Textos grandes
Poema - Namorados
Feliz Dia dos Namorados
Pra quem tem do lado
Uma pessoa companheira
Uma pessoa parceira
Quem ama cuida
Quem ama muda
Amar é conquistar
Amar é respeitar
Unir duas pessoas em uma só
Na fase boa ou na pior.
Dia 12 de junho
Estamos juntos
Estamos aqui
O que Deus unir
Nada pode separar
E assim vai continuar
Hoje, amor
Te entrego um buquê de flores
E uma aliança de compromisso
Unir as almas é o mais preciso.
Amizade Verdadeira
Uma vez me disseram que amizade verdadeira é aquela que te aproxima mais perto de Deus, é aquela que te ensina a andar no caminho certo, é aquela que te ajuda, te socorre, puxa tua orelha, briga com você e te ama... Uma vez me contaram que devemos valorizar cada momento perto de uma amiga verdadeira, que devemos agradecer aos céus pela sua existência. Bom, agora que entendi o que me disseram, agora que parei pra pensar em tudo isso, sabe porque? Porque um dia ela vai embora, e um dia ela vai casar, vai ter filhos, vai formar sua própria vida, mas amizade nunca vai acabar.
Há desejos que não encontram voz.
Não por vergonha,
mas porque algumas vontades
são grandes demais
para caberem em qualquer palavra.
É estranho como a ausência
é capaz de aproximar.
Quanto mais distante você está,
mais perto mora dos meus pensamentos.
Talvez o mais perigoso
não seja imaginar um encontro,
mas perceber que, antes mesmo dele acontecer,
você já mudou a forma
como o meu coração aprende a sentir.
E sigo assim:
entre a coragem de confessar
e o silêncio de guardar.
Porque existem desejos
que não precisam ser vividos
para deixarem marcas.
O Pecado de Escolher a Paz
Eu nunca compreendi como um grande amor,
que ontem era abrigo, hoje vira rancor;
como quem adormece envolto em carinho
desperta odiando quem andou no seu caminho.
Por que a ternura se torna vingança?
Por que destruir aquilo que um dia foi esperança?
Ciclos se encerram, caminhos se desfazem,
amores se transformam, pessoas se afastam.
Mas por que transformar um adeus em prisão?
Por que fazer da partida uma condenação?
Só porque alguém não coube na expectativa,
merece carregar uma culpa tão viva?
Eu também já esperei de quem não correspondeu,
já amei quem não foi aquilo que prometeu.
Nem por isso fiz do ressentimento uma arma,
nem transformei despedida em guerra ou desgraça.
Então por que fazem comigo aquilo que não fiz?
Por que me chamam de monstro, se eu só quis ser feliz?
Ninguém viu minhas noites, ninguém viu minha dor,
ninguém sabe quantas vezes calei por amor.
Eu não quis destruir, eu só quis respirar;
não quis ferir, só precisava me encontrar.
E se partir de onde eu já não podia florescer
me fez parecer cruel, então que seja —
eu escolhi viver.
Não quero tua queda, não quero vingança,
não quero transformar mágoa em lembrança.
O que um dia foi amor não precisa ser guerra,
nem todo adeus precisa incendiar a terra.
Talvez um dia você consiga entender:
eu não fui embora porque deixei de querer.
Fui embora porque, para continuar ao teu lado,
eu precisava deixar de ser quem eu sou — e isso seria errado.
E se me chamarem de vilã, deixarei o tempo falar:
há verdades que só o silêncio consegue revelar.
Porque, no fim, aprendi a duras penas:
nem todo amor nasceu para permanecer,
nem todo adeus precisa fazer alguém sofrer.
E escolher a própria paz, depois de tanto padecer,
não é crueldade — é finalmente escolher viver.
Capítulo Da Infância Sobre:
A infância velada de Camille Marie Monfort .
A casa era grande demais para uma criança pequena. Os corredores longos pareciam guardiões de um silêncio que não se quebrava, mesmo quando o vento batia as janelas e fazia as cortinas dançarem como fantasmas. Camille Marie Monfort caminhava por ali em passos leves, como se temesse acordar a própria casa, que mais parecia viva, respirando em sua solidão.
Desde muito cedo, sua infância não se assemelhava à das outras meninas. Enquanto as crianças vizinhas se ocupavam com risos em praças e bonecas de trapo, Camille preferia sentar-se no sótão, entre livros empoeirados que ela mal conseguia decifrar. Tocava as páginas com os dedos miúdos, como quem acaricia um segredo. Não lia, mas sentia. Era como se as palavras murmurassem dentro dela, em uma língua ainda inacessível, mas estranhamente familiar.
À noite, deitada em seu quarto, Camille sonhava com jardins que nunca vira. Sonhava com espelhos partidos em que não via o próprio reflexo, mas vultos que a olhavam em silêncio. Havia em seus sonhos algo lúgubre, mas nunca amedrontador. Era um chamado.
Um dia, encontrou no quintal uma boneca quebrada, de porcelana antiga, esquecida no chão úmido. O rosto rachado da boneca refletia uma dor muda, e Camille a tomou nos braços como quem recolhe um ser vivo abandonado. Desde então, guardou-a como seu tesouro. Quando estava só, falava com ela em voz baixa, como se fosse sua confidente:
— Não é feio estar quebrado, é apenas mais verdadeiro.
Essa frase repetida em segredo, dia após dia, moldava sua visão do mundo. Para Camille, a infância não era um lugar de esquecimento ou de fugas, mas um território de presságios.
Sua mãe, distraída em afazeres, estranhava vê-la tão calada. "É uma criança triste", diziam os adultos. Mas não era tristeza. Camille carregava dentro de si uma gravidade misteriosa, como se tivesse sido convocada a escutar os ecos da vida antes que os outros pudessem ouvi-los.
Nos raros momentos em que sorria, o riso vinha como relâmpago: breve, mas de uma claridade tão pura que iluminava por inteiro o ambiente. Era como se sua alma, por um instante, rompesse o véu e se deixasse ver em sua plenitude.
Camille crescia assim, entre o silêncio e os símbolos, entre os sonhos e as sombras. Sua infância, tão oculta e incomum, não era uma fuga da realidade, mas a preparação para compreendê-la com mais profundidade.
Talvez seja esse o maior legado de sua história para as crianças e adolescentes de hoje: não temer o silêncio, não desprezar os sonhos, não fugir das inquietações. Porque até mesmo os medos infantis podem ser mestres disfarçados, conduzindo o espírito a um entendimento mais amplo de si e do mundo.
Camille Marie Monfort, em sua infância velada, nos recorda que cada criança carrega não apenas uma promessa de futuro, mas também um fragmento de eternidade que se revela nos detalhes mais singelos.
NÃO DESISTA DA VIDA.
Há vida por toda parte: no infinitamente pequeno e no infinitamente grande. A vida pulsa nas galáxias e nos átomos, nas florestas e nas sementes, no nascer do sol e no silêncio da noite. E tu?
Tu és filho da Vida e do Pai da vida. Foste chamado não apenas para existir, mas para viver, aprender, amar e ser esperança. Sê vida na vida de alguém. Às vezes, uma palavra de carinho, um gesto de bondade ou um olhar de compreensão basta para reacender a luz de um coração quase vencido pelo desalento.
Ainda que os dias pareçam cobertos por nuvens espessas, o sol continua existindo acima delas. Há dores que nos fazem acreditar que tudo terminou, quando, na verdade, estamos apenas atravessando uma estação difícil da existência. Nenhuma tempestade possui autoridade para apagar definitivamente a luz que habita a alma.
A vida não se mede apenas pelos momentos de alegria, mas também pela coragem silenciosa de continuar caminhando quando o coração está cansado. Cada lágrima derramada pode tornar-se a semente de uma compreensão mais profunda, de uma força que ainda desconhecemos em nós mesmos. É justamente nas noites mais escuras que aprendemos o verdadeiro valor da aurora.
Talvez hoje você não consiga enxergar sentido. Talvez o amanhã pareça distante. Ainda assim, permaneça. Há encontros que ainda não aconteceram, abraços que ainda não foram dados, páginas que ainda não foram escritas e amanheceres que esperam apenas que você esteja presente para contemplá-los.
Nenhuma noite é eterna. O tempo transforma a paisagem da alma. Feridas cicatrizam, saudades aprendem a conviver conosco e esperanças, por menores que pareçam, renascem quando menos esperamos. O que hoje parece um fim poderá revelar-se, amanhã, como o início de uma história mais bela e mais madura.
Se o peso estiver grande demais, não o carregue sozinho. Procure alguém de confiança, um familiar, um amigo ou um profissional. Pedir ajuda não diminui ninguém; ao contrário, é um gesto de coragem, humildade e amor pela própria vida.
A sua existência possui um valor que não diminui por causa do sofrimento. Você importa. Sua história importa. Sua presença faz diferença, ainda que você não consiga percebê-la neste instante. Enquanto houver um único sopro de vida, haverá também a possibilidade de um novo começo, de uma reconciliação, de uma alegria inesperada e de uma esperança renovada.
Não desista da vida.
Permaneça.
O amanhã pode revelar aquilo que hoje as lágrimas ainda não permitem enxergar.
Vive. Ama. Espera. E, por onde passares, sê vida na vida de alguém.
REFLEXÃO AMIGA.
Essa mensagem, ela pode servir como incentivo a quem atravessa um momento difícil. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que, para quem está em intenso sofrimento emocional, palavras de esperança podem ser um primeiro passo, mas buscar apoio de pessoas de confiança ou de um profissional também é um ato de coragem e cuidado consigo mesmo.
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A DESGRAÇA REAL: A VISÃO ESPÍRITA SOBRE O SOFRIMENTO, A FELICIDADE E O DESTINO ETERNO DA ALMA.
O ser humano, desde os primórdios da civilização, procura evitar a dor e alcançar a felicidade. Entretanto, aquilo que normalmente chamamos de "desgraça" nem sempre o é diante das leis divinas. Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24, a mensagem do Espírito Delfina de Girardin apresenta uma das mais profundas reflexões sobre a natureza do sofrimento e do verdadeiro destino da alma.
Sob a ótica espírita, os acontecimentos terrenos não podem ser avaliados apenas pelas aparências imediatas. A vida corporal representa apenas um breve instante da existência imortal. Aquilo que hoje parece uma calamidade pode transformar-se na maior bênção espiritual, enquanto aquilo que aparenta ser felicidade pode esconder os germes da mais profunda infelicidade futura.
A falsa ideia humana de desgraça.
Segundo a linguagem comum, a desgraça é identificada com a pobreza, a doença, o abandono, a morte de um ente querido, a traição, a humilhação, a perda de bens materiais ou qualquer circunstância que provoque sofrimento imediato.
Essas dores são reais e profundamente sentidas. O Espiritismo, porém, convida-nos a ampliar o horizonte da compreensão.
Nossa visão costuma limitar-se ao presente, enquanto Deus contempla simultaneamente o passado, o presente e o futuro do Espírito. Dessa forma, acontecimentos aparentemente dolorosos podem representar oportunidades indispensáveis de regeneração, aprendizado, reparação de débitos e crescimento moral.
A verdadeira medida dos acontecimentos não está no instante em que ocorrem, mas nas consequências espirituais que produzem.
As consequências valem mais do que os acontecimentos.
Delfina de Girardin utiliza uma comparação extremamente significativa.
A tempestade arranca árvores, destrói plantações e assusta os homens. Todavia, ao mesmo tempo, purifica a atmosfera, elimina os miasmas e preserva inúmeras vidas.
Assim também ocorre com muitas provações.
Uma enfermidade pode despertar a fé.
Uma falência pode destruir o orgulho.
Uma perda afetiva pode aproximar o coração de Deus.
Uma perseguição pode ensinar humildade.
Uma limitação física pode desenvolver virtudes que jamais floresceriam na abundância.
Aquilo que parece destruição muitas vezes constitui preparação para uma vida espiritual mais elevada.
A verdadeira infelicidade.
O ensinamento apresenta então um dos maiores paradoxos do Evangelho.
A verdadeira desgraça não é necessariamente o sofrimento.
A verdadeira infelicidade pode esconder-se exatamente naquilo que o mundo mais deseja.
O Espírito afirma:
"A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade..."
Essas palavras surpreendem porque invertem completamente os valores humanos.
Quando a criatura vive exclusivamente para os prazeres materiais, para a riqueza, para o orgulho, para a aparência e para as ilusões do mundo, sua consciência acaba adormecendo.
O excesso de conforto pode produzir esquecimento de Deus.
O sucesso pode alimentar o egoísmo.
O poder pode fortalecer a vaidade.
A riqueza pode incentivar o apego.
O prazer contínuo pode anestesiar a consciência.
Essa é a verdadeira infelicidade: viver distante da finalidade espiritual da existência.
O ópio do esquecimento.
Delfina de Girardin compara os prazeres desordenados ao ópio.
Assim como uma droga anestesia temporariamente a dor, os excessos materiais podem fazer o Espírito esquecer sua realidade eterna.
Entretanto, o despertar inevitavelmente chega.
Quando termina a existência física, desaparecem:
o corpo;
os títulos;
a riqueza;
a posição social;
os aplausos humanos.
Permanece apenas aquilo que a alma construiu moralmente.
É então que muitos percebem que desperdiçaram uma existência inteira perseguindo sombras.
A felicidade segundo a lei divina.
Para o Espiritismo, felicidade verdadeira não significa ausência de problemas.
Significa possuir paz de consciência.
É conservar a fé durante a dor.
É praticar o bem sem esperar recompensas.
É desenvolver virtudes que sobreviverão à morte.
É aproximar-se continuamente de Deus.
Sob essa perspectiva, um pobre resignado pode ser infinitamente mais feliz que um rico dominado pela ambição.
Um doente paciente pode estar espiritualmente muito acima daquele que desfruta perfeita saúde, mas vive escravizado pelos vícios.
As provações como instrumentos de progresso.
Nada ocorre por acaso.
As dificuldades da existência possuem finalidade educativa.
Segundo a Doutrina Espírita, muitas provas foram escolhidas pelo próprio Espírito antes da reencarnação, visando acelerar seu progresso moral.
Outras decorrem do uso equivocado do livre-arbítrio durante a vida presente.
Em ambos os casos, Deus jamais pune por vingança.
As provações constituem oportunidades de crescimento, reparação e aperfeiçoamento.
A dor, quando compreendida e bem vivida, transforma-se em poderoso instrumento de libertação espiritual.
O soldado da vida.
Na conclusão da mensagem, Delfina de Girardin compara o cristão ao soldado que enfrenta a batalha.
O verdadeiro combatente não foge das dificuldades.
Aceita os desafios com coragem porque sabe que a vitória pertence àquele que persevera.
Pode perder riquezas.
Pode perder prestígio.
Pode perder o corpo físico.
Mas jamais perde aquilo que realmente importa: as conquistas morais da alma.
A morte representa apenas o término da batalha terrestre.
O Espírito retorna ao mundo espiritual levando consigo unicamente suas virtudes, seus conhecimentos, suas obras de amor e o patrimônio moral acumulado ao longo das existências.
Reflexão final.
A mensagem "A Desgraça Real" permanece extraordinariamente atual. Em uma sociedade que associa felicidade ao consumo, ao sucesso imediato e ao prazer incessante, o Espiritismo recorda que os verdadeiros valores são invisíveis aos olhos do mundo.
A maior desgraça não consiste em sofrer, mas em perder a oportunidade de evoluir.
A maior pobreza não é a falta de dinheiro, mas a ausência de virtudes.
A maior derrota não é morrer, mas atravessar a existência sem transformar o próprio coração.
Toda dor suportada com fé, humildade e confiança em Deus converte-se em degrau para a ascensão espiritual. Toda felicidade material, quando utilizada com egoísmo e vaidade, pode converter-se em obstáculo ao progresso da alma.
O Espírito imortal é chamado a olhar além da matéria, compreendendo que a verdadeira felicidade nasce da consciência tranquila, do amor praticado e da certeza de que a vida continua para além do túmulo.
Fontes:
O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24: "A Desgraça Real".
Allan Kardec.
Delfina de Girardin.
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FELICITA O TEU DIA.
Do Livro: Florais do Evangelho.
Pelo Espírito: Catarina Labouré / Irmã Zoé .
" Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal. "
Mateus 6:34. - Jesus.
Eis que amanhece mais uma vez,surgem-te uma nova oportunidade de aceitá-lo embora não te esqueças,que ontem fizestes planos similares para estar bem no transcorrer no dia de hoje,não obstante,as decepções que te assaltam em todos os campos,se impõem não como inimigos mas como um cadinho que te avalias as promessas anteriores.
Vem o dia para atender-te no que pedistes na noite.
Mas por tudo que rogastes deves parar e refletir,se de fato és merecedor e mesmo que sejas,já parastes para notar que muitos se lamentam por lograrem o mesmo êxito?
A natureza normalizada da humanidade é pedir e tão pouco agradecer.
Teus sonhos são permitidos o que não implica a realização deles,pois poderás se lamentar mais tarde em pesadelos profundos e abismais.
Acima da vontade terrestre impera por amor a celeste.
Aproveite o dia feito o dia mesmo,erguido,que gradativamente vai se afirmando até o anoitecer novamente.
Nada te é negado para o teu bem estar ou a tua agonia,analise isso e terás a comprovação,que poderias lamentar e muito se tudo te fosse atendido,mas podes iluminar-te sob os auspícios da alegria e da positividade mental que malgrado tua atenção,guiam-te e te amam incondicionalmente.
Não te contentes apenas com o amanhecer,mas te realizes também sob as sombras,não procures reclamar do sol a pino,mas movimente-se como ele que cumpre todos os dias o seu mister até dar a oportunidade à noite que de mansinho e caprichosa logo chega para servir como provas magestosas que há momentos para tudo e para todos por entre dias na imortalidade para todos e para todo o sempre.
Muita Paz!
PREFÁCIO.
Livro: Migalhas Da Grande Mesa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
— MIGALHAS DA GRANDE MESA: À LUZ DO EVANGELHO E DA VISÃO ESPÍRITA.
Desde os primeiros ensinamentos oferecidos pela humanidade em sua busca pela verdade, poucos exemplos alcançaram tamanha profundidade e permanência quanto a mensagem de Jesus. Seu verbo, marcado pela simplicidade e pela grandeza moral, revelou que as mais elevadas conquistas do espírito não dependem da ostentação exterior, mas da transformação íntima, do amor ao próximo e da construção silenciosa do bem.
Sob a perspectiva espírita, o Evangelho de Jesus representa um roteiro seguro para a evolução espiritual da criatura humana. A Doutrina Espírita, conforme apresentada por Allan Kardec, compreende o Cristo não apenas como uma figura histórica, mas como o modelo e guia da humanidade, cuja vida e ensinamentos expressam a mais alta exemplificação das leis divinas de amor, justiça e caridade.
É nesse horizonte que se apresenta “Migalhas da Grande Mesa”. O título conduz-nos a uma profunda reflexão: diante da infinita mesa dos ensinamentos espirituais, cada criatura recebe aquilo que pode assimilar conforme seu estágio de compreensão. As migalhas simbolizam pequenas porções de luz, aquelas verdades simples e sublimes que, quando acolhidas pelo coração sincero, possuem força suficiente para alimentar a alma e impulsionar o progresso moral.
Jesus, em sua passagem pelo mundo, frequentemente utilizou elementos singelos da vida cotidiana para revelar grandes verdades espirituais. O pão, a semente, a água, a luz e a própria mesa tornaram-se símbolos eternos de ensinamentos destinados ao despertar da consciência. A grandeza divina manifesta-se muitas vezes através da simplicidade, porque a verdade não necessita de excessos para iluminar.
A visão espírita amplia essa compreensão ao demonstrar que a jornada humana é um processo contínuo de aprendizado e aperfeiçoamento. Cada experiência, cada dificuldade superada e cada oportunidade de praticar o bem representam parcelas do banquete espiritual que conduz o ser à maturidade moral. As pequenas lições do cotidiano, portanto, não são insignificantes; são instrumentos pelos quais o espírito desenvolve virtudes e aproxima-se gradativamente dos ideais ensinados pelo Mestre.
As páginas desta obra convidam o leitor a recolher essas pequenas porções de sabedoria com humildade e atenção. Mais do que apresentar reflexões, elas procuram despertar sentimentos e estimular a renovação interior, lembrando que a verdadeira compreensão do Evangelho não está apenas no conhecimento das palavras, mas na vivência dos princípios que elas encerram.
Na grande mesa da vida, Jesus permanece como o anfitrião sublime que oferece à humanidade o alimento espiritual da esperança, da fraternidade e do amor. Cada ensinamento recebido, por menor que pareça, pode transformar-se em força renovadora quando colocado em prática.
Que este livro seja acolhido como uma oportunidade de meditação e crescimento, permitindo que cada leitor encontre, entre suas páginas, algumas dessas preciosas migalhas de luz capazes de fortalecer a caminhada espiritual e aproximar o coração humano da mensagem eterna do Cristo.
Sorrateiro
Os olhos se viam felizes
Refletidos pelo espelho
Mas o tempo, sorrateiro
Envelheceu seu rosto
Ao longo de um dia inteiro
Como gotas de chuva
As noites que desabam
Sobre nossas casas,
Nossas coisas, nossas vidas
As horas correm felizes,
suaves por uma fenda
O sinal de saída, o apito do trem na curva
Hora de dormir e descansar
O brotar das uvas em novembro
Felizes idas e vindas
Pode ser que a vida seja
Não um fim em si mesma
Mas um laço indefinido, que liga
Entre futuro e passado
Uma pergunta retórica
Mesmo assim, ser respondida
Depois deixada de lado
Pra no fim, passar despercebida
Por ser o assunto indissolúvel
Questão que, de mal resolvida
A gente vai se apegando
Às alegrias passageiras
Que o tempo vai trazendo, sorrateiramente
Nada nessa mão, nada na outra também
Sorria! Você viveu mais um dia!
Edson Ricardo Paiva
O que me faria feliz
Era apenas e tão somente
Ver este mundo e toda gente
Ter tudo que sempre quis
Mas que soubesse desejar
Gente que soubesse onde quer ir
E aonde quer chegar
Se os anjos dissessem amém
A gente seria feliz...e além
Estantes cheias de livros
Surrados de tanto ser lidos
Meninas em brancos vestidos
Cotovelos fora da mesa
Rapazes sem chapéus,
na hora de comer
Camas limpas pra todos dormir
Ruas com árvores
Árvores com frutas
Frutas com sabor
Um pouco mais de amor no mundo
Um mundo de gente elegante
Educada e honesta
Um padre que razasse a missa
E nos desse parabéns
Por saber viver e dividir
Que a gente pudesse sorrir
E nossos vizinhos também
Um mundo onde ninguém mais
Precisasse mentir
Pra mais tarde descobrir
Que a felicidade de verdade
É uma vida isenta de ira
Que todo mundo compreendesse
Que tudo que não passa por isso
É felicidade de mentira
Por muito tempo eu estive assim
Esperando por quem não me quis
pensei que iria ser feliz
Sem perceber, que algo não era verdade
e já havia passado do fim
E eu aguardava o dia todo pra estar
com quem não quer saber de mim
Quer saber?
Até que não foi tão ruim
A saudade
que haverá de doer depois
Se tiver que escolher um dos dois
Vai fazer como eu fiz
e querer ficar com ela
Que fugiu de viver um amor
E pela vida sem sabor de nada
Me trocou
e achou, então
Que era bom rir assim
Enquanto eu sofria
Mas eu não vou estar perto nesse dia
Quando seu peito deserto
Vai chorar de madrugada
Vai me buscar e descobrir
que eu já hei de estar feliz
vai procurar, então, os poemas que eu fiz
e que ela rasgou, de malvada que era
Sem pensar nas lágrimas que a esperam
desesperada
Vai então, nessa hora descobrir
Que ao meu lado não tem mais lugar
E que já não será para mim
Mais nada.
Tem momentos em que simplesmente
A vida parece estar mais feliz
e o dia amanhece quente e doce
Um pássaro me trouxe
Uma rara melodia na janela
Aqueles sentimentos tristes
Milagrosa e temporariamente
desistem de mim
e vão entristecer noutro lugar
Que bom seria, se eles não voltassem
Meu Deus, que bom seria, alegria
Se você ficasse e morasse aqui
Eu jamais desisti de conhecer
Esta sua feliz companhia
E hoje me parece, enfim
que você também
Não desistiu de mim.
Felicidade
É um lugar que existe
Escondido
Fica muito além
de simplesmente longe
É lá que se encontra cada laço
Cada passo e cada compromisso
Em toda direção oposta
De cada Estrada que seguimos
Catando estrelas com rede
Quais fossem
Imaginárias borboletas.
Mas quando se deseja
Arrancar asas aos sonhos
Troféus, carrosséis de ilusão
Coisas que voam
...e que brilham
Apagadas, elas caem
No clarear do dia
Não há Paraísos
Paz, nem melodia
Borboletas, beija-Flores, estrelas
Há palavras escritas
Que resultam num lugar vazio
e pensamentos
que te afastam
muito, muito mais do que pode pensar
Mas você os pensa muito intensamente
Triste!
O Paraíso continua lá
No voar da abelha
No cair da folha
Na dor da saudade
No desembaraço
Simplicidade
Desenhada em versos
Sem tinta
Sem Papel ou comprometimento
Nenhum compromisso cumprido
Firmado com Deus
Entre a gente
Só há a morte
A fluir dos cortes
de sorte
Que a felicidade
Se encontra a menos de um passo
Num lugar distante
Lá dentro da gente
Escondido
Atrás do mal
Tão bem guardado
Nesse coração endurecido
O lugar mais mais fácil
Que Deus encontrou pra guardar
Por isso
Tão difícil de achar.
Edson Ricardo Paiva.
Descobri que Nessa vida o mais importante ter paz do que razão...
Ser feliz é simples...A felicidade é um estado de espírito...
Nós é que complicamos a vida...A verdadeira felicidade está nas coisas simples do dia dia...O nascer do sol é o sinal da certeza de um novo recomeço todos os dias...💕
Sobre Abusadores e Abusados
Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.
Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.
Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.
Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.
Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!
Interesse
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino
Flor de Maracujá
Construi o meu castelo. Flutuante pelo ar
Não é grande mas é belo. O meu castelo a flutuar
Nos jardins do meu castelo. Só flor de maracujá
De beleza incomparável não me canso de regar
Todo castelo tem lendas. A do meu vou lhe contar
Não tem príncipe valente. Não tem a rainha má
E também não tem princesa dorminhoca para acordar
Mas vive no meu castelo um ser bizarro e bizonho
Escondido numa toca. O devorador de sonhos
Quem nunca ouviu falar. Desse bichinho malandro
Que só faz desanimar. Quem leva a vida sonhando
O devorador de sonhos. Está em todo lugar
Se fingindo de amigo. Querendo te derrubar
Esse bichinho bizonho adora atazanar
Dizendo que é impossivel seu sonho realizar
Mas dentro do meu castelo não deixo ele entrar
Escondido em sua toca ele vai ter que ficar
Pois no meu jardim cultivo a flor de maracujá
sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar
quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava
por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar
que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar
Gabiróba, o sapinho mochileiro acreditava que a amizade era uma rocha que se projetava no mar de magias do antigo reino sapo. Ele ria dessa ideia e dizia que se tivesse o poder de impedir as ondas desse mar de partir para o oceano de dúvidas impediria. Pois com elas o medo avançava ano a ano sobre a terra fértil da sua limitada mente sapo desde que chegara nessa estrada sem fim que é a vida de quem é ansioso como um noivo espera que encontre o sentido, e que ele seja bom e generoso.
Gabiroba via a terra, a boa terra da esperança se desmanchar no atrito das ondas do mar de dúvidas, via os longos braços de areia áspera e alcalina que segurava na praia a fúria do oceano de raivas. Quando o brilho do sol partia na tarde vermelhada ele contemplava a paisagem brilhante dourada do futuro e se animava a fazer uma caminhada para alcança-lo. O céu iluminado pela lua brilhava nas águas salgadas e refletia toda sua história de pérolas e jóias de uma vida predestinada a ser um simples sapo mochileiro nesse universo de sapaiadas, desde o dia em que sua mãe sapa anunciou: "Estou grávida". Assim nascia Gabiroba, o sapinho mochileiro trazendo em seus pensamentos um universo mágico de valiosas jóias que jamais seriam usada, seus olhos eram como pedras estreladas refletidas pelo brilho do céu escurecido da noite calma, mas acordou na chuva e eles pareciam opacos sem brilho, desde que as dúvidas começaram a percorrer o seu caminho.
