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Deus não nos força a nada, dá-nos toda a liberdade para escolhermos ser felizes ou errar, e ajuda-nos a emendar o erro se for essa a nossa vontade.
Já que todos fazemos parte d'Ele, Ele sente o bom e o mau em nós.
Então melhor fazê-LO feliz todos os dias da melhor maneira que soubermos e com certeza que sentiremos a mesma felicidade em nós.

Não importa o peso que você tenha em seus ombros, a escolha de ser feliz hoje é de dentro pra fora.
Se você tem vivido um processo de dor e sofrimento por circunstâncias externas que estão fora do seu controle, sendo indefinido o resultado e o tempo de sua solução, saiba que a escolha de sorrir agora é sua.
Em primeiro lugar entenda que tudo é do jeito que tem que ser, procure aprender com o que está vivendo.
Em segundo lugar, pare de antecipar o que ainda não aconteceu porque geralmente não acontece mesmo e, quando acontece, é bem menos doloroso do que você ficou meses imaginando.
Faça a escolha certa agora, pratique e deseje o bem para o próximo, sorria e agradeça o milagre que é a sua Vida.
Viva um dia de cada vez e seja feliz só por hoje

"Se eu pudesse escolher o que eu queria ser só para te fazer feliz, eu seria o sol, para te aquecer Em uma manhã de frio, ou eu seria a lua, para embelezar a sua noite sombria, eu seria até mesmo uma estrela para clarear os caminhos por onde você passar. Mas como eu não posso ser nada disso então eu permaneço sendo Simplesmente eu, te amando, te desejando e sonhando em um dia poder te tomar em meus braços e te amar"


Daltro

Tom Jobin já disse..."Ninguém é feliz Sozinho"...
A felicidade não é um estado permanente...
A felicidade é o resultado das conexões que fazemos com o mundo exterior...
Cultivar relacionamentos
Preservar Pontes sentimentais
Construir base sólida de Amor
É o caminho da felicidade.

A amizade deve ser cultivada por todas as partes:
Enquanto um planta o outro rega as sementes.
Se um só trabalhar, poderá vir o cansaço, o desânimo e a morte do jardim.
Mas ainda haverá esperança: mesmo com a jardim abandonado, morto, se o terreno for bom e fértil, basta a iniciativa para um plantar, o outro regar e recomeçar!

Que nossos sonhos nos levem adiante, sempre com um sorriso no rosto e com a certeza da felicidade
Que nossos erros nos tornem mais experientes
Que nossas experiências nos tornem mais fortes
Que nossas forças se una com a resiliência
A vida é incrível! Todo dia algo novo para se conhecer, para sonhar, para viver...

Será que a sua infelicidade não vem justamente do seu desespero em tentar ser feliz? Ou em tentar mostrar para os outros o quando a sua vida é perfeita e você fez boas escolhas?
Talvez, se você apenas deixar a vida ser mais leve e aceitar que nem sempre tudo o que acontece do jeito que a gente quer, poderia tirar um peso enorme dos seus ombros.
Você fez tudo que falaram para fazer. Seguiu o caminho correto e mais seguro. Consegue até mesmo, dar bons conselhos aos outros.
Mas a verdade sempre aparece e ela não está tão escondida. Ela vem naquele domingo chuvoso, antes de dormir, quando os sentimentos estão mais intensos. E nessas horas, você não consegue sentiu o vazio que sente, apesar de ter feito tudo certo.
Bom, você sempre aparece com a solução perfeita para os outros, como se a vida fosse uma única estrada. Mas deixa que dessa vez, eu vou te dar um conselho: você é uma boa pessoa. Com certeza coisas incríveis vão acontecer na sua vida novamente. Mas elas não vão curar todos os seus problemas e dores. Pelo menos, não enquanto você não aceitar que apesar de todos os nossos esforços e renúncias, nem sempre as recompensas nos trazem a alegria desejada. E está tudo bem, desde que você entenda isso e se livre da preocupação de tentar ser feliz 24 horas por dia.
A vida pode ser mais leve e tranquila.

⁠MENININHA

Tão feliz ao ponto de chorar
Tão triste que não para de sorrir
Tão cansada, mas só pensa em trabalhar
tão eufórico ,mas pensa em dormir
Tão ausente que tropeça na gente
Tão presente
que de repente
na minha frente
Num piscar de olhos
Ela sumiu......

Um homem que grita como se fosse dono do mundo,
mas é só eco vazio em peito profundo.
Grande no corpo, pequeno na alma,
carrega a força, mas não carrega calma.
Veste palavras de Deus como armadura,
mas nunca deixou que elas curassem sua própria fissura.
Usa o sagrado como palco e disfarce,
mas no silêncio é o ódio que ele abraça e reparte.
A verdade dele não é verdade...
é crença inflada pela própria vaidade.
Ele acredita, então impõe.
Ele impõe, então destrói.
Bruto no gesto,
agressivo no tom,
ignorante no modo de existir ...

acha que mandar é construir.
Quem não o conhece pode até acreditar,
mas quem já viu de perto sabe:
por trás da soberba existe medo,
e por trás do medo, um homem pequeno demais para amar.
E no fim, o que se diz não é ameaça, é fato:
sozinho ele volta...
porque ninguém suporta por muito tempo
o peso de um coração fechado e exato.
Ele traz o amargo no nome,
como se já tivesse nascido marcado,
como se o destino tivesse sussurrado:
“serás peso, não abrigo”.
Há homens que aprendem a amar.
Ele aprendeu a dominar.
Confunde respeito com medo,
confunde fé com discurso,
confunde força com excesso.
Ele não conversa... Ele impõe.
Não escuta... Interrompe.
Não sente... Reage.
O amargo não está só no nome,
está na forma de olhar,
no jeito de tocar que não acolhe,
no silêncio que antecede o ataque.
Há algo nele que sempre ameaça voltar...
Não por amor,
não por saudade,
mas por necessidade de controle.
E o mais duro de admitir?
Ele acredita na própria versão.
Se convenceu de que é justo,
de que é certo,
de que o mundo é que o provoca.
Mas quem carrega ódio como combustível
não constrói... Consome.
E no fim…
o amargo que ele espalha
é o mesmo que o corrói por dentro.
Porque ninguém vive em guerra constante
sem se tornar o próprio campo de batalha.

TDAH ... É viver
com a mente parecendo cidade grande em horário de pico.


78 abas abertas.
Uma música aleatória tocando no fundo.
Memórias entrando sem bater.
Pensamentos tropeçando uns nos outros
feito gente desesperada correndo atrás de si mesma.


E no meio desse caos
você ainda tenta amar, ajudar, sobreviver, lembrar.


Mas sempre aparece alguém
transformando esquecimento em defeito de caráter,
como se tua mente cansada fosse ofensa pessoal.


Não entendem que existe diferença
entre não lembrar
e não se importar.


Aí vêm os gritos,
o esculacho,
a humilhação embrulhada em “sinceridade”.


Curioso como tanta gente exige compreensão
enquanto distribui crueldade com naturalidade.


Nossa espécie realmente acorda cedo
pra competir por medalha
de desgaste emocional.


E ainda assim,
mesmo perdida entre ruídos,
você continua tentando ser abrigo
pra quem nunca aprendeu
a não virar tempestade.

Hay noches en las que la distancia parece más grande de lo que realmente es.
El reloj avanza lentamente, los pensamientos crean historias y el corazón intenta llenar los espacios vacíos.


Pero amar no es sostener a alguien de la mano todo el tiempo.
Es saber que algunas alas necesitan libertad para elegir el camino de regreso.


Porque aquello que es verdadero no necesita prisión, necesita presencia.

É muito fácil apontar o dedo para o fim de uma amizade quando você escolhe ignorar os passos que deu para chegar até lá. Algumas pessoas preferem perder um amigo incrível a ter que encarar o espelho e admitir que também erraram.


Diante desse cenário, o pior cego é aquele que chora pelo fim da amizade, mas se recusa a enxergar as próprias omissões que a sufocaram. Se você acha que não deveria perder um alguém pelo valor que ele tem, pela fraternidade que ele oferece e pela presença que te traz conforto, deveria pensar duas vezes e deixar a soberba de lado; enfrentar o próprio ego e ser o dono da sua consciência.


Afinal, uma amizade não desmorona sozinha; ela cede sob o peso dos erros que um lado cometeu e que o orgulho insistiu em não ver.

Existe uma crueldade sutil na amizade que arrefece sem brigas. Quando há um conflito, há uma demarcação clara: um fim, uma justificativa, uma ferida exposta que exige cicatrização. Mas quando o afeto simplesmente evapora, restamos nós, equilibrando o peso das memórias contra a leveza do desinteresse do outro.


É um processo confuso. Olhamos para trás e lembramos do carinho genuíno, das palavras de apoio, da presença que parecia inabalável. Aquilo existiu. Não foi uma mentira. O que torna tudo mais difícil de digerir é perceber que a mesma pessoa que um dia se importou profundamente, hoje escolhe a indiferença, o "tanto faz".


Aos poucos, as mensagens ignoradas, as respostas monossilábicas e as desculpas automáticas vão desenhando um novo cenário. A palavra "amigo" passa a soar como um eco antigo, um rótulo mantido apenas por conveniência ou nostalgia, mas desprovido de substância.
Aprender a recolher o próprio afeto e dar um passo atrás não é um ato de orgulho; é um ato de preservação. Afinal, a verdadeira amizade não exige reciprocidade matemática, mas exige, no mínimo, um porto seguro onde a nossa presença ainda faça alguma diferença.

Ser simplesmente grata por ser feliz, ter uma família que amo, uma vida abençoada e uma carreira completamente encaixada em minha missão de vida. Sim, cheia de responsabilidades, desafios, obstáculos que desgastam e por vezes entristecem, mas que sei que não me seriam dados se eu não estivesse sendo preparada para vencer, transcender.

O hábito de agradecer por tudo, desde as coisas aparentemente ruins até as boas, que acontecem em nossas vidas, edifica, nos dá força, nos aproxima de Deus, das energias positivas e puras, traz conforto e acalenta nossos corações ❤️.

Hoje exorto você a praticar a gratidão, ao invés de apenas pedir bênçãos. Faça isso, pois tenho convicção de que perceberá o quanto fará diferença em sua vida e como suas atitudes modificarão.

Uma ótima tarde a todos, desejo um excelente inicio de final de semana!! E lembre-se: A vida é um eco... se você não está gostando do que está recebendo, observe o que está emitindo.

Crônica
Grande Sertão Veredas
Guimarães Rosa

Há amores que compreendemos. Outros simplesmente nos acontecem. Riobaldo amou Diadorim antes de conhecer toda a sua verdade
e talvez seja justamente aí que mora uma das perguntas mais profundas do amor: amamos a pessoa que existe ou a imagem que construímos dela? Esta crônica nasce desse mistério, desse lugar onde as certezas terminam e o coração continua caminhando.


“Onde o Mapa Termina, o Amor Começa”

Há uma pergunta escondida nas veredas de Guimarães Rosa que talvez seja maior do que o próprio sertão:
Quem Riobaldo amava quando amava Diadorim?
Talvez ele não amasse o homem que acreditava enxergar.
Talvez também não amasse a mulher que um dia descobriria.
Talvez amasse simplesmente Diadorim.
E nisso existe uma verdade assustadoramente bonita sobre o amor: quase nunca amamos aquilo que conseguimos explicar.
Passamos a vida desenhando mapas das pessoas.
Damos nomes.
Criamos definições.
Inventamos certezas.
“Ela é assim.”
“Ele jamais faria isso.”
“Eu conheço essa pessoa.”
E, pouco a pouco, confundimos o desenho com a paisagem.
Esquecemos que o mapa não é o território.
A ideia que fazemos de alguém não é esse alguém.
Existe sempre uma região desconhecida dentro de quem amamos.
Um lugar onde nunca entramos.
Uma vereda secreta que talvez nem a própria pessoa conheça inteiramente.
Riobaldo olhava Diadorim e acreditava saber o que via.
Mas seu coração sabia alguma coisa que seus olhos ainda não podiam compreender.
E talvez seja justamente aí que o amor se torne mistério.
Porque os olhos precisam de formas.
A sociedade precisa de nomes.
A razão precisa de explicações.
Mas o coração, às vezes, reconhece antes de compreender.
Riobaldo tentou lutar contra aquilo que sentia.
Interrogou a si mesmo.
Temeu o próprio desejo.
Procurou explicações para aquilo que não cabia nas explicações disponíveis em seu mundo.
Mas Diadorim permanecia.
Porque há pessoas que entram em nossa vida não como respostas, mas como perguntas.
E algumas perguntas nos acompanham para sempre.
No fim, quando a verdade sobre Diadorim é revelada, poderia parecer que tudo finalmente se explica.
Mas não.
A revelação resolve o segredo do corpo e aumenta o mistério do amor.
Porque Riobaldo já amava antes de saber.
E isso muda tudo.
Ele não começou a amar Diadorim depois que descobriu que Diadorim era mulher.
Ele amou no escuro.
Amou na dúvida.
Amou quando amar lhe parecia impossível.
Talvez por isso aquela história doa tanto.
Porque a verdade chegou quando já não havia tempo para vivê-la.
E quantas vezes fazemos exatamente isso?
Esperamos compreender completamente alguém para finalmente amá-lo sem medo.
Esperamos uma explicação.
Uma certeza.
Uma confissão.
Uma verdade definitiva.
Mas pessoas não são livros que terminamos de ler.
Há capítulos que nunca conheceremos.
Há silêncios que jamais serão traduzidos.
Há territórios inteiros escondidos atrás de um sorriso.
Talvez amar seja aceitar que nunca possuiremos o mapa completo de ninguém.
Nem mesmo daquele que dorme ao nosso lado.
Nem mesmo daquele que juramos conhecer há uma vida inteira.
Porque conhecer alguém não é chegar ao fim de seu território.
É continuar caminhando mesmo sabendo que haverá sempre alguma vereda desconhecida.
E talvez a maior tragédia de Riobaldo não tenha sido descobrir que Diadorim era mulher.
Talvez tenha sido descobrir, tarde demais, que passou tanto tempo tentando entender o amor, quando poderia simplesmente tê-lo vivido.
No grande sertão da existência, fazemos isso muitas vezes.
Perguntamos demais ao sentimento.
Exigimos documentos daquilo que o coração reconheceu em silêncio.
Queremos saber o nome da estrada antes de caminhá-la.
Mas o amor verdadeiro talvez não pergunte primeiro:
“Quem é você?”
Talvez pergunte:
“O que acontece dentro de mim quando você chega?”
E então compreendemos alguma coisa que Riobaldo levou uma vida inteira para contar:
não amamos apenas aquilo que sabemos sobre alguém.
Amamos também aquilo que não conseguimos explicar.
Amamos os mistérios.
As contradições.
Os silêncios.
As veredas que nunca percorremos.
Porque, no fim, o mapa não é o território.
E talvez o amor comece exatamente no ponto onde o mapa termina.

A GRANDE FRAUDE DA IDADE

Há uma mentira vendida em cada espelho.

Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.

Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.

As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.

Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.

São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.

Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.

É uma vitória improvável.

Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.

Foi aberto a golpes.

Cada perda arrancou um pedaço de inocência.

Cada traição deixou um corte profundo.

Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.

Enterramos amigos.

Enterramos amores.

Enterramos versões inteiras de nós mesmos.

E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.

Isso não é decadência.

Isso é triunfo.

Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.

Mas existe outro caminho.

Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.

Talvez seja exatamente isso.

Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.

As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.

A juventude possui cartilagens resistentes.

Nós possuímos discernimento.

Ela sobe montanhas correndo.

Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.

Perdemos velocidade.

Ganhamos direção.

Perdemos elasticidade.

Ganhamos profundidade.

Perdemos a ilusão da eternidade.

Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.

E há uma ironia magnífica nisso tudo.

Os ossos já não suportam o mesmo peso.

Os joelhos protestam.

A pele já não estica como antes.

Mas o cérebro...

Ah, o cérebro.

Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.

Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.

Não porque destrói cidades.

Mas porque destrói mentiras.

Explode vaidades.

Reduz egos a poeira.

Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.

A verdadeira potência nunca esteve nos braços.

Sempre esteve na consciência.

Envelhecer não é caminhar para menos.

É caminhar para dentro.

É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.

Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.

Nem das mãos marcadas.

Nem das rugas que insistem em permanecer.

Elas não denunciam o tempo.

Elas testemunham que você atravessou o tempo.

São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.

Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.

Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.

E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.

Olhar para trás sem desejar voltar.

Olhar para frente sem temer chegar.

Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.

Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.

O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.

E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.

Os números deixam de importar.

Perdemos a conta.

E, enfim, deixamos de ter idade.

Para viver um grande amor
conquistei o meu coração!
Para decidir essa questão
enfrentei
as pressões de todas as minhas
rejeições...
Me perdi em idas e vindas
encabulada!
Esperava a grande lição!
Frente à frente...
precisamente como devia ser!
Não conseguia
tocar o coração da minha amada
sem antes tocar
o meu coração amante!
Serenamente eu me entreguei ....
Agora estou desarmado!
O que fiz para me convencer...?
Apenas foi preciso sofrer!
Tudo aceitei!
Perdoei ...
Todas as dores
desejei morrer ...
A solução caiu nas minhas mãos ...
Um dia apenas para aprender!
Só um coração sem rumo
conhece o quanto nosso eu
é profundo!
Descobrimos juntos o caminho do meio ....
Restauramos todas as ilusões perdidas!
Isto significa
saber viver!
~~ANJO ARREBATADOR~~

Parabéns ao novo conceito de liderança:
'Faça a América Grande... desde que eu me salve primeiro'. O sujeito foge escondido no buffet de serviço, deixa trabalhadores voando como alvo móvel para mísseis e depois ainda debocha mandando os repórteres mudarem de profissão. Isso que é amor à pátria! Usar o próprio povo como distração militar é uma estratégia genial de quem confunde heroísmo com puro instinto de sobrevivência egoísta. Mas o slogan no boné continua bonito, né? É o legítimo patriotismo de fachada.
Melhorem os seus ídolos!⁠

O Grande Amor


Perdi o grande amor da minha vida. E o pior, a culpa de você ter ido foi minha.
Eu não queria ter te encontrado assim, com esse coração amargurado e tão inseguro.


Por que você não apareceu antes?
Antes de outro ter poluído o meu ser, antes mesmo de todo o estrago na minha alma acontecer...


Ter deixado você ir sem ao menos ter pedido para ficar foi de arrancar o meu coração!
Mas eu não podia poluir essa alma tão limpa, esse coração tão puro e essa tua vida íntegra, que não combina com o meu mundo.


Por isso, eu vou vivendo assim, sem poder ter você para mim.


— Kaiane Macedo

Às vezes a vida parece um grande cata-vento girando sem direção certa, enquanto a chuva cai devagar e lava o que não conseguimos ver. No meio dessa confusão, a morte passa quieta, como uma sombra que ninguém convida, mas que sempre chega. Olho ao redor e encontro cacos de espelhos espalhados pelo chão, pedaços de mim refletindo rostos que já não reconheço.
Moro em uma casa sem teto, onde o céu entra sem pedir licença e as estrelas caem dentro da sala. Ao lado, o relógio que marca hora no sentido inverso me lembra que o tempo volta, mas nunca para o mesmo lugar. Meus pés afundam na areia movediça dos dias, puxando devagar para baixo tudo o que tento segurar.
É estranho viver num lugar onde nada parece fazer sentido. As coisas se quebram, se misturam, se perdem. E ainda assim, sendo que tudo em si está no máximo de conexão, sinto que cada pedaço solto faz parte de algo maior. A dor encontra a alegria, o fim encontra o começo, e no silêncio da chuva que não para, descubro que estar perdido é, de alguma forma, estar inteiro.