Textos Melancólicos
NATAL MELANCOLICO
A casa grande
o pinheiro enfeitado
sapatinho no telhado
luzes a brilhar.
Bacalhau à portuguesa
vinho do Porto
vovô sentado à cabeceira da mesa
me ouvia ao piano tocar
melodias de Natal!
Presentes na árvore
PAPAI NOEL vai chegar
tilintar de taças
muitas risadas
Missa do Galo
O PADRE A REZAR!
As lembranças me traem
Lágrimas de saudades
me escorrem na face
preciso ser forte
renascer a cada ano
como o MENINO JESUS!
HOJE É NATAL!
E há aqueles dias que a melancolia bate fundo.
Forte.
E os pensamentos voam, as lembranças voltam e a saudade lateja.
Somos assim, feito de lembranças e lágrimas.
Dor e saudade.
Sorrisos também chegam colorindo essa nostalgia.
Mas esses dias chegam pra nos fazer lembrar que o dia a dia deve ser vivido com amor.
A gente tem que falar com amor, escrever com amor, enxergar com amor, estender as mãos com amor.
Um dia tudo será lembrança.
Um dia será de lágrimas, outro de sorrisos.
Um dia haverá chuva, em outros sol.
E tudo bem sentir - se nostálgico, cabisbaixo, distante daqui...
Quando sentir a melancolia bater, curta esse momento.
Amanhã será um novo dia, todo risonho pra viver.
E esse dia, um dia será uma doce lembrança.
Não precisa ser uma foto, uma mensagem, uma carta, um presente...
Pode ser um sorriso, um olhar, o silêncio indecifrável de alguém...
Coisas que a tecnologia não consegue captar.
Coisas que o coração sente e só a gente entende...
E chora, ou sorri.
São lembranças.
Nossas.
Eternas.
Num lugar nosso.
Lá, onde ninguém conhece.
Só a gente pode entrar, fechar os olhos, viajar, encontrar, abraçar...
NOSTALGIA
Cai em mim uma nostalgia,
Sem eu a ter pedido no tempo.
É assim como uma melancolia,
Uma tristeza vaga,
Que não se apaga
No momento.
Que vida.
Que tempo.
Que amargura dura
E tão escura
Havia de me assaltar.
Agora, que eu só queria
Tão pouco,
Para não entrar em louco,
Descansar,
Repousar,
Para aprender a sonhar...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 04-04-2023)
MELANCOLIA
Cai a tarde lenta em brasa,
Num céu de mar ondulante,
Enquanto este vai e vaza,
Meu coração está distante
Pensando em ti, ó sereia
Que vi uma vez ao luar,
Em noite de lua cheia
Nas águas de prata, a rolar.
Que saudades sobre o mar
Meu coração lá deixou;
Tristezas de fazer chorar...
Enquanto eu não encontrar
Esse amor que lá ficou,
Farei na areia um altar...
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Triste Por Escrever, em 08-03-2025)
Outros Tempos da Velha Direita Nova
Um doce
De melancolia
De tardes
De domingo
De antigamente
Na
Rua Direita
Mormaço
De sol poente
Com preguiça
De segunda
Pela frente
Inda ontem
Era sábado
Dia de banho
De corpo inteiro
Na bacia grande
À noite
Cinema
De Romeu
Coboiaço
E seriado
À saída,
Cafezinho
Com
Pão de queijo
No Dormival...
Eram tempos
De
Se ter tempo
Outros tempos!
Para Que Vieste
Levai vossos Cantos
Minhas pobres mágoas
Na melancolia de teus olhos
Nos frios espaços de seus braços
No anseio de teu misterioso seio
Com meu cardume de anseios
Náufrago entregue ao fluxo forte
Da morte
Teu silêncio
Teu trêmulo sossego
Da minha poesia extraordinária
Esse riso
Que
É tosse de ternura
Quanto mais tarde for
Mais cedo a calma
É o último suspiro da poesia
Se foi por um verso
Não sou mais poeta
Nostalgia e melancolia
A dor que nos mata
A saudade que fica
A flor que brota
A imagem que salpica
O trem que parte
Pra longe da bica
Estrelas que brilham
No céu dessa vida
Pássaros que voam
E o canto que entoam
Os amigos que estão
Pertinho da gente
O rádio que toca
Uma música bem triste
Cavalos correndo
Na savana ao longe
A dor e a saudade
Andam juntas pra sempre
Corações corroídos
Pela dor sempre intensa
Não há nada que se faça
Pra mudar o destino
Passado que fica
Futuro que não chega
Pensamentos presentes
Na mente da gente
A conta que chega
Pra sorte de todos
O navio que parte
Sem leme e destino
Pessoas que se matam
Pelo egoísmo de sempre
Lábios que se beijam
Se amam e se odeiam
Abraço apertado
Machuca no peito
O início de tudo
Termina um dia
O final sempre chega
Se estivermos presentes.
Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026
SUPLICANTE:
Por ocasião de minha morte,
Tão breve quanto a tua
Não me agracies compaixão,
Melancolia ou pesar
Pois que em vida me odiaste,
Meu coração molestasse
Por que agora caminhas
Nesse insólito séquito?
Não! Não me indulte funeral,
Cortejo ou adoração
Deixeis que meus entes
Se encarreguem do fato
Com pouca indumentária
E que apenas consigne
A identidade na lapide
Sem muita adornação.
Melancolia descrita por uma criança confusa e talvez melancólica.
Melancolia é o nada que sobra depois de comer uma banana, Só os restos dela talvez algo que já foi bom ou ruim mas que agora é só um vazio. Melancolia é o nada mais profundo que tem é olhar pro céu nublado não ver as estrelas. É a sensação de todos os dias serem iguais e de morrer antes de morrer.
É belo e triste.
Se jogou em um abismo profundo de melancolia, pobre garoto solitário. Não se sentiu ligado a rotina da felicidade. Preferiu ser derrotado por pensamentos conturbados e sentimentos vazios. Era assim que ele se sentia, não importava como estava cheio, nem o tanto de pessoas queridas em volta. Pois o sentimento de tristeza era sua morada, era como ele gostava.
Colocou em sua mente que tristeza era tudo que lhe restava, é que não importava mais nada. Como pode ser tão tolo? Aos poucos não lhe restou nada, oque ele sonhava lhe aguardava, a tristeza junto a ele era oque lhe restava.
Inspirada pela estética densa, científica e melancólica de Augusto dos Anjos, esse foi um dos poemas mais intensos que já compus.
PAIXÃO PETRIFICADA
(O Transe das Almas de Rocha)
Insana nessa aventura fugaz e transitória, sigo nesta trilha desventurada…
Vejo revérberos de sombras desfragmentadas em histórias já sepultadas.
Lágrimas que borbulham dessa alucinação caótica; sinto que se deteriora esta minha capa carnal, perene e febril.
Ouço murmúrios deletérios e sussurros inaudíveis em minha memória desfigurada. Sinto frio.
Minha alma, por segundos, levita ébria, manchada em gotículas de suor que corta e congela. Num transe anímico, faz-se o registro: o coração — intangível e ao mesmo tempo uno — pulsa descompassado em vivências de outrora que nas lembranças rolam como pedras.
Lu Lena / 2026
Realce de um Romance em Relance
Despejo o acúmulo de melancolia,
Nivelado pelo apalpar da franqueza,
Tristura transmutada em biografia,
Lisonja alimentada de lindeza.
Realce de um romance em relance,
Realce um romance em relance.
Macia epiderme madrigal,
Norteia-me com benevolência,
Galanteio supra-celestial,
Levando-me à máxima potência.
Realce de um romance em relance, Realce um romance em relance.
Supremo enquadramento instantâneo,
Imperecível aos instantes que sucedem,
Ameno vendaval interiorano,
Âmago das forças que se movem.
Realce de um romance em relance, Realce um romance em relance.
MEU TEMPERAMENTO
Colérico & Melancólico.
O Kamorra tem um temperamento tímido, artístico, solitário, explosivo, ambicioso e dominador. O Kamorra é determinado, possui grande capacidade de planejamento, tem a sensibilidade muito aflorada e costuma guardar seus sentimentos. É uma pessoa profunda, detalhista e introvertida.
O Kamorra, além de ter muita energia e impulsividade, é fiel e desconfiado.
É um líder nato e tende a escolher atividades que possa exercer sozinho.
#MELANCOLIA
O dia e a noite são iguais por dentro...
Campo florido de saudades...
Estranha taça de venenos...
Despede o sol em último clarão...
Entre sombras, vagamente...
Na amplidão do eterno...
Minha alma voa livremente...
Surge o vento e me pergunta...
Aonde me levará minha jornada...
Um olhar triste nada responde...
Na melancolia...
Uma alma fadada...
Desde o sinal das auroras...
Se há dias maus, também há os felizes...
A vida é uma bela jornada...
A taça em minha mão ainda é cheia...
Num olhar profundo e ardente...
O espírito se cala, se aquieta...
O horizonte é o futuro...
Tal é na hora o presente...
Uma estrela tremula no firmamento...
E eu...
Em minha paz alcançada...
Aos pés do Criador me deito...
Sorrindo...
Sonolento...
Sandro Paschoal Nogueira
#A #DAMA #PRATEADA
Em minha rua, ao anoitecer...
Há tal melancolia...
Que desperta em mim o desejo de sofrer...
Sentado à mesa em um bar devasso...
Lhe contemplo dama prateada...
Nas vertigens do vinho que me encontro...
Perco-me em qualquer abraço...
Nessa Babel em que sobrevivo...
Cantando os amores...
Escondendo os conflitos...
Em tudo o que sinto...
Sinto-me cada vez mais perdido...
Ergo o meu coração aos céus...
E lhe olho suspirando...
Não mais me reconheço...
Sou total abandono...
Tantos se foram...
E tão poucos chegaram...
Atrás de meu pálido sorriso me escondo...
Disfarçando meu embaraço...
Se fosse, por acaso, por ti contemplado...
Apenas um desejo eu queria...
Em poder mudar minha sorte...
Ter aqui ao meu lado...
Os muitos que amei...
E por quem muito fui amado...
Mas o tempo é ingrato...
E lentamente se esvai...
Amanhã já não mais estarás no céu...
E eu aqui continuarei com meus ais...
Sandrinho Chic Chic
facebook.com/conservatoria.poemas
#MELANCOLIA
Anjo que sem asa...
Em ruas escuras e desertas vaga...
Úmido vento que lhe floreia...
Pesadas nuvens ocultam a lua cheia...
Orvalho na face...
Teu pé tropeçou....
Num longo soluço tremeu e parou...
Que tens?
Por que tremes assim?
Disseste-me que antes sonhou...
E que agora chora...
Pelo que o tempo varreu...
Apagou...
Compreendi...
E aceitei seu pesar...
Ao anjo me juntei...
Quem me quiser...
Que me chame...
Ou que me toque com a mão...
O tempo para mim...
Também se foi...
E é o que mais me dói...
Há tal melancolia...
Despertando um desejo absurdo de sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
OBSESSÃO
Na intensa melancolia um jeito em que sofria, era a minha obsessão. Existia duas faces, duas mentes, um só corpo, e mil sentimentos multifacetados. Era uma paixão tão grande que atingia a esfera dos opostos: o sossego e o pavor! Ficava aterrorizado só de pensar em perdê-la. Imaginar um opositor me deixava enfurecido, um ódio letal. Ela era minha, somente minha! Das duas faces que ela tinha, a bela minha menina, usava corriqueiramente a que mais me fazia sofrer. No meio do pavor, numa terra arrasada, pronto para o combate, avistei vultos solitários e paranoicos embrenhados na maciça multidão, vei-me então a lucidez, ao despertar-me de novo para vida. Maravilha! Não existia ninguém entre nós, ela estava ali bem ao meu lado, como um anjo alvo num corpo de menina!
180823
Carta a uma pessoa melancólica
É indispensável te olhar e não encontrar o brilho em teus olhos tão reluzentes, um vazio nos teus lábios que dizem palavras silenciosamente tristonhas e sem vida, traz a tona o amargor das lutas que passaste.
É nessas horas, que tu debruças sobre o travesseiro e se encontra em estado de crise...
Mas mesmo as circunstâncias originalizando todo esse caos...
Lembre-se, que haverá momentos que a dor tentará te consumir, mas relembre dessa força que há dentro de si. Essa força que resiste aos ventos da tempestades que te assolam, que tentam arruinar os seus sonhos, demonstram a tua persistência em nunca desistir.
Digo a você, tu tens um valor imensurável, incapaz de ser compreendido por pessoas rasas. E isto assevera a raridade da pessoa que tu tens sido, um verdadeiro complexo de amor e determinação.
Tenho certeza que teus olhos voltarão a brilhar e espalhar esperanças aos corações quebrantados e contritos.
Teus lábios voltarão a trazer palavras que curam a alma e exterioriza a esperança de poder acreditar no invisível e sonhar com o inalcançável.
E os teus braços, que em um abraço, alivia toda angústia que há em meu ser e manifesta novamente toda aquela alegria que em algum momento havia se perdido.
Acredito que você se reencontrará e estará mais forte do que nunca, para essa nova história que esta sendo escrita diante dos teus olhos...
Brasil, um país que outrora era feliz
Somos guerreiros e guerreiras em uma fase de melancolia e tristeza, enfrentando não apenas uma terrível pandemia que já levou parentes, amigos e conhecidos, mais também uma situação que nos fazem sentir indignados, pelo descaso e pela dissimulação de alguns, que deveriam estar lutando em prol daqueles que clamam por socorro nos hospitais e nas suas casas, pelo sofrimento de ver um país que outrora era feliz, e hoje se perde nas sombras da tristeza e da incerteza.
Tantos planos e projetos desabaram, levando preocupação e temor aos brasileiros, e quando a gente pensa que o pesadelo esta acabando, surge a primeira a segunda e muito provavelmente uma terceira onda, e a desfaçatez de alguns tentando mostrar que está tudo bem, tapando o sol com a peneira dos garimpos ilegais, das mudanças do clima, com muita chuva, desabamentos e rios transbordados, provocado por milhares de árvores que desapareceram das florestas, fazendo o índio chorar clamando por socorro que não chega. Desemprego para milhões, fome e desemparo.
Mais apesar de tudo isto, o povo brasileiro possui uma grande força, que é a sua fé e coragem que serve de estimulo para lutar e vencer esta guerra, porque somos brasileiros, e apesar das tristezas e dificuldades, há que se ter esperança de que dias melhores vão surgir no horizonte.
Solitário
Segue solitário uma estrada triste, melancólica.
Amores perdidos... passos desperdiçados...
Em seu peito habita um coração pulsante...
Pela dor sentida completamente ferido.
Só buscava um hoje diferente do de antes.
Tantos são os perigos da vida.
Depois de cada curva o que pode encontrar?
No fim da rua o que lhe está a esperar?
Noites mais escuras...
Segue trôpego seu caminhar.
Imenso esse espaço por onde vagueia.
São tantas rotas pra seguir.
Sente-se preso por amargas teias...
Sofre com o medo de não conseguir: o próximo passo, apagar as lembranças, ferozmente prosseguir.
O que virá depois do hoje cinzento?
Que sentido seguir no cruzamento?
Olhar perdido.
Pés machucados.
Coração pelos enganos envenenado.
Só... sente só vontade de para bem além do agora fugir.
