Textos grandes
Além da Amizade
A gente era riso solto no mesmo tom,
dois nomes ditos como se fossem irmãos,
dois mundos cabendo num só som,
sem perceber o que eram nossos corações.
Falávamos de tudo, sem medir
o peso leve de existir lado a lado,
como se o destino fosse só nos unir
num laço simples, confortável, sagrado.
Mas veio a distância, fria, sem pedir,
e levou tua voz do meu cotidiano.
E o que era fácil de dividir
virou silêncio em cada intervalo humano.
Eu achei que era só falta de costume,
saudade comum de quem se quer bem…
mas havia um fogo que não tinha nome
que queimava quieto por ninguém.
E você… também sentiu o vazio,
como se o mundo perdesse o sentido.
As conversas voltavam como um frio
lembrando o que tinha sido vivido.
Não era só amizade a nos prender,
era algo que doía mais do que parecia,
era vontade de ficar, de não perder,
era amor que fingia que não existia.
Até que o silêncio não coube mais em nós,
e o tempo trouxe o que estava escondido.
Dois corações voltando a ter voz,
dois medos finalmente vencidos.
“Eu senti sua falta…” — eu disse enfim,
e o mundo parou só pra escutar.
E você sorriu como quem diz assim:
“Eu também… mas não sei mais negar.”
E ali, sem pressa, sem explicação,
como se o universo soubesse o caminho,
teu olhar encontrou meu coração
e deixou de me deixar sozinho.
O beijo não foi começo nem fim,
foi só o instante em que tudo fez sentido:
amizade virando um jardim
onde o amor sempre esteve escondido.
E rimos depois, como quem entende
que o destino só demorou pra acertar:
“Demorou pra você perceber…” — você disse,
“Demorou pra você admitir…” — eu fui completar.
E o mundo, enfim, deixou de ser só amizade,
porque a verdade cansou de se esconder:
o que era dois virou eternidade
no simples ato de se reconhecer.
like Sosa
Ninguém sabia exatamente quando ele tinha começado a ficar grande. Esse era o tipo de coisa que ninguém conseguia explicar direito. Um dia ele era só mais um nome circulando entre homens que queriam subir, no outro já tinha gente esperando ele terminar de falar antes de encostar no copo.
Sosa não fazia questão de ser simpático. Também não precisava. Ele chegava, cumprimentava quem precisava ser cumprimentado, olhava o lugar inteiro como quem já conhecia tudo aquilo antes mesmo de entrar e sentava. Não tinha pressa. Nunca parecia ter.
E era isso que deixava os outros desconfortáveis.
Porque todo mundo ali queria alguma coisa.
Ele não parecia querer nada.
Ou pior, parecia já ter conseguido.
Os caras comentavam dele nos corredores, nos carros, depois das reuniões. Diziam que era arrogante, que não confiava em ninguém, que tratava gente como peça. Alguns falavam que ele era louco. Outros falavam que era inteligente demais pra ser enganado. No fundo, ninguém sabia qual das duas coisas era verdade, então era melhor não testar.
Tinha gente que odiava Sosa sem nunca ter conversado com ele.
Tinha gente que admirava sem admitir.
E tinha os que entendiam exatamente o que ele era e preferiam ficar longe.
Porque Sosa tinha uma coisa que incomodava mais do que dinheiro: ele não parecia impressionado com dinheiro.
O dinheiro era ferramenta. O nome era ferramenta. Os homens ao redor eram ferramenta. Tudo tinha uma função e ele parecia saber exatamente qual era.
Quando alguém chegava perto demais, ele percebia.
Quando alguém começava a fazer pergunta demais, ele percebia.
Quando alguém mudava de comportamento, ele percebia.
Era como se estivesse sempre esperando alguma coisa acontecer.
E talvez estivesse.
Ninguém conseguia relaxar completamente perto dele porque nunca sabiam o que ele estava pensando. Sosa podia passar vinte minutos em silêncio enquanto todo mundo falava e, no final, lembrar de uma frase que alguém tinha dito no começo da noite.
Era esse tipo de homem.
O tipo que fazia os outros pensarem duas vezes antes de mentir.
E quanto mais crescia, mais isolado ficava. Não porque faltassem pessoas ao redor. Pelo contrário. Sempre tinha gente entrando e saindo, telefone tocando, carro chegando, homem importante querendo reunião.
Mas ninguém realmente chegava perto.
Todo mundo queria alguma coisa dele.
Poucos queriam conhecê-lo.
E talvez ele preferisse assim.
Porque quando você chega num lugar onde qualquer pessoa pode estar sorrindo por interesse, confiança começa a parecer luxo.
Então ele mantinha todo mundo a uma distância calculada. Não precisava ameaçar. Não precisava fazer cena. Bastava olhar.
E os outros entendiam.
Era por isso que, quando Sosa entrava numa sala, as conversas diminuíam.
Não paravam.
Só diminuíam.
Como se todo mundo soubesse que, dali pra frente, era melhor escolher as palavras com cuidado.
Porque Sosa não precisava ser o homem mais barulhento do lugar.
Ele só precisava ser o homem que ninguém queria ter contra si.
E isso, naquele mundo, valia mais que dinheiro.
Muito mais.
Onde o Amor Encontra Morada
A verdadeira grandeza da cumplicidade
não está apenas em caminhar lado a lado,
mas em encontrar alguém
com quem a alma possa caminhar descalça.
Porque um amor verdadeiro tem esse poder:
transforma um homem comum
em alguém extraordinário,
não por aquilo que conquista sozinho,
mas por aquilo que aprende a construir a dois.
É quando o amor deixa de ser promessa
e se torna reciprocidade.
Quando existe verdade no olhar,
sinceridade nas palavras,
confiança nos silêncios
e vontade de dividir não apenas os dias,
mas também os sonhos,
as alegrias, os medos e a vida.
Amar é encontrar alguém
com quem a felicidade não seja uma coisa particular,
mas um lugar que pertence aos dois.
E talvez o melhor lugar do mundo
não seja uma cidade, uma casa ou um destino.
Talvez seja simplesmente
dentro de um abraço.
Porque dentro de um abraço
a solidão perde a força,
a saudade encontra descanso
e até os corações mais carentes
descobrem que não estão sozinhos.
Ali, tudo fica mais quente.
Mais leve.
Mais perto.
Tudo aquilo que a gente sofre
parece se dissolver entre dois braços.
As preocupações diminuem,
os medos silenciam
e aquilo que parecia impossível
começa a parecer possível outra vez.
E tudo o que a gente espera,
tudo o que sonha,
tudo aquilo que secretamente deseja encontrar,
às vezes está ali:
num abraço apertado,
num coração junto ao outro,
na certeza silenciosa
de que, naquele instante,
não existe lugar algum no mundo
onde eu preferiria estar.
Porque quando é amor de verdade,
um abraço não é apenas um abraço.
É casa.
É abrigo.
É encontro.
É o lugar onde dois corações
descobrem que podem, finalmente,
descansar um no outro.
Família
Se nada nesse mundo é por acaso
Imagina se então seria
A união do amor e a felicidade
Juntos numa só família
Mesmo que não fora de sangue
É unidade na tristeza e na alegria
Família é o sonho mais lindo
Que a gente pode sonhar
É o sorriso que já vai se abrindo
Antes mesmo de chegar
É aquele brilho espargindo
Na porta, ao te ver entrar
Dois anjos e um amor
Só pode ser obra divina
O amor que eu sempre sonhei
E as minhas duas meninas
Que preencheram perfeitamente o espaço
Vazio que no meu peito tinha
Família é presente de Deus
É cuidado, proteção é vigília
É oferecer todo o amor guardado
Para a tão sonhada família
É gratidão por hoje ter o amor da vida
um cachorro e lindas filhas
Jesus Cristo foi um homem de grande conhecimento e sabedoria, dignos de um rei, mas foi perseguido e condenado por um crime considerado hediondo. Em razão disso, passou a conviver com os plebeus e a sofrer as consequências de sua condição e do meio em que estava inserido.
Se o conteúdo foi útil para você e quiser apoiar via Pix: julianorossi787@gmail.com
Bom dia minha filha, que seu dia seja feliz de bênçãos e vitórias, que Deus esteja presente em tudo e em todas as suas decisões não apenas hoje e sempre, que você não só realize seus sonhos, mas tenha a grandeza de agradecer por cada pequeno ganho, hoje é um dia muito especial, seu aniversário de 29 anos minha pequenina adolescente está cada vez mais linda e se tornou uma mulher forte e guerreira e eu só agradeço a Deus por ti.
Continue assim ❣️🫶 feliz aniversário 🎂🎈🎉 faz um Pix aí para a sua festa surpresa 😄 🥳
"Pega de volta o que é teu!"
É hora de priorizar a própria paz e felicidade.
Que o bem seja fortalecido e o mal simplesmente esquecido. Em dobro tudo eu te devolvo 🥄
Não é proibido mudar, pelo contrário, é necessário evoluir, crescer e principalmente pensar em você.
Aprenda a priorizar quem te prioriza, a escolher quem te escolhe e a respeitar o desejo de quem decide ir.
Não é fraqueza se calar diante de discussões bobas, é uma virtude de quem aprendeu que nada vale mais que a sua paz.
A gente está aqui para ser feliz e não tem nada que incomode tanto quanto você sorrindo com seu próprio canto.
#Autoestima #PazInterior #Felicidade #Empoderamento #CrescimentoPessoal#amor
Feliz aniversário!
Duda ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ♡ﮩ٨ـﮩﮩ
Minha sobrinha linda
Que orgulho ver você crescendo e encarando a vida de frente,com esse sorriso lindo. Lembre-se: os desafios são apenas degraus para o seu sucesso. Continue brilhando e sendo essa pessoa amável que tanto amamos! ✨🎂🍀🤞💝
Feliz aniversário, filho. Que tenhas muita saúde e alegria para comemorar todos os anos da vida e a felicidade seja seu guia, continue se esforçando para colher bons frutos no futuro e realizar tudo que você almeja, te desejo tudo de bom hoje e sempre
Te amo 𖹭
.ᐟﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ♡ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـㅤ♡≽ ^⎚ ˕ ⎚^ ≼
Preste atenção nas suas amizades, tem muita gente que te sorri e vive esperando só uma distração sua para puxar o seu tapete.
Infelizmente, nem todo sorriso é genuíno. Algumas pessoas se aproximam por interesse, inveja ou para monitorar seus passos, esperando justamente um momento de vulnerabilidade.
✯
A vontade de chorar é grande, mas mesmo assim eu reforço meu sorriso guardando esse choro numa caixa preta com um luto de pessoas vivas que fiz questão de enterrar!
Não por egoísmo ego ou ingratidão, mas somente por amor a mim mesma!
Quem não me respeita não merece mérito meu, afastar-se de quem não te respeita é um ato legítimo de legítima defesa e amor-próprio.˗ˋˏ♡ˎˊ˗♡ ⋆。˚❀♡ ⋆。 ˚❀
Empossado Vice-Presidente da Academia de Letras Maçônicas de Campina Grande - Paraíba. 🏛️
Resumo do discurso de posse:
Meus confrades, a Maçonaria nos ensina que o homem deve caminhar das trevas para a Luz.
Essa caminhada é permanente.
Estudar, ler e escrever é buscar e compartilhar a Luz.
Ensinar é multiplicá-la.
Uma ideia pode iluminar uma geração, mas o conhecimento transmitido ilumina muitas gerações.
Nesta noite, tenho a honra de tomar assento na Cadeira nº 03, cujo patrono é o ilustre Dr. Gilvan Barbosa, e de assumir a responsabilidade de servir como Vice-Presidente desta Academia.
Recebo essas funções com o compromisso de trabalhar para que esta instituição seja uma verdadeira casa de cultura, conhecimento e fraternidade.
Uma cadeira acadêmica deve ser um lugar de trabalho e serviço.
Compartilho uma ideia que chamo de Revolução da Consciência.
Não falo de armas, mas de uma revolução silenciosa: aquela que acontece quando o ser humano aprende a pensar.
Uma sociedade livre é aquela em que cada pessoa possui conhecimento para pensar por si mesma.
Não devemos formar uma geração que pense como nós, mas capaz de pensar melhor do que nós.
Esta Academia pode contribuir muito formando leitores, incentivando escritores e preservando nossa história.
Se conseguirmos acender em uma única consciência o desejo de aprender, já teremos cumprido uma grande missão.
Uma pequena luz pode iluminar um grande espaço.
Os homens e os cargos passam, mas o conhecimento permanece quando é transmitido.
Que nossas ferramentas sejam os livros e nossa matéria-prima o conhecimento.
Reafirmo nosso compromisso com esta missão.
A verdadeira imortalidade está naquilo que conseguimos deixar na consciência daqueles que virão depois de nós.
Que o Grande Arquiteto do Universo ilumine esta Academia e todos que trabalham por uma sociedade mais justa e esclarecida.
Muito obrigado.
Cesta de Natal Amaral
Houve uma época em que o grande charme de Santa Mariana, no final do ano, era comemorar o Natal se deliciando com os produtos que vinham dentro das famosas Cestas de Natal Amaral.
Naquele tempo, eu tinha nove anos e ela era o meu grande sonho de consumo. Sonhava com aquela maravilha.
Havia propaganda nas emissoras de rádio, no alto-falante do Bacarim e nos carros de som que percorriam as ruas da cidade anunciando a bendita cesta. Você podia comprá-la no início do ano e ir pagando mês a mês, até chegar o Natal.
Perto da nossa casa morava uma família de classe alta que havia comprado uma daquelas cestas. E não era qualquer uma: era a maior, a número cinco. Quanto maior o número, maior o tamanho da cesta.
Passei o ano inteiro esperando a chegada do caminhão que faria a entrega.
Meu grande desejo era descobrir se era verdade tudo aquilo que aparecia nas propagandas. Será que dentro daquela cesta havia mesmo todas aquelas maravilhas? Claro, eu precisava primeiro contar com a boa vontade do meu vizinho.
Até que, num belo dia, já no final do ano, eis que chegou o tão esperado caminhão.
Foi uma festa na nossa rua. Moleque para todo lado.
Eu, como morador vizinho, me sentia meio sócio daquele acontecimento. Afinal, tinha acompanhado a espera durante o ano inteiro e, por isso, achava que tinha até o direito de descrever alguns detalhes da famosa cesta.
Naquela noite, depois de uma espera angustiante, finalmente me permitiram olhar dentro daquela coisa linda.
Mas só olhar.
Sem tocar em nada.
Depois de aberta, pude ver enfeites de papel celofane vermelho. Por entre eles apareciam as pontas das garrafas: vinho, espumante, suco de uva...
Havia também castanhas.
Mais para o fundo, os donos começaram a remexer as coisas e, de repente, apareceu, debaixo daquele papel vermelho, uma maravilha. Uma verdadeira obra-prima.
Era uma lata redonda.
Na tampa havia desenhos daquilo que vinha dentro. Eram quatro figuras, em formato de triângulos com as bordas arredondadas.
Não teve jeito.
Pedi para segurá-la.
Relutaram um pouco, mas acabaram deixando. Por alguns segundos, aquela maravilha esteve nas minhas mãos.
E foi o suficiente.
Olhando para aquela lata mágica, deixei minha imaginação viajar. Naquele instante, pude saborear, um pedaço de cada vez, a goiabada, a marmelada, o figo e o marron-glacé — nome que descobri naquela noite e que, para mim, até então, era simplesmente batata-doce.
Alguns dias depois, fuçando pelo entorno da casa do vizinho, meus olhos se depararam com ela.
Ela mesma.
A lata.
Aquela obra-prima estava ali, jogada, vazia, como se fosse uma coisa qualquer.
Fiquei alguns segundos olhando para ela, meio consternado com o fim que tivera.
Para mim, aquela lata ainda carregava todo o encanto do Natal. Para os outros, era apenas uma lata vazia.
Muito tempo depois, alguém da minha família comprou uma lata igual àquela.
Finalmente pude conhecer o sabor daqueles doces.
Mas não era Natal.
E também não era da Cesta de Natal Amaral.
E talvez por isso nunca tenha tido o mesmo gosto.
TÓXICA, AMIZADE
Que bela parceria Amizade do nada, se
Mataste e enterraste a pessoa que dantes existira. Colocaste como um escravo da sorte em busca do pão. Obrigaste a viver longe da luz, sob domínio do medo, na temida escuridão.
Agora... já foste,
Não regozijarás com doçura... Dulcis na vida;
Deleites então, das " Dores."
Transformaste o homem, num exímio servo do ódio.
190726
Vivemos numa época em que há grande quantidade de adoração religiosa pública. A maioria dos ingleses com respeito pelas aparências vai a alguma igreja ou capela aos domingos (...). Mas sabemos que quantidade sem qualidade tem pouco valor. (...) Há uma pergunta importante a ser respondida: “Como adoramos a Deus?”.
Nem toda adoração religiosa é correta aos olhos de Deus. (...) A Bíblia fala sobre a adoração realizada “em vão” (...) e também sobre a adoração espiritual. Supor (...) que a adoração significa nada mais do que ir à igreja num domingo e que não importa como a realizamos, é tolice infantil. (...) Não nos enganemos. A pergunta “Como adoramos?” é bastante séria.
A Matemática de Deus é diferente da Matemática dos homens:
Os felizes são os que choram (Mt 5.4); O que perde ganha (Mt 5.39-42);
O pequeno é grande (Mt 11.11); O último é o primeiro (Mt 20.16);
O líder é servo (Mt 20.26-28); O maior serve o menor (Lc 22.24-26);
O louco que é sábio (1ª Co 1.27); O pobre é rico (2º Co 6.10);
O fraco é forte (2º Co 12.10); Quem nasce uma vez morre duas e quem nasce duas morre uma (João 3.1-7; Ap 2.11).
Oh, grande melancolia
Tão suave e avassaladora
Minha alma grita desesperadamente
Por seu abraço inexistente.
Oh, bela vida
Tú és a arte guiada pela existência
Onde encontro a insignificância!
Oh, grandioso tempo imparável
Tú és tão silencioso e inalcançável...
Em meu rosto, chuvas de meteoros atlânticos caem incessantes,
Com vossas águas salgadas e incansáveis.
Em meu coração, ele pede por paz
Mas eu lhe dou a solidão com vista ao abismo.
Em uma varanda, observando o mar e o pôr do sol,
Sentindo-se a euforia e a paz reinando em minha alma.
Numa profundidade assombrosa, mas viva e única.
Em uma alma perdida, encontrei a direção até o sol.
Lá avistei a metade que me faltava, que eras tú:
Felicidade!
Os Olhos da Alma
Vivemos cercados por grandes discursos sobre amor, relacionamento e conhecimento, como se essas riquezas estivessem escondidas apenas em feitos grandiosos, em declarações memoráveis ou em momentos raros. Mas a verdade costuma caminhar em silêncio. O essencial quase sempre mora no pequeno, no simples, no que passa despercebido aos olhos distraídos.
Muitos procuram o amor como quem busca um espetáculo. Esperam fogos de artifício, promessas eternas, cenas dignas de aplauso. No entanto, o amor verdadeiro frequentemente se revela em gestos que não fazem barulho: em uma escuta sincera, em um copo d’água oferecido sem pedir, em alguém que percebe o cansaço do outro e permanece ao lado. O amor não precisa gritar para existir. Ele sussurra.
Também o relacionamento se perdeu, em muitos casos, na aparência. Fala-se em conexão, mas vive-se distante. Compartilham-se imagens, mas não intimidade. Trocam-se mensagens, mas não presença real. Um relacionamento não nasce da quantidade de palavras ditas, e sim da verdade contida nelas. Ele floresce quando duas almas decidem se enxergar além das máscaras diárias.
E o conhecimento, esse tão celebrado, não se resume aos livros empilhados ou aos títulos pendurados na parede. Há sabedoria em quem aprende a ouvir, em quem observa o tempo das coisas, em quem entende a dor alheia sem precisar explicações longas. Há mestres anônimos sentados em bancos de praça, em cozinhas simples, em mãos marcadas pelo trabalho. Nem todo saber veste formalidade.
O problema é que nos acostumamos a olhar depressa. E quem olha depressa, vê pouco. Passamos por manhãs bonitas sem notá-las, por pessoas valiosas sem reconhecê-las, por oportunidades de amar sem percebê-las. A vida oferece tesouros discretos, mas exige sensibilidade para encontrá-los.
É por isso que precisamos olhar com os olhos da alma.
Os olhos comuns enxergam forma, cor e distância. Os olhos da alma enxergam intenção, dor, beleza escondida e verdade silenciosa. Eles percebem quando um sorriso pede socorro. Notam quando o silêncio de alguém é cansaço e não indiferença. Reconhecem amor onde outros veem rotina.
Talvez o maior erro humano seja esperar que o extraordinário venha sempre vestido de grandiosidade. Muitas vezes, ele chega disfarçado de simplicidade: uma conversa breve que cura, um abraço sem palavras, uma lembrança gentil, um perdão concedido, uma presença fiel.
Quem aprende a ver assim nunca mais chama de pequeno aquilo que carrega eternidade.
Porque o amor está nas entrelinhas do cotidiano. O relacionamento está no cuidado constante. O conhecimento está na humildade de aprender com tudo. E a vida, em sua mais pura grandeza, continua acontecendo nos detalhes que só os olhos da alma conseguem notar.
TESTEMUNO VIVO👉🏻Van Escher
Sou um refúgio que virou gente.
Criança feliz que virou voz na comunicação desde os 11 anos de idade.
Mãe aos 18 que escolheu a vida quando me mandaram escolher a morte.
Mulher que aguentou 16 anos de tempestades e saiu só com a roupa do corpo, mas com as três filhas no colo.
Sobrevivente da COVID em 2019 quando tudo fechou.
Sou uma vencedora da depressão que veio depois com várias tentativas frustradas de se suicidar.
Motorista que pegou a direção da própria vida, mesmo depois de 5 acidentes tentando me parar.
Isso não é currículo.
É milagre em série.
Eu não desisti porque nasci para ser testemunha viva.
E a minha vida virou refúgio pra quem achou que eu não ia conseguir.
Pra você que tá no meio da tempestade: dá pra sair do outro lado sim tenha fé!
Deus não desiste da gente. 🙏🏻
Ass: Van Escher
Tem dia que eu sou grande.
Grande pra resolver tudo, pra ser coluna, pra segurar o teto quando ele cai.
E no mesmo dia eu sou pequena.
Pequena de caber numa fresta.
Com medo de barulho alto, com vontade de sumir no colo de alguém.
Ser as duas coisas não é loucura.
É ser mulher.
A fortaleza também tem trinca na parede. E continua de de pé.
_Van Escher_🪐
