta, não tem sentido,
Pois a vida, é mais que esperar,
É escolha, é saudade, é solidão,
Sentir para viver,
Viver para suportar,
A falta de alguém para amar.
Esperar, é sábio,
Reconhecer é divino,
Notou-se que para ela,
És somente um outro alguém,
Que na sua vida atrapalha,
Pois ela sem você, viveria muito bem.
MELANCOLIA
Tem dias que a alma se agita,
E a gente se cansa de correr uma milha sem sair do lugar.
Tem dias que a gente queria gritar tudo aquilo que sufoca,
E em outros a gente quase se asfixia com as verdades que não vomitou.
Tem dias que a gente é dia nublado,
Desses que se desabam em água, destruindo algumas coisas mas lavando tudo.
Tem dias que a gente abre os olhos mas não quer acordar,
E em outros a gente nem dorme porque os olhos não fecham.
Tem dias que a gente se enrola, se embola,
Se aperta com a esperança da dor passar.
Tem dias que o coração se angustia,
E até pensamos que ele pode mesmo se partir.
Tem dias que a gente ri pra não chorar,
E em outros a gente apenas chora mesmo.
Tem dias que a gente foge da vida,
Mesmo sabendo que ela sempre encontra a gente.
Tem dias que a gente espera que passe logo,
E outros que passam quando menos se espera.
Mas a alma é forte, se recupera.
A alma acalma quando encontra colo,
E se cala quando encontra abrigo
Nos braços do Pai.
