Textos grandes
Quero cuidar de você com um carinho desigual e te provar que sou capaz de leva-la a felicidade tão aguardada por nós;
Viver uma linda eternidade ao teu lado na alegria e na tristeza buscando sempre a mesma direção;
Entretanto sempre me preocupando com o foco que a plenitude nos oferece compartilhando toda a riqueza que possa haver;
O meu amor é a maior riqueza que eu posso oferecer e compartilhar com você meu anjo da guarda;
Ando ansioso entre minha confusão, mas feliz pelos sentimentos nascentes em meu interior, me faço de um jeito agradável para lhe conquistar;
E de um jeito tão inocente te ganho para te levar a felicidade vendo as certezas de um amanhã justo e lindo;
Talvez eu esteja enganado com palavras precipitadas, mas o meu coração quase nunca erra com os meus sentimentos;
Te amar assim não é por querer e sim por você, felicitar o seu viver, cortejar o teu ser;
Deixe-me aproximar bem próximo dos seus sentimentos, me deixa seguir o teu regimento para que o meu coração tenha o seu seguimento;
E é pelas rosas que brotam a sua tão formosa face, és a primeira nas minhas conclusões para acalentar minhas ansiedades pelo amor e pela dor para me fazer máster;
Por que te amo?
Ninguém define a força do amor
Seja ele na felicidade ou até mesmo na dor
Não se troca, não se vende
O amor é infinito e com ele se aprende
Por que te amo?
O amor é um sentimento com ele existe a troca de momentos
Momentos afetivos que com certeza não se paga
Porque o amor de verdade é dado de graça
Por que te amo?
Ao vento é semeado, se não há coragem... No coração é guardado
Só sei que nada sei... Mas o meu coração à você eu me entreguei;
Há uma grandeza silenciosa na vida comum: nos laços que tecemos dia após dia, na fé que sustenta nossos passos, nos sorrisos e lágrimas partilhados.
O extraordinário não reside em roteiros grandiosos, mas na coragem de construir algo duradouro: um lar, uma família, memórias simples que ecoam pela eternidade.
A verdadeira beleza da existência floresce justamente onde menos se espera: nos detalhes ordinários que, ao final, revelam-se milagres cotidianos.
A GRANDE FRAUDE DA IDADE
Há uma mentira vendida em cada espelho.
Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.
Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.
As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.
Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.
São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.
Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.
É uma vitória improvável.
Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.
Foi aberto a golpes.
Cada perda arrancou um pedaço de inocência.
Cada traição deixou um corte profundo.
Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.
Enterramos amigos.
Enterramos amores.
Enterramos versões inteiras de nós mesmos.
E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.
Isso não é decadência.
Isso é triunfo.
Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.
Mas existe outro caminho.
Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.
Talvez seja exatamente isso.
Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.
As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.
A juventude possui cartilagens resistentes.
Nós possuímos discernimento.
Ela sobe montanhas correndo.
Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.
Perdemos velocidade.
Ganhamos direção.
Perdemos elasticidade.
Ganhamos profundidade.
Perdemos a ilusão da eternidade.
Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.
E há uma ironia magnífica nisso tudo.
Os ossos já não suportam o mesmo peso.
Os joelhos protestam.
A pele já não estica como antes.
Mas o cérebro...
Ah, o cérebro.
Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.
Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.
Não porque destrói cidades.
Mas porque destrói mentiras.
Explode vaidades.
Reduz egos a poeira.
Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.
A verdadeira potência nunca esteve nos braços.
Sempre esteve na consciência.
Envelhecer não é caminhar para menos.
É caminhar para dentro.
É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.
Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.
Nem das mãos marcadas.
Nem das rugas que insistem em permanecer.
Elas não denunciam o tempo.
Elas testemunham que você atravessou o tempo.
São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.
Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.
Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.
E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.
Olhar para trás sem desejar voltar.
Olhar para frente sem temer chegar.
Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.
Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.
O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.
E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.
Os números deixam de importar.
Perdemos a conta.
E, enfim, deixamos de ter idade.
Sobre Abusadores e Abusados
Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.
Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.
Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.
Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.
Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!
Interesse
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é muito raro não me desanima
É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina
Meu interesse é longe distante de qualquer caminho
É o lenço que foge das lágrimas e chora sozinho
Meu interesse é viver uma paixão. Menina
Meu interesse é viver um grande amor. Menino
Meu interesse é um subir pra baixo descendo pra cima
É o punho girando o pandeiro dessa minha sina
Meu interesse não soma valor nem é levado em conta
É o sorriso no rosto menino depois que apronta
Meu interesse é entrar de cabeça na paixão menina
Não está escrito no bilhete aonde ela termina
Meu interesse é viajar na frente desse amor menino
Até que o samba alegre dessa vida chegue ao seu destino
Flor de Maracujá
Construi o meu castelo. Flutuante pelo ar
Não é grande mas é belo. O meu castelo a flutuar
Nos jardins do meu castelo. Só flor de maracujá
De beleza incomparável não me canso de regar
Todo castelo tem lendas. A do meu vou lhe contar
Não tem príncipe valente. Não tem a rainha má
E também não tem princesa dorminhoca para acordar
Mas vive no meu castelo um ser bizarro e bizonho
Escondido numa toca. O devorador de sonhos
Quem nunca ouviu falar. Desse bichinho malandro
Que só faz desanimar. Quem leva a vida sonhando
O devorador de sonhos. Está em todo lugar
Se fingindo de amigo. Querendo te derrubar
Esse bichinho bizonho adora atazanar
Dizendo que é impossivel seu sonho realizar
Mas dentro do meu castelo não deixo ele entrar
Escondido em sua toca ele vai ter que ficar
Pois no meu jardim cultivo a flor de maracujá
sorrir
pra não chorar de saudade
da felicidade
daquele seu olhar
quando eu chegava e batia palmas lá no seu portão
você atendia brava e perguntava
por onde eu andava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
por onde eu andava você perguntava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
eu vou sorrir
sorrir pra não chorar de saudade daquele seu olhar
que me perguntava por onde eu andava por onde eu andava
por onde eu andava
que não vem me visitar
que me perguntava por onde eu andava
por onde eu andava? que não vem me visitar
Gabiróba, o sapinho mochileiro acreditava que a amizade era uma rocha que se projetava no mar de magias do antigo reino sapo. Ele ria dessa ideia e dizia que se tivesse o poder de impedir as ondas desse mar de partir para o oceano de dúvidas impediria. Pois com elas o medo avançava ano a ano sobre a terra fértil da sua limitada mente sapo desde que chegara nessa estrada sem fim que é a vida de quem é ansioso como um noivo espera que encontre o sentido, e que ele seja bom e generoso.
Gabiroba via a terra, a boa terra da esperança se desmanchar no atrito das ondas do mar de dúvidas, via os longos braços de areia áspera e alcalina que segurava na praia a fúria do oceano de raivas. Quando o brilho do sol partia na tarde vermelhada ele contemplava a paisagem brilhante dourada do futuro e se animava a fazer uma caminhada para alcança-lo. O céu iluminado pela lua brilhava nas águas salgadas e refletia toda sua história de pérolas e jóias de uma vida predestinada a ser um simples sapo mochileiro nesse universo de sapaiadas, desde o dia em que sua mãe sapa anunciou: "Estou grávida". Assim nascia Gabiroba, o sapinho mochileiro trazendo em seus pensamentos um universo mágico de valiosas jóias que jamais seriam usada, seus olhos eram como pedras estreladas refletidas pelo brilho do céu escurecido da noite calma, mas acordou na chuva e eles pareciam opacos sem brilho, desde que as dúvidas começaram a percorrer o seu caminho.
Prece Poderosa
Ó grande Deus e sábio arquiteto do universo, criador dos céus e da terra, que enviou seu filho Jesus Cristo na terra. Jesus Cristo, que nasceu por obra do Espírito Santo do ventre da bendita Virgem Maria, viveu e fez sua obra de redenção. Morreu na cruz do calvário e ao terceiro dia foi ressuscitado dos mortos e está vivo, intercedendo por nós. Ó senhor Deus, pai do nosso senhor Jesus Cristo, não há Deus tão grande como tu, nem acima nos céus, nem abaixo na terra, que faça as mesmas obras tão grandes e maravilhosas como tu. Agora, ó Deus, em nome do seu filho Jesus Cristo, eu venho pedir humildemente que ouça a minha oração porque estou necessitando e aflito. Ó Deus, cure agora mesmo, toda doença, todo mal, que está sobre o meu corpo e liberta-me de todas as perturbações e do poder dos demônios em nome de Jesus Cristo, seu filho. Ó Deus, eu entrego a minha vida nas tuas mãos, pois eu creio que só em ti há salvação, cura e libertação. Ó Deus, por isso eu te peço, resolva todos os meus problemas que tem afligido a minha vida e a vida da minha família. Agora, Senhor, tenha misericórdia de mim e perdoa todos os meus pecados, pelo sangue de Jesus Cristo. Ó Senhor, abra os céus, abençoa-me, cura-me e prospera minha vida em tudo, de uma forma maravilhosa. Ó Senhor, eu te agradeço de todo o meu coração e prometo te seguir e sempre louvar o teu nome.
FELICITA O TEU DIA.
Do Livro: Florais do Evangelho.
Pelo Espírito: Catarina Labouré / Irmã Zoé .
" Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal. "
Mateus 6:34. - Jesus.
Eis que amanhece mais uma vez,surgem-te uma nova oportunidade de aceitá-lo embora não te esqueças,que ontem fizestes planos similares para estar bem no transcorrer no dia de hoje,não obstante,as decepções que te assaltam em todos os campos,se impõem não como inimigos mas como um cadinho que te avalias as promessas anteriores.
Vem o dia para atender-te no que pedistes na noite.
Mas por tudo que rogastes deves parar e refletir,se de fato és merecedor e mesmo que sejas,já parastes para notar que muitos se lamentam por lograrem o mesmo êxito?
A natureza normalizada da humanidade é pedir e tão pouco agradecer.
Teus sonhos são permitidos o que não implica a realização deles,pois poderás se lamentar mais tarde em pesadelos profundos e abismais.
Acima da vontade terrestre impera por amor a celeste.
Aproveite o dia feito o dia mesmo,erguido,que gradativamente vai se afirmando até o anoitecer novamente.
Nada te é negado para o teu bem estar ou a tua agonia,analise isso e terás a comprovação,que poderias lamentar e muito se tudo te fosse atendido,mas podes iluminar-te sob os auspícios da alegria e da positividade mental que malgrado tua atenção,guiam-te e te amam incondicionalmente.
Não te contentes apenas com o amanhecer,mas te realizes também sob as sombras,não procures reclamar do sol a pino,mas movimente-se como ele que cumpre todos os dias o seu mister até dar a oportunidade à noite que de mansinho e caprichosa logo chega para servir como provas magestosas que há momentos para tudo e para todos por entre dias na imortalidade para todos e para todo o sempre.
Muita Paz!
A DESGRAÇA REAL: A VISÃO ESPÍRITA SOBRE O SOFRIMENTO, A FELICIDADE E O DESTINO ETERNO DA ALMA.
O ser humano, desde os primórdios da civilização, procura evitar a dor e alcançar a felicidade. Entretanto, aquilo que normalmente chamamos de "desgraça" nem sempre o é diante das leis divinas. Em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24, a mensagem do Espírito Delfina de Girardin apresenta uma das mais profundas reflexões sobre a natureza do sofrimento e do verdadeiro destino da alma.
Sob a ótica espírita, os acontecimentos terrenos não podem ser avaliados apenas pelas aparências imediatas. A vida corporal representa apenas um breve instante da existência imortal. Aquilo que hoje parece uma calamidade pode transformar-se na maior bênção espiritual, enquanto aquilo que aparenta ser felicidade pode esconder os germes da mais profunda infelicidade futura.
A falsa ideia humana de desgraça.
Segundo a linguagem comum, a desgraça é identificada com a pobreza, a doença, o abandono, a morte de um ente querido, a traição, a humilhação, a perda de bens materiais ou qualquer circunstância que provoque sofrimento imediato.
Essas dores são reais e profundamente sentidas. O Espiritismo, porém, convida-nos a ampliar o horizonte da compreensão.
Nossa visão costuma limitar-se ao presente, enquanto Deus contempla simultaneamente o passado, o presente e o futuro do Espírito. Dessa forma, acontecimentos aparentemente dolorosos podem representar oportunidades indispensáveis de regeneração, aprendizado, reparação de débitos e crescimento moral.
A verdadeira medida dos acontecimentos não está no instante em que ocorrem, mas nas consequências espirituais que produzem.
As consequências valem mais do que os acontecimentos.
Delfina de Girardin utiliza uma comparação extremamente significativa.
A tempestade arranca árvores, destrói plantações e assusta os homens. Todavia, ao mesmo tempo, purifica a atmosfera, elimina os miasmas e preserva inúmeras vidas.
Assim também ocorre com muitas provações.
Uma enfermidade pode despertar a fé.
Uma falência pode destruir o orgulho.
Uma perda afetiva pode aproximar o coração de Deus.
Uma perseguição pode ensinar humildade.
Uma limitação física pode desenvolver virtudes que jamais floresceriam na abundância.
Aquilo que parece destruição muitas vezes constitui preparação para uma vida espiritual mais elevada.
A verdadeira infelicidade.
O ensinamento apresenta então um dos maiores paradoxos do Evangelho.
A verdadeira desgraça não é necessariamente o sofrimento.
A verdadeira infelicidade pode esconder-se exatamente naquilo que o mundo mais deseja.
O Espírito afirma:
"A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade..."
Essas palavras surpreendem porque invertem completamente os valores humanos.
Quando a criatura vive exclusivamente para os prazeres materiais, para a riqueza, para o orgulho, para a aparência e para as ilusões do mundo, sua consciência acaba adormecendo.
O excesso de conforto pode produzir esquecimento de Deus.
O sucesso pode alimentar o egoísmo.
O poder pode fortalecer a vaidade.
A riqueza pode incentivar o apego.
O prazer contínuo pode anestesiar a consciência.
Essa é a verdadeira infelicidade: viver distante da finalidade espiritual da existência.
O ópio do esquecimento.
Delfina de Girardin compara os prazeres desordenados ao ópio.
Assim como uma droga anestesia temporariamente a dor, os excessos materiais podem fazer o Espírito esquecer sua realidade eterna.
Entretanto, o despertar inevitavelmente chega.
Quando termina a existência física, desaparecem:
o corpo;
os títulos;
a riqueza;
a posição social;
os aplausos humanos.
Permanece apenas aquilo que a alma construiu moralmente.
É então que muitos percebem que desperdiçaram uma existência inteira perseguindo sombras.
A felicidade segundo a lei divina.
Para o Espiritismo, felicidade verdadeira não significa ausência de problemas.
Significa possuir paz de consciência.
É conservar a fé durante a dor.
É praticar o bem sem esperar recompensas.
É desenvolver virtudes que sobreviverão à morte.
É aproximar-se continuamente de Deus.
Sob essa perspectiva, um pobre resignado pode ser infinitamente mais feliz que um rico dominado pela ambição.
Um doente paciente pode estar espiritualmente muito acima daquele que desfruta perfeita saúde, mas vive escravizado pelos vícios.
As provações como instrumentos de progresso.
Nada ocorre por acaso.
As dificuldades da existência possuem finalidade educativa.
Segundo a Doutrina Espírita, muitas provas foram escolhidas pelo próprio Espírito antes da reencarnação, visando acelerar seu progresso moral.
Outras decorrem do uso equivocado do livre-arbítrio durante a vida presente.
Em ambos os casos, Deus jamais pune por vingança.
As provações constituem oportunidades de crescimento, reparação e aperfeiçoamento.
A dor, quando compreendida e bem vivida, transforma-se em poderoso instrumento de libertação espiritual.
O soldado da vida.
Na conclusão da mensagem, Delfina de Girardin compara o cristão ao soldado que enfrenta a batalha.
O verdadeiro combatente não foge das dificuldades.
Aceita os desafios com coragem porque sabe que a vitória pertence àquele que persevera.
Pode perder riquezas.
Pode perder prestígio.
Pode perder o corpo físico.
Mas jamais perde aquilo que realmente importa: as conquistas morais da alma.
A morte representa apenas o término da batalha terrestre.
O Espírito retorna ao mundo espiritual levando consigo unicamente suas virtudes, seus conhecimentos, suas obras de amor e o patrimônio moral acumulado ao longo das existências.
Reflexão final.
A mensagem "A Desgraça Real" permanece extraordinariamente atual. Em uma sociedade que associa felicidade ao consumo, ao sucesso imediato e ao prazer incessante, o Espiritismo recorda que os verdadeiros valores são invisíveis aos olhos do mundo.
A maior desgraça não consiste em sofrer, mas em perder a oportunidade de evoluir.
A maior pobreza não é a falta de dinheiro, mas a ausência de virtudes.
A maior derrota não é morrer, mas atravessar a existência sem transformar o próprio coração.
Toda dor suportada com fé, humildade e confiança em Deus converte-se em degrau para a ascensão espiritual. Toda felicidade material, quando utilizada com egoísmo e vaidade, pode converter-se em obstáculo ao progresso da alma.
O Espírito imortal é chamado a olhar além da matéria, compreendendo que a verdadeira felicidade nasce da consciência tranquila, do amor praticado e da certeza de que a vida continua para além do túmulo.
Fontes:
O Evangelho segundo o Espiritismo – Capítulo V – Bem-aventurados os aflitos, item 24: "A Desgraça Real".
Allan Kardec.
Delfina de Girardin.
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Capítulo Da Infância Sobre:
A infância velada de Camille Marie Monfort .
A casa era grande demais para uma criança pequena. Os corredores longos pareciam guardiões de um silêncio que não se quebrava, mesmo quando o vento batia as janelas e fazia as cortinas dançarem como fantasmas. Camille Marie Monfort caminhava por ali em passos leves, como se temesse acordar a própria casa, que mais parecia viva, respirando em sua solidão.
Desde muito cedo, sua infância não se assemelhava à das outras meninas. Enquanto as crianças vizinhas se ocupavam com risos em praças e bonecas de trapo, Camille preferia sentar-se no sótão, entre livros empoeirados que ela mal conseguia decifrar. Tocava as páginas com os dedos miúdos, como quem acaricia um segredo. Não lia, mas sentia. Era como se as palavras murmurassem dentro dela, em uma língua ainda inacessível, mas estranhamente familiar.
À noite, deitada em seu quarto, Camille sonhava com jardins que nunca vira. Sonhava com espelhos partidos em que não via o próprio reflexo, mas vultos que a olhavam em silêncio. Havia em seus sonhos algo lúgubre, mas nunca amedrontador. Era um chamado.
Um dia, encontrou no quintal uma boneca quebrada, de porcelana antiga, esquecida no chão úmido. O rosto rachado da boneca refletia uma dor muda, e Camille a tomou nos braços como quem recolhe um ser vivo abandonado. Desde então, guardou-a como seu tesouro. Quando estava só, falava com ela em voz baixa, como se fosse sua confidente:
— Não é feio estar quebrado, é apenas mais verdadeiro.
Essa frase repetida em segredo, dia após dia, moldava sua visão do mundo. Para Camille, a infância não era um lugar de esquecimento ou de fugas, mas um território de presságios.
Sua mãe, distraída em afazeres, estranhava vê-la tão calada. "É uma criança triste", diziam os adultos. Mas não era tristeza. Camille carregava dentro de si uma gravidade misteriosa, como se tivesse sido convocada a escutar os ecos da vida antes que os outros pudessem ouvi-los.
Nos raros momentos em que sorria, o riso vinha como relâmpago: breve, mas de uma claridade tão pura que iluminava por inteiro o ambiente. Era como se sua alma, por um instante, rompesse o véu e se deixasse ver em sua plenitude.
Camille crescia assim, entre o silêncio e os símbolos, entre os sonhos e as sombras. Sua infância, tão oculta e incomum, não era uma fuga da realidade, mas a preparação para compreendê-la com mais profundidade.
Talvez seja esse o maior legado de sua história para as crianças e adolescentes de hoje: não temer o silêncio, não desprezar os sonhos, não fugir das inquietações. Porque até mesmo os medos infantis podem ser mestres disfarçados, conduzindo o espírito a um entendimento mais amplo de si e do mundo.
Camille Marie Monfort, em sua infância velada, nos recorda que cada criança carrega não apenas uma promessa de futuro, mas também um fragmento de eternidade que se revela nos detalhes mais singelos.
NÃO DESISTA DA VIDA.
Há vida por toda parte: no infinitamente pequeno e no infinitamente grande. A vida pulsa nas galáxias e nos átomos, nas florestas e nas sementes, no nascer do sol e no silêncio da noite. E tu?
Tu és filho da Vida e do Pai da vida. Foste chamado não apenas para existir, mas para viver, aprender, amar e ser esperança. Sê vida na vida de alguém. Às vezes, uma palavra de carinho, um gesto de bondade ou um olhar de compreensão basta para reacender a luz de um coração quase vencido pelo desalento.
Ainda que os dias pareçam cobertos por nuvens espessas, o sol continua existindo acima delas. Há dores que nos fazem acreditar que tudo terminou, quando, na verdade, estamos apenas atravessando uma estação difícil da existência. Nenhuma tempestade possui autoridade para apagar definitivamente a luz que habita a alma.
A vida não se mede apenas pelos momentos de alegria, mas também pela coragem silenciosa de continuar caminhando quando o coração está cansado. Cada lágrima derramada pode tornar-se a semente de uma compreensão mais profunda, de uma força que ainda desconhecemos em nós mesmos. É justamente nas noites mais escuras que aprendemos o verdadeiro valor da aurora.
Talvez hoje você não consiga enxergar sentido. Talvez o amanhã pareça distante. Ainda assim, permaneça. Há encontros que ainda não aconteceram, abraços que ainda não foram dados, páginas que ainda não foram escritas e amanheceres que esperam apenas que você esteja presente para contemplá-los.
Nenhuma noite é eterna. O tempo transforma a paisagem da alma. Feridas cicatrizam, saudades aprendem a conviver conosco e esperanças, por menores que pareçam, renascem quando menos esperamos. O que hoje parece um fim poderá revelar-se, amanhã, como o início de uma história mais bela e mais madura.
Se o peso estiver grande demais, não o carregue sozinho. Procure alguém de confiança, um familiar, um amigo ou um profissional. Pedir ajuda não diminui ninguém; ao contrário, é um gesto de coragem, humildade e amor pela própria vida.
A sua existência possui um valor que não diminui por causa do sofrimento. Você importa. Sua história importa. Sua presença faz diferença, ainda que você não consiga percebê-la neste instante. Enquanto houver um único sopro de vida, haverá também a possibilidade de um novo começo, de uma reconciliação, de uma alegria inesperada e de uma esperança renovada.
Não desista da vida.
Permaneça.
O amanhã pode revelar aquilo que hoje as lágrimas ainda não permitem enxergar.
Vive. Ama. Espera. E, por onde passares, sê vida na vida de alguém.
REFLEXÃO AMIGA.
Essa mensagem, ela pode servir como incentivo a quem atravessa um momento difícil. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que, para quem está em intenso sofrimento emocional, palavras de esperança podem ser um primeiro passo, mas buscar apoio de pessoas de confiança ou de um profissional também é um ato de coragem e cuidado consigo mesmo.
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Chamei de amizade aquilo que meu coração tinha medo de chamar pelo nome certo
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Teus olhos me hipnotizam;
Teus cabelos me seduz.
Sua gentileza me levanta;
Seu sorriso me encanta.
Querida, se você soubesse o que você faz em meu coração...
Se você soubesse o poder que tem! Nunca mais iria duvidar do seu valor, segurança e essência!
Dentre todos os poemas que já lhe escrevi, este é o mais sincero.
Pois, neles eu escrevi sobre teus olhos, sorriso, essência.
Mas neste, não somente.
Neste eu escrevo sobre quando percebi, apesar que demorado, que os sentimentos que escrevia não eram apenas admiração;
E sim os sentimentos que despertavam em mim;
O meu enorme amor por você!
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**Escrito em 30/06/2026 as 13:50, em Curitiba, Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti
AMIZADE
Amigos são pessoas especiais que nos completam, fortalecem a alma, vibram ao nosso lado nas conquistas e nos emprestam o ombro como acalento em momentos de fragilidade. E assim, a vida fica mais leve, tal como a música que nos faz sorrir e chorar de emoção.
O amor de amigo é gratificante.
Que Deus abençoe todos aqueles que conseguem entender o valor da amizade.
Muitos gostam de ser bajulados, gostam de grandes feitos para ser aplaudidos, gostam de impressionar, mostrando que têm muita sabedoria, alguns denominam-se até gurus ou mestres... no fundo, eles não ligam para os que sofrem, mas sim para o seu egoísmo, acabam mesmo por acreditar que são sábios.
É mentira, o sábio sabe que o espírito não tem necessidade de nada disso, pelo contrário, quando está em aprendizagem, ou servindo em sua missão, mantêm-se discreto em seus feitos, não esperando seguidores, tem uma preocupação constante, ser humilde!
O que é triste, é que a vaidade não os deixa ver o quanto estão longe do caminho espiritual, estão cada vez mais distanciando-se da verdade e levam atrás outros que não têm intuição para discernir, estão na mesma sintonia!
Só as grandes quedas e grandes perdas um dia lhes abrirá os olhos da cegueira do ego.
Deus não nos força a nada, dá-nos toda a liberdade para escolhermos ser felizes ou errar, e ajuda-nos a emendar o erro se for essa a nossa vontade.
Já que todos fazemos parte d'Ele, Ele sente o bom e o mau em nós.
Então melhor fazê-LO feliz todos os dias da melhor maneira que soubermos e com certeza que sentiremos a mesma felicidade em nós.
