Textos de Teatro
Antigamente eu tinha um teatro: bonecos de pano presos por cordões pulavam minha cama controlados por meus dedos. Riam, choravam e até sofriam porque eu lhes dava movimento e alma. E, aos olhos de todos, eu era um grande artista. Aplaudiam-me. Um dia, não sei como explicar, dei alma demais a uma boneca miudinha que puxou os cordões de baixo para cima e passou a guiar meus instintos, meu cérebro. Com o tempo, empolgou também a minha alma. Hoje, no teatro da vida, sou um boneco de carne e osso controlado por uma boneca de sete aninhos que dirige agora minha vontade e já já a própria vida.
Antigamente, eu tinha um teatro de marionetes. Bonequinhos de pano, presos por cordões, dançavam e pulavam na minha cama, controlados por meus dedos. Eram bonecos de pano, mas riam, choravam e até sofriam porque eu lhes dava movimento e alma. E, aos olhos de todos, passava por ser um grande artista. Aplaudiam-me. Um dia, não sei como explicar, dei alma demais a uma boneca miudinha e ela passou a cantar, chorar e rir por si mesma. E fez mais, puxou os cordões de baixo para cima, guiando primeiro, meus dedos, depois, meus olhos, e, finalmente, meu cérebro. Com o tempo, empolgou também, a minha alma. Hoje, no teatro da vida, sou um boneco de carne e osso, controlado por uma boneca miúda que dirige minha vontade e a própria vida
Eu acredito que existe os Deuses do teatro, uma força espiritual que esteja conectada as artes. E até aqueles atores, que embora não estejam mais aqui na terra, continuam permanentes nos teatros. Mas, na realidade lá é o palco, o altar sagrado, dessas almas que nunca deixarão de amar a arte.
O universo visível é um teatro de partículas carregadas. Uma dança de elétrons e prótons mantém unida. Vemos seus ritmos e geometrias em detalhes microscópicos, assim como a sua música toca por todo o cosmos: átomos e moléculas unidos pela força elétrica, estrelas e galáxias organizadas e energizadas pela mesma força, e no nosso pequeno planeta Terra, os organismos vivos animados pela eletricidade da vida. Não existe espaço vazio. Tudo o que vemos agora é ligado pela dança universal de partículas carregadas.
O julgamento desse suposto "Mensalão" pelo STF, está me parecendo mais com um "TEATRO DE FANTOCHE", cujo final parece terminar com uma grande gargalhada dos Réus inocentados pela Suprema Corte, e, consequentemente, com um choro interminável de todos nós brasileiros que esperávamos exatamente o contrário.
“No teatro neoliberal da educação, o professor é personagem explorado e o mercado é quem dirige a cena. Não há instituição educacional que compreenda melhor o educando do que o CEEBJA. Foi nesse espaço que pude vivenciar situações singulares, que me proporcionaram uma compreensão profunda sobre o verdadeiro significado de ser educador e gestor. Ser diretor de uma instituição como essa é conviver diariamente com múltiplos educandos, vindos de realidades, histórias e universos sociais diversos, o que exige sensibilidade, empatia, compromisso e constante capacidade de mediação entre sonhos, desafios e possibilidades.
"Representação. Invenção. Minúcias. Premeditação. Vivendo o real na irrealidade pessoal. Transformação. Transição entre a vida e o palco. O ator é o reflexo do outro. A vida pra muita gente é um teatro, totalmente mal interpretada, inventa um personagem toda vez que as "cortinas" se abrem. O que elas não sabem, o ator não se perde de si."
Ninguém passava a achar moralíssimo matar o pai e casar-se com a mãe após assistir Sófocles na Grécia Antiga, nem tampouco adulterava após aplaudir o teatro de Nelson Rodrigues, ao contrário. Ver toda a miséria humana no palco sempre causou ojeriza ao público perante sua hediondez revelada.
Muitos dizem serem capazes porém poucos são de fato capazes, não confunda quantidade com qualidade, muitos querem mostrar habilidades, enganar os outros, fingindo ser o que não são para tentar se sobrepor perante aos demais, falar qualquer um fala, ninguém precisa mostrar capacidade para ninguém, tão pouco mostrar que é competente, pois isso não se expõe como uma peça de roupa em uma vitrine de uma loja, se faz como em uma peça de teatro em um espetáculo onde muitos virão você se destacar.
Às vezes, não nos sentimos como se estivéssemos todos atados a uma peça teatral? Não tem roteiro, não tem diretor, sabemos - ou não - das nossas falas, alguns caminhos a seguir, até sabemos atuar um pouco mais, um pouco menos. Na maioria das vezes sobra pouco espaço - não nos deixam - para ser aquilo que somos de verdade: nossa atuação poderia desagradar, pois a farsa parece mais leve que a realidade. Quem sabe um dia consigamos sair dessa peça ruim.
Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que leva a vida a parecer sempre um esboço. No entanto, mesmo esboço não é a palavra certa, pois um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.
Subam no palco com toda coragem que puderem vestir. Finjam que o que estiverem prestes a dizer nunca houvera sido dito; finjam que o que estiverem na iminência de fazer jamais tivera sido feito por quem que que seja. Prometo-lhes, ao ouvir o som de aplausos, esta absoluta certeza do quanto houveram sido extraordinários, tendo nos propiciado ouvir e ver o que, de fato, não tivera sido contemplado antes da tua existência.
A vida oque dizer sobre ela? Só tenho a agradecer por tudo até mesmo aquilo que não deu certo e o que deu que a vida continue sendo esse grande palco de teatro, você escolhe o papel sim, mas o choro não pode ficar de fora nem mesmo o cair, até porque um "espetáculo" onde tudo da certo sempre não se torna um espetáculo você decidi oque quer fazer do seu palco brinque mais sorria mais expresse mais seus sentimentos seja feliz o resto vem.
Na dança meu corpo grita e minha alma e espirito calam se como silenciosos espectadores atentos do meu linguajar movimento. No teatro e na música não é diferente pois meus personagens encenam e meu canto emudece frente ao amargo congênito de meu coração.Tolos são os que veem e dão uma única sentença para todo universo que cabe entorno da região peitoral onde abriga a livre motivação, os devaneios e a insana emoção.
E quando o menino sobe no palco, se transforma em tudo aquilo que queremos ser: o homem, o divertido, o filho, o pai, o amante, o que promove lágrimas e sorrisos. E nas coxias descobrimos que por trás de tudo aquilo, atras da cena, nas coxias, há um poeta da arte de entreter e interpretar (Coxias - Victor Bhering Drummond)
Deveria ser Lei a obrigatoriedade de distribuição de cestas básicas mensais para os profissionais que fizeram parte da historia da programação, pelos grandes grupos de comunicação, televisão abertas e fechadas, das festas, do áudio-visual e do entretenimento no Brasil via os sindicatos correspondentes para atender a justa e digna demanda de abandono e esquecimento dos artistas velhos e portadores de doenças graves.
Tristeza, melancolia, ódio..todos esses sentimentos e tantos outros mais, disputam um pequeno espaço na mente humana. Fazem com que o bípede humano se transforme num laboratório de emoções desencontradas que, se não forem bem administradas, o transformará num fantoche desarticulado neste teatro de ilusão.
O que seria de mim sem os meus sonhos? Podem me chamar de lunática, mas eu passaria o resto dos meus dias vivendo de fantasia, bem ao estilo Dom Quixote. E, estou certa, seria uma trajetória mais significativa do que a dessas pessoas que levam tudo a sério demais, até mesmo essa grande peça de teatro a que chamamos vida.
Agora nós eramos falantes, agora ficamos calados, agora fingimos concordar com tudo. Sossegando os ânimos contrários e enlouquecendo a alma e a consciência. Tomar lado, dizer e escolher são sempre a melhor escolha mesmo que nós tenhamos que manter uma aparência isenta por várias vezes. Você já brincou de teatro?
"- Ela era impressionante. Para fazer o garoto de "Pega Fogo" enfaixava a região dos seios com tiras largas de esparadrapos. Depois de uma semana de representação, a pele saiu e ficou a carne viva. Ela teve de se enfaixar com tiras de pano. Cacilda sempre fez esses sacrifícios. Quando montamos "Maria Stuart" sofreu dores nos rins porque a roupa era pesada demais e a peça durava 3 horas e 15 minutos. Aos sábados fazia três sessões e, no domingo, duas. Exauria-se de cansaço. Representou "Arsênico e Alfazema" gravida de sete a oito meses. Esta é a Cacilda Becker que conheço há quase trinta anos".
